sábado, 3 de novembro de 2012

A BARCA DO TEU PEITO

Embarquei na “alva barca” do teu peito
e trilhei mundos inquietos… abissais.
Deixei no hálito doce do teu leito
estrofes belas e ternuras imortais.

Mas nas águas da saudade eu fui eleito

rei de oásis transcendentes e irreais.
No delírio dos meus sonhos fui suspeito
de atear à barca do teu peito, vendavais.

Quando a noite despojava o seu esplendor

eras Venus que fugia ao seu amor,
e o mar calmo pouco mais que um rio disperso.

Diz-me, como poderei deixar de amar-te,

se para mim és música em estrofes de arte
e o teu peito contém todo o Universo?

Manuel Manços
 

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