segunda-feira, 30 de julho de 2012

O teu nome era mar...

A pareceste nos meus sonhos

como uma brisa ao amanhecer...
envolto em ondas brancas
vi-te caminhar pela areia molhada
chegando até mim devagar.
Nada disseste...
mas palavras para quê?
se os nossos corpos comunicaram
tão bem entre si...
Senti o calor das tuas mãos,
o sabor dos teus beijos
e o fogo incontrolável do teu corpo!
Logo partiste, devagar,
tal como tinhas chegado,
deixando para trás a imagem
das tuas pegadas esculpidas na areia.
Quis chamar-te, gritar o teu nome
mas não soube como fazê-lo...
pela lembrança do cheiro do teu corpo,
pelo sabor da tua boca...
resolvi chamar-te simplesmente mar!

Bernardina Pinto
 

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