sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

OS TRAMBOLHÕES ENRIJECEM

Amar e ser amado
É sublime
Ser amado e não amar
Também faz corações felizes
Não ser amado e amar
Acontece, não adianta reclamar
Mas as experiências amadurecem-nos
Desde o nosso primeiro beijo
Mágoas, rancores, vinganças?
Na, na, é perda de tempo
No meu primeiro desgosto, suicidei-me
Sim, achei mais dramático
Mas arrependi-me
E reclamei a minha vida de volta
Viajar sem regresso
E não levar histórias para contar,
Nem pensar
Continuei a crescer…a Viver.
Trambolhão aqui, trambolhão ali
Ajudou-me a enrijecer
Mas não fui eu quem perdeu
Eu sei o que valho, quem eu sou
Agora, quem me trocou
Sei que muito chorou
Mas o tempo já passou, ou voou
E apenas ficou o “buzinão”,
Que me chama à razão
Quando ando em contra mão.
O que lá vai, lá vai
Na altura nem pensava ser mãe
Hoje, quase sou avó
E são inevitáveis as gargalhadas
Quando me lembro das trapalhadas
Não devemos levar a vida muito a sério
Corremos o risco de calcinar os sentimentos
As emoções
E se isso acontecer, que proveito tiramos
Dum enluarado anoitecer,
Ou dum ensolarado amanhecer?


Helena Santos

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