Uma Imagem...Mil Sorrisos 2018


Imagem Google

TODAS AS SEMANAS INTERPRETA-SE UMA FOTO DIFERENTE 
As fotos utilizadas na iniciativa, são retiradas da net...

 “Uma imagem…Mil Sorrisos” dá-nos asas à imaginação. Regista um momento que fica eternizado na nossa memória. No entanto se virmos uma imagem, ela provoca-nos sensações diferentes. Como fazer chegar uma imagem a quem não a vê? Cada um tem a sua interpretação e esta pode valer um sorriso… ou melhor mil sorrisos a quem a lê." Cristina Russo - mentora da iniciativa.

NÓS FORNECEMOS A IMAGEM E VOCÊS ESCREVEM SOBRE O QUE ELA VOS TRANSMITE. 


ATENÇÃO: SÓ SERÃO VÁLIDAS AS PUBLICAÇÕES FEITAS NO PRÓPRIO DIA - DAS 00:00H ÀS 23:45H. FORA DO DIA SERÃO ELIMINADAS

A DIVULGAÇÃO É SEMPRE FEITA NO DIA ANTERIOR!

1 - Obrigatório identificar a iniciativa com:
- ou com o nome da iniciativa,
- ou com a foto da iniciativa,
- ou com ambos.

2 - A foto a usar é sempre a da iniciativa.

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TODOS PODEM PARTICIPAR!



Imagem a ser interpretada
Terça Feira 15-05-2018 


 VIAGENS...

Há viagens que aguardam no tempo
pra serem concretizadas
há viagens de um só momento
viagens apenas sonhadas...

Num patamar de estação
há um encruzilhar de vidas
seja qual for a razão
das chegadas ou partidas.

Há uma ansiedade presente
dando à tristeza vazão
é o adeus de muita gente
com lágrimas no coração.

Trocam-se beijos, carinho,
abraços a quem chegou
alegria de pais por um filho
que em boa hora voltou.

E há os que partem sem destino
em busca de tudo e de nada
será longo o seu caminho
até à estação da chegada...

Aida Maria (Aida Marques)





 O trem da vida.

Caminhei caminhos sem estrada,
Caminhos pó da calçada,
O céu adivinhava uma trovoada,
Seguia embrenhada de tudo e de nada
Nada cansada,
No meio de tanta maravilha…
Envergonhada!
Nada concretizei,
Com tudo sonhei,
Andei perdida
Na carruagem da vida!
A ver se me encontrava
No meio de ti e do vazio
Carente sim…
Mas não triste a natureza não deixava,
Esqueci-me onde estava
O esplendor do maravilhoso
Não queria;
Antes me surpreendia…
As paisagens que eu via
Me deslocava o olhar
Á velocidade da luz!
E… eu, entrava mato a dentro
A ouvir os sons selvagens de dóceis animais,
O sol ali não entrava,
As altas naturezas
Não deixavam.
Impediam a sua passagem á miragem do infinito
Onde tudo era azul de frescura
Verde de solidão!
A minha imaginação se deslocava como o vento.
Numa parte do planeta,
Onde viajei sem tempo!

Fernanda Bizarro 





Vou por aí-----

Vou por aí...a desbravar caminho
levo um pouco de sol na minha bagagem
vou deixar acontecer o amor e o carinho
recomeçar a viver dentro dessa viagem!

Tornar grandes os pequenos momentos
aprender a dar-lhes o devido valor
esquecendo dores e tormentos
deixar no meu jardim surgir flor!

Pensei tanta vez ... já ter morrido
ao contornar esse caminho esquecido
no cais abandonada me deixava ficar!

Bate me no rosto uma suave aragem
respiro enchendo o peito e sigo viagem
sem saber quando e onde vou chegar!

15-05-18 maria g. 






 No cais de embarque
Parti sem querer partir
No peito levava o esperança
Na mala a saudade
Nos olhos guardei a paisagem
Desta Lisboa minha
Rainha do Tejo
Amante do fado
Da boémia
De estudantes e doutores
Lisboa ,cidade luz

Cresci à beira do rio
Namorando à luz da lua
Ouvindo os comboios da minha janela
Sonhando com viagens que nunca fiz
Mas neste ponto de partida
Vou de alma preenchida
Dos encantos nos seus bancos
Jardins da minha vida
Fui criança ,fui traquina
Fui amante ,fui mulher
Lisboa que me quer

Vesti a ilusão
Bebi com sofreguidão
A terra prometida
Respirei toda a lezíria
Girassóis e malmequeres
Temperei com condimentos
Todos os simples momentos
Fui andorinha na Primavera
Voltei então errante
Q'ual poeta que se ilude
Lisboa sabe a mar

Liberdade e alegria
Nos cais onde parti
Cheguei e te senti
Fiz de ti meu bem querer
Lisboeta sou até morrer
Alfacinha com muito orgulho

Anabela Fernandes 






“OS APEADEIROS DA VIDA”
Tantos apeadeiros ao longo da vida
O tempo corre atrás do comboio da vida
Passam e tornam a passar
Dizendo o seu lema, pouca-terra
Quantos passageiros entram?
E quantos saem, sem deixar saudade
Perdi a contas às paragens
São momentos da vida, pedaços soltos
Uns vão, outros vão ficando
Mas todos deixam rasto
Marcam a nossa vida para o bem e para o mal
O comboio continua na sua rota
No meu comboio da vida
Já entraram e saíram tantas almas
Tantas paragens percorridas
Tantos sonhos, sorrisos e lágrimas
Mas o comboio não pára
Continua a sua marcha inexorável
Vai deixando para trás
Recordações e saudades
Dor e mágoa em certas partidas
Mas também fica a esperança
De alguns voltarem
Ao local da partida
O comboio segue o seu curso
Esperando o termo da vida
Levando nele sonhos e memórias…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 




Mais uma viagem!

Mais uma viagem,
Direta ao trabalho,
Vou por um atalho!
Não faço paragem.

Estou em contratempo,
A pressa me obriga,
O transporte é lento!
Já sinto fadiga.

Vejo outra gente,
Sentada a meu lado,
Com ar ensonado,
Com cara diferente.

Estação, Alcântara mar!
De seguida Alcântara terra!
Estou quase a chegar,
O trabalho me espera!

Autora Maria Gomes Pereira Cabana 






 "Sonhos"

Pouca-terra... Pouca-terra...
Vamos lá viajar
Entre sorrisos e fantasia
Que nos levam a sonhar.

À beira mar e pela serra...
E pelas asas d'uma andorinha
Pouca-terra... Pouca-terra
Voa, voa, joaninha.

Este som cadenciado
Saindo das minhas memórias
Pouca-terra... Pouca-terra
Relembrando lindas histórias.

E numa espécie de borrão
Criança volto a ser
Pouca-terra... Pouca-terra
Vendo a magia acontecer.

E a sonhar lá vou eu
Nas asas de uma andorinha
Viajando no pouca-terra...
Voa, voa, joaninha...

Autora: Fátima Andrade 





 As voltas do meu tempo

Há o tempo ….
Não me anda dando tempo
para coisas que gosto
mas quando eu posso
roubo um pouco ao tempo
para viajar e sonhar.

Há o tempo …
Faz-me falta para tudo
pois o tempo
para mim é precioso
na minha vida.

Há o tempo…
Que em verso renasce
que na poesia voa
que na pintura
faz-me esquecer de tudo .

Há o tempo…
Que vai com pressa
para muitos lugares
eu não sei qual é o tempo
dentro do meu tempo
nem o que o tempo
reserva para mim.

Mas eu sei que o tempo
está dentro do meu tempo
e o que tempo que passou
não retornará jamais
foi o vento que o levou-

Direitos de @utor reservados
Mila Lopes 





Foi oásis na minha mente.

Mesmo distante, pintei Lisboa de cores divinas.
A distancia não impediu que eu manipulasse as tintas e que
lhe desse tons, variáveis.
Tudo parecia-me surreal. Lisboa, capital dos meus sonhos.
Viajei de longe, atraves-
sei o céu do atlântico, expectante, trouxe na bagagem
um montão de nada; só
para abraçar a terra do fado. Na Lusa, pisei a calçada
Portuguesa...
Visitei museus, Alfama e a conhecida Feira da Ladra.
Estive na praça de
Camões, andei pelas ruas que andou o nosso
POETA, Fernando Pessoa.
Conheci novas historias e novos Historiadores!...
Lisboa tem tudo! Tem encanto!.
Superou-se à minha expectava, quando apanhei o comboio
em Alcântara, e
a beira do rio, fui deixando Lisboa para trás...

José Maria... ZL 






 SE EU PUDESSE

Se eu pudesse voar,
Escolheria as asas de um condor
Para que me levasse a viajar até aos Andes
E assim conhecer a sua magia.
Fazer das cinzas, enormes trigais
Do rio, água azul e transparente
Tudo o que fosse má, eu transformar no bem.
Não sei porque gostaria de viajar com um condor.
Muita gente diz que é feio… eu acho lindo e tem
Alquimia na sua forma de ser…
Ah! Se eu pudesse viajar para qualquer lugar,
Onde houvesse humildade, bondade, partilha,
Perdão, amor seria tão mais feliz!
Assim como não posso fazer o que gosto,
Não quero viajar…
Quero sim que todas as pessoa que o façam,
Tenham lindas e boas viagens.
Eu viajarei quando me for possível,
Pois o comboio vai esperar que eu chegue
No dia que isso acontecer…
Rosete Cansado 





 ALI!
Numa curva a linha férrea,
Leva pensamentos,
Um adeus
O percurso no trem do tempo
Quem o sabe?
Talvez seja cada partida uma história de saudade.
Ou, talvez seja a estação
O local do encontro, do beijo desejado.
Guardei na flor dos lábios o mel dos teus.
Ficamos assim,
Abelha, flor.
Foi a partida já faz tempo.
O sorriso emudecia na lembrança.
Hoje o sol despertou rindo manhã cedo.
Era dia de regresso, tanta esperança.
Vesti de renda o coração,
A roupa intima daquela suave cor.
Sim para ti serei a flor.
Aqui na estação há gente para partir.
Dificil segurar o coração.
Bate feliz.
Já vejo na curva aproximar.
O trem,
Oh! já mais perto,
Te vejo na janela a acenar.
Corro ao teu encontro.
Alegre, colorida flor.
E como abelha laburiosa.
Trazes polen nos lábios.
A doçura do mel no teu beijar.
Somos uma história de amor
Na curva do tempo para guardar.

Augusta Maria Gonçalves. 




  
 Imagem a ser interpretada
Terça Feira 08-05-2018

 Há silêncios vagos
Nos ponteiros do relógio
Que rodam na direção
Rumo a qualquer poente
Desperta o dia finalmente
O sol vem brincar o mar
Escuto-te
Neste marejar das ondas
Na pacatez do meu olhar
Entre as folhas do livro
Ainda por terminar

Rompe-me o silêncio
O som das gaivotas
Bêbedas de alegria
Famintas de migalhas
Escuta -me
Agora não mintas
Conta as pintas
As vogais presentes
As consoantes
Nos breves instantes
Repousa o olhar n'este mar prata
É sede que mata
Minha ânsia de te ver

Saberás entender este propósito
Silêncio
Nas palavras por dizer
Aguarela viva
Nos versos do meu sentir
Na praia embora deserta
Está m'alma sempre alerta
Escutando todos os silêncios

Há sempre renovação
Em cada amanhecer

Anabela Fernandes





 "Vastidão"

Mergulhando neste mar
temperado pelo sal
Imenso, intenso, real...
Por ele, deixo-me absorver,
espraiando o meu ser.

De azul prateado me visto
e de verde esmeralda me enfeito.
Faço das algas, o meu cabelo
e da branca espuma, o meu leito.

Sou sereia, uma visão de magia.
Sou centelha, de amor e alegria.
Tudo à minha volta transparece!
Pulsante, a vida acontece.

O grito das gaivotas ecoam,
sobre a minha imensidão.
Tornando-me parte do mar,
o centro do seu coração.

Contracenando com o céu
num intenso marulhar
dou voz, ao meu eu
na vastidão deste mar.

E tudo o que sou é magia,
prosa e poesia...
Qual sereia encantada
neste mar, de luz prateada.

Autora: Fátima Andrade 





 ABENÇOADA COMPANHIA...

Deixaste-me naquele dia
tão sozinha à beira mar
entre nós já nada havia
era tempo de recomeçar...

Mas toda a despedida é triste
e eu não consegui evitar
as lágrimas que tu não viste
pelo meu rosto a rolar.

Contei ao mar o meu fado
pedi-lhe pra me levar...
mas de repente a meu lado
uma ave veio poisar.

E enquanto mais aves eu via
poisarem naquele areal
não sei porque arte ou magia
sentia-me cada vez menos mal.

Abençoada companhia
talvez do Alto enviada
pra aliviar o que sentia
a minha alma amargurada.

Aida Maria (Aida Marques) 






Salpicos de vida.

Percorro a imensidão da alma,
Absorvo segundo a segundo,
Neste momento de calma,
Para mim parou o mundo.

Penetro no obscuro,
De eras de ontem distantes,
E vejo para lá do muro,
Meus pensamentos errantes!

Um a um os acarinho,
Dou-lhes vida a beber,
O mar será seu destino,
Eles sabem o que fazer!

Salpicos de vida a saltitar,
E a maré os vai levando!
Quero meu olhar em ti naufragar!
No oceano de amor ir navegando!

Autora Maria Gomes Pereira Cabana





 SONHAVA

Um sonho lindo,
Infindo.
Não recordo onde!
Era junto ao mar
Um mar azul de violeta
Tão calmo,
Como a nossa alma florida.
Vestias de cor anil
Como rosa vermelha, da nossa cor
Tão diferente da nossa dor,
Ausente.
Nossos corações carmesim, ardentes
Em fogo
Que nos envolvia, de amor.
A areia parecia chamar-nos
A lado a lado nos deitarmos.
A contemplarmo-nos.
Quanto tempo? Uma infinidade
De olhares,
De amares.
A lua se enchia
Como as nossas almas
Já não calmas:
Ardiam de desejo
Sem pejo.
Nos demos, nos entregámos
Em simbiose perfeita de telepatia,
Empatia, em nós, de amor.
Não queria despertar, queria continuar a sonhar
A amar.
Acordei? Acordaste-me!
Estavas a meu lado com um beijo a me dar.
Não te levantes, me disseste
Em amor me quiseste.
Teu sonho, meu sonho, nosso sonho continua …
Vamos viver os dois.

José Lopes da Nave 




 Olhar os teus olhos,
E derreter-me,
Ouvir a tua voz,
E escrever um poema,
Sentir os teus passos,
E ter vontade de dançar,
Dormir sonhando-te,
Acordar respirando-te,
Caminhar imaginando-te,
Chorar amando-te,
Sentir-me bem
Sentindo a tua falta,
Ver o Sol
Quando só há nevoeiro,
Estrelas no céu nublado,
Descobrir alegria na
tristeza,
Arco-Íris no cinzento...
És tu que me fazes viver!!!

Luís Luis Lima Coelho. 





 Dia cinzento.

Dia cinzento
Cinzento sol
Não aquece
São horas frias
Do dia.
Já não há ninguém
A banhar-se ao sol,
Ele vai-se afundando
Debaixo do horizonte
A alma sem sol
Não vai á praia!

Gaivotas passeiam
Na beira da água
Compassos de dança
Cantam.
Ensaiam peças,
Levantam voo
Piruetas magistrais
Nas pernaltas
Que elas são!

Hoje o dia frouxo
Não trouxe vida
Aos mares!

Fernanda Bizarro




“HÁ UM MAR”
Há um mar azul ou negro
Onde o sonho habita
Onde o vazio se esconde
E o medo toma forma
Há um mar de memórias
Que se enrola na areia
Há pedaços de vida
Que vão no seu marear
Há um mar de mil cores
Que brinca com as gaivotas
Malicioso e às vezes terno
Que se veste de melancolia
Embala-me o sorriso
Despe-me a alma
E leva-os com ele
Há um mar
Que me enxuga as lágrimas
Me atenua a dor da perda
Há um mar que quebra as ondas
E me envolve no seu querer
Eterno e profundo
Este mar de ondas mansas e loucas
Que me acalenta os sonhos
Me traz a esperança renascida
Há um mar que me dá vida
Me devolve o sorriso
E a vontade de amar
Este mar maior que a vida
Deixa que os meus olhos
Se percam no seu adensar
Sabendo que não há impossíveis
E que o amor vai renascer
Em cada onda perdida
Em cada olhar de maresia
Em cada afago da vida…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA




 ALMA GÉMEA;

Anda daí, vem comigo
Como quando éramos crianças
Vamos passear à praia
Ver as gaivotas a voar
E sentirmos o abraço do mar.
Sentirmos o seu odor a maresia
Sentirmos o pulsar do coração
Nas suas vagas de espuma
Mergulhar nas suas águas azuis
Sentindo o seu amor em nós
Dando-nos força e alquimia
Para nos encontrarmos tu e eu.
Perguntarmos ao vento que passa
No seu barco a navegar
Se nos pode levar com ele
Para um tempo de amar
Porque o amor é universal
A indecisão é perene
Não devemos perdemo-nos no tempo
Pois tudo é intemporal
O amor não é paciente, nem espera
Há que abrir a porta…
Quando ele quiser entrar!
Dar-nos no todo e amar em cumplicidade.
Minha alma não entende!
Voltamos serenas, mas indecisas
Mas ambas sabemos,
Que sentimos e amamos o amor
Com muito sentimento e fervor.

Rosete Cansado





JUNTO AO MAR

Junto ao mar te encontrei
Em linda tarde de Agosto
E nesse mar te beijei
Mesmo rente, ao sol-posto.

Junto do mar nos amámos
E junto a ele nos perdemos,
Mas foi nele que nos achámos,
A ele, o amor, devemos.

Assim, esse mar, amigo,
Juntou nossos corações,
Foi nosso porto de abrigo,
Mar em fogo, de paixões.

Sempre que ao mar voltamos,
Vamos as ondas beijar,
Abraços, também lhe damos,
Por nosso amor, ele nos dar.

Um dia quando eu morrer,
No mar quero repousar
E assim lhe agradecer,
Por ele, a ti, me juntar.

António Henriques




Meu mar

Fecho os olhos
por um momento
e sonho com o azul do mar
e com as gaivotas
que voam livres
ao sabor do vento.
Ah... Meu mar
como eu tenho saudades
e de molhar os pés
na tua água
de me deitar na areia
de rezar e meditar.
Ah... Meu mar
um dia destes
eu vou-te visitar
inalar o cheiro da maresia
brincar com as conchas do mar
ouvir o bailado das ondas brancas
e olhar para lá do infinito
Ah...Meu mar és magia
tens vida e encanto
muitas vezes és calmo
outras vezes és tão agitado
Ah.... Meu mar
um dia eu vou voltar
e rebolar com ondas
que batem na areia
e me veem beijar-

Direitos de @utor reservados
Mila Lopes



 DESLUMBRE.

O céu azul,
Espelhado o mar.
É festa na extensão de areia,
Algas cansadas do ímpeto das marés.
Conchas rebicadas de sal e búzios minusculos,
Tesouros indecifraveis.
Há,
Uma festa de asas prontas ao voo, à liberdade.
Vasto o olhar
Detém-se no espelhado incomparável.
Distante o risco ténue de mar e céu.
Quem dado a sonhar, desta luz a alma não veste?
Sonhando asas logo rasa a luz.
Eleva-se o sonho, veste o querer.
Serena a alma atinge longe
A linha imaginária.
Eis que há ilhas encantadas.
Palmeiras em abraço,
Lianas, entrelaçadas.
Linhas de água doce,
Desaguando no areal.
Segredos mil por desvendar.
Sei que rasgar o ventre do sonho é fantasia.
Também a luz que veste as águas,
É apenas miragem que a alma dá,
A quem sonho abraça, vestindo-se de sedas,
Iluminadas num momento,
Que se eterniza no olhar.

Augusta Maria Gonçalves












Imagem a ser interpretada
Terça Feira 01-05-2018

DIMENSÃO DO TEMPO

O tempo escoa-se!
Mas, porque o sol continua a brilhar,
o mar tão calmo, as aves cantam,
as estrelas brilham no espaço,
o meu coração até bate,
sou a vontade e o desejo em meu olhar,
mas, eles não sabem que é o termo do meu mundo.
Nesta negrura assustadora
de ser consumido,
o silêncio apodera-me
e torna-se parte de algo
que aparenta um sonho mau
e, às vezes tem sido mesmo, uma consumação.
Desperto, tudo parece o mesmo,
mas sem ti não compreendo como a vida começa,
caminhando pensativo no meu universo
com as curvas do tempo decorrendo,
olho para cima, nas minhas noites frias
e as estrelas brilham pelo infinito,
ainda que não possa tocar-lhes,
visto não existirem em mim,
mas elas insistem e a esperança permanece.
Os dias são confusos e solitários
e, mesmo que as nuvens me perturbem
elas regressam mais belas
e uma sensação de renovação
invade-me no vazio que me apavorava,
pois percebi a importância de observar
a dimensão da vida, de eterna compreensão
que me acompanha.
E, vivê-la, intensamente. em actos palavras e pensamentos.
A lucidez, por vezes, confunde-me
e o imaginário desfila em mim
e tão próximo que parece existir!

José Lopes da Nave





 “O TEMPO SE ESVAI”
O tempo se esvai
Espreito a janela da vida
O avermelhado do céu
Traz com ele nostalgia
Como se a vida se fosse
Desaparecesse no final do dia
A ampulheta do tempo não pára
Não se vive uma história sem amor
Os caminhos fazem-se de renúncias
A coragem é precisa
Os dias passam em branco
Em cada dia há partidas e chegadas
Coisas que compõem a vida
Cada dia tem a sua dose de amor
Rotina, ironia e humor
Mas tudo vai acabar
Tudo vai desaparecer
Ficam as lembranças
As marcas do tempo
Um labirinto de imagens
Recordações
Guardadas na gaveta da vida
Seguindo o rumo dessa ampulheta
Amanhece e anoitece
O destino cada um tem o seu
O tempo passa e não volta mais
Depois…um dia…
Acaba e vai embora
Leva-nos com ele
Tudo tem um fim…

“BRASA MAGDA BRAZINHA 





 Se o tempo não tem tempo
De poder por nós esperar
Saiba o tempo que o espero
Para ter tempo de Amar
Tempo tenho e voou
Aquele que por mim passou
Não me cansou nem degastou
O tempo que vivi e m'abençoou
Agora mais serena
Resiliente e contente
Digo à boca pequena
Deste tempo sou refém
Abro os braços ao universo
Íntimo de cada amanhecer
Peço tempo p'ra desfrutar
Todos os sois e luares
Nos recantos mais escondidos
Quiçá desconhecidos
Brotam águas cristalinas
Entre penedos ,em segredos
Liberto a alma viajante
Absorvo cada instante
Transformo em palavras
Com tempo ...sem tempo
Jamais serão gastas
Porque infinito é o tempo
E o meu pensamento

Anabela Fernandes 






O tempo que passa
Por entre os dedos,
Feito fumaça
Cheio de segredos.
O tempo voa
Insensível ao tempo
Voando à toa
Mais rápido que o vento.
Ó tempo que vais
Atrás do tempo
Tempo não tens mais
Para aquele momento.
Por isso fica,
Fica no tempo
Não vás ainda
Deixa,
deixa-me aquele momento.
Tempo que voa
Insensível à toa
Tempo que passa
E nada perdoa!
Deixa-me ser
Dona do meu tempo
Para assim poder
Voltar, aquele momento!
Ó tempo que vais
Com o tempo passando
Leva-me juntamente
Com o tempo, voando!

Autora:Fátima Andrade 







 "Tempo"
Há tempo para tudo...
Até há tempos de verbos escritos no mármore do
tempo, que,
nunca se apagarão das minhas memórias afectivas.
No rosto
trago as rugas desse tempo, na pele as
cicatrizes d'uma vida dura.
Os meus olhos ainda ambicionam a matriz de um
futuro risonho,
o meu coração luta incessantemente contra a
flacidez-cinzenta
desse mesmo tempo, desse céptico, que um dia o
destruirá.
Enquanto isso, a minha vida se alicerça entre o
chão e o muro,
naquele campo verde, onde a esperança
é o última a morrer.

José Maria... Z L 





 No patamar do tempo..
deste tempo sem idade...
onde impera a serenidade
a que me aconchego
espero ainda um outro tempo!

Sob um tempo que se cala
feito de raízes profundas
que em mim se derrama...
fico olhando o poente
de rubra chama ...
e nele me atrevo!

01-05-18- maria g. 





GRÃO D’ AREIA

Desliza o grão d’ areia no deserto,
No deserto das horas incontáveis
E olha para esse céu aberto
E vê milhões d’ estrelas insondáveis.

Apagam-se os sóis, lá no poente,
E, lá rolando vai o grão d’areia
Levado pelo vento, e a lua-cheia
Tisna-o de cor de prata reluzente.

Pois, este grão d’ areia, assim, fulgente,
Ao subir uma duna, de repente,
Desfez-se como por uma magia.

E o tempo, em marcha cadenciada,
Passou indiferente, sem dar por nada,
Só o pequeno grão, já não bolia.

LAF 01MAI2018 






O tempo não pára....
Parece areia fina a fugir-nos da mão ...
Ninguém o agarra...
E para o conter não há solução. ...
O tempo é asa
Que voa e voa sem nunca parar...
E depressa passa...
Tão depressa que não o vemos passar...
O tempo é infinito
Atrás deste tempo outro tempo virá
O tempo é um grito
Sem eco no tempo que o futuro trará.
O tempo é fumo
Do fogo que ardeu e o vento levou
E parto sem rumo
Na busca do tempo que por mim passou...
O tempo é mistério
Que nunca ninguém conseguiu decifrar
É um caso sério
E ao máximo devemos aproveitar. ...
Porque o fim do tempo
Ninguém nos dirá ....
Nem qual o momento
Em que se findará...
Aproveita o tempo
Que a vida te der
Porque não há tempo
Para o reviver!
E se não tens tempo
Por andares a correr
Lembra-te que esse tempo
Falta te vai fazer.
Olha para quem te ama
E te dá sentido à vida
E alimenta a chama
Outrora em ti escondida. ..
Agradece cada dia
Aproveita cada momento
Guarda contigo a alegria
De veres passar o tempo....
Isabel Susana Marouço 





TEMPO

Já este meu cabelo embranquece
E vão as minhas pernas fraquejando,
Está minha paciência se esgotando
E também a memória, tanto esquece.

Já todo o meu corpo se envelhece,
Embora o não deseje, enrugando,
Tempos de juventude, relembrando,
Penso que a todos nós, isso acontece.

É esta a lei da vida que nos guia,
Do tempo de nascer, até à morte,
Tal como a luz do sol, nos alumia.

Até aqui cheguei, foi talvez sorte,
Vivendo a minha vida dia-a-dia
E a fraqueza minha, fazer forte.

António Henriques 






 O tempo comanda a vida!

Hoje é o dia que passou depois de ontem,
O tempo desliza entre os dedos deformados
Para exercer o mexer,
Os cabelos desbotados da cor esbranquiçados.
A manhã será outro tempo
Como será?
Outro dia para viver e esbanjar alentos,
É para isso que estamos cá!

O tempo deixa moças
Umas boas outras nem por isso
Hoje está um dia de tempo de consolo,
Vamos voltar a ser o ontem
O antes-d ’ontem…
Ser marés vivas…
Sem pesar no tempo,
O tempo é algodão doce
Vamos andando e absorvendo...
Revoltando o baú e remexendo,
Entendo o longe que está
O fim do princípio…

Fernanda Bizarro 






 O
tempo
é assim
chega connosco
e fica connosco
ás vezes
sem sabermos
temos tempo p’ra viver
temos tempo p’ra estarmos vivos
então vamos viver
até o tempo nos deixar
viver-

Direitos de @utor reservados
Mila Lopes 





Equilíbrio.

Pedi um tempo ao tempo,
Ele parou para pensar!
Não entrei em contratempo,
Foi um tempo de guardar!

Parei no tempo certo,
Naquele das decisões,
Onde o longe se faz o perto!
E se abre os corações.

O tempo de perdoar,
Do equilíbrio sentir!
Todo o tempo é de amar,
Sempre é tempo de partir!

Vou deixá-lo então correr,
Solto e livre pelos tempos,
Vou-o amar e viver,
Não quero a ampulheta aos prantos!

Autora Maria Gomes Pereira Cabana 




 NA LINHA DO TEMPO

Não...
Não vou perder mais tempo
Vou abraçá-lo
Vou tentar conciliá-lo
Vou fazer acontecer
Vou alinhá-lo

Não...
Não me quero perder
Num tempo que deixou de ser
Vou deixá-lo ir nos perdidos
Vou tentar encontrar-me
Nos meus cinco sentidos

Vou jogar...
Vou dar dados ao sentimento
Não estou de mal com a vida
Estou viva, estou sentida
Para bem... Dos meus pecados

Não quero perder mais tempo
O tempo precisa de flores
O tempo chama por mim
Preciso de respirar essências
De dar mais cor... Ao meu jardim

O tempo fica lá atrás
O tempo chama por mim
Perfeito ou imperfeito
O tempo... É mesmo assim.

Florinda Dias











Imagem a ser interpretada
Terça Feira 23-04-2018
 SILÊNCIO

Cai a noite impiedosa
No compasso mais veloz
Num silêncio absurdo
Mudo ,quedo
Confesso em segredo
À luz do luar
Meu desejo de aí estar
Dentro do teu confessionário
Arpas tocam n'imaginário
Dançam no meu pensamento
Nesta noite serena
D' alma pequena
Lanço ao vento a minha voz
Do eco se faça estrada
Para ir ao teu encontro
Ser a tua alvorada
Pintassilgos à janela
Qual tela pintada
Adornada de beijos
Ansejo de poeta
Será sempre coisa certa

Anabela Fernandes 




 AURORA

Na aurora do dia,
saudada
por uma sobrevoada de aves
olho tua efígie
como num vitral gótico.
Canto
ao raiar do sol
a rosa mística
que em ti existe.
Ouço teu timbre de voz
na noite,
como primavera verdejante,
em flor.
Perdido em mim.

José Lopes da Nave 





 "Liberdade"

Uma onda de exuberância
se abateu neste imenso céu.
Gritos de liberdade,
rompendo um espesso véu.

Uma visão deslumbrante,
dando vontade de agarrar!
Uma visão de liberdade
que tanto quero abarcar!

O meu coração rejubila
perante tanta beleza
exaltando de alegria,
neste céu...
com a liberdade impressa!

Autora: Fátima Andrade 





“AS AVES”
Andam em bandos
Até ao envelhecer
Como lágrimas caídas
Devagar as aves perdem as penas
De um olhar que já não é
Caem uma a uma
Perdem o voar e o cantar
Respiram mais calmamente
Já não têm odor nem cor
Fizeram longos caminhos
Longas viagens até ao infinito
Viram serras e montes
Mares, sois e luas
Beberam água naquela fonte
Viram a aurora boreal
Madrugadas e o anoitecer
Sobrevoaram rios
Desceram as suas margens
Gritaram, riram, amaram
Garras abertas á vida
Agora chegou a hora derradeira
São apenas pobres aves
Velhas e cansadas
Regressam às origens
De onde partiram e chegaram
Perderam as penas
Lágrimas correm em fio
É como um olhar sem ver
É somente a hora do adeus…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 





 Gaivota

"Bate as asas e voa"
Uma, duas, o bando inteiro
Peço em silêncio, sorrateiro
Aceno. Esbracejo, agora ja sobranceiro
A tempo, registo o momento
Num simples sorriso de vitória
Nos olhos castos, em memória,
guardo o agitar acinzentado
o alvoroço, o piar esganiçado
As asas batem, e voa. Voa...
Sobre o Tejo, frente a Lisboa

in "Sintonias" de Rute Pio Lopes





 Chegou a primavera.

Que festa as avezinhas fazem
A alegria do calorzinho
Naquele corpinho…
O pio pio da manifestação
Já cá estão!
Tudo se manifesta…é uma festa!
A natureza rebenta nas hastes braçais,
E as flores abrem viradas para os céus!
Aves regressam de longe,
Ao mesmo lugar donde partiram!
Trazem saudades…
E novidades doutras paragens
Da romagem…
São uma família da natureza
Da terra d’ar e mar!
Os de cá que não emigraram
Para não se extinguirem
A pensar na sua prole
Começam a namorar
Para os filhos elaborar.
Ao nascer e por do sol
Sobre as águas dos rios
Das ribeiras… dos lagos, e nas fontes
Sobrevoam o horizonte.
É vê-los a banhos que o calor aperta!
Na terra da chegada há renovação
Com esta estação! Tudo fica diferente…
Até agente!

Fernanda Bizarro 




AURORA

Sempre que nasce o Sol tão radiante,
Lançando seu esplendor pelo ar,
Eu fico sempre um pouco hesitante,
Se ele brilha, ou és tu a passar.

Como o Sol, tu pra mim és radiante,
Que do Levante como o Sol surgiste,
És uma estrela do espaço errante,
Que me alegras, por me veres tão triste.

Sempre que sonho e, então, revejo
O Sol-nascente e seu arrebol,
Bendigo o sono e o seu ensejo
De ter em sonho o teu amor num beijo,
Minha linda flor, meu girassol!

LAF24ABR2018 



Rumo ao Sul...

Calmamente as aves voam...
Tão devagar... que lhes dá tempo
para se despedirem do poente!

Rosa Maria Correia Marques 





Aves migratórias.

O sol a sorrir,
A vida a chegar!
No céu a surgir,
Beleza sem par.

São centenas,
Ou talvez milhares,
São grandes pequenas,
E voam aos pares.

Teem dia e hora ,
Viagem marcada.
Depois vão embora,
Que vida agitada.

Aves migratórias,
Regressam ao ninho.
Contando histórias,
Do longo caminho!

Autora Maria Gomes Pereira Cabana 





 Neste entardecer de Sol poente
sinto me como ave á deriva
procurando rumo certo para descansar!!!
Este cansaço de longos vôos
que sempre me levaram a parte incerta
na constante descoberta
de doces emoções que me permitissem
a alegria de viver e sonhar!!!
Agora sei de outras aves que no céu cintilante
tal como eu rasgam a noite ...
na procura de um lugar sereno ...
onde mansamente possam ficar!!!

24- 04-18 maria g. 





VOO EM LIBERDADE

Rumo a Sul, os gansos vão voando,
Tendo o nascer do sol por companhia,
Que a dura invernia está chegando
E tendo que voar de noite e dia.

Vão muitos companheiros na viagem,
Nessa longa jornada viajando,
O bando recortado na paisagem,
Os terrenos do Norte, já deixando.

A viagem é longa e cansativa,
Que estas belas aves vão fazer,
Completando assim ciclos de vida,
Mas muitos, no percurso, vão morrer.

Vão tendo liberdade p´ra voar
Se os homens os deixarem sossegados;
Ao longe se escutando os seus grasnados,
Que parecem trombetas a tocar.

P´ró ano é inversa a sua rota,
Do Sul a Norte todos viajando,
Vontade de achar par, logo se nota,
No Norte, onde irão acasalando.

Em liberdade estão na Natureza,
Entre o Sul e o Norte, viajando,
Vão dando imagens de tanta beleza,
Embora não se saiba até quando.

António Henriques


 



Imagem a ser interpretada
Terça Feira 17-04-2018
 Se subir alcanço o sol!

Meto o pé lentamente,
A situação é complicada.
Minha vida é esta escada!
Que devo encarar de frente.

Tenho metas a alcançar,
Há anos e anos estagnadas,
Tanto as quero concretizar,
Meu pavor são as escadas!

Tão íngremes e em caracol,
Um abismo me parecem,
Se subir alcanço o sol,
O pior é quando elas descem!

Só é preciso vontade,
Amor, alegria á mistura,
Tenho esperança que com a idade,
Este pavor tenha cura!

Autora Maria Gomes Pereira Cabana





 "Labirinto"

Este labirinto em que me encontro...
Num rendilhado de memórias...
Histórias e mais estórias,
encontros e desencontros.
À procura da saída,
da porta por onde entrei.
Espoliada de corpo e alma,
o meu coração embosquei!
Possuía a alma de quem em tempos fui!
Ferida e sonegada, no rescaldo desta dor...
a porta encontrei,
ao encontro do amor.
Agora sei, como deste labirinto sair!
Nada mais me vai impedir!
E, neste rendilhado de memórias,
sou eu quem escreve, as minhas estórias!
Nada mais existe além,
do amor,
que no coração se tem a viver,
bem dentro deste labirinto que é o nosso ser!

Autora: Fátima Andrade 




 Subo em espiral a dócil ilusão
Na emoção do divinamente perfeito...
Não quero sentir a frustação da razão
Nesta ternura que fecunda no meu peito!

Neste voo de anjo de asas queimadas
Avalio a súbita subida vertiginosa
No sentir de emoções tão descuidadas
Como na minha boca o teu morder de rosas!

Neste patamar bate forte meu coração
Tenho no entanto que preparar a descida...
De tanta loucura e ilusão sentida!

Tenho já meus olhos postos no chão
Descendo das alturas onde batia meu peito
Mais frágil, insegura e de coração desfeito!

17- 04- 18 maria g. 





“A VIDA”
A vida é como uma escada de caracol
Sinuosa e astuta
Subimos e descemos
Há sempre uma porta a transpor
E uma janela aberta ou fechada
Que nos mostra o exterior
Vamos degrau a degrau
Pé ante pé
Sem medos, nem tropeços
Subir sem medos, calmamente
Perceber o que a vida tem para nos oferecer
Evitar tropeçar ou cair
Às vezes, caímos
É difícil nos levantarmos
A descida é ingreme e abrupta
É uma batalha que temos de travar
Quantas vezes
Nos apetece fugir
Sem deixar rasto
Mas há sempre alguém que precisa de nós
A vida é uma escada
De amor e dor
De sonhos e realidades
De sorrisos e lágrimas
De verdades e mentiras
É como um trilho de pedras
Temos de saber contorná-las
Saber abrir a porta
E deixar a janela aberta
Não seja necessário
Deixar que a poesia
Voe no espaço da vida
Leve e feliz…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 





 EM ESPIRAL.

Ter, sonhos inatingiveis.
Sonhar ter asas, não voar.
Voar dentro do sonho,
É no regaço das nuvens planar.
Ter na ponta dos dedos rotas certas.
Por só em pleno toque toda a arte.
De saber dos contornos das estrelas.
Saber da curvatura dos lábios.
Sempre que um beijo esboça na ponta de um sorriso.
Como botão de rosa pura a despertar.

Ter a leveza certa de quem despe.
As roupas que enbaraçam o voar.
Nuas as aves vestem asas se dando á magia de planar.
Bebi na taça da manhã.
A seiva perfumado, na corola de um jarro despertado.
Flor de puro jade cinzelada.
Ergui as mãos e sonhei asas.
Me sustive acima das árvores, adornadas de folhas recortadas.

Entre o céu e o mundo,
Vi em espiral.
Uma escada suspensa irreal.
Eram trepadeiras, velhinhas, colossais.
Pátios ornados de flores.
Curvas, troncos ancestrais.
Subi contornando cada curva.
Parei no mais alto patamar.
Sustinham o respirar vultos calados.
Quis fazer perguntas, saber mais.
Apenas respondeu o seu olhar.

Subiste patamares em espiral.
Entrega-te á contemplação e ao silencio.
Aqui se lê a voz do tempo.
Aqui é um lugar destinado aos simples de coração.
Aqui, estão os que sonharam.
Hoje são desprendidamente,
Pensadores, sonhadores e sábios,
Caminham na mudez sempre a louvar,
A dádiva de viver e não cansar.

Augusta Maria Gonçalves. 




 ROLETA

Cai o dia ,cai a noite
Nesta roleta da vida
Vira volta ,volta e vira
Já nem sei o que pensar
Sonhos e desilusões
Outras tantas ilusões
De poeta me transformo
Entre riscos e rabiscos
Deambulo entre as palavras
Muitas vezes desmotivada
Lá sigo a caminhada
Dou á vida uma lufada
Do ar fresco que me embala
Sorrio ,aprecio e recrio
O amor ,a paixão e desejo
Mando beijos doces e salgados
Temperados de fantasia
Apimento a todo o momento
Cada pedaço de mim
Roda e torna girar a roleta sem parar
Hoje somos tanto
Amanhã seremos menos um pouco
Deste tempo sem ter tempo
Passa despercebido
Quem não o sabe agarrar
Perde dele o merecido
Mais meia volta
Diz agora a vida está torta
Ou será que és tu mesmo
Entortada toda a vida

Anabela Fernandes 




DE DEGRAU EM DEGRAU

A escada desta vida
Ao começar a subida,
Ainda mal s’adivinha
As voltas que n’ escada há;
E a força qu’ em ti vinha,
Vai ficando mais fraquinha,
Em cada volta que dá.

Sobe, sobe, em caracol
Pelo tempo serpenteia,
Passa pela lua cheia,
Sempre em direção ao Sol.

E de degrau em degrau,
Nem tudo na escada é mau,
Que a escada é pensamento,
Que nos leva a outra margem.
Mas se paras um momento,
Podes perder o alento,
E a escada é uma miragem.

LAF17ABR2018 




 Escadas!

Pra cima pra baixo
Na esquina da escada
O verso não rima,
Porque estou cansada!

Escada concorrida
Tem vida!
Pra baixo pra cima
Chego já cansada!
Da estrada á voltas
Às voltas às curvas,
No meio a rotunda…
É assim a vida…
No sentido da saída.
Antes…
Eram rolantes
Pararam de vez
Não tem corrimão
Onde ponho a mão
Onde ponho os pés!

Fernanda Bizarro 




A vida é um labirinto. Um carrossel de emoções onde
ganhamos e perdemos.
Como tudo, apreenderemos com as vitórias e
com as derrotas.
Ser ágil e subtil é um jogo diário,
quase uma metáfora:
para não se aprisionar e nem se vacilar perante a
inconstante da vida.
Todos temos uma criança que corre, brinca e dança
dentro nós, mas no
limite da responsabilidade, o jogo muda. Aí..., as
acções, os actos,
são as estrofes que sustentam o espólio; homem.
A determinação é indispensável.

José Maria... Z L 





 Subir e descer.

Entre subir e descer
Está a passar a minha vida.
Quando estiver decidida
Está na hora de rezar.

Em medida indecisa,
A sabedoria é atacar,
Para as peças desencadear
Com especial cortesia.

Um labirinto para diversão
De uma maneira sofrida
Depois de paciente refletir!

Labirinto é meditar
Em uma batalha extenuante
Para o ânimo não esgotar!

Chaves 17 Abril 2018.

Antonia Rodriguez ferreiro. 





 Eu
caminho
por entre espirrais
desconhecidas
na esperança
de me encontrar
estou perdida
num labirinto
e procuro
o caminho certo
mas entre certo
e o errado
e só encontro
o caminho incerto
assim
vagando
pelos caminhos
da vida
eu vou
sonhando
procurando
perdendo
e aprendendo
que nos labirintos
da vida
eu encontro-me
somente
presa a mim.

Direitos de @utor reservados
Mila Lopes


 



Imagem a ser interpretada
Terça Feira 10-04-2018
Temporal de amor.

Como temporal de amor,
Sobre nosso lar a pairar.
Cantando a canção de amar,
Nos dá prazer e calor.

O sol cinzela o céu,
Transforma o dia em noite.
Quando me dás o teu afoite,
E eu sou tua e tu és meu.

Tudo passa , não em vão,
Pois se for de qualidade,
Fica a nossa verdade!
Nas nuvens do meu coração!

Autora Maria Gomes Pereira Cabana





INFINITO
O céu se abriu como uma cratera
Indiferente caiu sobre nós pedaços de dor
No fogo que queima os corpos despidos
D'alma vazia e sem respeito por ninguém
Foi aquém do esperado sequer imaginado
Tempestades vêem nesta direção
Pensamos ser o fim...mas o fim de quê?
Deste mundo cruel ,surreal onde tudo é aparência
Esculpidas as estátuas de muitos seres
Capas sobre capas atrás de doces palavras
Pura ficção...ilusão ... embriaguez de sentires
INFINITO....este m'sonho de viver noutro planeta
Sinto-me E.T no meio de tantos porquês
Sou apenas EU....imperfeita ,leal a mim mesma
Hoje vejo o céu de amarelo vestido ,cruzado de vermelho tingido
Embora fingindo por vezes vôo em sílabas doidas
Mais doido que o próprio pensamento sou eu ....neste meu SILÊNCIO
Dourado p'la constante vontade de viver em PAZ
Idealizando o infinito onde perco o meu olhar
Sobre TI....sobre NÓS....sobre o MUNDO

Anabela Fernandes



Não apaguem a luz
Deixem-na acesa
Deixem-na correr
Com leveza.
Iluminando este mundo
E este céu
Deixem-na iluminar
O nosso eu.
Com a sua luz dourada
Pelo oiro das emoções
Cavalga as nuvens
Dos nossos corações.
Não apaguem esta luz
Deixem-na livremente
Cavalgando as nuvens
Chegando a toda a gente.

Pintadas a oiro,
Sobre a luz dourada
Correm as nuvens
De alvorada em alvorada.

Autora: Fátima Andrade 





 Tantos cantos tem a minha casa
que pelo conto não dei
são cantos demais para morar ...
quando eu só preciso estar
num dos cantos que não contei!
Por todos os cantos há janelas
por onde espreito e sinto em mim....
que há mais vida para lá delas
que nestes cantos sem fim!
Tenho sonhos aqui fechados
em tamanha prisão ...
caídos, deixados pelos cantos do chão!
Pus grades nas janelas e as portas também fechei
e depois a um canto delas...
a chorar por aí fiquei!

10- 04-18 maria g. 




 O Céu não é o Limite

O céu dá-nos sinais
acredita, o céu não é o limite
existe para além dele
muito mais.
Por vezes tão limpo e azul
por vezes tão nublado e carregado
por vezes, dono de um barulho assustador
manifestando-se em raios que rompem como aviso
parecendo que nos quer dizer,que algo existe além dele
e que pode actuar num ou noutro momento preciso.

Preciso ou não...
ELE só nos mostra que manda
e que... nada está na nossa mão
Paga o justo pelo pecador
num céu que se mostra em revolta e amor.

Será que existe uma guerra lá em cima?
Será que existe o mal a querer se abeirar do bem?
Pois se há... Que o Deus Maior proteja a nosso Lar!
Nos dê a Graça Divina e nos livre!
Desse alguém.

Florinda Dias 





“NUVENS”
Navego nas nuvens da imaginação
Deixo-as ir com a vida
Que vertiginosamente
Correm céleres
De lado a lado do céu
Levando-nos na sua teia
Até onde lhes apetecer
As nuvens não precisam de asas
Correm no espaço
Livres e soltas
Povoam a nossa vida
Ora brancas e lindas
Ora negras como os trovões
Ou então de cores maravilhosas
Que nos fazem sonhar
Quem me dera ser como elas
Poder voar livremente
Não deixar que esta vida
Tomasse conta de mim
Espreitava quem quisesse
Levava comigo o amor
Fugia com ele por entre elas
Combinava com o vento
Deixando que ele me levasse
Até ao infinito do meu eu
Escrevia nas nuvens
Belos versos de amor
Deixando que as palavras
Essas loucas, desvairadas
Que quanto mais se escrevem
Mais viçosas ficam
Pudessem esvoaçar até elas
Lançava-as em forma de nuvem
Deixando que a vida
No seu voltear constante
Me levasse para onde eu quisesse
E me sentisse feliz
Oferecendo a quem me lê
Lindos poemas de amor…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 





Minha casa meu lar!

Rodeada de nuvens e de sol
Pelas janelas o brilho do luar
O bem-cheirar dos canteiro em flor
O amor ao meu lar…
A aumentar!
Minha casa meu lar!
Sem dormir ponho-me á janela
Olho em redor
Fico a suspirar…
A pensar no romântico e estrelado luar
A estrela que fugia
Perseguia alguém…
Ou em busca de um amor
O sono não existia.
Eu queria sonhar…
Com coisas do amor
E do luar.
O vento bate-me no olhar
A bisar a brisa que vem do outro lado…
E manda-me entrar…
Vai chover em redor do meu lar!
Quem tem uma casa é um abrigo!
Vive-se bem com o que se tem…
Com vinho e pão na mesa
O amor a sustentar!
Não precisa qualquer riqueza,
Vive-se no sítio do sol
Nascente, e se vai deitar!
Minha casa meu lar…

Fernanda Bizarro

 



 Imagem a ser interpretada
Terça Feira 02-04-2018
MINHA ESTRELA

Num céu de primavera
Com vento voavam
Com os olhos húmidos
Pedi à minha mãe
Dá-me tostões
Para comprar papel
Canas de foguetes
Construía o esqueleto
Cola de farinha triga
Estava quase completo
Saltava de alegria
Faltava o fio do Norte
E trapos da tecedeira
Correndo descalço
Minha estrela voava
Subindo a serra dos ervos
Mais perto do céu
Minha estrela colorida
Com o vento subia
Dá fio dá fio dizia o Zé
Lá se ia o novelo
Do fio do Norte
Céu agora azul e branco
Grande era a felicidade
Olhando minha estrela
Beijando as nuvens
Queria ir ao seu encontro
Subindo sobre as rochas
Um vento forte
O fio do Norte rebentou
Coração desfeito
Foi deixando de o ver
No mar dos meus olhos
Uma voz doce me dizia
Não chores meu menino
Ele foi beijar as estrelas

========Serafim ======





 Levitos de Alma

Deste-me a imagem
e a sensação.
A sensação que voava
em tua direção.
Subi aos céus e gritei
Oh Deus, como eu amo a vida
oh Deus, perdoa-me se algum dia errei.
Se errei... dá-me guarida
leva-me por aí num céu de amor
onde eu eu veja a tua luz e um arco-íris cheio de cor.
Leva-me nessa viagem e dá-me a devida coragem
dá-me abrigo e não me eleves ao castigo.
És meu pastor
e eu sou tua serva sedenta da tua água benta.
Já me sinto a levitar
já sinto as tuas mãos aberta que me querem guiar
já sinto a tua luz ao que a tua benção me conduz
já voltei de novo a sentir o que de mim queria fugir.
Oh Deus tantas provações
oh Deus do céu, do mar e terra
ouve esta tua filha que te ama
na Graça das tua ações.
Diante da Imagem, solto um sorriso... Preciso,
diante da imagem só vi papagaios a voar movidos pelo vento
diante da imagem, e de tantar cor,
escrevi em desalento e depois de me soltar!
Senti no AR um novo ALENTO.

Florinda Dias 







Papagaio de papel...
Voa voa bem distante ...
Preso por um cordel..
Com alegria abundante ....
Agarrado á minha mão...
Vai poisar devagarinho...
Numa nuvem de algodão...
Com ternura de mansinho...
Dela faço poiso faço berço faço chão...
Leva-me com carinho...
Conduz-me com ilusão...
Não te quero deixar sozinho.....
Lá do alto amor te vejo...
Docilizando o caminho...
Dos lábios te sopro um beijo...
Coberto de flores de linho...
E perfume de alecrim...
Retorna-mo por favor....
Porque o quero só para mim ....
Chegando com o alvor...

*
C.BAIONA.C. 




"Meu Papagaio De Papel"
Que saudades que eu tenho
Do meu papagaio de papel
Feitos com papel e cola
Pintados com amor
Soltávamos a alegria no ar
Fazendo-os flutuar
Com o teu cordel gigante
Volteias e pareces dançar
Nesse teu esvoaçar louco
Pareces ter asas
Nesse céu azul
Bailas no infinito
Fazes par com a gaivota
Que olha para ti de lado
Pensando:
Mas quem é esta aberração?
Cruzando linhas
Tens sempre
Uma história para contar
Fui tão feliz
Ao brincar contigo
Meu papagaio de papel
Corria corada e sorridente
Tentando acompanhar o teu voltear
Levavas os meus sonhos
Deixaste-me crescer
Enquanto fugias de mim
Até que…
Rebentou o cordel
E aí foste tu para o infinito
Adorava estes momentos
Eras como poesia
Em vez de brincar com palavras
Brincava contigo
Podia empilhar as palavras
E soltá-las no ar
Obrigada por me teres feito feliz
Meu papagaio de papel…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 





 FLORES AO VENTO

No firmamento voam flores
garridas, de cores alegres e chamativas,
a ornamenta-lo deleitosamente
alegrando os olhares, nossos.
São mariposas que se congregam
em mãos de crianças que interagem
em desafios, planando alto,
cada vez mais alto,
competindo com as núvens
no desejo de alcançar o céu de anil,
entusiasmante.

José Lopes da Nave 




 VIDA SOLTA

O céu se abriu de mansinho
Um arco-íris multi cores
Sorriram os anjos
Dançaram as nuvens
O sol rasgou o horizonte
A lua se escondeu por momentos
Bênçãos de PAZ
Amor entre os homens
Crianças sorrindo
Sem preto nem branco
Todos iguais
Mãos amigas
Sem guerra nem fome
Pura ilusão
No eco do vento
Leva o lamento
Do povo que chora
Se implora por amor
Sentimento nobre
Cura total
Que voem papagaios
P'lo mundo fora
Arrastem as areias
Que cegam os olhos
Cantem as sereias
No mar de calmaria
Toquem os sinos
Estremeçam os bombos
Haja festa e alegria
Nova geração
De ouro bordada
Se unam e soltem um grito
Fim da guerra
Eu acredito ....

Mesmo sendo utopia podemos colorir a vida , até que seja por apenas um dia ....

Anabela Fernandes 





 Corre no vento menino contente
segura em tua mão a esperança
que te permite crescer feito gente
sem deixares de ser criança!

Solta esses sonhos de alvorada
papagaios de papel em debandada
deixa-os voa pelos céus...
nas cores que brilham nos olhos teus!

Enquanto sonhas assim voar
cresce a tua grande ventura
que o tempo bom nem sempre dura!

Corre atrás do vento norte
que esse te traga a boa sorte
agarra nas tuas mãos essa aventura!

03-04-18 maria g. 






 Liberdade esvoaçante
Correrias desenfreadas
Riso contagiante
Belíssimas gargalhadas.

Um constante duelo
Entre a criançada
O céu ficando belo
Aos olhos da pequenada.

Num intenso bailado
Dançando com o vento
Andava o papagaio
Através do tempo.

Dava-se mais cordel
Para mais alto chegar
Pintados a pincel
Para os embelezar.

Tão lindo de se ver
O céu povoado a cores
Um céu belo e ondulante
Como se fosse, um jardim de flores.

Papagaio de papel
Lançado pelas crianças
Segurando firme no cordel
Agarradas, a esperanças.

Autora: Fátima Andrade 






 NO REINO DOS GIRASSOIS.

Despontou o sol num dia assim.
Os girassoís tinham crescido nessa noite.
Tanto tanto.
Que os meninos eram entre os pés dos girassois franzinas flores.
Era lá longe num pais onde havia um rei.
Rei que tinha trono, coroa, reino feliz e alma de criança.
Não eram muitos os habitantes desse reino.
Viviam felizes, traziam na voz melodias cantadas.
Nos olhos o brilho da esperança.
Trabalhavam os pais para que suas crianças tivessem pão doce como mel.
Havia sempre o beijo afavél.
O colo terno.
Um ancião, respeitado, sábio.
Juntava em redor de si todas as crianças desse reino.
Falava-lhes de lugares que ficavam muito para lá do olhar.
Contava-lhes que havia um mar azul com ondas e praias.
Contou-lhes barcos, ilhas, animais raros.
As crianças viviam cada história como se fossem personagens dessa longinqua vivencia.
Chegava o aniversário do rei menino.
O ancião em segredo fez com todas as crianças coloridas estrelas de papel.
Fariam ao rei uma grande festa.
Chegou o dia.
Todas as crianças levavam sua estrela de papel de cor.
Para que a festa fosse bem sucedida era preciso vento.
Estava porém o dia deveras calmo.
O Sábio ancião olhou os girassóis altivos.
Disse a todas as crianças peçam que os girassois se abracem sem parar.
Ao movimento dos girassóis felizes.
Um vento soprou.
As estrelas de papel subiram, brincando rente ao céu azul.
O mordomo do rei.
" Disse, vinde alteza "
O rei vestiu o olhar daquela surpresa colorida.
Abriu de par em par as portas do castelo.
Onde estavam preparadas mil delicias para a pequenada.
Assim nesse dia aquele reino feliz, se tornou ainda mais feliz.
Acho que isto foi passado para lá da curva do tempo.
Onde o mar é sonho e a maldade não tem chão.
EU!
Augusta Maria Gonçalves. 






Colei num papagaio,
O que na vida não presta
lanço o papagaio para o ar
e bem là nos pìncaros,,,
"ele hà-de esvoaçar"
((((((( nele colei ))))))))
da vida os maus retalhos,
hei-de passear em avenida,
jamais,,,andar por atalhos.
Hei-de fazer com o tempo!
Tudo o que o tempo me faz a mim!
Dele me hei-de aproveitar,,,,
cada dia até ao fim,,,,,
tudo de mau se atira p'ro ar
Deus <3 assim="" br="" enssinou="" me="">Fis a minha retrospetiva,
tudo de bom guardei
" a minha alma està viva"
com tudo de bom que me resta!
È assim, que viverei,,,,,
Jà fis o meu balanço,,,,
puz no papagaio que lanço,
''o que jamais quero"
,,,,,jamais alcanço......
"Quero ver o sol raiar
usufruir de sua belesa"
"e à noite compartilhar"
"com toda a realeza
com meu querido "Luar"

Arminda...TGL... 







<3 assim="" br="" enssinou="" me=""> Crianças e o mundo

Que o mundo seja livre
como os papagaios de papel
que as crianças pegam no cordel
para voarem com vento
e leve embora as dores
de todos os seres que vivem em dor .

Que o Sol que é a luz no infinito
espalhe o seu brilho dourado
por todas as pessoas inocentes
carentes de esperança e de amor.

Que todos livres vivam felizes
como o sorriso das crianças
que com a sua pureza
trazem há nossa vida luz e beleza .

Que haja paz e humildade
no mundo em que vivemos
se houver mais amor lealdade
tudo o que somos e vivemos
tem muito mais valor .

Que o nosso olhar brilhe de ternura
seja verdadeiro e puro
como a alegria das crianças
que são livres como os pássaros
e brincam na rua sem terem medo de nada.

Direitos de @utor reservados
Mila Lopes




 Imagem a ser interpretada
Terça Feira 27-03-2018


“UM SORRISO DE CRIANÇÔ
Um sorriso de criança
É como um raio de sol
Diz tudo, tem luz própria
Tem o poder
De alegrar os corações
Com o seu sorriso inocente
A sua candura
Os olhos falam
É como o abrir de uma flor
Como o canto dos pássaros
Quando elas sorriem
O mundo também sorri
Ninguém sorri como elas
São como anjos
Só lhes faltam as asas
Um sorriso delas
Reflete pureza
Pode mudar o dia de alguém
Dar força e alegria
Ser criança é isso mesmo
Ter o riso na voz
Sorrir sem medo
É um milagre da vida
É como uma brisa do mar
O sorriso delas é poesia
É o espelho da alma
Têm o desejo de ser feliz
Espelhado nos olhos
A esperança do amanhã
No seu doce sorriso
Pena é…
Nem todas as crianças
As deixarem sorrir assim
Obrigada pelo teu sorriso
Criança feliz…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA





 Quanta beleza num olhar,
de uma simplicidade sincera!
Um sorriso lindo e salutar
de quem sempre espera...
....menina criança,
genuína de esperança,
onde vive a luz,
no seu olhar de criança.

Autora: Fátima Andrade 





 CRIANÇAS

Soam risos cristalinos
Voam cabelos ao vento
Olhar de sol meus meninos,
Rios de amor advento.

Alegres a chilrear,
Há mil beijos de ventura ;
Bênção de Deus para amar
Cada dia uma aventura .

No mundo de faz de conta
É polícia é bombeiro.
Jogador de ponta a ponta
E é também enfermeiro.

Criança é Céu estrelado
Sonhos de janela aberta ,
Passam sorrisos rasgados
Quadro com pintura certa ......

C.BAIONA.C.





 Sorriso lindo ..Mulher (Helena Santos )

De pele morena
Não és pequena
Sorriso rasgado
Olhar de felina
Cabelos ao vento
Pelo na venta
Assim te descreves
Rainha ...madre superiora
Princesa
Tantos adjectivos
Apenas uma ,Helena
Às vezes fria
Outras tantas quente
Jamais morna
Ninguém te adorna
Lá isso não
Precisam de mais
Que palavras
Mais que brilhantes
Apenas gestos constantes
Amiga do peito
Fiel a ti mesmo
Sabes que te adoro
Já sei...sou lambe botas
Rsrs...quero ser
Dá-me prazer ...
Sou assim
És meio irmã
Assim o sinto
Minha molatinha
Cor de chocolate
Café clarinho
És tu carinho
Inteligente
Nunca indiferente
A quem te rodeia
Amada por uns
Odiada por outros
Não te quebra o sorriso
De ti preciso
Precisamos
Neste pedaço de céu
Sorrisos Nossos
Lá fora e cá dentro
Te admiro
Aprendo
Mesmo em dias
De tempestade
Não te vejo maldade
Apenas verdade
De ser quem és
Preta...como tu o dizes
Com muito orgulho
Em criança vejo -te
Assim sorridente
Genuína
Desculpa princesa mas a foto ,fez lembrar de ti ,com carinho

Anebela Fernandes 





 Filhos do vento-----

Sorriem as pobres crianças
de mãos cheias de nada!

Não conhecem a esperança
senhora de ricos meninos
que a tudo tem direito!

Mas podem ainda sorrir
estes filhos do sol e do vento
sem saberem ....onde ir!

Enquanto os meninos
vivem enfadados...
de mimos e preceitos!

Estes são rejeitados
e lhes negam seus direitos!

27-03-18 maria g. 





 HÁ UMA LUZ ESGUIA

Há uma luz esguia
no fundo dos teus olhos
de criança ...
Talvez ninguém o reconheça,
mas no fundo dos teus olhos,
essa luz esguia brilha no lugar
do silêncio...
Silêncio amordaçado
por tanta criança infeliz...
Não é o teu caso ,
pois assim teu olhar o diz,
sorriso aberto,
cabelos ao vento
e, lá no fundo desse lindo olhar,
sofres pelos meninos que não têm
pão nem lar ...

MARY HORTA  





 MUNDO SÓRDIDO.

Preconceitos de nações e raças
Disfarçadas de mentiras
Uns têm tudo outros não têm nada…
Olhares pisados de tristeza
Não há comida na mesa!

São crianças de olhos lindos
Peles bronzeadas de veludo castanho,
Crianças lindas
Crescem sozinhas
Ao abandono!

Sem saber o que fazer
Sem pais, porque eles também
Morreram na guerra…
E á fome!

Riquezas mal repartidas
Uns com tanto outros na lama…
Um mundo sórdido
Cheio de ódio!

Fernanda Bizarro 





 É TÃO VERDE O TEU OLHAR

Tantos percursos de vida.
Mas tu rapariga de olhar verde, franco travesso e puro.
Nem sonhas, o que te reserva o crescer.
És moça amadurar serás doçura,
Como fruto belo a degustar.
Teu corpo é milagre uma explosão de formusura.
Teu coração um livro de sonhos encantados.
Mesmo que tenhas visto a dois passos a morte,
Mesmo respirando a sede de água e de abandono.
Mesmo que tenham já colhido sem carinho tua inocencia.
És a esperança, que se eleva acima desse chão queimado.
Tens nos olhos a ousadia de nascentes de água pura.
Traz-me esta imagem a visão.
De um sorriso que o mundo invejaria.
Esse que tu dás sem te pedirem,
Esse que veste.
A nudez desse teu corpo escultural.
Esse sorriso, que sendo intemporal, essa cor bronzeada que te veste.
E tu! Essa exótica mulher.
Que travessamente ao mundo dás ou deste!...

Augusta Maria Gonçalves. 




NUNCA ESQUECER

Rosto de alegria
Imensa primavera
Imagens pele escura
Vigilância na fera
Um povo que hoje
Pode gritar sua alegria
Beleza formosura
No pensamento o presente
A escravatura
Viver viver
Mas não esquecer
A memória de um povo
Linda criança
Seu cabelo que dança
Dar força ao sorriso
Num mundo à deriva
Não largar as amarras
Não deixar naufragar
Viva a primavera
Beijar espalhar o amor
Por vezes partilhar
O sofrimento e a dor
Gritar juntos
Nunca mais
Lutar a favor
De um mundo
De mil sorrisos

=====Serafim===== 




Um grito agargalhado
que transmite
aura de cor garrida
com seu jeito
abandalhado
mesmo sem chão
se agarra á vida,
solta montes de
emoção
daquele grito
em desmedida
naquele riso
sai canção
naquele grito
sai vida...

Arminda...T.G.L.. 




 Linda criança
tens um sorriso
de menina traquina
tens luz no olhar
e tens uma beleza
de encantar
e na tua
alma pureza.
Linda criança …
A vida
pode ser ingrata
para ti
mas não desistas
vive a tua vida
sem medo
e luta sempre
pelos teus sonhos .
Se assim fizeres
tu será mais feliz
pois tens magia
no teu olhar .
e assim ninguém
te vai agarrar .
Linda criança …
Tu sabes
que eu gostava
de te dar
um abraço
e um beijinho
nesse teu rostinho
com todo
o meu carinho.

Direitos de @utor reservados
Mila Lopes






 Imagem a ser interpretada
Terça Feira 20-03-2018
 FANTASIA

Esse enetrelaçado de mil cores,
Que mora no olhar traquina dos petizes.
Essa arte de ter a leveza de asas,
O sonoro rir de pássaro liberto.
Esse sonho belo de palmo e meio ter.

A ventura de num colo caber.
De saber rasgar traquina o tempo louco que vivemos.
Tudo eles os petizes conseguem vestidos de amor.
Tudo nasce na coragem que adocicadamente nós lhes damos.

É tão fácil amar.
Basta vestir os olhos de brilho
Acender a esperança.
Nos lábios cada palavra ser ternura, mel.
No estreitar de abraços dar a força,
Essa que é precisa para crescer.

Doar a caricia de mil beijos,
Perdoar traquinices,
Ter sempre um baloiço num recanto do coração,
Para levar para lá das nuvens os que trouxemos
Á vida por amor.
Dar tempo, ao tempo mágico de criança ser.

Rasgam-se os dias entre claridade.
Dentro desse tempo de menina,
A mulher desabrocha
Bela a perfeição da natureza.
O menino se torna homem,
São eles o amanhã.
Deveremos com orgulho ter uma geração
Que saiba que amar é a razão maior de viver.

Augusta Maria Gonçalves.





Cores

Digo “Branco”, de limpo, de puro e de paz,
Sigo em “Amarelo”, cor da baunilha, do sol, do tanto faz
Vem o “Rosa” tom da pele, cor de menina, de flor
O “Castanho” da madeira, do conforto, do outono
E o “Laranja”, do luxo, do doce de ovo, do sumarento gomo
“Lilás” da suavidade, de música! A cor que me apraz
Mas num elegante vestido “Preto” não me comprometo, rapaz!
No “Azul” da chuva, do céu e do meu amor-mar numa manhã
Contrasto com “Vermelho” desse desassossego, do furor e da romã
Mas sinto “Cinza” numa lágrima, no frio da estação, e é sempre chão
Provo das uvas bagos “Roxos”. Cor de Bispo e de petisco beringela
De “Beje” vestida noiva fui. É aroma de chá, é a minha pérola bela
Na relva “Verde” pulo de contente, mulher feita- criança, esperança e fé
Sou joia de “Prata”, sou reflexo no espelho, um olhar maroto até…

Rute Pio Lopes 





 MOMENTOS DE FELICIDADE...

Reinvento-me a cada tombo do tempo
pendurada num sonho louco
que a vida é um só momento
e esse momento é tão pouco...

Balanço ao sabor do vento
como arco em carrossel
escrevo com o coração meu lamento
numa folha de papel.

Sob abóbadas de cores
deixo os meus sonhos voar
levando as mágoas e as dores
pra um longínquo lugar...

Que se afaste o sofrimento
que eu possa em paz respirar
que a vida me dê o alento
pra sorrir em vez de chorar.

Porque o amor não tem idade
no meu coração tem guarida
momentos de felicidade
com eles vou preenchendo a vida.

Aida Maria (Aida Marques) 





“Sonhos”
Sonhei
Que estava presa
Dentro de um novelo de lã
Não conseguia sair
Não encontrava o fio da meada
Um novelo de teias infinitas
De cores maravilhosas
Tecidas e emaranhadas
Onde me perdi e enredei
Senti um frio na barriga
Queria gritar
Mas a voz não saía
Pedi ajuda
O novelo não me deixava mexer
Crianças baloiçavam-se neles
Não me ouviam
Riam e falavam entre si
Vejo-as por entre o novelo
Não consigo sair do sonho
Sinto-me a sufocar
Queria acordar
E deixar este sonho adormecer
Mas a teia do novelo
Fecha-se cada vez mais
Quero ver o sol nascer
As crianças a sorrirem
A saltar e a brincar
Estão tão felizes
E eu aqui…
Deixa-me sair…
Acordo…de repente…
Afinal…foi tudo um sonho
Vejo crianças sonhadoras
num rodopio sem fim
Têm o mundo na mão
Vou ver o sol nascer…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 





 ROSAS

Recolho-me em meditação
e o tempo escorre, neste tempo de hoje
desde os primórdios de vida consciente
o que fui sendo, o que desenvolvi.
Considero-me feliz, apesar das tribulações
que ocorreram e ultrapassei com ânimo
e determinação, por vezes, árduos de conquistar,
conservando em mim a vontade de ser e estar,
como fui, sou e espero ser, no futuro.
O desejo de amar, sempre foi o meu desígnio,
ter companhia, em bons ou maus momentos
para em conjunto partilhar e prosseguir,
caminhando sempre ao reencontro de alvoradas
já vividas e saboreadas, plenamente.
Assim sou, estou e aspiro, na esperança
de encontrar o tempo para cheirar as rosas.

José Lopes da Nave 




 Criança--------

Tens o desejo de crescer
e tocar as estrelas que te encantam
no céu a cintilar!

Pintas o teu próprio céu...
numa aguarela colorida
nas cores da tua primavera tão colorida!

És raio de luz em cada manhã a raiar
a tua alegria é razão...
para ser sempre dia de sol a brilhar!

Qual leve e suave borboleta
que faz nas flores cheirosas....
a sua colheita
também tu andas á procura de rosas
com as tuas delicadas mãos
a colher as mais vistosas
para o teu cabelo enfeitar!

Vaidosa sorrindo...
olhas a tua sombra e achas lindo!
e sonhas crescer...
ser estrela e brilhar!

20-03-18 maria g.





 SIMPLESMENTE...

Afastas-te as teias da aranha do tempo
O amargo gosto do fel na minha boca
Na voz que me prende a q'ualquer momento
Do mundo fico alheia sem estar louca
Visto-me de acácias e tulipas vermelhas
Num rendilhado vestido transparente
Sou a Primavera no fim do Inverno em ti
Nesse devaneio ou sonho encoberto
Sabes sem saber se me queres
Nas dúvidas tapadas p'lo sol
Nas águas límpidas onde se reflecte o meu rosto
Junto ao teu é o mar e rio em comunhão
Ondas em reboliço que te agitaram
Onde me enrolei e fui na corrente
Contente fiquei e não quero ir embora
Deixa-me ficar prendida p'la ponta do meu cabelo
Ao pé do teu é um novelo que nos segura
Sou eu ,és tu a poesia no meu corpo
Nas palavras eu me rendo meu amor
Sabes .... simplesmente... eu entendo
Ser mais que a estação primaveril
Sou o teu tom de azul anil
Tu o meu verde em Abril

Anabela Fernandes 




CRIANÇA
Ela brota
como semente germinando na terra
e da seiva que é sangue e amor
e laços e abraços , ternuras que encerra,
chegam os beijos com sabor a algodão doce e perfume de flor
E bordam-se os sorrisos
quase em prece ,
porque a criança não foi feita de improviso ,
ela é um afago que a vida nos oferece

*CRIANÇA É POEMA
POR TAL SER .....É TÃO DIFÍCIL ESCREVER SOBRE ESTE TEMA

* C.BAIONA C. 





Num labirinto entrei
Me deu vontade de explorar
Eu estava ali só,
Achei graça
Ao que não tinha graça
Com cheirinho a desgraça,
Era apenas uma praça
Com rua para todo o lado
Iludindo uma saída,
Entrava aqui, passava para ali,
Com tanta ventania
No age a adrenalina
Com tanta rua barrada
Só uma rua valia
A entrada que saía.
Porquê nesta aventura?
Depois de tanta procura
Fica tarde,
E cada rua mais escura
Todas elas são iguais
Aumenta a dúvida
Cada vez mais,
Saio aqui, passo por ali
E já grita o mêdo
Alguém está aí?
E um eco responde
Vem por aqui,,,
Meu Deus como eu sorri
A saída do labirinto
Estava mesmo ali...

Arminda T.G.L... 





Felicidade
É uma panóplia de cores harmoniosamente distribuídas
Que pinta à nossa volta as aguarelas mais coloridas!
E cada uma dessas cores são pequenos nadas que são tudo
Sorrisos, carinhos, palavras que formam à nossa volta um escudo ...
Aqueles pequenos nadas que nos tormam mais fortes
Momentos da nossa vida que não jogamos em sortes
Felicidade
Não se procura, encontra-se
Ao virar de cada esquina
No olhar mais sedutor
No sorriso mais traquina
Num pequeno gesto de amor
Na flor mais pequenina!
Felicidade
É uma soma de bons momentos
Uma subtracção de lamentos
Uma divisão de sorrisos trocados
Uma multiplicação de beijos molhados. ...
Felicidade
É um baú pintado a cores de arco íris
Cheio de pequenos nadas que são tudo
Onde não entra o cinzento visto pela nossa íris
Nem aqueles momentos de ar mais sisudo.
Tudo faz parte da vida
E às vezes estar tristes e o empurrão para a alegria
Pinta a tua aguarela colorida
E que nunca haja cinzentos no teu dia.
Felicidade
És tu, sou eu, somos nós
É todos juntos a uma só voz
Sermos capazes de cantar
Que a felicidade está em qualquer lugar !
Isabel Susana Marouço 




Ameno em mim o sossego doutrora,
o sorriso infantil de então,
e a meninice que eu tinha.
Hoje corro atrás das borboletas
como quem corre atrás de uma ilusão...
Sonho e brinco, na quietude da idade, e,
até, com alguma verdade
faço jogos de faz de conta.
E... como tudo na vida,
hoje recordo o meu tempo de criança
com lágrimas nos olhos.

José Maria... Z L 





 Olha

Que lindas cores
olha bem p’r a elas
com carinho
vê como brilham
e como elas acariciam
a tua alma.

Olha bem de perto
e vê como são belas pinturas
com rendas entrelaçadas
parecem espirais
descendo à terra
e subindo ao céu .

São caminhos de luz
a flutuar .

São esculturas
carregadas de ternura.

São pingos de chuva
cheias de magia.

São flores da primavera
de cores perfumadas .
__________________

Mas os meus olhos
também vêem
uma criança
querendo subir
para o alto das cores
e nas cores encontrar
amor, paz e esperança-.

Direitos de @utor reservados
Mila Lopes 





AS PÉTALAS DA TUA FLOR

As pétalas da tua flor
vou abri-las uma a uma
Assim vou dar mais valor
Pois não perderei nenhuma

Todas elas são valiosas
Gosto de todas por igual
São lindas, são amorosas
Nenhuma me trata mal

Todas têm a sua magia
Trato todas com carinho
Contemplo a sua energia
Enquanto sigo meu caminho

Se mantém sempre viçosas
No ano inteiro sem murchar
Mas que pétalas tão charmosas
Dá sempre vontade de as beijar

Sem tuas pétalas, teu jardim
Não teria o mesmo clamor
Não sei o que seria de mim
Sem as rosas do teu amor

JOSÉ SILVA






Imagem a ser interpretada
Terça Feira 13-03-2018

Pra ti, amiga

Tu és a coragem
que tanto admiro!
És forte e guerreira
com o teu próprio brilho!
És lutadora...
Mulher sonhadora
que longe alcanças...
És amiga e gentil
verdadeira e real!
És tudo e muito mais
e sobretudo frontal...
...e eu gosto de ti assim...tal e qual!
Mulher lutadora,
humana, amiga...
...lutas pelos sonhos...
...pela tua vida!
Fazes parte de mim,
do meu coração...
gosto de ti assim...
porque sim,
porque não!
A quem precisa,
estendes a mão!
És tudo, és coração...
...porque sim...
...porque não!
Adoro-te Princesa linda

Autora: Fátima Andrade 




''UNOS''
De mãos dadas seremos unos...
Seremos aconchego...
E quando nossos corações palpitarem, seremos...
> Uma Imagem...Mil Sorrisos
pelo mundo dos sonhos!
Afinal, o que ainda nos move é o amor!

O.Rodrigues 




 Nas minhas mãos
despidas de vaidade
recebo as tuas e outras tantas
num abraço de fraternidade!

Formamos um cordão...
de força e vontade em união
combatemos todo o mal
que aflige a humanidade!

Venham os novos e os velhos
de aquém e além mar
todos seremos poucos...
para a união e a paz alcançar !

13-03-18 maria g. 




  SÁBIAS

Mãos
Que que acolhem
Escolhem
E'cos da alma
Sopros do coração
Mãos
Que trazem á vida
Novo rebento
Acalento colo
Ternura
Mãos
Sedutoras
No corpo despido
Se movem audazes
Capazes
Mãos
Trabalhadoras
Com calos do tempo
São o sustento
Nosso
Mãos
Amizade
Pretas,brancas ,amarelas
Belas
Sem raça
Nem idade
Nuas de maldade
Mãos
Saudade
No trinar da guitarra
Na voz do poeta
Mãos são garra
Escrevem
Deslizam
Concretizam
Mãos são apenas
Vida

Anabela Fernandes





A esperança renascida.....
d´um mundo melhor ....
na semente da amizade...
lançada e reproduzida....
multiplicando afectos.....
saciando a alma.....
no dar e receber.....
no amar e perdoar....
AMIZADE
é calor dentro do peito....

C.BAIONA.C 




“MÃOS”
Mãos que se encontram
Que se entrelaçam
Sem escolher a raça
Mãos unidas como um nó
Mãos que se acariciam
Dão vida á vida
Mão que são ternura
Que afagam
Que adormecem
Que acolhem
Limpam as lágrimas
Seguram os filhos
Mãos que amam
Sinuosas
Deslizam sensuais
No corpo que desejam
Destino traçado
Nas linhas da vida
Mãos que caminham unidas
Que trabalham
Para pôr o pão na mesa
Mãos que choram
A saudade de alguém
A quem já não abraçam
Mãos que escrevem
Versos sem fim
Na cantilena dos poetas
Mãos que ensinam
Que dão asas aos filhos
Mas ficam por perto
Para os agarrarem
Mãos de amigos
Que se unem
E não se deixam mais…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 




MÃOS.

Mãos que caricias refazeis a cada instante.
Mãos que sabeis sedosas cuidar a vida inocente
Parida entre dor e clamor acabada nascer.
Mão que cuidais feridas aos idosos penitentes.
Mãos que tendo um pouco repartis com amor o pão a flor,
MULTIPLICAIS ESSE!
O AMOR que beija e sacia como água pura jorra das nascentes.
Mãos que construis com cansaço.
Pontes rasgais estradas entre horizontes.
Mãos que jardins cuidais
Mãos que os mortos sepultais.
Mãos que com um lenço lágrimas saudosas enxugais.
Mãos que unidas a força sois!
A PAZ fazeis.
Mãos que órfão e velhinho aconchegais.
Mãos que a criança segura rumo á vida levais.
Mão que noutra mão pegais.
Levando-a aos lábios a beijar.
Mão que anel de noivado ostentais.
Mão que num dia esfumado na memória.
Esse dia que a aliança de casados felizes envergais.
Mãos que em sofrimento geladas, os dedos nus entrelaçais.
Mãos que sofrendo misericordiosamente olhos fechais.
Para a ultima viagem,
Mãos sois flores de açucena sedosas.
Cintilam estrelas nas rugosas mãos que por amor se deram,
Para flores regar, chagas piedosa e sabiamente curar.
Por amor, generosamente as mãos unir e a toda a gente DAR!

Augusta Maria Gonçalves. 




 MÃOS

Um canto mudo de nevoeiro em cada mão,
são muito tacto, que apalpam,que
agarram cada objecto, cada ser...

Pelas mãos sentimos o cheiro
do pão quente na mesa do jantar...
Mãos que abraçam, que acarinham,
que desfazem nós dos passos que
damos em vão....

Mãos que aconchegam o sonho,
à noite antes de sonhar...
Mãos que tremem de frio, de medo,
mãos que se dão em comunhão de
sentimentos ...

Mãos erguidas pela vida....
Mãos desfeitas pelo silêncio...
Mãos rebeldes, duras e vazias
mas unidas pelo cordão da humildade
e do amor ...
Mãos de vento unidas às almas,
num doce lamento ....

MARY HORTA  




 MÃOS QUE ACARICIAM.

Lava as mãos, seca-as bem!
Assim como convém...
Mãos que acariciam
Nunca deviam
Sujar -se, mentir!
São fortes a proteger
É assim que deve ser.
O sorrir d'uma criança, o encurvado
D’um velhinho é algo de divino.
Mãos que agarram
Mãos que se dão
Ajudam a passar pró lado de lá
O velhinho e o bordão.
Que apaga uma lágrima
Levanta uma vida,
Foi alguém que amou fazer o bem
Rumar na rota da vida
Guiar!
Com as mãos ajudou
Deu guarida!
E abraçou uma causa…

FERNANDA BIZARRO 






Na vanguarda de uma amizade está o respeito a cima de
tudo, inde-
pendentemente, da cor, da raça ou da religião.
Um dia alguém criou um "grupo SORRISOS NOSSOS",
uma mente iluminada,
que com o seu esforço e determinação, deu-nos a
possibilidade de
juntarmos as mãos, com afectividade e paixão.
Aqui somos todos nostálgicos...
Profetas das palavras; criamos e pintamos quadros com
magia.
Eu, com algum desvario, às vezes digo que sou poeta...
É tão ténue essa ideia, que
por vezes, quase que me acredito num por-de-sol de um
dia invernoso.
A nossa mente iluminada, Helena Santos e os Directores,
sem oscilações, comandam o
grupo e levam-nos ao oásis do porto pretendido.
Na avidez do tempo, pintamos as
nossas palavras com cores e amizade.

José Maria... Z L 




 JUNTA-TE A NÓS...

Tu que andas à deriva na vida
e às vezes até contra a mão
não deixes de acreditar
não te entregues à solidão.

Olha bem à tua volta
no mundo não estás sozinho
deixa que a tua alma solta
encontre um novo caminho.

Junta-te a nós meu irmão
lutemos pelas forças do bem
unidos pela mesma razão
voaremos mais além...

Soltemos um grito de alerta
com o poder dessa união
que a mensagem seja a certa:
o amor é a salvação!!

Aida Maria (Aida Marques) 





 Há
Mãos que trabalham
Mãos de amor
Mãos que acariciam
Mãos que abraçam
Mãos que afagam
Mãos sensíveis
Mãos que brincam
Mãos de luz
Mãos de paz
Mãos de amigas
Mãos que sustentam
Mãos unidas
Mãos que tremem
Mãos que sofrem
Mãos que escrevem
Mãos que carregam sonhos
Mãos perfeitas
Mãos de sentimentos
Mãos vazias de tudo
Mãos que não param.
___________________________
No mundo há mãos para tudo
Mãos que só fazem o bem
Mãos que só fazem o mal
Há mãos que lutam
E há mãos que matam.

Mila Lopes 




 APELO

Se um dia eu pudesse!
Faria com que algo diferente acontecesse!
Faria com que o Mundo vivesse em magia!
Faria com que a igualdade vivesse de igual por igual!
Faria com que uma ou outra mão que se unisse, evitasse a crise!
Faria com que todas as mãos que se deram um dia!
Não virassem desrespeito e se tornassem demagogia!
Faria com que todos dessem as mãos e vivessem em Paz!
Faria com que houvessem palavras sinceras!
Faria com que não houvesse desigualdade.

Que mãos... São tantas as mãos!
Aquelas que podem acolher!
Que mãos que se dão numa vontade imensa de Viver.

Que dor que eu sinto ao escrever!
Que dor que eu sinto ao saber!
Que existem tantas mãos!
Que só sabem receber!
Que não sabem dar!
Que não sabem acolher.

E se um dia eu pudesse faria tanta coisa!
... Isto!
Porque não consigo ficar indiferente!
À forma desolada de viver de tanta gente.

Que mãos... São tantas as mãos!
Aquelas que podem acolher!
Aquelas que se dão numa vontade imensa de Viver.

O que interessa fazer de conta que tudo é muito bonito!
Já vi mão que se deram !
E depois umas das outras se perderam.

Não sou fingida e aí dou o meu GRITO.

Apelo ao Mundo e à VIDA
Apelo aos homens de boa vontade!
Precisamos de mais... mais... e mais!

MAIS AMOR!
Precisamos de menos... menos... menos, faz-de-conta!
E MAIS VERDADE.

Apelo aos céus e a Deus!
Talvez um dia possa haver um Deus Maior!
Que nos tire esta dor e nos faça viver...
De mãos dadas com a Vida e num Mundo Melhor.

Florinda Dias

 



Imagem a ser interpretada
Terça Feira 06-03-2018
  Tantos e tantos.
Procuram na solidão empedrada das paredes ruídas.
Ecos de uma família, de um lar que se desmoronou.
Resta-lhes a claraboia de vidros rasgados por muitos temporais.
Vagabundeando vão.
Pelas ruas da cidade nua.
Ninguém a quem saudar.
Poucos os olhares que vêm toda essa solidão.
Anónimos visitantes da vida se tornaram
Lá no largo onde adversidade faz morada.
O chão enlameado, há trilhas de passos em desnorte.
Uma fogueira arde em pleno dia.
Onde se aquecem os que na noite de frio se vestiram.
Pensativo está, alma vestida de solidão.
As luvas esburacadas.
Os dedos a caricia.
O fiel companheiro de caminho.
Merece um colo esse amigo verdadeiro.
Com quem reparte os passos.
As horas de fome.
A festa de uma sopa quente e o magro pão.
Memória que guardas ainda algumas pétalas daquilo que foi vida.
Espreita nos olhos o brilho de uma lágrima.
Nos lábios se abre a flor de um beijo perdido. Sim era outro tempo.
Esse em que tudo era possível,
Tempo de esperança acesa.
Uma família, um lar, trabalho e pão.
Depois!... No agora,
Tudo é só recordação.
Resta-lhe para acariciar o fiel amigo,
Que também na vida ao abandono.
Andava faminto, tão perdido.

Augusta Maria Gonçalves.




 Tenho a rua como morada
todos os cantos são meus
a noite é o meu refugio seguro...
nela descanso sob o silêncio dos céus !

Ao acordar, sei que o sol não nasce para mim
mas aquece minha alma sombria
seca-me a roupa vestida neste corpo frio
e sara -me as cicatrizes da vida!

Porque todos abalaram e de mim fugiram
só me resta como companhia o meu cão
tudo nos é desconhecido
partilhamos o mesmo chão
meu amparo meu fiel amigo!

Tenho os olhos assombrados
visões dos meus loucos pensamentos
procuro em redor tudo é vão
teu afago é minha única salvação
e secumbo á ternura ...
dos nossos momentos!!!!

06-03-18- maria g. 




 ALBA

Percorro flagelado, só,
sem companhia alguma.
nem um animal de estimação,
ansioso pela realidade,
de ser, no tempo.
Te encontrar,
te acompanhar,
deixando para trás
o todo que me diminuíra.
Esperar,
até que a delonga me mover
para os momentos de contigo
me recuperar,
esquecendo o que mais me constrangera,
o completamente incompleto estar.
Aproximaste o éden de mim,
estando vivendo em ti,
nada há a perder,
a dissipar
que possa este sentimento
transfigurar.
Em alvor de madrugada,
confirmaste a minha vida,
em adejo de azul, vestida.

José Lopes da Nave 




Abracei a dor que trazias no olhar....
De mão estendida...tão impiedosa dor ....
Eras barco à deriva , sem navegar....
Grito surdo pedindo amor....
Vestias pobreza....
Mordi a raiva engoli o pranto....
Mantens ainda uma réstia de nobreza....
Que mira o mundo com olhar d´espanto....
Roubaram-te a alma e o ser ....
Roubaram-te o trabalho e o pão...
Abutres... donos do poder...
Dignidade ,essa não te roubarão...

C.AIONA.C. 




“TRAZ COM ELE O PESO DO MUNDO”
Traz com ele o peso do mundo
Mas não deixa o seu fiel amigo
Ele é o seu aconchego
Espera que a noite chegue
Sorrateiro esconde-se na escuridão
Embrulha-se nos seus farrapos
Abraça o seu companheiro
A solidão vai e retorna
A vida pesa-lhe nos ombros
Respira entre segredos
Somos atores neste palco da vida
O nosso papel é secundário
Trazemos na alma
O condão de ser poeta
De dar cor á vida e às palavras
De rabiscar coisas afim
Perdemo-nos nas consoantes
Encontramos as vogais
Nunca dizemos tudo
Fica sempre algo para dizer
Há sempre uma alma perdida
Que não encontra o seu retorno
Ali fica ele e o seu cão só e triste
Não encontra o seu palco
Fica nos bastidores da vida
Perdeu as palavras
Não tem alma não tem cor
Perdeu o seu rumo
Não tem saída
A vida esqueceu-se dele
Resta-lhe o seu amigo incondicional
Traz com ele o peso do mundo…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 




 Cão Amigo!

Cão amigo
Que olhares me fazes?
Sincero me afecta tuas festas
Lambidas!
Fiel!
Doce!
Falo contigo me entendes bem
Arrebitas as orelhas,
Compreendes meu falar…
Brincas e saltas atrás do que meche
Olhas para mim…
Teu olhar me enternece!
Bom companheiro
Que sabe escutar
Tudo percebe mesmo sem falar!
Sozinha me encontra,
Enroscado aos meus pés
Não me desiludes
Como os outros amigos;
Que falam!
Tu ladras...
E não mordes!

Fernanda Bizarro




VAGABUNDOS

Vagabundos, sozinhos neste mundo,
Onde p´ra nós, não existe lugar,
Mas entre os dois há um amor profundo,
Que ninguém neste mundo vai roubar.

Pouco ou nada temos, dia-a-dia,
Mas esse pouco nós o partilhamos,
Não quero mais ninguém por companhia,
Prefiro este amigo, aos humanos.

E quando o frio aperta e a noite vem,
Um ao outro nos vamos abraçando,
Sem precisar sequer de mais alguém.

Este animal fiel que está comigo,
O seu amor imenso me está dando,
A ele posso chamar sim, de amigo.

António Henriques 




 "Amor"

Será que têm a noção
de que tudo é em vão
quando ao Amor
se diz que não!
Será que vêem
ou será que não...
que o Amor é um dom
uma reacção
vinda do coração!
Será de mim
ser assim
ou será...
que não tenho noção!

Autora: Fátima Andrade 




 AMOR INCONDICIONAL

Vivo neste meu degredo
até tenho medo
Nos meus tantos sonhos
Que sonhei para mim
Andei á deriva
Tive tantas divas
Fui macho latino
Perdi o tino
Sem dar sequer por isso
Corri o mundo travesso
Agora preciso de um porto de abrigo
Tenho um só amigo
Fiel ,de quatro patas
O Joel
Perdi as datas sem saber quem sou
Companheiro,das noites ao luar
Fogueira acessa
Neste Inverno frio
Sinto dele o quente
Amor incondicional
Num duo seguimos em frente
Percorrendo as ruas vadias de carinho
Não... não tenho ninho
Apenas uma ponte de manto
Uns misseros trocos
Comemos os dois
Inseparáveis somos
Agora vou olhar o céu
Voltar a sonhar
Que fui um dia Gente
Eu ,tu ,ele
Somos aquilo que Deus
Quiz para nós

Anabela Fernandes 





 Homenagem à minha ''DOCAS''

Um dia ouvi ladrar,
era uma noite de Fevereiro, fria
estava no conforto de casa
ouvia aquele ganir
que mais me parecia um chamado
andavas na minha rua
e eras um animal abandonado.

Não davas a mão a ninguém
decerto que eras um animal apedrajado.

Tentei chamar-te a mim
e tu viestes num amor sem fim
deste-me a tua patinha
e eu dei-te a minha mão

O tempo foi passando
e fiz de ti o meu animal de estimação
tal... era a tua adoração, tal era a minha afeição

E ainda hoje me interrogo
para onde é que fugistes
no dia em que partistes

Não sei para ondes fostes, nem o que aconteceu
Talvez fosses morrer longe da tua dona

Hoje digo...

Dei a mão a um animal abandonado
Sentia nos seu olhar um amor incondicional
dei-lhe tanto mimo... e tal como chegou à minha vida,
Também desapareceu.

(Não abono, o abandono)

Florinda Dias 





 Um cão e um homem

Um homem só
tem fome de alimento
tem falta de um teto pr’a dormir
tem frio que lhe corrói os ossos
anda sem rumo pelas ruas
anda á procura
de um lugar
onde possa descansar
anda a procura
dum abrigo
e dum abraço amigo.
Um dia vê um cão na rua
que agora
é a sua melhor companhia
é um cão que abraça
quando tem frio
e lhe dá carinho.
Já não está sozinho
eles protegem-se
um ao outro
comem juntos
aquecem-se mutuamente
e mesmo que durmam ao relento
nas pedras de calçada
já não estão sozinhos
caminham juntos
unidos pelas carências
da estrada da vida –

Mila Lopes

 



 Imagem a ser interpretada
Terça Feira 27-02-2018


 "Amor e uma cabana "

Ficou na memória
Tantos momentos passados juntos
A luz na janela
E o cheiro a madeira
Fragmentos de uma história
Vivida entre dois mundos
Pensei ser aquela
Que ele amaria a vida inteira
Hoje vejo de longe
Com uma paz soberana
Numa pequena lágrima que foge
E vai descendo a montanha
Lamento com um sorriso
O fim do paraíso
Onde o desejo ainda me chama
Acabou
O conto de fadas
O amor e uma cabana

Sónia Paulo /02/2018





 Aqui estou eu ...
entre chegadas e partidas...
no meu canto onde fico quieta a pensar
o que quero esquecer ou lembrar!
Dou por mim neste momento solitário
a olhar pela janela da minha própria vida
e sinto que a alma se esvazia de vaidades
e de tanta coisa...que não quero mais para mim!
Escuto a voz da consciência...
á procura da verdade entre tanta mentira que vivi!
Por essa janela agora aberta...vislumbro um clarão
da Luz que consegui alcançar...
e sinto que a minha procura não foi em vão...
decidi...essa janela não mais fechar!!!!

27-02-18 maria g. 





 MEU PORTO SENTIDO

No casco velho que o tempo degastou
Ficaram memórias na alma que chora
Perdida sem norte á mercê da sorte
Sapiente do que quer num querer absoluto
Rasgo a esperança num verde marinho
Nos braços do vento voa o carinho
Intempéries sentidas ,restos do passado
Ficam p'ra lá da estação invernosa
Agora apenas saudade que ainda permanece
Neste vendaval de emoções
Sem esquecer sou ainda mais feliz
Guardando no peito algo que me diz
O amanhã nunca é tarde demais
Temporais devastam o sentimento
Amor cura no seu momento
No casco velhinho está outro ninho
Sem pressa,sem idade,com tempo
De ver de novo a grandeza do sol raiar
Nesta vida que não está perdida

Anabela Fernandes 





Todos temos um lugar especial
Ainda que imaginário
Onde vamos descansar a mente e o coração
Um sítio aconchegado
Com vista para a vida
Onde podemos reviver cada emoção....
Parece uma pequena divisão de madeira
Onde cabem recordações de uma vida inteira...
Quadros, fotografias, memórias
Pequenos objectos cheios de histórias. ...
Cartas de amor, poesias
Tristezas e alegrias....
Palavras que nunca foram ditas
E um monte de outras apenas escritas...
É completo este lugar
E completa a nossa forma singela de amar.
Lá revivemos sonhos esquecidos no tempo...
E esquecemos da vida um ou outro lamento. ...
Lá ninguém nos pode magoar
É um lugar só nosso, dificil de alcançar...
De lá podemos olhar a vida
De uma outra perspectiva ...
Podemos espiar os sonhos, sentindo-os realidade
Lá somos nós os donos da nossa própria verdade!
Somos o nosso próprio eu
Sem sermos aquilo que alguém prometeu...
Somos nós na essência mais pura
Sem medo de nada, de qualquer aventura. ...
Nesse lugar não nos toca qualquer maldade
É por isso que aí somos felizes de verdade.
Isabel Susana Marouço





 CANÇÃO

Quando o luar
se abeira da cabana,
tenho a saudade
de não te ter junto a mim
envoltos em melodia de amor,
na permuta de afagos e carinhos
que alimentam o querer
existente em nós.
Mas sinto que …
As mãos se encontram,
os lábios se entrelaçam,
os corpos se procuram
em simbiose de desejos
que nos percorrem,
ardentemente.
E, a noite nos aguarda,
ansiosamente.
José Lopes da Nave 





LUSÃO DE AMOR

Foi neste isolado recanto
Que derramei minhas lágrimas
Enxuguei o meu pranto
Reli aquelas cartas
Que te escrevi com encanto.
Mas, nunca foram enviadas
Ficaram guardadas num canto
Num cofre, sacramentadas
Testemunhas de um amor
que foi por mim criado
Fruto da minha imaginação
Foi apenas um sonho desfeito
Dentro da minha ILUSÃO.
Foi um tempo de reflexão
Para refletir sobre a estrada
A seguir neste momento
E estar bem acordada.

Maria de Fátima Bezerra de França 





 RECORDAÇÕES

Hoje no vazio desta sala,
encontro-me só, a escrever,
versos de saudade, de momentos
vividos e já passados ...

Escrevo junto à janela aberta da vida,
à espera que me devolvas os dias em
que os pássaros cantavam só para nós
uma melodia tão bela....

Cede-me os momentos de ternura,
que despertava alvoradas de lembranças,
dentro desta sala vazia e escura...
Apesar do cansaço, movimentam-se ainda
flores de luz na solidão desta sala, sombria e fria,
mas onde se viveram momentos de intensa paixão...

MARY HORTA  




“NESTE LUGAR”
Neste lugar onde nasci
Há uma manhã em cada dia
Há um sorriso em cada olhar
Há um vento que chama por mim
Espalham-se quimeras
Recordações sem fim
Saudades daquele sótão
Onde brinquei tantas vezes
Onde sonhei, onde amei
Estou onde não queria estar
Estou onde já estive
Onde fui rosa em botão
Onde fui flor de amor
O tempo girou
Levou-me com ele
Não me deixou ficar naquele lugar
Pousou num horizonte longínquo
Onde não me conheço
Não conheço ninguém
Olho para dentro de mim
Como a maré engole a areia
Há nós que me prendem aqui
Há pegadas que não se esvaem
Há mãos que já não tecem
Vestidos de amor e ternura
Repasso lentamente
Pés pesados e cansados
Já não sobem aquela escada
Já não me escondo na brincadeira
Já não rio á gargalhada
Este lugar já não é meu
Outro alguém já mora aqui
Volto de onde vim
Este lugar onde nasci…
Já não me pertence
Agora só mora lá a saudade…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 





Nada melhor que uma bela melodia para nos inspirar....
A chuva a cair lá fora e a música a tocar o coração
Violino, piano, saxofone ou flauta de pan ouvir tocar
E salta do peito um suspiro de nova emoção. ...
Toca também a nostalgia ...
E uma lágrima cai sem querer
Recordamos sorrisos de alegria
Que nunca vamos esquecer....
Mergulhamos em sonhos, memórias ou recordações
Regressamos àquele cantinho onde guardamos as emoções
E deixamos que se manifestem em nós
Transcrevendo-as em poesia, dando-lhe voz...
Ouvir estes instrumentos transmite-me uma certa paz e harmonia
Um som que me acalma
Que faz levitar a alma
Provoca magia.
Às vezes faz bem viajar nas asas da música para outro lugar
Um lugar sempre mágico que adoramos visitar
Um lugar de sorrisos, de lágrimas de saudade
E se a saudade existe já houve felicidade ....
Um lugar só nosso, inviolável, intransponível
Um lugar que só ao nosso próprio olhar é visível. ...
Um lugar de aconchego, onde o tempo não passa em vão
Onde guardamos todas as razões que fazem bater o coração. ..
Um lugar de paz e tranquilidade
De onde não apetece sair para a realidade.
Isabel Susana Marouço 





 A chuva que cai

hoje dia esteve frio
eu da minha janela
vejo a chuva cair
chuva que alarga a calcada
e é há muito tempo desejada
eu ouço ela cair
com força no telhado.
Como tinha saudades
de ver a chuva cair assim
parece que o tempo mudou
a chuva que cai é abençoada .
Ela vai fazer maravilhas
aos campos secos
e vai encher de cores
as tapadas e as calçadas.
E vai trazer esperança
a muita gente
que há muito tempo a esperava
Lá ao longe
a neblina parece um véu
que no final do dia
cobre o céu .
_______________________

A chuva que cai
purifica o nosso espírito .

Mila Lopes 





UM POEMA PARA TI

Os livros de poemas, desbotados,
A luz entra, nos vidros da janela,
Os óculos pelo uso, já riscados,
Já pouco vão distinguindo por ela.
No quarto sinto lá fora o frio
Do tempo invernal que está à porta,
Vejo à minha volta, o teu vazio
E a solidão em mim, tão fundo, corta.
É tarde, talvez, já não vá a tempo,
De dizer que te amo, com paixão,
De te pedir desculpa e perdão,
Por tudo o que te disse e hoje lamento.
Intenso foi o amor que em nós nasceu,
Imensa a ternura e encantamento,
Profunda a nossa dor, nosso tormento,
Amargo foi o tempo em que morreu.
Se fosse permitido atrás voltar,
À nossa doce e pura felicidade,
Ao amor, que em nós foi de verdade,
Por ti, eu me voltava a apaixonar.
Mas o tempo não espera, nem descansa,
Passa veloz, em louca velocidade
Desejo eu, quiçá, em vã esperança,
Nestes versos de dor e de saudade,
Q`em ti seja esse amor, doce lembrança
E em nós nasça de novo a felicidade.

António Henriques 





EU

Rasga-se o céu , a alma e as vestes ,
Cascatas salgadas juntam-se ao meu mar
Fúria das tempestades agrestes ,
Rasgam-se as madrugadas num abalroar.

*
Rasga-se a carne na dor do sentir,
Famintos... lambuzam-se os predadores .
Rasga-se o mar e as ondas a rugir
Grito de mãe abraçando dores.

*
Rasgam-se lembranças fechadas em baú.
Com astúcia despiram o meu ser,
Rasgam-se as horas em perfil nu
Prisioneira no refúgio do meu querer.

*
Rasga-se o vento que leva meu orar
P´lo tempo que foi um doce mistério ,
Tempo que a distância não irá quebrar
Pedra sólida no meu presbitério.

*
C.Baiona.C.





 
 Imagem a ser interpretada
Terça Feira 20-02-2018

 Sinto hoje em mim
um tempo novo
despido da pujança
desse outro...
que fica para além...
na distância!

Tempo feliz esse
em que era apenas criança!

E há muito em mim
que esse tempo me veste
os doces momentos
da eterna lembrança!

20-02-18 maria g.




 NA FORMA DE UM CORAÇÃO...

Ah como eu gostava
de projectar no horizonte
um imagem de amor
de amizade e de gratidão
imagem de felicidade
de paz e de abnegação
a imagem de um coração...
pra que todos a observassem
e sobre ela meditassem.
deixando que as suas almas
nos seus valores se inspirassem.

O mundo mais belo seria
sendo o bem a condição
toda a gente sorriria
pois aprendera a lição
um prémio pra Humanidade
pra todos chegava o pão
nos espíritos renasceriam
palavras de uma oração
e as portas do Céu se abririam
pra acolher essa oração.

Vem poeta meu irmão
demos asas à poesia
vamos espalhar pelo mundo
o feitiço dessa magia
na forma de um coração.

Aida Maria (Aida Marques)





“AMOR DE MÃE”
Mães
São como um sol
São amor no coração
Iluminam o mundo
Um amor sem igual
A ternura que delas emana
Palavra tão pequenina
Mas com uma força enorme
Ser mãe é amar antes de o ser
Mães deveriam ter asas como os anjos
Trazem nos olhos a doçura do amor
Na alma o querer e o proteger
Suas mãos são milagrosas
Seus filhos são seus amores
Sorriem e o mundo sorri
Têm no olhar um brilho divino
Ser mãe é dor e paixão
Semeiam amor
Colhem amor
Perdoam sempre
Mãe é um ser especial
É a estrada que nos guia
É a ternura que nos agasalha
Cada palavra é um conselho
Nada chega ao colo da mãe
Mãe faz sorrir
Seca as lágrimas
Afaga e beija
Mãe…És poema na vida…
Deverias ser infinita…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 




SOL

Tens a cor nobre, tez do sol
Lanço-te um meio-olhar
Em jeito de anzol
Misterioso, de balanço do mar

Abres um sorriso, de céu
E deixo-te rodear, abraçar
Acercar-me como a água ao ilhéu
A quem a brisa macia anuncia
A maré subindo envolvente, exigente

Se ao teu fulgor
O meu brilho juntar
Convite ansiado de viajar
O mundo perde a pacatez
O universo fica sem lucidez

Sucede o dia, em tom azulão
Tão branco, o pouco algodão
Escuro, o oceano de esplendor
Imenso, ondulante, tentador
Brilhante, a luz que adivinha
O pudor que nenhum tinha
E foi a púrpura da penumbra que nos fez naufragar
E à foz em surdina a chegar

Rute Pio Lopes 




O simples
do singelo,
a simplicidade
do que é belo.
Um olhar
ternurento.
O desabrochar
de um momento.
Pequenos gestos
de amizade,
de carinho
e de verdade.
Abraçar,
abraçando,
cuidar
e estimando.
A amizade
é assim,
simples..
do princípio até ao fim!

Autora: Fátima Andrade 





 OLHASTE-ME E SORRISTE!

Foi bem simples assim,
Tu surgiste do nada na multidão,
Olhaste,sorriste para mim,
Logo conquistaste o meu coração.
Vi-me subindo ao céu...
Uma mulher especial,
Meu abraço abraçou o teu,
Naquele momento ideal.
Um olhar,um sorriso,um momento,
Foi bem simples assim,
Que para ti foi meu sentimento,
E que jamais terá fim.
Querendo só para mim e acabei,
Por ti me apaixonar ,
Foi assim o sonho que sonhei,
Para sempre te amar.
Teu olhar,triste mas lindo,
Que para mim se aproximou,
Com a brisa vindo, soprando,
Meu amor por ti começou.
Desnudando o véu do amar
Sou corpo sedento, sou vento,
Sou apenas simples sonhar,
Que tem no peito grande sentimento.
Ao teu ouvido sussurei o quanto te amava,
Teu rosto com amor beijei,
E teu amor beijo desejava,
Porque afinal... me apaixonei.
Ah!Como quero este amor,
Tentei fazer o que me pediste,
Entreguei-me com intensidade fervor,
E assim docemente:OLHASTE-ME E SORRISTE.
Carmen Bettencourt! 





 MEUS DIAS

Os teus dias chamam-me,
durante os meus sonhos,
as tuas mãos aquecem-me
mas permaneço,
como uma ave ansiosa
pousada na relva.
Essas mãos me fazem esquecer
as canções da solidão que me envolvem
ao sentir o deserto da noite.
Nos meus sonhos lindos,
pondero que és a estrela
cuja luz recai no meu ser.
Tantas vezes, estamos juntos,
enquanto durmo e caminho a ti,
e me ofereces a mão.
Cada noite, é um desejo de amor
e, sonhando-te, sinto o sabor dos teus beijos.
Peço um prodígio e será, tudo luz,
não me verás longe dos teus olhares,
sentirás a resposta do nosso coração.

José Lopes da Nave 




 És um raio de luz

Nesta noite
onde sinto
a minh’ alma
cheia de nada
e vazia de tudo
procuro-te
e recolho-me
na tua força
confio-te
as minhas dores
e a minha maneira
de viver.
Neste noite
onde por diversas
vezes me perco
no vazio
do meu olhar
mas sei que tu
estás lá
a olhar-me
e fazes
com que encontre
um pouquinho
do céu
és o meu
reflexo
és como
um raio de luz
e sei que
estás sempre
ao meu lado
eu só sei
o que sinto
eu só sei
que nada sou
sem ti.

Mila Lopes 




 TUDO ALINDADO DE POENTE.

Não amor, não vacilarei por ser poente.
Sei de dias que vêm a caminho.
Trazem para nós algo de mágico.
Teu peito é abrigo peregrino.

Não te quedes no desanimo da hora.
Chegou o dia ao fim, mas nunca o amor.
Olha as pegadas que são para nós trilha.
Rumo á esperança, rumo á vida.

A vida cilada para os incautos.
Para os que no amor não querem crer.
Tu e eu somos árvores, raiz.
Vamos num abraço de paixão florescer.

Não amor, não quebres o meu sonho.
Foi no cristal da tarde que o edifiquei.
Nele eu e tu, ternura, dádiva.
Esteio, coluna de sol poente, margem ponte.

Dá-me o teu peito para reclinar.
Deixa um só beijo florescer.
Confiantes,
Vamos nidificar fazer um lar.
Entre as nuvens roseas do sol pente.
Sem medo amor,
Vamos amar.

Augusta Maria Gonçalves. 





 O AMOR AO POR DO SOL!

Chegados
Abraçados
Os namorados
De pés descalços
Viajaram…
Em sonhos.
A paisagem
Um deslumbre
O horizonte
Parece que ardia,
E os beijos
Precediam o retorno.
Picardia, sonhos e miragens,
Ideais para viver
Numa cabana
Um amor
Que alimentava
As suas utopias!

Fernanda Bizarro 




 Menina ....Mulher
Somos no ventre a semente
O amor incondicional
Temporal de emoções
As mais doces sensações
Somos o mar e serra
A arma sem guerra
Na paz que alimenta
Filhos de ninguém
Somos o além
De um simples olhar
O verbo amar
Conjugação perfeita
Inverno e Verão
Temos no coração
Amor aos molhos
Somos um resto
Um tudo ou nada
Alvorada vencida
A noite rompida
Somos tu e eu
Seiva da vida
Galho da árvore
Mãe...filha
Amante ...lua
Nua de maldade
Somos a claridade
Intemporal

Anabela Fernandes








Imagem a ser interpretada
Terça Feira 13-02-2018

 Balançam meus pensamentos
na passagem deste tempo
de colheitas maduras...
de sabor amargo e doce
como se tudo fosse ...
um viver feliz sem amarguras!
Ainda ontem ...ia no vento
que soprava veloz
de contentamento
de a tudo chegar e tocar!
Depois dos verdes anos
em que tudo é sonho
e até o feio amamos
num viver intenso!
Hoje sei como foi breve
esta aventura
que agora apenas ...
em mim perdura
quando nisso penso!

13-02-18 maria g.






 NA SOMBRA DA ÁRVORE

Na sombra da árvore,
enquanto leio um livro,
a criançada, farta do baloiço,
debandou em brincadeiras.
Poisei o livro, a vê-los
e comecei a reflectir …
Viajei neste tempo para te encontrar,
doce quimera dos meus sonhos
que deleitas meu ser, meu estar
nas delícias de querer.
Cruzei-me com as estrelas
desejosas do teu brilho
me indicando, no rumo,
o caminhar ao teu encontro.
Mas, quem pode dizer
para onde vai a estrada
e para onde e como vão os dias decorrer?
Apenas o tempo.
Quem pode dizer que o amor cresce,
conforme o coração escolhe?
Quem pode dizer,
por que a alma suspira, chora
e a noite guarda em nossos corações,
deixando-nos navegar para longe,
à descoberta?
Um sentir!

José Lopes da Nave





“AS ESTAÇÕES DO ANO”
Gosto do ruido das folhas
Que caem tontas de sono
Quando as pisamos
Vão espalhando a sua beleza
Com a sua cor pastel
Voam á procura do regaço morno
Do seu belo Outono
Tempo mais cinzento
Mas sempre belo
A poesia amanhece no jardim
Remorso de tempo e de vida
É como uma travessia
De uma estação para outra
A seguir vem o Inverno
É um viajante no tempo
Junta passado e futuro
Só temos de entreabrir a janela
Deixar o Inverno entrar
Arejar o pensamento
Sacudir a poeira
Dar sentido às coisas
E sedimentar o amor
Em qualquer estação
É tempo para amar
E desenhar novos caminhos
A seguir vem a Primavera
Sempre bela e colorida
Repleta de magia e sol
Dá cor á vida e dá-nos outro fôlego
Tudo parece mais leve e belo
Depois vem o tão ansiado Verão
Calor a pedir idas á praia
Noites quentes e amantes
Faz-nos transpirar e amar
Ai vêm as férias sempre apetecidas
E o ciclo vai continuar
Nas nossas 4 estações
Todas têm a sua beleza
É saber aproveitá-las…
E saber vivê-las…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 






São "dons" da Natureza
os sons da floresta!
Um extrato de rara beleza
subtil e assombrosa,
em que me sinto encurralada...
Qual frondosa árvore,
delicada e perfumada!
Renovando-se a cada dia,
mesmo depois de morrer
em que a "âncora" da vida,
cria raízes, nas profundezas...
...do meu ser!
Parem!
Escutem!
Escutem os sons da Natureza
e dos seus demais!
São como bolhas habitadas
por milhares de animais!
Admirem!
Admirem os tons das árvores
imponentes..
elevando-se até aos céus!
Admirem os verdes da Natureza
que são tão meus, como teus!
São dons da Natureza...
..."estes"....
que escutamos com subtileza...

Por: Fátima Andrade 





 Estações do ano.

Estações do ano,
Diferentes e separadas
Já não é bem assim
Estão todas misturadas!

A beleza da primavera
Vem fora do tempo
O verão incerto
O outono doirado
Muito atrasado fora de horas
Quando se vai embora
Já chora!
Quando chega é carnaval
O inverno desregrado
Há quem diga
Que o clima é tropical…
Esse adorava!
Ano todo mais ou menos igual!

Fernanda Bizarro 




 INFINITO...

Percorri cada estação da vida
Num sem fim de emoções
No Inverno ateei a chama
Fui paixão ,fui amor
O fogo que inflama
Ardia de sentimentos
Na lareira fui amante
Saboreamos cada instante

No Outono fui a folha da árvore que caiu
Andei ao sabor do vento
Dormi até ao relento
Num dia de tempestade
Hoje deixei a saudade
No campo a descoberto
Esperando passar a noite
E sol a serenar

No Verão fui a onda no mar de mim presente
Nela me enrolei até ver o areal
Fui maré viva que enchia
Os teus olhos de prazer
Quando no mar nos despertava
Todos os poros do corpo
Agora sinto a brisa que refresca e sacia
O desejo mal escondido
Esperando a Primavera

Por fim chega de mansinho
Estação de mil cores
Enfeita os campos de flores
Cobre o manto de odores
Tu e eu saboreamos
A Primavera da vida
Não impera o frio agreste
Nem a geada que queima
Regressam as andorinhas
Papoilas ,flores silvestres
Trazem brilho no seu trilho

No infinito do nosso olhar ....

Anabela Fernandes





A natureza é o meu campo, é o meu berço. Foi onde
eu iniciei
os meus passos, os meus sorrisos e os meus
abraços.
Foi no campo que eu cresci, que eu amei as acácias
e as orquídeas,
que eu semeei flores e amores.
No campo eu escuto o som dos pássaros.
Perante a
avidez com que nós destruímos o mundo, sob olhares
coniventes
daqueles que se julgam impunes.
Pagaremos todos: brancos ou pretos.
Acalento o meu sonho verde, de ver os campos e as
amendoeiras em flor.

José Maria... Z L 




Em Angola eu nasci
Onde acácias havia
Terra que nunca esqueci
Por ela escrevo poesia.
Para este grupo fui convidada
Fiquei feliz, contente
Por eles sinto que sou amada
Hoje sou uma sorridente.
Á sombra de uma árvore escrevi um verso
Contemplando a certeza
De olhar o universo
Contemplando a Natureza.
Adorei a iniciativa
De um poema escrever
Sorrindo sempre para a vida
É este meu bem querer!
Carmen Bettencourt! 




A MANGUEIRA

Minha árvore querida
Nunca serás esquecida
Minha mangueira amada
De fruta tão carnuda

Estarás na minha vida
De forma esplêndida
No coração guardada
Na alma eternizada

Maria de Fátima Bezerra de França 




 PASSO A PASSO

longe vai o tempo
consumido aquém de mim
substrato fértil
de ter e produzir
o que dele ainda há-de vir!
Adentrou-se a confiança
no dizer e conferir
que entre prós e contras
há sempre uma vida a emergir
erigida aos céus
que se prestam a tudo encobrir!
Pouco a pouco
passo a passo
uma semente que quer sorrir
mesmo que sofra também quer florir!
O hoje entre o ontem e o amanhã
e o passado nas rugas vividas
e sofridas no abraço já cansado
de ver avançar o sol e a madrugada
que s' esvai!
Inquieta-me o rigor adormecido
deixado esquecido...perdido pra lá do frio!
Entre a lágrima e o sorriso
há o choro de uma criança
que cresce e vence
a luta que lhe pertence
e deixa no tempo a primavera
que dela se aprouvera!
Resvala-me hoje o pensamento
que me leva e traz aquele momento
esquecido no firmamento...!

Zita de Fátima Nogueira  




A cada Estação

Cada dia, tem a sua cor
tem cores diversas
veste-se e despe-se
e vira-se por vezes
às avessas.

Cada dia é estação
tal cor que a gente veste
num, ou noutro dia, mais agreste
num ou noutro dia em que reina, a magia
sinto o cheiro da terra e oiço uma ou outra voz que berra

Escrevo a cada Estação
escrevo em nobreza
e a cada olhar, sinto o sereno
olho e escrevo, olho a Natureza
olho-a, aceito-a e vivo-a em pleno.

Pleno de Outono
de Inverno, de Primavera
ou de Verão
o pleno de um tempo
que foi, que vem, ou que já era.

Vivo e visto-me de Amor
Vivo e visto-me de saudade
Vivo e acaricio o pleno e o intenso
Vivo e procuro nas letras a serinidade.

Florinda Dias






 Imagem a ser interpretada
Terça Feira 06-02-2018

 As horas marcam o tempo
que se transforma em saudade
dessa viagem sem retorno
eterna lei sem dó nem piedade!

Passou o tempo implacável
queimando o que em mim floresceu
deixando- me só a consciência
sobre as cinzas do que ardeu!

Viajo pelos trilhos da minha saudade
que me conduz a belos tempos
aqueles que não conheciam lamentos!

E vejo -me jovem ardendo em curiosidade
de conhecer tudo quanto me faltava
viajando no tempo que não passava!

06-02-18 maria g.




 Trilhos do tempo

A muito que enveredei nessa viagem
Não sei se por acaso ou rota programada
Só sei que essa é a minha estrada

Junto com ela nessa jornada, também ganhei de presente um relógio que marca o meu tempo
Engraçado ele não cessa nem por um momento.

E vou seguindo pelos trilhos da vida, subidas e descidas
Curvas, retas, Campos e florestas
Sob chuva e sol, nem mesmo uma tempestade faz parar esse tic tac algoz

Todos nós temos assentos reservados nessa viagem
E nem adianta fazer sacanagem, tentar mudar de lugar
Assentos marcados, todos personalizados

Às vezes o trem dá umas paradas e a gente pensa que chegamos na estação final
Nada é parada para novos passageiros embarcar
Não existem limites, lugares vagos, nunca existirão

Ei você! Sei que está também nesse trem
Vamos bater um papo?
Qual o seu vagão?
Eu estou no vagão da poesia, não é difícil de encontrar

Aqui é só alegria

Jonas Luiz 





INSTANTE NO TEMPO
.
Cada dia que vivo eu quero que seja
Um dia para dar o melhor de mim.
Eu sou única mas não estou só.
Meu melhor dia ainda não é conhecido.
Quebrei o meu coração por cada ganho,
Para provar o doce momento
Eu enfrentarei a dor,
Eu me caio,
Eu me levanto,
Mas mesmo assim
Eu quero um instante no tempo.
Quando eu for mais
Do que pensei que poderia ser
E quando todos os meus sonhos
Estiverem a uma batida
De distância do meu coração
E as respostas couberem todas em mim,
Quero que a Vida me conceda
Um instante no tempo,
Para quando eu estiver correndo com o destino
Então, esse instante do tempo,
O ter nas minhas mãos
E sentir a eternidade e fazê-la brilhar!
.
Isabel Lucas Simões  





 ONDE O RELÓGIO NÃO PAROU

Amei-te num tempo
Que não foi nosso
Numa lua encoberta
Onde o relógio não parou
Nos ponteiros inimigos
Castigos de uma era

Amei-te sem sequer ter pensado
No destino mal traçado
Nas linhas horizontais
Verticais e muito mais
Ditaram o futuro

Amei-te na vastidão do oceano
Não ,amor não foi engano
O coração atraiçoou
Nos perdemos na razão
Infinito pensamento

Hoje sei que tu me amas
Chamas a cada momento
Onde os sonhos te acordam
Transpirado de sentires
Aquilo que nós quisermos

Se a lua descobrir
Numa noite de Primavera
Saberás quem por ti espera
No compasso do relógio
Que teimou em não parar...

Anabela Fernandes 





“O RELÓGIO”
O relógio bate as horas
O tempo passa a correr
Há gestos perdidos
Nos trilhos da vida
Abraços guardados
Beijos adiados
Esperas infinitas
Palavras fugazes
Ditas ao acaso
Imagens irreais
Caminhos tempestuosos
As horas passam
Naqueles trilhos infinitos
Levando ao amor
Perdem-se algures
Nas tardes nuas
Em brancas nuvens
Paixão contida
Animal indomável
Almas interligadas
Navegam sem rumo
Para sítios estranhos
Em comboios do tempo
Para onde vais vida?
Terras desconhecidas
O amor…que é feito dele?
Corpos entrelaçados
Ninguém o segura
O tempo o levou
Nos seus mistérios insondáveis
No seu tic tac constante
Para onde não sei
Alguém o achará
Alguém o amará
No despertar de um relógio
É mais um dia
De gestos perdidos…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA  




 Parto

Parto neste dia de névoa,
com o crepúsculo a cair
no trilho do comboio.
O relógio do tempo marca
a hora da chegada ao destino.

Seguir, nesse comboio de sonho
a atravessar os lugares que reconheço
dentro de nós...
E, a chegada ao destino é um espaço
vazio cheio de segredos e lembranças,
que passaram nas horas vazias em que
sempre estivemos sós, tu e eu ...

Pelo trilho do comboio passam recordações
e faz-se silêncio, a negridão acende a noite,
a pouco e pouco...
Em breve chegamos ao destino com a hora
marcada no relógio do tempo ...

MARY HORTA  




Meu Cabo Verde

Ainda guardo o meu tempo no breu da noite, onde a
saudade
impera, d'um passado imortal.
São celestiais os momentos que recordo de ti.
Nem por
magia muito menos por omissão, deixaria morrer o
azul da tua
cor, tuas praias e teu mar.
Sonho-te todas as noites, vagueio no teu mundo todas
as manhãs,
visto os meus olhos de saudades e percorro tuas
ruas estreitas,
sob o olhar de transeuntes; gente de bem!
Aos quatro cantos do mundo...
Eu falo de ti com orgulho, minha terra: orgulho d'um
emigrante
que mesmo distante, vive presente.
Ainda respiro o teu ar.

José Maria... Z L





 ANGELUS

Sim,
no tempo certo,
a luz das estrelas revelou-se.
E, a pedido,
em preces a um anjo,
diga ao meu amor
que o coração pulsou,
quando percebio seu de presente
Comunique-lhe
que as nuvens são agora de cristal
e vivo de sonhos coloridos,
na magia da fortuna, da lembrança,
onde tudo nasceu.
Do tempo onde a nossa solidão
procurava ternura.
Diga-lhe que é a luz dos dias meus e
quero, para sempre, permanecer na sua vida.

José Lopes da Nave 





VIAJANDO NO COMBÓIO DA VIDA...

Mal abrimos os olhos
na nossa vida o início
de uma incógnita viagem
com bilhete vitalício...

Às vezes corre suave
com os seus momentos fagueiros
outras vezes aborrece
com tantos apeadeiros...

Nessa viagem da vida
fazemos a contagem do tempo
não queremos perder a hora
de qualquer feliz momento.

Pela janela do trem
vemos passar as estações
idealizando um futuro
com sonhos e ilusões.

Crescemos e de repente
quase sem darmos por isso
a viagem já vai longa
tão longe ficou o início.

Mais perto está o fim da viagem
a eternidade é um segredo
vazias vão ficando as carruagens
de quem se apeou mais cedo...

Aida Maria (Aida Marques) 





 O relógio da estação.

A via tem um relógio
Na estação de embarques;
As horas marcam as partidas
Incluindo as paragens
Até da própria vida!
Para lá chegar.
Os ponteiros do relógio
Na direcção que é a sua
Dar-nos-á indicação
Do tempo do desembarque.
Sem atrasos a hora é certa
Libertação de emoções
Lá no fundo uma luz
Uma guia que conduz
O comboio nos carris!
Dá a volta e volta e meia
Anda trava, volta a parar,
Iremos desembarcar?…
Boa viagem é o que queremos
De ida e volta, precisemos,
Chegaremos ao ponto de partida!
Vida!

Fernanda Bizarro 





 O TEMPO EM ESPIRAL.
Tic tac.
Batia certo,
Os ponteiros oscilavam,
Segundos, sopros, minutos momentos.
Mas lá no fundo do tempo,
Um lago limpido.
A vida passava em recortes de luz.
Eram momentos de riso.
De amor, de encanto.
Os olhos já lacrimosos se enterneciam.
No coração espanto.
Como tanto eu vivi?
Como tanto cresci?
Como me dei, tanto reparti.
Fitar os ponteiros me atrevi.
Vi!
Como a vida se gasta,
Que cansados meus ombros.
Carrego um manto a joias bordado.
Pois o tempo me deu coroa cetro, manto.
Me deu todos os caminhos.
Mas esqueceu de dar a diretriz.
Hoje me pergunto,
Valeu a caminhada?
Bem entre momentos de sonho e saudade.
Sim sou de encantos raros brilhos de estrelas diamantes.
Sou uma mulher feliz.

Augusta Maria Gonçalves. 




 O tempo
é simplesmente
a essência da vida
O tempo
faz da dor o amor
e felicidade de viver
O tempo
faz um coração partido
e um coração forte
O tempo
transforma a incerteza
na esperança
O tempo
traz tudo de volta
como os ponteiros dum relógio
O tempo
não pede permissão
ele age
O tempo
é viver todos os segundos
minutos e horas em paz
o tempo
leva-nos a descobrir
o sentido de viver
O tempo
tudo leva ´
e tudo trás.

Mila Lopes 





 Em linha o tempo e o brilho de um trilho
o princípio e a meta
e a vida cai no repente
que se amassa e passa
por vezes graça
outras desgraça
e de nada adianta a contradição
de quem chore e implore!

Ninguém ficará de fora desta corrida
por muito que ela se faça invertida!

Quando o caminho se revela atroz
o comboio corre veloz
aflige-se no leva e traz
e enfeita o cabaz
com amor e paz
na quantidade que a todos apraz!

Assim seria o que tu e eu queria
se a vida fosse como cada um a queria
sem peias nem amarras
na leveza de ter asas!

Chega a carga no trem
e os segundos correm também
em defesa de quem tem pressa...
um beijo e um abraço
na maré de quem acate o sofrimento
de ver chegar o desalento!

Acelera o tempo
apita o comboio
e eu se não corro fico para trás
calcorreando a berma do cais
muito aquém dos madrigais!

Não, não desistirei de me procurar
viverei eternamente
de rosto voltado ao norte
saboreando a minha sorte!

Zita de Fátima Nogueira 






Imagem a ser interpretada
Terça Feira 30-01-2018
  
Nos dias de hoje....
já tudo é saudade
destilando dor latente!

O que antes fora...
Sol chama ardente
paisagem florescente!

Hoje só quimeras
de vividas primaveras
que ficaram ausentes!

Sonhos ilusão utopia
beleza que se transformou...
na sombra que fora um dia!

30-01-18 maria g.





 Terrenos agrestes!

Terrenos áridos
Secos e pragmáticos
Onde a natureza
Tem a beleza que tem.

Não há vizinhos
Só os passarinhos
São felizes!
São livres!

A vida vegeta dela própria
Respira ar puro
O vento dança
Envolta dos arbustos
E vai-se embora
Quando está cansado!

Há noites de medo
Com uivos estridentes
De quem se ama
Em sua cama
E está contente!

Fernanda Bizarro 





 ESTRADA da VIDA

Quero ser
Uma flor no teu jardim
Plantada com muito amor
Rodeada de harmonia
Sempre regada a rigor
Um dia cresci
E brotei
Rebentos harmoniosos
Em tão belas primaveras
Foram as flores mais belas
Que com o meu manto as cobri
Bordei-as com carinho
E com cheiro a azevinho
Faziam lembrar Natal
Onde rebentou uma flor especial
De encanto sem igual

E hoje apenas quero ser
Um jardim de poesia
Embriagando o teu dia
Para sempre te envolver
Em cada meu abraço
Nos traços que irei escrever
Sendo a doce melodia
Que sempre vais ouvir
Em cada despertar

E se a lua quiseres ver
Chama-me para companhia
Envolvidos dançaremos
Até ao raiar do dia
Então sim
Eu apenas serei tua

Mas se a lua se esconder
Á sombra vem amor ter
Voltaremos ao passado
Saboreamos o presente
Sorriremos ao futuro
Tudo está fortalecido

Anabela Fernandes




 AROMA SILVESTRE

Ao te ver, ao longe,
caminhando,
harmoniosamente,
rodeada de flores campestres,
brincando,
o meu ser pulsou
de harmonia.
Me olhaste com olhar
franco e doce
e de promessa,
que em mim
fizeste criar,
a aspiração de amar,
em amor puro e cristalino,
com aromas silvestres,
a exalarem do teu corpo
em, ânfora desenhado,
de doçura ansiado.

José Lopes da Nave 





“FUI SEMENTE EM TERRA SOLTA”
Fui semente em terra solta
Ganhei raízes profundas
Ganhei brisas e odores
Numa viagem no tempo
Tardei a crescer
Mas fiquei por aqui
Fiz desta a minha casa
Desembaracei-me do nó do tempo
Nasceram-me ramos profundos
Desabrochei para a vida
Fiz amizades sem fim
Dei-te colo
Compartilhei os teus segredos
Dei sombra ao amor
Nesse banco mágico
Conheci os teus amores
Dei-te flores na primavera
Fiquei desfolhada e triste
Ganhei viço e agasalho
Esperei o teu afago
O teu abraçar de ternura
Fiz de baloiço para os teus filhos
Sou fortaleza profunda
Fui palco dos teus amores
Guardei choros e relíquias
Escreveste no meu tronco
Palavras de amor e paixão
Aqui estou para ti
Tenho vida que me agarra
Como uma árvore que sou
Morrerei aqui e de pé…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 





AS VÁRIAS PEDRAS

E nas pedras da calçada
Eu já dei uns trambolhões…
Eu fiquei tão maltratada
E rompi os meus calções!
A minha linda vidraça
Andou a ser cobiçada!
De repente se estilhaça…
Pois levou uma pedrada!
Sopa de pedra comi…
Fiquei com pedra no rim.
Ainda não entendi…
Ter pedra dentro de mim!
Fiquei de cabeça quente,
Pois partiram-me a cabeça
Com a pedra do meu dente…
Por incrível que pareça!
E logo fiquei doente…!
Alguma coisa vai mal
Porque eu parti um dente
Com uma pedra de sal…!
Calquei o rabo ao meu gato
E levei um arranhão.
Tenho pedra no sapato…
E o sapato no chão.
Ai a minha figadeira
Também tem uma pedrinha…
Vou tê-la a vida inteira…
E mantê-la… que é minha!

Aida Dinis Sampaio 





 Um lugar perfeito

Sentado em um banco, com perfeição avisto o horizonte
Impossível passar em branco essa sublime interação
Meus pés sobre o chão, a mente em oração
Um conjunto perfeito
Eu, a natureza e a vida interagindo
Um círculo maravilhoso e lindo
Esse lugar merece um nome que cause um grande impacto
Seria a mistura do belo, do sublime, aliado com o fulgor da natureza
Já encontrei um nome perfeito!
Recanto da beleza

Jonas Luiz 





na luz dos troncos escrevo-me
embutida no bálsamo
da natureza, tonalidades
dispersas em ternura
de sonhos raiando em ninhos
Imaginários de vertigem
...
no fogo do sol a adormecer
fios esvoaçam em ouro,
polvilhando as árvores
numa magia divina
de paz ,em ondulações
de uma infinitude gerada
na essência íntima
do amor absoluto

Ana Cristina Macieira





 VOU

Vou por trilhas de luz.
Escuto melodias.
De água, de píncaros de gelo glaciar.
Passa o vento, brinca nas nuas ramarias.
Minha alma se deleita a contemplar.
Ah! Luz que vestes as trilhas do caminho,
Vestes de sol a minha imagem.
Fragil sou,
Nos olhos apenas a miragem.
Na boca o cantar de festa, que se sonha,
Nos troncos nus onde a seiva corre.
Já a luz me mostra estas paragens.
Vestidas de flores, ervas selvagens.
Eu pecadora sustenho o respirar.
Para ler as mensagens deixadas pela luz.
Vejo manuscritos arabescos.
Que sábios dizem.
Persiste.
Já a festa se apronta,
Já há ecos de verdura.
Amanhã o sol desperta.
E tu criatura que acredita.
Desfrutarás dessa suprema luz.

Augusta Maria Gonçalves.




A árvore de luz

Andado por ai
pelos campos
vi uma árvore encantada
toda ela era luz
e quando dela me aproximei
eu fiquei iluminada.

Da árvore saiam raios
cheios e luz dourada
que me deixou fascinada
os seus raios deram-me força
na minha caminhada.

E eu em gratidão
levantei as mãos
e olhando para o céu
rezei uma oração
que deixou em paz
o meu coração.

Mila Lopes 





 LUZ E TEMPO

Imensidão profunda
poder natural
por clemência
da geração poderosa
talvez instantânea
que te apoderas do corpo
e da alma de quem te abraça!
Esteira divinal
que te estendes no espaço
e te prontificas à descarga de desabafos
e sorrisos nos momentos mais precisos!
Ninho poderoso e cauteloso
silêncio propício ao desafio
e à partilha de beijos em momentos
calorosos!
Luz e tempo
claridade amante e profícua
que prosperas vida no caminho
e dás força e estímulo
para prosseguir!
Mão abençoada
que alimentas os corpos e os espíritos
que se abeiram de ti
famintos de serenidade!

Zita de Fátima Nogueira  




 A VIDA DA ÁRVORE…
… ou a Árvore da Vida

Como uma árvore, cresceu,
e em verde resplandeceu
espelhando a esperança
em sonhos convertida,
bebendo da terra a vida,
dessa terra onde nasceu
e suas raízes fortaleceu
a cada ano que passava.

Tal como passam os anos
multiplicam-se os ramos,
assim são os anos de vida
em teimosa renovação,
como árvore que matura
empenhada em crescer
por vendavais fustigada,
indiferente a temporais.

Mas os ramos já debilitam
tal como o peso dos anos
e vão-se expondo mazelas,
golpes deixados ao acaso
de uma história de vida,
num tronco ainda hirto
mas que definha e fenece
tentando morrer de pé…

Celso Cordeiro





Imagem a ser interpretada
Terça Feira 23-01-2018
 Declinam- se os reflexos
de uma imagem sem luxúria
na vidraça da janela!

Um café fumegando!

Esperando leitura...
um livro deixado sobre a mesa!

Um caderno a um canto
onde razuro meus versos...
á luz de uma vela acesa!

Numa jarra a beleza
e a frescura de uma flor!

Cai a noite fria...
para lá da minha janela
cá dentro...há sempre ...
o calor...
de uma vida singela
neste meu cantinho...
de amor!

23-01-18 maria g.




“CAI A CHUVA”
Cai a chuva em bátegas sonantes
As suas gotas parecem diamantes
Veio de madrugada, sorrateiramente
Apareceu e começou a namorar com os telhados
A namorar com os vidros das janelas
Chamou o vento e fustigaram as árvores
Parece uma serenata o seu batucar
Beija o chão como que a pedir desculpa
Deveria ter vindo mais cedo
Mas o tempo anda doido
Anda mesmo fora do tempo
Cai certinha e fluida
Como se cantasse á desgarrada
Gosto de afastar as cortinas e olhá-la
Enquanto saboreio o meu café
E estou no quentinho do lar
Gosto de a ver cair no chão
Formando pequenos charcos
Continua a cair arrulhando como os pombos
Junto trás o nevoeiro, como se namorassem
Andam sempre atrás um do outro
A chuva é preciosa como os diamantes
Precisamos dela como pão para a boca
Cai, pois chuva milagrosa
Ensopa as terras
Enche as barragens
Lava os terrenos
Para serem cultivados
Sê bem-vinda, chuva…
Fica o tempo que quiseres…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 




NOSTALGIA

Cai a chuva
Molha a vidraça
O peito aperta
Nostalgia
Final do dia
Onde estás ????
No tempo perdido
P'ra lá do monte
Recordações
Da nossa fonte
Sede de amar
Do nosso manjar
Velas e incenso
Em ti eu penso
Foste ilusão
Perdi o rasto
No tempo gasto
Em mim sei que pensas
Não seguiste os passos
Ouves o vento
Como um lamento
Entre tantos cafés
Sentes o trago
Amargo da saudade
Que em ti impera
Não estou á espera
Rasguei o céu
Com o meu olhar
Alcancei as estrelas
Vou vê-las bailar
No horizonte
Agora já serena
Sei que valeu a pena
Desafiar o medo
Seres o meu segredo
Que só aconteceu
Pensamento nosso
Não foi um acaso
Nem sequer um caso
Foi apenas um Sonho

Anabela Fernandes 





 A CHUVA NA JANELA

Era uma rua perdida na cidade.
Uma rua perpendicular a outras ruas.
Todas elas delicadamente desciam descaídas para a avenida ladeada de árvores.
Hoje tudo era cinzento, escorregadio.
As caleiras das casas já idosas,deixavam entoar ping ping das gotas fugidias. As aves suspensas nas asas tristes rasavam as chaminés de onde umas baforadas de fumo faziam com que no ar cheira-se a lar doce lar.
A vida passava molhada nos pés húmidos de quem calcorreava a cidade.
Um prédio de fachada bonita, com janelas grandes, suspensas as cortinas de seda arregalavam os olhos sob a rua em movimento.
No quarto andar, a janela com as cortinas apanhadas dos lados. Deixava ver um vaso de begónias verdes, era tão exuberante a sua grandeza que tocava quase o teto desse quarto andar.
Dentro alguém olhava a rua.
Ao olhar pensei ser a janela gaiola e aquele alguém uma ave feliz.
Insisti em olhar.
Vi que um fumo leve rebolava sob uma chávena de chá.
Vi a jovem mulher chegar a chávena aos lábios.
Tudo vagarosamente, imaginei, um suspiro fatigado.
Um arrepio breve.
Um poema calado.
Um sonho insonhado.
A chuva se fez ouvir numa sinfonia breve.
De repente uma barreira de chuva despencou copiosa.
A rua inclinada se tornou um leito de água. As aves voaram sem rumo para um local enxuto.
No quarto andar a frágil mulher colocou um disco com uma melodia frágil como o dia.
Sentou na mesinha pequena, esculpida delicadamente, num madeira nobre.
Abriu a gaveta.
Pegou no antigo caderno, inalou saudade,bebeu alguns sopros de beijos e palavras.
Inclinou-se delicadamente, refez de frescura o pensamento, deu inicio com delicadas palavras a mais uma carta de amor.
Toda a sua vida era um poema, todas as cartas eram de amor sem endereço.
Passaria o inverno. Abriria a janela do quarto andar de par em par.
As aves visitariam a begónia altaneira.
E, talvez em revoada o vento faria com que as cartas voassem, algumas perder-se-iam.
Mas outras seriam adorno em jardins onde tantos poetas passando buscavam com o olhar coisas inesperadas. Escreveriam depois sobre um jardim onde as cartas eram muito mais que papel e palavras. Eram sonhos dados ao vento da primavera.

Augusta Maria Gonçalves. 





A chuva vestiu-se de um anil celeste e abriram-se todas as janelas de par em par e a chuva pela noite dentro. Eu ouvi um murmurio brando aproximei-me da claridade encostei-me ao parapeito da minha janela e, observei; vi a chuva que caía gota a gota e eu que falava com as estrelas. Escutei em silêncio. Era leve e brando o rumor que batia na vidraça pareciam sílabas, alegre o movimento das vogais, o som das consontes era adocicado. Os verbos e os adjetivos eram suaves e doces. Os substantivos eram altivos e briosos. As metáforas graciosas, as alegorias coloridas.A chuva caindo eclodiu frágil e o silêncio que pairava, no ar era apaziguador.Escrvi no caderno sobre o amor, o múrmurio das coisas agradáveis, a alteração, o esgotamento, a delicadeza e a leviandade com que estas andam de mão em mão e de boca em boca. Não querem ser escritas nem pronunciadas em vão. Querem voltar a ser melodia, inspiração, verso,poema e prosa de origens verdadeiramente genuínas.
Não querem que lhes falte a pontuação porque sem ela as frases perdem o sentido que lhes é imposto.
Mas no reflexo das vidraças onde dançavam as estrelas,
faixas de luz pontiagudas, refulgentes como cristais, escorriam como chuva suave e branda em noite de estio. Uma vaga de contrição, de pudor e de penitência impediu-me todas as reflexões, todas as contestações. Garanti que as converteria a um término defensor e que as deixaria acalmar em folhas lácteas, vazias e despojadas de insensatez. Soltei-as num voo noctâmbulo e lacónico mas apaziguador, elas formaram vínculos que derramavam sorrisos açucarados, Cursaram uma orientação secreta, rascunhando graciosos e delicados rabiscos...
Nunca as amei tanto como naquela noite primaveril...!!
Carmen Bettencourt! 





 Aconchego do lar

Lá fora a chuva cai
Da janela nada se vê
A água escorre
Lavam os vidros do pó.

No quente de dentro
Um chazinho esfria
São horas do chá das cinco!

A natureza diz-nos que é Inverno
As nuvens pesadas transbordam
A água para o terreno.

Bate no parapeito
Bate na vidraça
Olho o tempo é Inverno!
Mas não olho quem passa.

Fernanda Bizarro




 SAUDADE

Daquela janela
voltada para fora
vejo o tempo passar.
Passa lento
e eu quero apenas pensar
deixar a tempestade acalmar
calar o meu querer
enquanto a natureza chorar!
Atinge-me a quietude
que não me deixa levantar!
Levito o pensamento
rebusco o sentimento
e encontro
entre lamentos e tormentos
quem eu quero abraçar!
Na quietude deste momento
abraço o silêncio
em goles d' assentimento
e calo feridas
que querem desabrochar!
Ninguém aparece
para me acompanhar
nem a recordação mitigar
apenas da chuva o gotejar
me veio compensar
neste silencioso lacrimejar!
Registo este momento
no sabor de um café
selo no vidro o alo de um suspiro
e escrevo para ti
a saudade deste lamento!

Zita de Fátima Nogueira 




 Baste nos vidros mansamente
Pingos de chuva intensamente
Como lágrimas de quem chora,
Vai lavando a minha alma e a tua
Lava as pedras da minha rua
Onde passo a toda a hora.
Mas continue sentado a ver
A chuva na minha janela bater
Como quem escuta uma melodia,
Uma melodia de notas melodiosas
Caindo das pétalas dos cravos e rosas
Como dum Piano este som se ouvia.
Entra uma luz amena e suave
Como compassos de uma clave
Ao som do bater do coração,
E nestes compassos imaginários
Como sinos nos campanários
Vindos da minha imaginação.
Mas a chuva continua caindo
E no meu peito vou sentindo
Os toques do seu bater,
São como sons de sorrisos
Suaves alegres e precisos
Como a chuva que continua a chover.
E da minha janela vou escutando
E a chuva comigo vai falando
Como se por mim estivesse apaixonada,
E lá me falava mansamente
Escuta o meu bater suavemente
Como se eu fosse a tua namorada…

E HAJA SAÚDE, José Duarte Soares, 




 A VIDA LÁ FORA

A janela está fechada
mas sinto a bruma,
uma brisa fria.
E nem que seja por um segundo,
abro-a, aprecio a vida lá fora.
E ao mesmo tempo sinto
que há um tempo que me namora
ele está convidativo,
ao que a Minh'Alma aflora.
Sinto o abrigo na luz do interior
sinto tudo tão digno
mas ao olhar aquela jarra,
aquela flor.
Sinto que a flor nada lhe doeu
mas sei que foi cortada, que foi arrancada
só para dar beleza ao ambiente
pois foi... É evidente.
E ela vai murchar um dia,
completamente.
E nesse dia,
eu vou escrever um poema
eu vou sentar-me e ler um livro
eu vou beber um café
vou acender a lareira.
e olhando bem a vida lá pra fora
sinto novamente,
a brisa fria que me namora
e vejo outra flor a nascer, na sua esteira.
Ergo as minhas mãos a Deus
e digo... Bela janela!

A que me permite ver a vida assim.
Num dia nublado, num dia de sol, ou de chuva.
Ou de qualquer maneira.

Florinda Dias







Imagem a ser interpretada
Terça Feira 16-01-2018

 MARCAS em NÓS

Página a página
De ouro bordada
De finos traços
Tu e eu
Livro sagrado
Guardado
Em cada recanto
Onde espreita a saudade
Contos e versos
Reversos da vida
Manto divino
Que nos cobriu
Não sucumbiu
Apenas parou
Um pouco no tempo
A tinta acabou
Da pena esquecida
Virá de seguida
Com mais duração
Cor de prata
Do mais puro trato
Escreveremos então
As páginas em branco
Num duo que sabemos
Viver p'ra lá da ficção
Sem pressa e sem hora
Iremos embora
Juntos para outra encarnação
Deixaremos as marcas
Do que vivemos
Sentimos
Descobrimos
Nos simples acasos
Até embaraços
Desta nossa caminhada
Nesta terra de ninguém
Amor sem desdém
Com intervalos
Para escrever

Anabela Fernandes




Todo aquele que sonha
escrever um livro
entra aos poucos no espelho
dos sonhos.
Leva para dentro daquelas folhas
uma vida que lhe corre
para lá dos olhos.
Espalha nesse universo das letras
as migalhas dos sentimentos
que escondeu
e que agora voam como borboletas!
Embebeda-se no som das palavras
que o tornam
o mais atrevido dos sonhadores.
Desafia o pássaro azul
que inocente
cantava há anos
uma melodia sempre diferente.
Todo aquele
que sonha ser escritor
acaba por vestir
as páginas d'um livro
que envelhece na prateleira da vida
com as suas histórias.
O livro onde o rectângulo é redondo
para que circulem
os desejos escondidos
nos cantos circulares do seu coração.
Fragmentos de emoções onde o amor
se enrolou com a paixão
escrevendo de olhos fechados
e alma aberta, pela simples mão
d' um escritor que não sonhou
apenas viveu
a sôfrega ilusão de quem sonhou
que existiria o livro que contaria a vida
que a sua alma escondia....

@angela caboz 





“HÁ UM LIVRO”
Há um livro que gosto de reler
Folhear folha a folha
Em silêncio
Não preciso de palavras
Só gestos e toques
As letras são invisíveis
A escrita codificada
Difícil às vezes
Outras, bem fácil
Tem de ser com ternura
Com paciência
E todo o amor do mundo
Tem um código misterioso
Mas eu sei a passe
Desse amor sem fim
Abro o teu coração
Onde semeio os meus sonhos
Soletro as minhas ilusões
Rabisco as minhas memórias
E construo pedra a pedra
O nosso amor…
Elevas os meus sentimentos
Dás-me um toque de magia
Deitas fora a minha nostalgia
Escrevemos a dois
Os nossos sonhos
O nosso livro da vida
Reescrevendo aqui e ali
Saboreando o teu sabor
Folheamos olhos nos olhos
A nossa bela história
Deitamos a chave fora
Sabemos o código de cor…
Chama-se… Amor…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 





ÉS O LIVRO ONDE ME LEIO

Ao anoitecer
as memórias do dia solarengo
tendem a toldar-se nos reflexos das luzes sem freios.
Entro em casa e sinto-te perfeita em mim.

No sofá
gati-maviosa e envolvente
estendes-me os braços, abraçando-me no olhar sorrindente.
Ofereces-me o livro do amor-sem-fim.

Sobre a mesa
degustando o vinho das bodas de Caná
brindamos à nova vida e ao milagre da palavra.
Falas-me de amor e eu leio-te em mim.

Redondo, 16/1/2018 - Pj.Conde-Paulino 




 Vamos Ler
Um Livro...Uma História

No recanto recolhido da janela
Espraio meu corpo
...relaxado
Em manto de almofadas
...aconchegado
Pego meu livro...já antes marcado
...e lá vou eu
Atravessar o mundo...
Livro...onde tudo é possível
...tudo é extraordinário
E vou ser rei...pintor
...poeta... e actor
As personagens se tornam reais
E a mente se alarga
...no decorrer das palavras
......no desenrolar da história
.........de derrota...de vitória
E tudo é tão certo
...e nada é demais
Página a página
...vamos querendo mais
E são palavras
... que despem nossa vida
Em história contada...desfolhada
E ali...naquela passagem
...estou eu...vivendo uma aventura
......com a desenvoltura
.........das palavras em imagem
Ler é sair de nós
... É não estarmos sós
É aprender...conhecer
... É crescer...saber
É sonhar... É transcender
...acompanha-me
......vamos ler...

FCJ
Fernanda Carneiro Jacinto




 Existem capítulos felizes
Em livros que já não lemos
Mas que guardamos religiosamente
Na biblioteca da nossa existência!

© Antero Jeronimo 




 As Minhas palavras-------

No meu corpo cansado
de tanto caminho
há um sonho em mim
sem ter idade
que espera o tempo certo
que não sei ...mas adivinho
envolto em terna claridade!

Fossem ...
as minhas palavras libertadas
soltas com a leveza de arminho
serem luz ...
que incendeia as madrugadas
com rubra chama e seu fulgor!
serem a semente que refloresce
em cada jardim abrir em flor!

Plo tempo que o tempo ...
não esquece
que a memória das palavras ...
não envelhece!

16-01-18 maria g. 





 Poemas Imperfeitos.

As vontades são desejos despejados
Do interior para fora da boca e da cabeça.
São vontades secretas de estar contigo no “abrigo”
Com um livro na mão contigo no coração.
Sermos dois numa cama apertada,
Com lençóis de linho de brancura de neve bordada,
A alfazema a goivos dobrados de cores garridas,
Como os da Charneca!
Amarelecidos pelo tempo.
O sol penetrou pelas persianas
E a chuva chuviscou o parapeito,
O livro aberto nos poemas imperfeitos!
E versos escritos nas paredes do abrigo.
A melancolia do amor sentia-se…
À espera dos pícaros do calor,
Na leitura e na viagem dos versos!

Fernanda Bizarro 




 Livro Aberto

Tatuo laços.
que mais parecem abraços.
Tatuo letras,
que vão atenuando os meus cansaços.

Enfeito-te na imagem
perco-te pela capa e encontro-te a cada folha
Folhear-te ou fechar-te
tem de ser minha, a escolha.

Olho-te, assim, aberto para mim
e pergunto-te o que tens para me oferecer?
Serão palavras feitas de rosas do teu jardim?

Olho-te e sinto a tentação
sinto que dentro de ti poderá estar escrito
a intensidade da nossa paixão!

Olho-te e ao mesmo tempo
tenho medo de te abrir,
de mudar de página
e deixar de sorrir.

Decididamente
decidi te deixar ficar tal como estás
estás lindo nesse teu enfeite de folhas
queria saber de ti e das tuas escolhas
queria também que soubesses,
do teu conteúdo e do bem que ele me faz.

Queria tanta coisa
que é melhor ficar quieta,
ficar calada e idolatrada pela tua cor
e guardar-te terna e eternamente
nos nossos laços de Amor.

Florinda Dias 




 UM LIVRO

Há um livro sempre aberto
na luz do teu olhar...
Há uma folha sempre em branco,
há uma poesia escrita que me faz sonhar.

Há livros que nos fazem pensar..
Há palavras escritas em livros de vento
há sonhos por concretizar...
Há livros tão belos cheios de sentimento
que nos fazem sonhar ...

Ler à noite neste quarto onde vive a insónia,
o livro abre-se, sinto vontade de chorar...
Leio uma estória há muito por contar ....

MARY HORTA
16-02-2018
Reservados os direitos de autor
Foto de Mary Horta. 





 CAPRICHOSAS AS FOLHAS, TUNÉIS INFINDAVEIS DE PALAVRAS.

Há livros dados às mãos sensíveis do vento.
Na mente as palavras, se curvam perante a grandeza de tudo que nos podem dizer.
Tantas se cruzam em abraços perpendiculares á nossa grande vontade de bordar sentimentos em poemas únicos. Únicos são sempre os sentires. Únicas são sempre as razões pelas quais construímos dias de sol e entoam cascatas suspensas de beijos suaves.
O Livro está aberto diante de mim. Sopra a brisa que se solta da minha louca vontade de alindar a palavra, o sentir,o decorar a folha gasta de tanto sonho nela desenhar.
Hoje particularmente as folhas se agitam, logo há luz que me guia por linhas inacabadas de poemas imperfeitos. Ordeira, respiro, deixo que as palavras tenham seu eco, deixo que como sementes desabrochem nas flores que eu sempre reparto por cada poema.
Meu sentir está iluminado.
Meu livro agita suas frágeis folhas.
As palavras intuitivas se abraçam.
São agora agrupadas por breves momentos de ternura.
Comovo-me, tenho de deixar partir o poema, a musa,
Tenho de fechar o livro.
A noite cai, o vento sopra, não deixo que se perca nem uma centelha de luz.
Pois luz é a razão de eu abraçar o meu sentir.
De luz é o caminho onde perdida me encontro sendo senhora de mim, nunca sendo obrigada a ausentar-me do sonho.

Augusta Maria Gonçalves. 





Livros

Em cada
página
d’ cada livro
que leio
existe
a ânsia
de o ler
eu vou
e interligando
frases
criando
imagens
e incorporando
as letras
em mim.
Livros
são amigos
que tenho
eu guardo
todos eles
n’ meu coração
amo folhear
um bom
livro
de sentir
sua textura
gosto de ter
a companhia
d’ele
na mesinha
de cabeceira
bem
ao meu lado
para quando
eu quiser abrir
lê-lo
e degusta-lo
com prazer –

Mila Lopes






Imagem a ser interpretada
Terça Feira 08-01-2018

 


Maternal

Para os filhos, a mãe será sempre
Um gracioso ser
Que os vê crescer
E isso tanto lhe dá prazer
como imenso que fazer

São os pormenores da maternidade
Em que cada fase nos deixa saudade
E cheias de vaidade

Foi pura e inicial felicidade,
Promoveu profunda afinidade,
Com o tempo criou cumplicidade
E uma terna e duradoura amizade

Rute Pio Lope
s



 COLO de MÃE

Colo de mãe
Sabor de  mel
Magia em nós
Aquela voz
Inconfundível
Ternura e carinho
Nosso ninho
Colo de mãe
Rio a correr
Que nos mata a sede
Semente de vida
Cura a ferida
Andorinha solta
Que sempre volta
Colo de mãe
Fui,sou
Os tantos colos
Que sempre dei
Flor singela
Brotei ao mundo
As três flores mais belas
Soltei amarras
No sonho perdido
Plantei de novo
Na terra molhada
Virá a alvorada
Cresce e rebenta
Fortalecida
No colo de mãe
Será recebida
No abraço gigante
Estará perante
Divino amor
No colo de mãe
Agora avó....

Anabela Fernandes 




 Experimenta de mansinho
sente o toque das minhas mãos
tão quentes de carinho!

Elas te amparam...
não te vão deixar cair
e te preparam ...
para quando chegares a partir!

Então seguirás o teu caminho
desta vez sem a minha mão
mas coberto...
de sonhos e ilusão!

O mundo inteiro...
pertence-te
talvez o vaz encontrar diferente
daquele sonhado por mim...
para ti!

Mas olha...eu vou estar ...
sempre aqui!

Sempre que te perderes
pelo caminho não encontrado
eu aqui estarei!

Sempre que caíres e te magoares
eu para ti serei...
a almofada para a cabeça deitares
e chorares!

09-01-18 maria g. 





 MINUCIOSIDADES

Não há iluminura, nem sonho, nem medo , nem saudade, nem ternura.
Mas há contemplação.
Comtemplai com delicadeza a minuciosidade.
Ah! Parai a descobrir a voz da flor a desabrochar.
Escutai…
Geme o vento abraçar a semente a sonhar, que a flor vai eclodir.
Já meus olhos a sorrir.
Miram a cor delicada, no desmaio da macia pétala rebicada de cada flor.
Porque persisto em continuar a procurar!?
Porque no pátio da alma, onde a luz se esconde, tudo que sonho brilha quando o dia adormece.
Colhi na contracurva do dia a luz encandeada do sol por nas águas.
Como joia rara a tona de água se bordou de pratas rabiscadas de silencio.
Mas era todo o caudal da tarde melodia de vida que se desenha a cinzel de vidro.
Vejo artesãos minúsculos esculpindo meticulosamente joias raras.
Sigo a trilha de terra molhada.
Saltam-me ao olhar pequeníssimos detalhes de coisas insonhadas.
Meus passos incertos suspiram de cansaço.
Pesam-me todas as pequenezes da vida que me decoram a alma.
Meus olhos depois de um profundo sono,
Riem a cada brilho.
Logo floresce uma e outra iluminura.
Sei-as de finíssimo papel antigo, Iluminuras de fios cabelares em ouro velho.
Respiro, deliciando-me com o perfume da água pura.
Estou cansada,
Tenho medo.
Pois num repente posso deixar de ver toda essa luz que acende as coisas impercetíveis, que me dão a certeza que a vida é um sonho constante.
A vida é essa miragem de luz que meus olhos se recusam a não colher em cada brilho irreal.
A olhar nunca me nego.
Porque de pedras de água azul e rara Deus os olhos me ofertou .
Despencam-se destes olhos azuis água, ventos nortes e lágrimas glaciares.
Azul de brilhos suspensos, tal é a cor de todas as minhas miragens

Augusta MariaGonçalves 





“AS MÃES”
As mães remendam a vida com sorrisos
Rasgam a alma para fazerem os outros felizes
Sufocam o grito que lhes fica na garganta
Quando não têm pão para pôr na mesa
Arrancam do peito as linhas com que cosem o amor
Têm sempre o colo pronto para acolher os rebentos
Esperam sempre um sorriso que as aqueça
Gostam de palavras ternas e de abraços
(Nunca lhes damos o suficiente)
Embalam-nos a dor nas suas canções de embalar
Iludem a fome delas matando a dos filhos
As mães são presente, passado e futuro
Elas são o nosso porto de abrigo
Nós somos as suas âncoras
Curam a nossa alma até ao último suspiro
Os seus braços são a nossa casa
Os seus beijos são amarras de amor
O seu sorriso, o sol que nos ilumina
Para elas nunca partimos, estamos sempre lá
Mães deveriam ser eternas…
Mães têm magia no olhar, calor nas mãos, amor nas palavras
Tanta coisa que fica por dizer
Tanto amor que fica para dar
Tantas desculpas por pedir
Mas posso dizer – te na mesma…Sei que me estás a ouvir
Amei-te e amo-te muito mãe…
Sinto muito a tua falta
Tenho muitas saudades tuas…
Faz-me tanta falta o teu abracinho…
Serás sempre imortal…
Obrigada por me teres escolhido…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 





 MÃE AUSENTE

Mãe, que colo cala,
a mudez do silêncio
dos filhos abandonados?

Mãe que sonhos vivem
os seres pequeninos
a quem o amor foi negado ?

Mãe sabe tão bem ter um colo,
umas mãos ternas e um beijo,
para nos consolar ...

Porquê que tu mãe sempre foste
tão ausente e eu fui tão carente
do teu amor e carinho?

Quem mãe tem e mãe não teve,
de amor sofreu a provação, em
pequenino não teve carinho, em
adulto sofreu o coração ...

Mãe tuas mãos tão ausentes,
teus beijos tão carentes,
teu colo tão vazio , foi a
maior desilusão, dum tempo
que devia ser só de amor e carinho...

MARY HORTA
09-01-2018
Reservados os direitos de autor
dedicado a todos os filhos criados sem mãe 





 AS SAUDADES DE UMA FILHA

Em doces recordações
a tua imagem se aninha
com a candura da criança
do tempo em que eras só minha...
fonte inesgotável da ternura
que o meu coração de mãe tinha
a cada sorriso teu o céu abria-se para mim
numa felicidade sem fim
mas o tempo muda tudo
hoje longe de mim caminhas...

Sentimentos contraditórios
tomaram a minha alma de assalto
num desespero profundo
abençoei a partida
sabendo que chegara a hora
de dares o teu voo mais alto
a vida assim determina
alheia à dor da saudade
que uma mãe tem de uma filha!!

Aida Maria (Aida Marques) 





Filhos do amor

Uma vida
que nasce
é sentida
é querida
é amada
são laços d’ Mãe
que o tempo
não apaga
nunca .
Filhos
são rostos
d’ Anjos
são caricias
sentidas
são amores
de candura
são vidas
de ternura
e raízes
que ficam
marcadas
para sempre.
Filhos
são frutos
do amor
concebidos
no ventre
d’ Mãe
são crianças
amadas
e vivem
p’ra sempre
no nosso coração.
Filhos
são flores
a florir
no dia a dia
d’ cada Mãe
são vidas
tão queridas
e toda a vida
são as nossas
luzes
que iluminam
eternamente
o nosso caminho.

Mila Lopes 





  A Luz

Dá-me a mão,
não vês que ainda sou um criança
não me deixes a vaguear pelo Mundo
ajuda-me a crescer para que mais tarde,
eu não tenha da vida, uma má lembrança

Mima-me mamã
mima-me com toda a força do teu ser
dá-me o teu amor em plenitude e vê-me crescer

Leva-me também aos meu avós
leva-me até lá porque eles são doce mel
deixa-me lá um pouco com eles,
porque eles também já se sentem sós

Mas não te esqueças de me ir buscar
não te esqueças nunca dessa luz
que tens para me dar

Olá mamã
Olá papá
Olá avó
Olá avô

Olá Mundo
Olá Deus Menino, dá-me luz
Ajuda-me a percorrer este Mundo
E o caminho ao que Ele me conduz

Florinda Dias 





 Mãe

No calor
Da chama do amor
A semente...ao óvulo chegou
Floresceu...e vingou
E...na hora certa
Cheia de choro coberta
...ela sorri á vida
E á mãe enaltecida
E sorrio para ti
Porque a vida me sorri
Ao ter nos braços
Os mesmos traços
...de mim
O amor completa a alma
Numa alegria que acalma
Com o coração cheio de tudo
E com tanto conteúdo
...que nos desalma
E este pequeno ser... é deslumbrante
E nos braços... é calmante
Pedaço de mim...pele de cetim
...amor sem fim
E solta seu grito ao mundo
Confiante...Deus...como é contagiante
E descobrimos muito cedo
Que tudo se sobrepõe ao medo
Ao medo de perder
Ao medo de não saber
Apenas amar infinitamente
Para sempre...e mais além
Neste amor de mãe
...incondicionalmente

FCJ
Fernanda Carneiro Jacinto





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