domingo, 2 de setembro de 2012

A carne nua em ferida entreaberta
é sonho doce, que logo o amor desperta
e a rigidez que essa sensação nos traz
desperta desejo obsceno que tanto satisfaz

Então a fenda aberta que escorre sem sutura
rosa, vermelho sangue, que o tesão apura
em seu corte profundo de marcas de prazer
torna a carne fraca em terno enlanguescer

E a sede que devora nossa seca garganta
encontra seu conforto e o pudor suplanta
e as mãos que ávidas anseiam, sofrem na demora
aguardam os afagos, que o outro amante implora

É então que o corpo em lânguidos prazeres se encolhe
e no vértice entre as pernas o cetro flamejante acolhe
Porque os dois felizes amantes inventam tais delícias
e em expressões vibrantes se perdem em carícias...

Joaquim Vale Cruz
 

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