sábado, 4 de agosto de 2012

Percebo, que não entendas…
Mas não entendo... que não percebas

Tal qual meus pés, em areias douradas
Acerco-me... de ti
Como se a um lugar ali... arredado
Para se concedível enxergar-te de perto...
Sonho-te, escrevo-te, sinto-te…
E esse sentimento profundo
Conduzo-o ao mundo em forma de ti…
Não me cortes a voz, não me encarceres a alma

Percebo, que não entendas...
Mas não entendo... que não percebas

Anseio cada um de teus verbos
E os que nunca me pronunciaste…
Quero de ti palavras etéreas
Esboçadas, sem serem cedidas
Tenciono perceber a tua voz em escuridões de silêncios
Quero desfechar de tuas passagens
e cultivar toda a preciosidade que te acontece…

Percebo., que não entendas...
Mas não entendo... que não percebas

Quero a brandura da tua boca, o consolo dos teus lábios
Quero um beijo prateado, completo de estrelas e visões…
Pretendo amortecer… na serenidade dos teus olhos
Imagino encontrar-me em teus silêncios reservados
Partilhar o mesmo cálice... A mesma vida. …
Aspiro murmurar-te ao ouvido
e deixar tatuado em ti o teor da minha alma…

Percebo., que não entendas...
Mas não entendo... que não percebas…

Maria Nóbrega
 

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