domingo, 23 de setembro de 2012

MINHA SAUDADE É RIO

Ó povo de marinheiros,
Onde navega a saudade,
Vives de velhas marés
Na tua eterna vaidade.
Venceste a ira dos mares,
Estilaste fel nos seus leitos
E vieste ancorar
Num rio de amores perfeitos.

Minha saudade é um rio,

Um rio de maré cheia.
Minha saudade é um rio,
Um rio que me enleia.
Minha saudade é um rio,
Um rio vazio e distante
Minha saudade é um rio
Que me enlaça na vazante.

E esta saudade, tamanha,

Do meu país um bocado,
Que docemente se entranha
Onde em minha alma há o fado.
À sina de bem cantar,
Nobre estio duma cigarra.
Ó povo de marinheiros,
Eco de velha guitarra.

Manuel Manços
 

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