sexta-feira, 29 de junho de 2012

Até sempre vou sonhar!

O sempre será até quando?
É uma pergunta a se fazer
É um recado que não mando
Por ter medo de te perder

No calor que nos ateia

Vivemos um amor atroz
O teu corpo me enleia
E assim perco a minha voz

Entrelaçamos as nossas mãos
Odorizamos as nossas peles
E nossos corpos sem vãos
Que se possa ver entre eles

Nossas bocas encostadas
Em beijos intermitentes
E a dizer palavras amadas
Em que nós ficamos contentes

O amanhã que hoje se vive
Num amor assim guloso
Faz dos amantes um diatribe
Que já ontem era amoroso

A Primavera está logo ali
Quando em sonho eu te peço
Nossos sonhos como em ti vi
São belos que não os esqueço

Armindo Loureiro 

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