quinta-feira, 1 de outubro de 2015

O LIVRO QUE NÃO RASGUEI

Tu és um livro único. Sonhei-te, idealizei-te, escrevi-te e depois saboreei-te. Cada palavra foi escrita com paixão; cada página decorada com a alegria de quem recebe sol num dia tempestuoso de inverno. A capa foi desenhada com a doçura que havia guardado especialmente para ti e pintei-a com as cores que só quem ama sem prazo, nem condição, consegue vislumbrar. São cores mágicas. Tudo o que é feito com amor e por amor, nunca perde o vigor e só nos engrandece. Li-te, reli-te, tanto viajei nas tuas palavras que cheguei a perder-me, mas encontrei-me. Rasgar-te? Não, está fora de questão. Guardei-te e tu sabes, amado livro. Sempre soubeste a tua importância na minha vida, na minha aprendizagem, no meu crescimento como ser humano e fizeste dos meus dias, eternos e sonantes sussurros de poesia…Só não soubeste ler os meus lábios e devias. Deixei de folhear-te, de ler-te, mas continuas à cabeceira do meu coração, com o marcador na página em que eu comia morangos melados da tua boca. Não estás terminado, nunca estarás, porque um livro amado não têm fim, não para mim.

Helena Santos

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