sexta-feira, 13 de julho de 2012

Sina

Em grito de mágoa e olhar molhado,
do destino cruel e baço na vida,
o medo húmido em rosto agarrado
se espelha de inocência, só, perdida.

Lágrimas escorrem no pó da face
a desenhar na pele a triste sina,
suplicando um gesto que a abrace
afastando a dor que rompe, assassina.

Desprotegida se aconchega ao peito,
quer fugir; voar, esquecer o amor
de pai e mãe agora desfeito.

Pede esperança, outro fim e outra graça:
que o amargo tormento não demore
e que o tempo sem ódios de luz nasça.

 Nelson Moniz


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