sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

A FOLHA

Esquecida, pisada
Dizem para nada servir
Mas já foi amada, admirada
Ou somente usada
E de tanto se dar
Defraudou-se de si
O que recebeu
Como sendo de coração
Foi apenas manipulação
Não veio de dentro, com sentimento
Resta o lamento
De quem tudo fez, tudo deu
E de viver se esqueceu
Por mérito, ganhou um céu
E provou
Bem mereceu, o infinito gritou
De repente…o inferno
Como apareceu?
Nunca percebeu e ninguém esclareceu
Acusada, condenada
Por quem mostrou
Que na maldade foi valente
E na cobardia, sempre imperou
Restou-lhe esperar e o seu dia chegou
A Folha? Ganhou um amigo, o Vento
Ficou tão feliz, que com ele voou
E a dignidade recuperou!


Helena Santos

2 comentários:

  1. A folha e, sem dúvida, um poema bem delineado e de intervenção societária,

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    1. Obrigada pelo seu comentário, Daniel Costa.
      Beijo

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