Uma Imagem...Mil Sorrisos 2018


Imagem Google

TODAS AS SEMANAS INTERPRETA-SE UMA FOTO DIFERENTE 
As fotos utilizadas na iniciativa, são retiradas da net...

 “Uma imagem…Mil Sorrisos” dá-nos asas à imaginação. Regista um momento que fica eternizado na nossa memória. No entanto se virmos uma imagem, ela provoca-nos sensações diferentes. Como fazer chegar uma imagem a quem não a vê? Cada um tem a sua interpretação e esta pode valer um sorriso… ou melhor mil sorrisos a quem a lê." Cristina Russo - mentora da iniciativa.

NÓS FORNECEMOS A IMAGEM E VOCÊS ESCREVEM SOBRE O QUE ELA VOS TRANSMITE. 


ATENÇÃO: SÓ SERÃO VÁLIDAS AS PUBLICAÇÕES FEITAS NO PRÓPRIO DIA - DAS 00:00H ÀS 23:45H. FORA DO DIA SERÃO ELIMINADAS

A DIVULGAÇÃO É SEMPRE FEITA NO DIA ANTERIOR!

1 - Obrigatório identificar a iniciativa com:
- ou com o nome da iniciativa,
- ou com a foto da iniciativa,
- ou com ambos.

2 - A foto a usar é sempre a da iniciativa.

3 - Poemas só em texto a publicar no Grupo


TODOS PODEM PARTICIPAR!




IMAGEM A SER INTERPRETADA
TERÇA FEIRA 27-11-2018

“MELANCOLIA”
Passeio na manhã fria
perscruto o rosto das pessoas
que se cruzam comigo
Olhares radiantes
outros tristes, sem luz
carentes de afagos
Depressa ou devagar
parecem fugir ao tempo
do dia que os espera
num atropelo de pensamentos
continuo no meu passeio
Não as conheço
permanecem no anonimato
Mas consigo visualizar
os sonhos nos rostos sombrios
Devaneio completamente
São traços, são laços de vida
entrelaço e desfaço
olhares sem memória
São pedintes de amor
Tento pintar a tela
com cores vivas e flamejantes
tento dar-lhes algo
apetecia-me abraça-los
Mas os olhares não mentem…
Faça chuva ou faça sol…
A melancolia persiste…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA






 A vida é uma tela de cinema!
Passa a correr.
É isto que se me apresenta,
O que me é dado a ver...

Vejo, num piscar de olhos...
Vrum! A tela já passou.
E parece que' Inda agora,
A vida começou...

Igualo-as!
São idênticas.
Ignoro-as,
São ciências!

E eu, a paciência? Nem vê-la.
- Como numa tela de cinema...!

Faço filmes a preto e branco,
Vejo palcos...asnas, gentes...
Está nos genes. Diferentes!

Indiferente, não fico eu,
Ver a multidão a rodar,
O filme que agora começou,
E num instante a acabar!

É a vida!
Mas para despedida,
Ainda gostaria de ter,
O privilégio de poder;
O palco, um dia pisar!

"Oh laré!
Já parece os irmãos Lumiére.
Pois é!"

Cena, acção...
Emoção!
Corta...!
Já ficou a fita torta...

RAADOMINGOS 





O dia a dia

Pessoas correm apressadas
Num túnel escuro
Dum metro qualquer
Vão para o trabalho
Andam cansadas
Das noites mal dormidas
Outros estão parados
Pensando na vida
Nas tristezas ou alegrias
Estão á espera do que está para vir.
Muitos tem dúvidas
Das vidas que têm
E pensam!
Será que vale a pena
Ter a vida tão corrida!
O tempo passa
As rugas chegam
Lamentam as perdas
Mas! O impulso
Do ser humano
Não para pensar
Se a vida é justa
Ou se é injusta.
E continuam seja dia ou noite
No túnel escuro
E na caminhada de todos os dias-

Mila Lopes 





 Manhã.
Deparo-me a olhar a cidade vestida de neblinas,
Apanho com as pontas dos dedos a cortina fina.
Nasce em mim espanto e grito!
Roubaram as cores à cidade.
Há pingas de chuva na vidraça...
Lá em baixo, já se movimentam pessoas.
Pintam passos de água,
Sobre os círculos prateados das pingas persistentes.

Um duche quente,
Brinca pela casa um aroma de café
Toca o rádio uma melodia suave.
Na persistência da chuva que cai, vou!
Olho o céu choroso.

A vida não pára,
No aeroporto o movimento costumeiro.
Há olhares apreensivos,
Cabelos húmidos.
Todos os possíveis passageiros vestem roupas sem cor.
Escuto um rir contente.
Procuro entre a multidão,
Brincam duas crianças numa colorida correria.
Eram talvez, flores, borboletas...
Ou a minha ilusão,
Arco íris desmanchados, fitas de seda coloridas.
Num dia incolor de chuva caindo na vidraça.
Seja para mim essa moldura, caixilho de água
Que emoldura, pintura, iluminura baça...
A ilusão dessa ventura, de rasgar o tempo,
E sonhar a cor.

Augusta Maria Gonçalves





IMAGEM A SER INTERPRETADA
TERÇA FEIRA 20-11-2018

 ...Claridade p'la janela do sótão,
Faz-me lembrar saudades,
Dos tesoiros guardados.

A mim criança, tudo era admiração!
Para os adultos, não!
Explorava tão contente,
À espera de encontrar,
Algo reluzente!
A brilhar...
Meus olhos ficavam,
Exultavam! Que satisfação.

Eu, nas teias de aranha,
Via poeira tamanha,
A invadir o meu cantinho.
Das réstias, saíam de devagarinho,
E sem modéstias, muitas cores.

Que impregnavam a minha imaginação,
Fazendo com que do meu espaço,
Cheio de coisas com memória,
Fizesse em mim história ou recordação.

Odores ainda os sinto,
Estão entranhados em mim!
O meu tesoiro e oiro,
Deixo agora ficarem,
Onde os adultos o deixaram.

No sótão, o meu sótão,
Que por fim me mostrou,
Que a infância tem inocentes tesoiros
Que nunca, nunca tem fim.

....Duradoiros...
Se pudesse, se acontecesse....
Outra vez...Quem eu sou?
Mortal. Tenho pena.
Muita pena!
Mas é real...

RAADOMINGOS





 ENTRE A LUZ E A ESCURIDÃO

Viajo entre a luz e a escuridão
Com uma mala na mão
Que é toda a minha bagagem.
Nela transporto as ilusões,
Os grandes sonhos e as paixões
Que preciso para a viagem.

Não sei se será curta ou comprida
A viagem que me é devida
Por ao mundo ter chegado.
Quando cheguei vi a luz
E carreguei esta cruz
Que dizem ser o meu fado.

Desde aí, só parei pela razão
De ter dado comigo em contramão,
Envolto numa escuridão,
De tão grande imensidão,
Que me fez ver a podridão
Que me agride e fere o coração.

Entre a luz e a escuridão
Vou dando passos seguros
No trajecto ambicioso
Que com esperança tracei.
Vivo com toda a convicção
De ser capaz de derrubar
Barreiras, obstáculos e muros,
Por mais que me seja custoso,
Depois do muito que viajei
E antes do que terei ainda para viajar.

Albino Teixeira Dias 






 PORTA ABERTA

Tenho a porta da vida aberta
Não precisas de bater truz-truz
Como a tua chegada não é certa
Vão entrando raios de luz
Que me alegram e fazem sorrir
Que me aquecem e fazem esquecer
Que me fazem docemente sentir
Como é bom sentir-me mulher
Tenho a porta da vida aberta
Não me perguntem qual a razão
Continuo de mente aberta
E a guardar-te no meu coração
Será quiçá, uma espera inglória
Será provavelmente pura teimosia
Mas, antes de começar nossa história
Eu já era tua, já te pertencia
Tenho a porta da vida aberta
Para entrar a luz que me alumia
Não me arrependo, fiz a coisa certa
Quando te fiz meu naquele dia
Foram muitos os caminhos que escolhi
E mais ainda as decisões que tomei
Todos eles me levaram até ti
Porque partiste? Não sei!

Nanda Rocha 







“Entre a luz e a escuridão”

O mundo sai de mansinho
Deixando o seu coração
Percorrer o seu caminho

Te enlaço do meu jeito
Estendo-te a minha mão
E num abraço apertado
Te abrigo contra o peito.

Abraços viram carinhos
Carícias viram beijinhos
Cansaços viram colinhos

De afetos meigos e afáveis
Entre a luz e a escuridão
Solto as amarras do tempo
Ao levantar-te do chão.

.
Lurdes Bernardo 





 Momento

Entrei
A porta estava entreaberta
O sol reflectia no chão
Ouvia o meu coração kkkk
Perguntei por mim
Quem fui
Quem sou
Onde estou
Não me encontro
Estou para lá das colinas do tempo
Num desses momentos
De uma outra vida
Fui feliz ,sorri do nada
Na estrada
Caminhei sozinha
Certo dia no infinito
Ouvi o chamamento
Luz divina e universal
Voltei de novo a entrar
Na porta
Vejo tudo mal
Muito fusco
Um cruzamento
Ouço a voz do vento
De outra dimensão
Será um sonho ?
Um momento
Fecho os olhos
Estou noutra Era
Será esta
Estou à espera
De ir ,de voltares
Ao lugar que nos viu chegar
A porta não fechei
Nem as duas janelas
D'alma onde um dia me encontrei

Anabela Fernandes 





 CAMINHO

Noite escura em meu coração
O sol se pôs
Tudo escureceu de repente
Procuro ...procuro
Desorientada...
No tempo , na vida
Preciso encontrar
A luz , o caminho
Procuro
Meu coração sofre...sofro
Desespero na procura
Pàro , penso
Fez se luz
...
Todo o ser vê, na escuridão
Se adapta , enxergo lentamente
Luz muito fraca
Caminho , caio uma e outra vez
Levanto me com dificuldade
Tem de ser
Mesmo sabendo
Que é a parte mais difícil
...
Vejo melhor o caminho
Continuo...
Chego !

Rosa Couto  








"Luz"

Aquela luz que me chama
através da porta aberta
Segreda baixinho ao meu coração,
à minha mente desperta....
Vem comigo!...
Já me conheces!
Sou o teu terno abrigo
e sentir a minha luz mereces.

Sabes que sou eu!...
Vim do céu pra ti.
Aquela paz que um dia sentiste
trago-a bem aqui.
Aproxima-te!...
Não tenhas medo!
Sou a porta do paraíso...
Mas tu já sabes!
Já me viste!
Não é segredo.

Abriu-se-me o sorriso
perante aquela luz.
Aquela que um dia...
Pelo túnel me conduz.

Esta porta aberta.... Um dia será,
a minha meta.

Autora: Fátima Andrade 





Claridade

A luz que da porta vem,
Clareia a quem também a procura de luz vem,
Pode ser a porta que nos leva pra alguém além.
Todas as portas se abrem quando estamos preparados pra receber a luz que da fora surgirá,
Pode ser também que venha do céu, oh luz do luar! ou quem sabe virá do sol e assim a todos aquecerá,
Mas só receberá a dádiva quem coragem tiver de atravessar o corredor pra toda claridade ir buscar!

Zi Ferreira. 






“PASSO A PASSO”
Passo a passo
abro a porta devagarinho
respiro fundo
abro caminho
Deixo entrar
o ténue raio de sol
deixe que ele penetre
na minha alma
hoje, escura e fria
estou dorida e inerte
Passo a passo
quero acreditar
quero sentir
quero sonhar
Sem medo
vou recomeçar
vou continuar a amar
a vibrar
Passo a passo
inicio a viagem
vou voar na brisa do vento
solta e segura
Não me quero perder
vogo sem rumo
como se fosse fumo
que se eleva no céu
perdendo-se no infinito
Passo a passo…
Vou…Levemente…
À procura do meu raio de sol…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 






Desce a luz e senta-se no colo da noite,
mitiga todo o silêncio que a envolve
e concluí...
se fechar-se uma porta,
podem-se abrir duas ou três janelas.
Não te deixes intimidar pelo escuro
nem pelos teus sonhos cinzentos,
poderão ser apenas, momentos,
e num instante...
tudo pode mudar
e a tua vida aos poucos se realizar.
Há uma luz a brilhar neste caminho
há um propósito que te leva nessa viagem,
como nada é por acaso
hoje é o teu dia de sorte,
aproveita...
a oportunidade concedida,
e serás o orgulho desta
luz.

José Maria... Z L 






 LUZ
Essa luz que nasce, cega e mostra
A grandeza de um Deus que se não mostra.
Mesmo na cegueira do desnorte
É a luz que me desvenda.
Me abre a friesta de janela ou porta
A luz rasga como gume finíssimo
Toda a frincha moribunda no negro tul da noite.

Já há rumores de madrugada.
Já nuvens trajadas a rigor de raios de sol ataviadas,
Rendas finíssimas de cor na cúpula azul,
Uma sombra, vestida de sol, percorre o infinito a deslizar
Aí manso e devagar o artesão invisível,
Afina em finas pinceladas o céu em esplendor.

Já a luz se tece em sedas entre o arvoredo.
As colunas antigas são douradas.
Há já quem apenas a luz siga confiante
Como que o divino escute e alcance
Desce a ladeira, da fonte se abeira
Goteja como contas de prata a água farta.
Aí sim a luz é espelho.

Espelho de laminas de água que retrata.
O rosto gasto
De quem corre atrás da beleza iluminada,
De um raiar bendito,
Pois é na luz que esse Deus,
" do qual passos não se escutam"
Mas é ELE essa luz que o mundo habita.

Augusta Maria Gonçalves 





-     Maravilhosa porta encantada

Que linda porta encantada
é uma porta de luz
onde entra a brisa suave
o raiar do sol da manhã
é a porta da esperança
dos sonhos da paz e do amor.

Hoje a todos vós eu ofereço
Palavras aladas por mim encantadas
palavras que escrevo com amor
que foi um dom que Deus me deu
são palavras sentidas e amadas
que cantam na minh’alma .

São palavras escritas
com humildade amor
são palavras de luz
de afeto e de carinho
para vocês que estão no meu coração
e presentes na minha vida-
_________________*______________

*Maravilhosa porta encantada*

Mila Lopes







IMAGEM A SER INTERPRETADA
TERÇA FEIRA 13-11-2018
 

 Abóboras "Menina"

Lembra-me a campo,
A inverno. Fornalha acessa,
Doce na mesa.

A família, alegria...
A cor! A quintal...
A quintas, a comer...
A cheiros, animal..

Que prato tão belo,
Presenteia a natureza.
Meus olhos brilham de inveja!
Boa! Sem cobiça...nem ciúme.
Não sou maliciosa, nem visto negrume.

Quero que se veja o fascinante laranja,
Que o chão tão afortunado concebeu.
Que se misturem as cores,
Das labaredas lavores.
Que das chamas, vire céu!

Eu tão menina,
Que só o corpo cresceu!


RAADOMINGOS








“Abóboras ”

Nos campos se espalham aos magotes
Alimentam animais, pais e filhotes
Filhoses em noite de consoada
Que regalam uma boa mesa recheada
De tanta iguaria em abóbora confecionada.

Fazem compotas de deleitoso e agradável sabor.
Doce tradicional de abóbora, com nozes e canela
Fazem delícias em mesas singelas
E também se encontram em grandes janelas
Fazendo no Halloween lamparinas delas.

Plantio entre o milho e o feijão
Frutos no Outono colhidos
Com cores garridas de Verão
Em prados e ao abandono
Amadurecidos e coloridos.

Férteis são as terras que frutos assim dão
Sementes singelas que se enterram no chão
Que nascem e proliferam de flores amarelas
Espalhando abóboras por todo o terreno
Nos trazem a imagem de um Outono pleno.

Lurdes Bernardo 






“CHEGOU O OUTONO”
O Outono chegou
O dia pesa mais
Começam a cair
as folhas das árvores
ficam de alma leve
Não sei porquê
o dia nasceu cinzento
diferente de ontem
Ainda parecia Verão
de um azul luminoso
Dias cinzentos
deixam minha alma amarga
Entardece cedo demais
cai aquela morrinha
que molha e não molha
Anunciando o Inverno
que se aproxima
Sei que a terra a espera
gosta de estar encharcada
as árvores sorriem felizes
As abóboras riem á gargalhada
os ventos balançam-nas
discutem entre si
eu vou ser para doce
eu vou ser uma lanterna
Os pássaros batem asas sorrindo
Cai uma folha
mais uma
deslizam suavemente
Tocam a terra
segredando
Para o ano voltarei…
Continuam a cair as folhas das árvores…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 





 Mãe terra.
Pródigo regaço
De ti mãe venturosa
Se erguem florestas,
onde tesouros escondidos ao nosso olhar
São maravilhas de sublimar nosso sentir.

Terra mãe quem ao olhar-te não te bem diz?
Quem ao colher de teu regaço as maravilhas,
Não exulta num alegre louvor de gratidão.

Tempo apaziguado de fartura.
Outono dourado,
Orgulhoso ostentas o xale que te alinda decorado.
Tanta a folhagem em relevo de cor exuberante
Que esse xale o vento embala e adormece.

Oh! pomares...
Onde p erfume dos frutos é alquimia,
Essa que embriaga os sentidos e sacia.

Oh! baldios de abóboras já maduras.
Repousando nos lameiros,
Entre chilas nascidas por aí,
Numa bênção de beijos,
Sol seio fecundo e água.

São furtivos os raios de sol em curtas tardes.
Em passeios sem tempo,
Deixar dormir no coração a pressa.
Ir distraidamente por aí.
Ver com o coração belezas simples.
Cogumelos nascidos entre silvados.
Sentirmo.nos,
Felizes com duendes ou fadas
Dos livros de infância, gastos e apados...

Augusta Maria Gonçalves 






 O OUTONO E OS SONHOS.

Quanta nostalgia no Outono
Folhas caídas arvores despidas
O Outono lembra a casinha o lume na lareira,
Castanha assada, o bagaço aquece e estremece.
Conversas á lareira,
Crianças a brincar
A família e o lar!
As folhas coloridas de mutações são lindas.
No chão as folhas pisadas são retalhos,
Cozidos alinhavados são as cores que damos á vida!
Cores quentes como convém
A manta aquece os sonhos
Que cada um tem!

@ Fernanda Bizarro 





 OUTONO DA VIDA

Caem as folhas
Pintam o chão
Tons amarelecidos
Se saboreia o vinho maduro
Nada está seguro
Vem o tempo agreste
Na alma que chora
Pingam as nuvens
Na terra molhada
Cai a noite ,vestida de branco
Flocos de neve na estação
Sem dono
Corpos se aquecem junto à lareira
Degustamos sabores
De amores perfeitos
Abóbora doce
Lembram os sonhos ,vem o Natal
Algo está mal
Os sem abrigo
E eu aqui contigo fazendo amor
No calor da paixão
Ouvindo o vento assobiar
O trinar das cordas da tua guitarra
Vem com garra
Na saudade do Verão
Aquela que se foi no tempo ausente
Ebria estou olhando a vidraça
Estendendo a mão
Olhando serena o Outono da vida

Anabela Fernandes 





 Noite de Outono

Nesta noite de outono sou como uma folha
pensando já estar suficientemente madura
corta o cordão umbilical que à árvore a liga
e iludida voa num voo desconcertado.

Embriagada segue sem saber para onde vai
chega ao chão levada pelo vento e encharcada pela chuva
e desprezada por quem passa, a folha traz em si lembranças
de outrora de uma alegria verdejante
e o que hoje resta é uma folha vazia
encostada num tronco de uma árvore qualquer
junto a outras tantas iguais onde a solidão parece comandar
com o castanho da terra suja de lama .

Nesta noite de outono o tempo passa lento, outras vezes rápido
e eu sinto-me como a folha que cai e anda por ai
levitando pelo ar ou caída no chão com o vento a comandar
mas também sei que na minha vida á mudanças
mas como eu tenho amor, luz , paz , fé e muita esperança
eu sei que tenho muito ainda que viver e muito que aprender
mas também sei que preciso de ter um sorriso no meu rosto para vos alegrar.

Direitos de @utor reservados
Mila Lopes 






Os frutos vamos colhendo.

Somos separados a nascença,
Pelo cordão umbilical.
Há entre nós demasiada semelhança,
Neste mundo tão desigual.

O tempo nos vai emancipando,
Sob folhagens coabitamos,
Afetos e conselhos trocamos,
E os frutos vamos colhendo.

Só irás colher o que plantares,
Monda bem os teus pedaços.
Não deves baixar os braços.
Rega o amor como melhor gostares.

E no outono da vida,
Com cores já amarelecidas.
Contas históricas coloridas,
À família toda reunida.

Autora Maria Gomes Pereira Cabana






Imagem a ser interpretada
Terça Feira  06-11-2018

  O TEMPO TEM ASAS...

A infância e a mocidade
Foram engolidas pelo tempo
Prestes chega a maturidade
Porque a vida é um só momento...

E é tão breve esse momento
Que o temos de valorizar
Que a fé seja o alimento
E o verbo seja o amar.

Temos de lhe dar o alento
Temos de saborear
O bem que nos dá esse tempo.

Que ele não pára nem se atrasa
Passa por nós a voar
Porque esse tempo tem asas...

Aida Maria (Aida Marques)






O TEMPO

Ninguém pode explicar , onde começa e onde irá chegar,
O tempo é o menino sem muito tempo para brincar,
É carregado de encargos que não o deixa sossegar.
É tempo de nascer
Tempo de estudar
Tempo de ser menino pra vadiar
E mais tarde chega o tempo de prosperar
Fazer escolhas, enfim adulto ficar,
Mas um pouco já é hora de se apaixonar e casar ,
Ah! O tempo é tão veloz que nada o pode deter,
Nem muito pensar ,
É tão fugas que quando nos damos conta já é hora de parar,
De correr
De vadiar
De estudar , aí nós é que decidimos:
Apreciar
Namorar
Sem pressa até nosso tempo chegar. . .

Zi Ferreira.








 SEGURO O TEMPO...
==================

Seguro o tempo
Em minha própria mão.
Não quero que vá embora!
Não quero passar a vida a correr...
Nem lhe quero pertencer.
Prefiro que me pertença!
Quero ser sua dona e senhora;
Ser eu a comandar... e não a obedecer.
Quero tê-lo ás minhas ordens...
À minha disposição.

------ ****------

Agarrei o tempo...
Vou-o segurar.
E i-lo-ei comandar
Como quem comanda uma marioneta.
Quero tranquilidade!
Fá-lo-ei andar devagar;
À minha própria velocidade.
Não tenho pressa de chegar à meta!

===========================
Poema: Fátima R. Roque Antunes
(Retraços)
Imagem: Autor desconhecido
Direitos reservados






“ O TEMPO LEVA-ME”
O tempo leva-me
pelos socalcos vazios da vida
Sem amores e sozinha
nele levo
partidas e chegadas
Sem sons e sem cores
Sem caminhos certos
vou por carreiros
sem chão
sem saída
sem rumo
Vou á procura do nada
pretendo encontrar o tudo
O relógio não pára
não tenho asas
não posso voar
Cansada
a vida leva-me
onde ela quer
é dona e senhora de mim
Não questiona
se quero ou não
Se amo e sou amada
se quero ir, se quero permanecer
se choro se rio
Não sei nada de nada
só quero sentir o chão
ter para onde ir
Saber que me esperam…
E encontrar o nada que perdi…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 






"Tic-tac"

O tempo escasseia,
neste tic-tac infindo.
A vida esperneia
no tempo que vai sumindo.

Gasta-se o tempo ao desbarato.
Neste tempo tão pouco.
Num tic-tac ingrato
correndo como louco.

Somos arredios ao tempo
passando a vida a fugir
correndo, sempre correndo

sem ter pra onde ir.
Tempo louco infindo
e contigo tempo, vamos sumindo.

Autora: Fátima Andrade 




 TEMPO INFINITO

Quem me dera ir no tempo atrás
Levar comigo horas más
No reboliço do vento
Sossegar meu coração
Como um poema escrito
Que transborda de emoção
Sou eu aqui
Ali ,até no futuro que imagino
Onde só voam os pardais
No infinito do tempo
Sem suspiros nem ais
Apenas gemidos rompendo a noite
No alvor da madrugada
Escutando o rebentar das ondas
Nas rochas que o tempo não desgastou

De novo renasci
Nem sequer eu recrimino
Algum qualquer desatino
No calor da mocidade
Na infância feliz
Nos beijos que roubei
Outros tantos que dei
Também no que por amor deixei
No tempo se perdeu
Hoje visto a esperança com o olhar
Despenteio o passado
Digo firme ,volta tempo
Para me voltar a perder
Num dos teus momentos
Deles ser amante ousada
Rosa púrpura
Concubina
Ou de novo ser menina
Agora que madura sei que sou

Anabela Fernandes 






O tempo não perde tempo.

Regresso do tempo esquecido,
Com esperança renovada.
Foi longa a sua badalada,
Nunca ele se deu por vencido.

Tentei alterar a hora,
E acertar os ponteiros,
Mas eles foram sorrateiros,
Não esperaram pela demora.

Me deram uma hora a mais,
Para eu poder sonhar.
A tentei aproveitar,
Estando atenta aos demais.

O tempo leva algum tempo,
Para nos dar a solução.
Se lhe dermos com tempo a mão,
Não será em vão,o nosso tempo!

Autora Maria Gomes Pereira Cabana 






TEMPO
Perguntei ao tempo.
Ainda tenho tempo para voar?
O tempo respondeu-me:
Tu ficaste parada no tempo,
agora queres saber,
se tens tempo para voar,
isso não te sei responder,
posso dizer-te,
que ainda tens tempo,
para continuar a sonhar...

Poema, Gertrudes Fernandes 





 VOO NAS ASAS DO TEMPO

Voo nas asas do tempo
Em perpétuo movimento
Desde o dia em que nasci.
Esse voo planado
Faz do presente passado
E marca o tempo que vivi.

Voei a grandes alturas,
Nas horas fáceis e duras,
Entre Deus e os mortais
E nesse percorrido trajecto
Vivi intenso e completo
Um tempo que não volta mais.

Sem nunca inverter o rumo,
Dum voo em que não durmo,
Voei também na escuridão,
Onde as horas que passaram
Foram marcas que me deixaram
Feridas no coração.

Foi um voo incerto, mas audaz,
Esse que ficou p'ra trás
Ao longo da minha viagem.
Nele vivi momentos de adversidade,
Mas também de felicidade
Com grande determinação e coragem

Mas por onde quer que tenha voado,
Nas asas do tempo passado,
Tudo me ensinou a crescer.
Tenho um rico e interior património
Que herdei de Deus e do demónio
E que carregarei em mim até morrer.

Agora quero serena e lentamente voar
Nas asas do tempo que me falta passar,
Marcado por cada hora, minuto e segundo
Do relógio que inventaram para o medir.
Sei que é um tempo que se irá extinguir,
Mas é aquele que tenho neste mundo.

Albino Teixeira Dias 




“Se o tempo parasse”

Se o tempo parasse que seria de nós
Uma mão chegaria para agarrar as horas
Os minutos fugiam e as portas se abriam
O céu mudaria seu brilho de noite ou de dia
O sol nasceria e a noite não escurecia
O tempo nada de novo nos traria.
Nas serras cearas esquecidas e quentes
Num dia de vida perdida sem rumo
As janelas se abriam como se indiferentes
Fossem passados os dias e as noites sem sono.
Eram as réstias escuras de um entardecer
Em que o sol e o dia se viam sem querer
A todo o momento perdiam o rumo e o norte
Para nascerem de novo e contar a sua sorte.
O tempo volta depressa e nada se muda
Mas entre a noite e o dia se faz o progresso
O sol já nasce de novo e o dia já luz brilhante
Pois é ao entardecer com o romper da lua
Que a noite escurece e o silêncio desce.

Lurdes Bernardo 






DUAS, TRÊS, TANTAS VOLTAS...

O tempo vai passando, e eu parada
Perdida pelas horas, a sonhar
Com quimeras na lua prateada
Só coberta por mantos de luar

Quando já se anuncia a madrugada
Há minutos que vêm me abraçar
Deixando por segundos a escalada
Desse tempo que não pode parar

Duas, três, tantas voltas... Infinitas...
Voltas em que acredito e acreditas
Que o tempo pode se de fantasia

Que as horas vão passar e vão trazer
Os sonhos que sonhámos, ao querer
Que a vida seja feita de alegria

MEA 






 O

Tempo
lento
dentro
de mim
ora vai
ora vem
O tempo
longe
perto
esquecido
ou que
abraça
o meu
coração
O tempo
velho
ou novo
da vida
vivida
até ao fim
O tempo
é como
um relógio
onde ouço
o ti -tac
das horas
do dia- a -dia-

O tempo é fonte a minha existência-

Mila Lopes 






Não ignores nem subestimes o tempo. Ele passa rápido e
corroí tudo.
É incorrupto, justo e implacável.
Tacteia entre nós por vezes disfarçado... outrora
destemido.
Quando apercebemos, poderá ser tarde demais.
Corremos...
Corremos atrás..., quase sempre não chegamos a
horas.
Toda a corrida contra o tempo é perigosa, inútil, e por ve-
zes, tem dissabores.
Habitua-te...
Habitua a coabitar com as horas, assim terás o
tempo na palma da mão.

José Maria... Z L 





 O tempo marca a hora
do presente seguro
e logo se esvazia
na vertigem
dessa sua passagem!...

Tempo que passa
sem se compadecer
dum futuro
sem hora marcada!

..................

maria g. 






NA MEMÓRIA DO TEMPO

Dispo-me de velhos trapos,
como quem despe a memória
do tempo, cheia de sonhos
desfeitos, teus e meus...

Percorro as memórias inúteis
do espaço familiar do quotidiano...
A escuridão fatalmente existe, de
nada adianta atravessá-la pela
parede inútil da multidão em movimento ...

Sei que me reduzi a nada , a fim de calar
a minha realidade numa aparição no mundo
para que não estava preparada ...

Despi-me de velhos trapos, de tudo o que
me saciava mesmo das metáforas que
alimentam a vida ....
Tudo se explica. até os pequenos nadas
que fazem parte do dia a dia ...

Busco sossego neste mundo de fantasia....
Colho rosas no vento da memória e planto-as
no deserto da alma...

Até a alegria breve do dia se reveste de algo
estranho....
Ando sem destino e, por vezes, sinto a frieza
do mundo que me rodeia e, em certos momentos,
parece que perdi o tino ....

Dispo-me de velhos trapos,
embrulho-me em sonhos e
observo o mundo para lá do horizonte
e vejo que a passagem do tempo e do
espaço, em cada hora, me leva ao esquecimento
ocupado por momentos que se ocultam a si próprios
na memória .

MARY HORTA
06-11-2018
Reservados os direitos de autor 







"As minhas asas"

Visto-me de fada num tempo fugidio.
Ato umas asas de libélula, num nó corredio.
Voo no tempo, tamanho de tão curto que é!
Abro as asas expandindo-me, neste curto tempo, e mais longe até!

Levo nos segundos a brisa dos dias
e nos minutos levo alegrias.
De tão tamanhas as minhas asas são!
Levo nas horas o bater do coração.

E num tempo fugidio, levo sentires num nó corredio.

Atando as minhas asas de libélula ao tempo,
peço-lhe que se deixe ficar,
por mais um momento.

Autora: Fátima Andrade 





 O RELÓGIO VOADOR.

Ah! O tempo.
Um sopro uma brisa.
Um encontro furtivo.
Um marcar de horas
Um bater de asas.
Ó relógio que marcas o tempo
De encontros, ausências,
Momentos de amor.
Relógio cansado das minhas esperas.
Pois o teu registo segundo a segundo.
Faz passar a vida.
Leva a mocidade.
Fito-te relógio.
Ordeno calada.
Pára!
Deixa-me no melhor da vida.
Sei é já muito tempo.
Contorna os outonos,
Permite que eu sonhe
Tempo que contas-te
Foste tão ligeiro
De asas te vestiste,
Foste mocidade
Também juventude
Tempo ao passar,
Foste felicidade.

Augusta Maria Silva Gonçalves. 






RECOLHIMENTO

Contrariando a própria lei da vida
colhendo dela os próprios desenganos
ninguém venha lembrar o dia de anos
que o tempo em mim parou na dura lida.

Resto-me uma estática pintura
onde as cores desbotadas são patentes
a erosão da tela, os tons dolentes
segredam-me paisagens de amargura.

Relembro aquele relógio de parede
os pesos a descerem lentamente
tomado de poeiras já parou

do champanhe, já não tenho mais sede
caminho a vida mais serenamente
que o tempo de festejos já passou!

..................................
Adelino Pais, poesia.
Reservados direitos autorais.










 
Imagem a ser interpretada
Terça Feira 30-10-2018

“De cor pintei a vida”

De cor pintei a vida,
Em planícies a colori,
Fiz com ela a tela mais bela que já vi
Eram prados de alegria,
Em momentos de solidariedade
Aplanei-a de fantasia.
Esplendorosa
Almofadada manto de flores,
Deslumbrada com tamanho encanto
Ajoelhei num pranto
E agradeci a Deus,
Por tamanha beleza e cor.
Então de novo ergui aos céus
Em preces de louvor
Pela bondade de Deus
O meu grande e infinito amor
Ao dar-me empenho e ardor
Numa plantação de tanta afeição.
Procurei de novo ser menina
Peguei na palete entusiasmada
E pintei a mais bela tela extasiada.

Lurdes Bernardo




 CHUVA de PRATA

Semente lançada em terra molhada
Cresceu e vingou menina que sou
Um pouco de ti em mim ficou entrelaçada
Abrindo os braços te sinto aqui onde estou

Escorre a chuva pelo corpo já frio
Lágrimas de pranto d'algum desencanto
Enchem o vazio do leito do rio
Que é o maior do meu encanto

Vem uma trovoada ,vejo os clarões
São gritos profundos no céu sem estrelas
Secretos desabafos de gastas emoções

Resta esperar uma chuva de prata
Sentir cá dentro que de novo vou vê-la
Absorve-la sorrindo ,sabendo que não mata

Anabela Fernandes 






Tela do Tempo

Olho a tela do tempo , e nela contemplo algo sobrenatural, que o homem em toda sua sapiência nao é capaz de criar!
Ah! a tela do tempo, capaz de guiar os homens ao criador e suas almas elevar,
Pro mágico que a criou e ninguém pode destruir ou apagar!
Cores pintadas na alma pra derpertar a bondade e a certeza de onde viemos e onde iremos ficar eternamente!

Zi Ferreira. 





 Recolhida na noite que se faz tarde
dando voltas no meu leito deitada
conto todas as horas da madrugada
lembrando o que no meu peito arde.

O silêncio abraça-me com ternura
uma imagem enche meu pensamento
deixo-me embalar pelo doce momento
toma-me esta sensação que perdura.

Desperto desse sentir que me embalou
mordo agora a solidão que me beija
e que me aperta num gélido abraço

a nostalgia meu corpo então tomou
sem aquele calor que o coração deseja
e essa ausência vence por cansaço!

maria g. 







“CHOVE”
Chove
cai suave e triste
Com um olhar sereno
segura no meu abrigo
Olho num ápice
os seus pingos grossos
Destravo as barreiras
amordaço a tristeza
Despojo-me de mim
Alheada
olho a chuva
que cai assim, só e fria
Ela não tem cor
Gostava, que ela fosse colorida
de cores ínfimas
Caísse
e se transformasse
em cristais coloridos
Me deixasse
flutuar nos sonhos
Que me seduzisse
e me fizesse
Retornar à infância
onde andava descalça à chuva
e pedia aos céus
Deixa-me ver o teu arco-íris…
Quero pedir dois desejos.
Chove, mas que seja colorida…
Deixa-me ser sempre criança…
Saudades…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 





Na ode da noite
Há uma luz que me guia,
Que me orienta
Como uma bússola amiga.

Essa luz é uma estrela
Que brilha enquanto durmo,
Que me aconselha
Durante o sono.

No breu da noite
Sinto-te a chegar,
Vens pé ante-pé
Ao meu lado vens deitar.

Abraças-me com carinho
Nesse momento divinal,
Aconchegados no nosso ninho
Tudo se torna celestial.

Depois da noite vem o dia
Vestido de sol,
Outras vezes de negrume...
Entra pela aurora
Com promessa magistral.

Teus olhos brilham
Como nunca vi,
Teu corpo cheira
A rosas e jasmim...
É nesse balançar
Que eu me perco em ti.

José Maria... Z L 




 Dia cinzento.

Dia cinzento
A noite fechou-se
Sem arco-íris
Chuva de estrelas
Nebulosas rosas
Davam á aterra
Um ar mesclado
E nebulado.
Prateado.
Esquisito.
Da palidez do dia – noite,
As luzes acenderam-se
Nada de estrelas
Só o mocho piava
No fio eléctrico
Longe soava…
E dava a terra
Arrepiaços!

@Fernanda Bizarro 






Á NOVEMBRO ACERTA O PASSO.

Chegados já os lentos dias.
Cinza é a cor do céu estremunhado.
Correm as nuvens baixas ao toque da ventania.
Olhando o céu escura quem não se arrepia.

Olhava o céu á procura de luz essa Maria.
A quem os dias sem sol tudo roubabam.
O brilho dos olhos, o riso, a fantasia.
A vontade de escrever um poema onde brincasse a luz do dia.

Da janela alta via longe,
Lá era tudo uma adivinha
Uma miragem de mar, gaivotas livres a voar.
As dunas com flores de sal já desmaiadas.

Cai devagar a chuva miudinha.
É por certo uma nuvem a chorar.
Desço da janela, escuto o vento.
Um relâmpago rasga o negro dia assusta o tempo.
Momentaneamente tudo se ilumina.

Ao longe no céu trovões entoam.
O vento sopra,
Parece um tenor, num rouco medo
Que expressa dor.
O seio granítico da terra é um tremor.

A chuva caprichosa já faz leito
Nas trilhas empedradas do caminho.
A tormenta, devastadora, louca já passou.
O céu ainda escuro.
Ao longe a claridade rasga o negro véu.

Radiante de luz um arco íris de cores vivas.
A terra abraçou.
Anoitece, os dias são breves.
segreda-me minh'alma
Olha o quanto Outubro caminhou.

Augusta Maria Gonçalves. 






Á NOVEMBRO ACERTA O PASSO.

Chegados já os lentos dias.
Cinza é a cor do céu estremunhado.
Correm as nuvens baixas ao toque da ventania.
Olhando o céu escura quem não se arrepia.

Olhava o céu á procura de luz essa Maria.
A quem os dias sem sol tudo roubabam.
O brilho dos olhos, o riso, a fantasia.
A vontade de escrever um poema onde brincasse a luz do dia.

Da janela alta via longe,
Lá era tudo uma adivinha
Uma miragem de mar, gaivotas livres a voar.
As dunas com flores de sal já desmaiadas.

Cai devagar a chuva miudinha.
É por certo uma nuvem a chorar.
Desço da janela, escuto o vento.
Um relâmpago rasga o negro dia assusta o tempo.
Momentaneamente tudo se ilumina.

Ao longe no céu trovões entoam.
O vento sopra,
Parece um tenor, num rouco medo
Que expressa dor.
O seio granítico da terra é um tremor.

A chuva caprichosa já faz leito
Nas trilhas empedradas do caminho.
A tormenta, devastadora, louca já passou.
O céu ainda escuro.
Ao longe a claridade rasga o negro véu.

Radiante de luz um arco íris de cores vivas.
A terra abraçou.
Anoitece, os dias são breves.
segreda-me minh'alma
Olha o quanto Outubro caminhou.

Augusta Maria Gonçalves.











Imagem a ser interpretada
Terça Feira 23-10-2018

"O Mar"

Esta praia é maravilhosa,
é nua e vaidosa!
O mar a rebentar
e as ondas a nadar.

O mar que é fresquinho,
que tem um peixinho.
No mar à um tesouro
que vale centenas de ouro.

O mar é gracioso
e também é precioso.
O mar é amigo
que está sempre contigo.

Autor: Gabriel Ferreira






Dos fracos não reza a história.

Não há nada a obstruir,
A entrada para o além mar,
Como vês e só seguir .
Não deixes o barco naufragar.

As portas não se fecharam,
Janelas nunca existiram.
Nas ondas se deleitaram,
As conquistas que surgiram.

Maré vazia, maré cheia,
Rostos pedindo um beijo,
A viagem se premeia,
Se foi cumprido o desejo.

Já fomos nós pioneiros,
Nessas tão longas viagens,
Antepassados aventureiros,
Que buscaram outras margens.

Conhecemos novas gentes,
De diferentes,raças ,credos.
Fomos audazes,valentes,
Ultrapassamos rochedos.

E agora resta a memória!
Mas,ainda há o mesmo mar.
Dos fracos não reza a história!
Há que continuar a navegar!

Autora Maria Gomes Pereira Cabana 






FORÇA

Onde encontro a beleza , senão na natureza que se cuidada é eterna!
Onde está a mágica que a vista encanta e se perde extasiada diante do inconquistável, de tua força
Indomóvel como o mar bravio !
Ah! Todas as aventuras que em ti se vive
Da bonança às tuas ondas que devastam e fazem a alegria dos surfistas!
Águas e rochas, duas forças invensíveis
De beleza indescritível que só se pode admirar
E encher os olhos e o coração ao contemplar a união das rochas e do mar !

Zi Ferreira. 






"Era após era"

Tão ferozmente batem as ondas na pedra!
Era após era, inundando areias, terra!
Abre-se uma porta à força!
Exporta, transporta vida!...

O tempo, não importa ao mar!
Desfaz-se, rugindo num milhão de vagas.
Conquistas em conquistas em "eras" separadas!

Entra partindo, pedra sobre pedra...
...era após era!
Não para este mar!
Audaz! Assaz!
Capaz de tudo conquistar
em milhões de vagas, pelo tempo eternizadas.

... Batendo ferozmente na pedra, inundando areias, terra...

Autora: Fátima Andrade 






 FASCÍNIO.

Vagueia por esse mar sem fim o meu sentir,
O mar... esse vaivém de segredos interditos
Búzios, madre pérola, corais.
Jardins de algas a ondular.
Ó azul imenso abraçado ao céu da mesma cor.
Só ondas, espumas a rolar.
Há o impetuoso beijo nas falésias
Numa promessa de novas marés.
Há força que transcende a erosão
Esculpe arcos suspensos sobre o mar.
Ah! Dar a meus olhos tal fascínio
Parar nas margens a contemplar
O sol dourando altares desabitados,
Só as aves libertas, andorinhas do mar e as gaivotas
Desfrutam as belezas
Desta arte natural erguida á beira mar.
Como seria bom ser venturosa
Viver num desses templos erguidos sobre o mar.

Augusta Maria Gonçalves. 





 SONETO DA DESPEDIDA

Quando morres tu esta ruim saudade
No meu peito ,sete chagas feito Cristo
Choro junto ao mar plena de liberdade
Pensando incessantemente que até eu já não existo

Cada onda no seu vai e vem m'eleva o pensamento
Num tropeço de ilusão me arrasta ao areal
Onde amantes fomos num lindo momento
Fazendo desta vida um alegre arraial

Mas como não se vive só de sonhos
Nem de dores paridas só à nascença
Canto os dias e horas mesmos tristonhos

Sentindo o mar dentro de mim em turbilhão
Venho aqui absorver a energia sem presença
Sabendo-te junto deste Ser perto ao coração

Anabela Fernandes 






“Num ímpeto selvático”

Num ímpeto selvático de ondas
em reboliço
De torrentes devastadoras
Sugantes de faunas e floras
Em maresias de vagas possantes
Em dias de encantos e glórias.

Moiras desbravando estios
Velejando madeiros sedutores
Vigorosos navios feiticeiros
De encantos sorrateiros
Aprisionados de amores.

Em masmorras capturados
Aguilhões amaldiçoados
Mágoas potentes e bárbaros
Cruéis e desajustados
Sulcando em mares rasgados
Fortes erosões que no tempo
Lapidam e fazem estragos.

De vida se enche a maresia
Com belos peixes pescados
Em redes de fantasia
Selvaticamente ordenados
Como frotas de enguias
Abalando escorregadias.

Lurdes Bernardo 





Queria eu,
Desejaria eu,
Sonharia eu...,
Que o momento
Vivido intensamente,
Sentido ou não,
Fosse, não tanto uma
Quimera,
Mas antes uma Fénix,
Renascendo das cinzas,
Uma e outra vez,
Eternamente...
Momentos assim
Nunca serão esquecidos...
Momentos intensos,
De entrega mútua quase
total,
Momentos eternos,
De partilha,
De cumplicidade,
De sentimentos,
De segredos,
De desejos,
De sonhos...,
De calor,
De fogo,
De fogo...!
... ...
Que a nossa Fénix renasça,
Sempre que os momentos
E o fogo apareçam...!

Luís Lima Coelho.  





O TEMPO E A VIDA
22/10/2018
**
O tempo e a vida
vivem lado a lado,
cumprem o seu fado,
com conta e medida.
E, a cada hora,
a vida se prende…
por isso pretende
viver sem demora!
E, o tempo passa
repentinamente…
na vida da gente
que se vai embora!
**
Aida Dinis Sampaio






“O MAR”
Amo-te mar
Fazes parte da minha essência
Sem ti não sei viver
Amo o silêncio que me transmites
As tuas gaivotas e o teu grito
Adoro a melodia das tuas ondas
O seu bater contínuo
O teu enrolar na areia dourada
Adoro conversar contigo
Contar-te as minhas mágoas
Os meus segredos
Sinto uma leveza de alma
Quanto escuto o barulho
Da tua maresia
O teu ar sereno ou majestoso
Não te troco por nada, amigo
Gosto de escrever poemas
A ouvir o teu som melodioso
Os sentimentos multiplicam-se
Gosto do teu marulhar
As tuas ondas a bater nas rochas
Ao beijares as pedras inertes
Da tua espuma esvoaçante
Do teu azul céu
Ou do teu negro zangado
As palavras fluem serenamente
Simples e sinceras
Quando estou junto a ti
Fico saciada de mar
Do teu cheiro, do teu ondular
Adoro-te mar…
Obrigada por existires…
E seres meu amigo…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 





 Surge de longe o vento soprando
agitando a maré que galga crispada
a dura rocha já então desgastada
com a vertigem da onda rebentando.

Nesse mar que na rocha vai bater
desmaiando logo a seguir na areia
ouvem-se cânticos de sereia
desafiando gaivotas no entardecer.

Adormece a praia sob o prateado luar
e o mar agora tranquilo se espraia
refletindo um céu iluminado

ao abandono, conchas e limos vão ficar
marcando margem, limitando a praia
deixadas por um mar então revoltado!

2018 maria g. 





 O mar!

Neste mar imenso de portas trancadas
É preciso escutar as vozes do alto-mar.
Ouvir seus barulhos arrulhos de gaivotas
O falar das ondas por detrás das portas
Risadas de sereias cânticos dos deuses
Pressentem tempestade debaixo das águas.
Neste mar imenso bruto de beleza
Eu navego nele submerso e suspiro
O odor a sal.
O sabão de espuma lava-me o rosto
É disso que gosto!
Deito-me ao comprido a boiar sem medo
E vejo as gaivotas a dar cambalhotas
Parecem cachopas…
O vento canta e brinca às escondidas,
Por debaixo das rochas rotas
E nuvens d’água saltam.
Na divertida vida…
Ó MAR!

Fernanda Bizarro 





A PAIXÃO DO MAR ...
(Fantasias de Poeta)

Em desespero
ouço as tuas ondas ó mar
numa força avassaladora
tentando as rochas beijar
e à sua indiferença reages
desfazes-te em espuma no ar
com vontade de chorar.

Num vai vem desesperado
tentas a tua paixão afogar
e vais roubando pedaços
daquela que te faz sofrer
e deixa-los em ti afundar
para a sentires ao teu lado
para a poderes abraçar...

E assim com o passar do tempo
plantas o teu areal
mas a rocha continua indiferente
na sua pose real
porém bastante diferente;
esculpida pelas tuas ondas
tornou-se uma obra imponente.

Aida Maria (Aida Marques) 





 Hoje o mar

O mar hoje bate nas rochas
e não vai embalar meus sonhos
o mar hoje não está calmo
bate com as ondas nas rochas
fazendo as ondas bailar à luz do luar.
O mar hoje não é meu amigo
está zangado comigo
e eu caminho fico quieta
e deixo o tempo
passar por mim
esperando o dia chegar .
Hoje o meu mundo
ficou parado
por instantes
de dor e angústia
onde muitos barcos
de refugiados morrem.
É! Tanta gente que foge
da miséria e da guerra e da violência .
Hoje o mar
está mais salgado
das lagrimas que caem
em cascatas pelos olhos
cansados de tanto chorar .
Hoje o mar
ouve gritos ouve choros
que se perdem pelo mar-
________________________________

Hoje o mar está triste como eu
e bate com força nas ondas das rochas .

Mila Lopes







Imagem a ser interpretada
Terça Feira 16-10-2018



 LUGAR BENDITO

Sonhei-me num lugar bendito
Numa travessia de ponte segura
Tranquila, rumo ao infinito
Numa felicidade, tão pura
À minha volta girava o Universo
Eu feliz caminhava sorrindo
Surgia assim como um verso
Que naturalmente vai surgindo
Universo e poesia juntos
E eu tão feliz a levitar
Na união desses dois mundos
Um poema a declamar
Era mais do que podia desejar
Seria sonho, ou estava alerta?
Fundiu-se o sistema solar
Com a minha alma de poeta.

Nanda Rocha








 RUMO AO INFINITO

Quando a noite chegar,
a terra adormecerá,
o luar será a única claridade que nos olha.
Tenho a melancolia,
de estares junto a mim,
fica comigo no sonho desta noite.
Se o céu estrelado escurecer
a montanha desmoronar,
não chorarei uma lágrima,
enquanto estiveres comigo.
Fica, até ao amanhecer
nada recearás.
Abriga a parte do teu arrebol
guarda-o para mim,
para te ver em paisagem edílica,
de pele trigueira de sol,
com o perfume do jasmim
do teu corpo
e a lua suspensa
entre o meu sonho de bruma,
a esconder a escuridão,
enquanto te contemplo,
num tempo de relógio suspenso.
Quero ver-te claramente,
aproximando-te,
como doce Outono,
encaminhando o carinho para mim.
A mais doce canção,
quero ouvi-la,
da tua boca
na liberdade de um beijo.

José Lopes da Nave 





“Sorrir”

Levo a vida a sorrir
Não sei ser de outra maneira
Levar a vida contente
Foi meu lema a vida inteira.
A vida é um jogo…não sou boa a jogar
Mas nasci com o dom de ter
Um brilho intenso no olhar.
Abro também meu sorriso
Faço dele meu paraíso
Como me atrai encantar
Bebo de um cálice o pranto
Do outro o sorriso franco.
Me seduz o teu regaço
Teu sorriso sorrateiro
Mas é sempre em teu abraço
Que acalmo e me refaço primeiro.
Sorrir, mesmo aniquilada
Gargalhada e uma boa risada
Deixam-me feliz maravilhada.
Quando o contorno dos lábios
Torneia um belo sorriso
De traços bem delineados
Revela bem o paraíso.

Lurdes Bernardo 





"NO MEIO DAS PALAVRAS”
Nunca escondo nada
Enfeito tudo com palavras
Num redemoinho perfeito
Deixo um espaço entre elas
Nada mais
Deixo o silêncio permanecer
O tempo não pára
A noite espera, a lua tarda
O dia espera que a noite acabe
Tudo é possível
Naquele emaranhado
Naquele portal de luz
Até aquele pedacinho de ti
Que fica
Entre o espaço das palavras
Talvez se tenha perdido
Nesse revoltear enlouquecido
Mas sei…
Se te perdi
Te vou encontrar
Querer e amar
Sempre mais e mais
Estás no meio das palavras
Nessa ponte da vida
Nesse ofuscar de sentimentos
E dentro de mim
Todas as vezes que te perco
Volto a encontrar-te
No meio desse colorido
Nessa espiral encantada
Onde as palavras se perdem
Para se encontrarem…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 




 Procuro o caminho da luz
perseguindo já o seu clarão
nas ruas do futuro.

Sinto a liberdade das esquinas
onde ao virar julgo
encontrar a tranquilidade
e a esperança
de poder vir a rasgar...
tamanha solidão!

2018 maria g. 






 ABSTRATO

Estás para lá das estrelas onde te pinto de aguarela
Na noite onde o sonho ganha outra dimensão
Neste cruzar de imensos rabiscos nesta tela
No sentimento que é chama no coração

Estás no infinito desejo que me abana
Feito pássaro por aí a voar sem rumo
Pousando na tua janela e te chama
Indo atrás do vento feito o teu fumo

Mas quando não estás eu fico sem chão
Olho o céu e te descubro numa estrela
Fecho os olhos e vejo-te com a ilusão

De quem sonhou e viu mais além do que é normal
Tentando ver a vida e mais do que entende-la
É descodificar os sinais e ser racional

Neste abstrato desenho que é viver
Há pinturas que o tempo foi apagando
Mas um dia uma mão deu luz à obra

E sem sombras nem rodeios coloriu
Sem reservas alguém sorriu de novo
Porque até os muros mais velhos têm vida
No fim da linha está um mundo só para nós

Anabela Fernandes 




Fico assoberbada!
Extasiada!
Todo o meu ser se eleva, se entrega...
acorda, desperta.

Esta luz que me atrai, aproxima.
Me arrecada com estima.
Numa espiral estelar sucinta,
que me brinda...

...me absorve, comove...
Deixando-me arrebatar.
Enamorada!
Apaixonada!
Qual fada intemporal!
Arlequim... Querubim...
...de brilho retemperador.
Onde o meu ser se esprai,
em milhares partículas de Amor.

Autora: Fátima Andrade 






No momento de se dar à luz,
O amor se eleva em forma de vida.
Uma tempestade de ternura produz.
Em toda a alegria escondida.
E há um caminho a percorrer,
No sentido ascendente,
Quer ele dar-te prazer,
Fazer de ti boa gente!
A vida será tua companhia.
Terás momentos de ilusões,
De verdadeira magia,
Conhecer a verdade e a mentira dos corações.
E o caminho te ensinará,
Que nasceste iluminado,
E um outro futuro te dará,
Perdoando teu passado!

Autora Maria Gomes Pereira Cabana 




 Luz.

Olho o mágico céu
nesta amena
noite de outono
vejo a lua
e as estrelas
a brilhar lá no alto
dos céus
e a iluminar a terra
a minh' alma
fica em paz
o meu coração
enche-se de luz
e a cada instante
escuto vozes
dum tempo sem fim
ouço um chamado
de fé e de esperança
ah como eu
necessito de luz
na minha vida.

Mila Lopes 




 PROMESSA

Pometo que!
Vou contruir uma ponte
uma ponte que me leve por aí
esta; para poder descobrir
onde está o horizonte
e assim... saber de Mim.

Quero sair daqui, quero sorrir
quero olhar as cores do Arco-Íris
e prá outra margem seguir.
Sinto e não minto, tenho frio,
sinto o dilúvio e sinto que estão alteradas
as águas que galgam as calmas margens do rio.

Vou ficar do lado de cá
tenho medo, sinto o degredo
tenho medo da tempestade que se avizinha
vou esperar e quando passar,
Juro que eu vou até lá.

Acompanhada... ou sozinha.

Florinda Dias












Imagem a ser interpretada
Terça Feira 09-10-2018
 VOU SER FELIZ

Hoje o sol nasceu sorridente
Anuncia uma nova vida
Que nasce após espera prolongada
Gravida de esperanças... Estou
O sol com seus raios quentes
Luminosos , brilhantes
Fazem me despertar ,deste sono
Prolongado de Inverno
...
Vidas suspensas no tempo
Vidas suspensas na vida
A vida se faz anunciada
Abre seus braços
Abraça seus filhos
Pega os ao colo
Guia os no tempo
Embala os com carinho
Uma e outra vez
A vida promete fazer me feliz
Vou ficar no meu mundo
Sacudir minhas mágoas
Viver minha vida ,meus amores
...
Gravida de esperanças
Vou viver minha vida
Vou ser feliz.

©Rosa Couto





MINHA RAIZ
.
Suavemente,
Sorves a água
E inspiras o ar
Num tom meloso
Que me alimenta
Inebriada de paixão,
Em libertança total
Do meu corpo.
Me ergo enaltecida,
Sobre um manto de cambraia
Da Terra gerada.
Tento de olhos fechados
Olhar o Coração
E deixar entrar em mim
A tua seiva fresca,
Vital,
Feérica,
Como um Amor
Dócil e paciente,
Tocando-me
Como se toca uma pluma,
Uma flor recém colhida
Do calmo Ventre da Terra,
De mansinho…
De mansinho…
.
Isabel Lucas Simões  





Minha Deusa.

Minha Deusa és tu melancolia,
Te enfeitas ,me seduzes.
E logo ao raiar do dia,
Toda a minha vontade traduzes.
Se és tímida,também o sou,
Se és alegre a ti me entrego.
Me segues para onde vou,
Sempre comigo eu te levo.
Raízes sulcam o tempo,
São já de grande idade,
Nasceram elas no campo,
Vieram viver para a cidade.
Teus gestos são ignorados,
Por quem vive em teu redor,
Vives sozinha teus fados,
E choras teu desamor.
Mas,és minha Deusa encantada,
Meu refúgio predileto,
Pois ,perdida e achada,
Sempre em ti encontro afeto!

Autora Maria Gomes Pereira Cabana 





 ÁRVORE POEMA EM FLOR.

Olhar não canso este vale verde, irregular.
Oh! Terra chão, aridez poalha dourada alto verão.
Oh! margens que vos mirais em águas espelhadas.
Oh! enlevo das minhas canções.
Oh! repouso dos meus cansaços.
Oh! ventre negro arca de raízes e segredos.
Oh! Terra onde ajoelho pra rezar,
Os que recolheste que sendo raízes de mim, continuo amar.
Oh!Terra generosa que sustens as árvores,
Vestidas de flor para delicia do meu olhar.
Oh! Terra que em espigas loiras te fazes pão.
Oh! Terra paraíso vivo,
Que gravas o no pó do chão o meu percurso incerto.
Oh! Terra grávida de raízes explosão de árvores frondosas.
Oh! Terra mãe de crisântemo e de rosas.
Oh! terra que minha alma canta na mudez da prece.
Oh! terra onde o outono fatigado entardece.
Oh! Terra alindada de camélias já caídas.
Oh! Terra sê meu berço de húmus,
À sombra de uma árvore de perene for,
Por toda a eternidade.

Augusta Maria Gonçalves. 




Raízes de Mim

Veho-te assim imponente,
A mirar o sol poente
E sinto-te tão tua, como
Se pedaços fosses de mim!

Cabelos ao ventos de flores entranhados
A servir de encanto aos pássaros e as gentes
Que te vêem ali sempre parada a mirar o ir e vir.

Tuas belas raízes , a própria nudez exposta
A desafiar os malfeitores,
Que tem sede de atacar- te , ferir, ou pior
Matar a lindeza das tuas flores .

Quão bela e majestosa mulher árvore, que
Abriga tantas vidas , em teus braços os passaros fazem ninhos
E assim estou mui querida,
Tão altiva tua majestade , que atrai os viajantes
Que sentam em tuas raízes e ali pensam na
Vida e sei que sorris contigo mesma :
Pra que bela coisa fui escolhida pra abrigar e alentar a muitos na vida!

Zi Ferreira. 





 RAIZ DE MIM

Árvore ,mulher
Ramos soltos
Raiz de mim
Flor de jasmim
No campo trigueira
Incendeia ao sol
Vestida de cetim
Bordada de flores
Seus amores
Sombra intemporal
Esvoaçam as folhas
Outono da vida
Se abraçam os dias
De perto ao longe
Caindo pedaços
Já amarelecidos
Cabelos selvagens
Desnorteados
No sopro do vento
Se desprendem do tronco
Voando ao entardecer
Das horas cálidas
Até à estação seguinte
Com requinte
Voltarão a renascer

Anabela Fernandes 





"PARTE DE MIM”
Há uma parte de mim
Que quer ficar
Outra que quer partir
Ou talvez não queira ir
E regressar ao ponto de partida
Há uma parte de mim
Envolta num véu, na penumbra
Como uma árvore centenária
Outra que floresce todos os dias
Que dá belas flores
Que quer voltar a ser
Aquela menina vestida de espuma do mar
Com raízes profundas na terra
Que vai ao encontro da primavera da vida
E quer ficar para sempre criança
Há uma parte de mim
Que anda sem destino
Procurando a luz perdida
Atravessando a noite sem fim
Fugindo á dor e á solidão
Há uma parte de mim
Que sobrevive às tempestades
Levando na alma a saudade
Percorrendo os lugares vazios
Á procura do teu olhar
Da alma que te deu guarida
Há uma parte de mim
Que é fogo e chama
Que é dor que já não dói
Tão presente e tão ausente
No sorriso que teima em ficar
Há uma parte de mim
Que como as árvores
Morre de pé
Que ainda sonha e afaga a vida
Que abraça e sufoca de amor
E não deixa…
Que o sorriso morra para sempre…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 





"Vida desperta"

Inspiro uma golfada de ar,
refrescando a seiva da vida.
No tronco, ramos, raízes...
Vida tão cheia! Inteira!
Completa! Sou vida desperta!

Espalho as minhas raízes nesta terra
Sou coração, pulmão...
Inverno e Primavera!
Outono, Verão...
Sou turbilhão de raízes,
encontrando-me em todo o lado,
num brocado subtilmente rendilhado.

Ponho e disponho de flores lilazes! Violetas!
De singela alegria, fazendo parceria com rimas de poesia
Como num sonho, tomo a terra, o ar e o céu!
E vida ponho neste coração meu!

Venham até mim andorinhas, borboletas,
vidas tantas... coloridas! Violetas!
E em parceria com a vida,
façamos versos de cor garrida.

Autora: Fátima Andrade 





 Uma árvore o mundo!

Uma maravilha da natureza
Uma amiga da humanidade
Nela existe verdade
Porque é vida...
Raízes profundas
Não se queimam
É uma divindade.
Morre de pé!
Volta a florir
A verdejar
Os campos enfeitar.
Muitos braços
Ela tem
Para abraçar
O sol, A chuva, o vento,
O bom e o mau tempo…
Resistente aos desgostos
Ela ri sempre!

Fernanda Bizarro 





“Hoje vi-me nascer flor”

Hoje vi-me nascer flor
Semente lançada à terra
Regada de água e paixão
Estrumada de carinho e amor
De afetos e sofreguidão.
Sorvi teu caule
Que engrossava lentamente
Com o mesmo ardor e paixão
Vi o seu crescer desenrolar
E em folhas se transformar
Em seu recetáculo
O óvulo se formou em seu ovário
Sua sépala
Em tubo clínico
Alongou e formou a pétala.
Adormecida
Me senti aninhada
Enquanto o vento
Numa leve ondulação me embalava
Cerrei meus olhos
Ao fragor do aroma que exalavas
E num entorpecer de amor
Enchi o meu ser
De uma sensação de enlevo
Transportada ao céu
Vi anjos cantando em coro
E naquela infinda alvura
Naquelas placitudes
Desfolhei-me e espalhei
Todas as fragrâncias
Pelos caminhos da plenitude.

Lurdes Bernardo









Imagem a ser interpretada
Terça Feira 02-10-2018 

 "O trilho do trem da vida"

Caminharei pelo trilho profundamente dourado,
Do teu cabelo farei o caracol mais encantador,
Num cálice gelado sirvo o champanhe,
Festejemos, nosso pecado não tem vícios apenas amor.
Para o longínquo das silenciosas montanhas,
Elevemos ao nosso Criador, que com a magia
Nos transporta para o além sem o sobressalto da dor,
Que nossa estrada seja o ventre prometido,
Pelos encantos do caminhar
Sem a aridez das espinhosas encruzilhadas,
Que sem sobressaltos tenhamos vivido
Transformando caminhos em belas caminhadas
Nesta beleza de linhas cruzadas
Que o trem da vida teima em separá-las.

Lurdes Bernardo




 SEGUE A LINHA
Linhas cruzadas
Na viagem da vida
Na palma da mão
Cruza o destino
Por entre caminhos
Na multidão
Nada é por acaso
Se perdes o rumo
Segue a linha
Que está situada
No peito guardada
No teu coração

Poema: Gertrudes Fernandes 





“CRUZÁMO-NOS”
Cruzámo-nos
Num dia qualquer
Numa encruzilhada qualquer
Quando te olhei
Soube
Que jamais te esqueceria
Sorriste para mim
Sem me conheceres
O meu coração sorriu
Bateu mais forte
Mas a vida
Cheia de estradas cruzadas
Trocou-nos as voltas
Os nossos caminhos
Desencontraram-se
A vida continuou
Mas algo mudou
Mesmo ausente
Continuas presente em mim
Às vezes
Bate uma saudade
Desse teu sorriso
Desse teu abraço
Porque a vida tem de ser assim?
Caminhos desencontrados
Vidas trocadas
Linhas cruzadas
Conheço cada traço do teu rosto
Cada olhar, cada toque
Se um dia
Os nossos caminhos se cruzarem
Vou olhar
Vou sorrir
E tu sorrirás para mim
Cruzámo-nos…
Desencontrámo-nos…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 





 "Encruzilhada d'um coração"

É nesta teia de encruzilhadas,
tecida de vidas
que surgem águas passadas transbordantes de memórias desmedidas!
São teias intricadas, nos carris gravadas de tão ricas histórias!...
...assaltam as memórias perante o trepidar das linhas,
encontrando-se no chão
na encruzilhada d'um coração.
Como se fossem colchas rendadas,
por mãos envelhecidas tricotadas!...
Levando-nos a águas passadas!
Transbordantes de memórias...
...ricas de velhas histórias.
Encontrando-se no chão
na encruzilhada d'um coração.

Autora: Fátima Andrade 





Linhas cruzadas da esperança.

Entre o espaço e o tempo,
Não há tempo a perder.
Muito se deixa por fazer,
Se não vivermos cada momento.

Sonha o sonho adormecido,
Nas linhas cruzadas da esperança,
No espaço o tempo avança.
O sonho não se dá por vencido.

Se é sentido proibido,
Há que saber circular,
Nunca deixar de sonhar,
E assim a vida fará sentido.

Entre o espaço e o tempo,
Não tenhamos nada a temer!
Seguir a linha,deixar acontecer,
A vida é aquele momento!

Autora Maria Gomes Pereira Cabana 





 Por onde nos levam
os nossos caminhos cruzados
nesta sinuosa e já longa viagem
feita de encontros,desencontros
avanços e recuos
onde apesar de tudo
permanecemos tranquilos
e sempre atentos
à linha desse horizonte
onde nos perdemos
permanentemente
querendo por aí ficar
a olhar o poente
com a esperança de poder
ainda alcançar
o novo Sol nascente
que nos permita
delinear o poema
que falta ainda escrever!

2018 maria g. 




 CAMINHOS

Caminhos trilhados
Às vezes indesejados
São marca em mim
Pés no asfalto
Até em mar alto
Fui e voltei
No sopro do vento
Não o lamento
Sorri e chorei
Bordei o coração
De finas pérolas
Hoje já madura
Digo segura
Aprendi....
Tanto e tanto
Em cada caminho
Dei o carinho
Mais e tão pouco
Louca fui eu
Resta a lembrança
Das estações do tempo
Segredo meu
Vivi ....
Em cada lugar
Onde fui feliz
Amei ,amo
Se reclamo
Sempre insatisfeita
Desafiando a vida
Na estreita rua
Sem ser de ninguém
Parto de seguida
Seguindo a luz
Até ao infinito
Em que acredito
Ser o paraíso

Anabela Fernandes 





 Olha o Trem

A vida nem sempre me sorriu
Mas o sonho me sustentou
E o apito do trem bem perto
Sempre eu dizia :
Um dia eu vou. . .
Vou descobrir outras terras
Talvez encontrar um amor!
Quando a dor era mais forte
Meu coração deseja seguir
Rumo ao Norte, sem destino
Onde o trem me levasse.
Sentada nas linhas férreas deixava a
Imaginação voar , suas linhas cruzadas me mostravam,
Um dia vou pra lá, pra acolá sorrindo a imaginar,
Ou um dia vou pra qualquer lugar e aprendiz de sonhador, ficava muito tempo ali a divagar. . .

Zi Ferreira. 




 CARRIS E CAMINHOS.

Entardece o dia num suspiro suave.
O mundo é um templo que se acende de luzes ofuscantes, é a cor escarlate da labareda, adorna o entardecer de outono. Num desmaio a cor garrida se torna violácea. Há uma dança breve de véus multicolores. Multiplos sons desenham notas de musica no palco que entardece.
E são nuvens rasgadas em farrapos de seda leve o acenar do dia que termina.
Já há estrelas pontuais, acesas.
Parecem indicação para rumos que se sonham.
A lua ilumina a ponte, num tracejado de passos gastos, há quem a atravesse e pense nesse abraço de margens. E tantos olham o céu já amortalhado e sonham ou lembram caminhos.
Recordam os carris antigos, por onde se fizeram já tantas viagens.
Recordam gentes com quem caminharam lado a lado, rumo ao sonho.
Estremece um destes personagens ao ver rostos anónimos dessas viagens.
Uns tantos.
Tornaram-se com o tempo pessoas indespensaveis no atravessar as pontes da vida, foram decisivos na força que nasceu em nós.
Partimos assim sem receio das encruzilhadas.
Alguns rostos roubaram traços de dor e canseira ao tempo,outros aperfeiçoaram o amor, tendo nos olhos um burilado sorriso. Tantos a se cruzarem nos carris da vida, foram, mão dada, abraço e beijos a florir,amor em explosão.
E tal como árvores frondosas esse amor cresceu, floriu, deu ao vento as sementes.
Desbravando a vida se aventuram a novos rumos. Vão impelidos por essa vontade nascida na tentativa de vencer, não são temerosos perante a diversidade de caminhos.
A rota não é um mapa tracejado, a rota se desbravar com fé, é preponderante o amor. Com esse sentimento se encurtam caminhos. Na plenitude de um abraço de esperança, chegaram muitos aqui.
Porém sei que há trilhas e linhas prependiculares, que não desistem de nos convidar a ir muito mais além.

Augusta Maria Gonçalves 





 O TREM

Tantos trilhos
Trilhos a seguir
Trilhos a escolher
Tantos trilhos tantas viagens
Tantos momentos a acontecer
Atrasei-me já cheguei tarde,
espero poder ter chegado a tempo
espero ter merecido esta viagem
para sentir o meu coração em alento
Tantas viagens tantos trilhos a seguir
Meu Deus, que bralhação;
por vezes a gente engana-se no vagão
e aí... aí já não adianta desistir.
É bom... por vezes é bom ir de encontro a outro destino
é bom... por vezes é bom a gente se deixar ir.
Deixar ir por aí à descoberta, seguir viagem;
e depois dizer...!

Eu fui... Eu consegui... Eu realizei,
porquê...? Porque tive coragem de apanhar o Trem:
e realizar sonhos que sonhei.

Florinda Dias








Imagem a ser interpretada
Terça Feira 25-09-2018

 
 MOINHOS

Num movimento circular infindável
Observam a quietude das águas
Num corre-corre infindável
Tal como as minhas mágoas
Giram, giram sob o azul do Céu
Indiferentes aos meus tormentos
Não escutam o lamento meu
Nem sequer os meus sentimentos
Moinhos, imponentes, donos do vento
E também da minha imaginação
São ancestrais, perpetuam-se no tempo
São cavaleiros da minha ilusão
Têm sonhos puros e de liberdade
E constroem lindos castelos no ar
Mas bem visto… e na verdade
Nem sequer conseguem voar.

Nanda Rocha






 AO TEU SABOR A VENTO

Rodo....rodo ao teu sabor
Levaste o meu pensamento
Ao sabor do vento
Vieste sereno
Na pá da vida
Pequeno e estreito
Tocaste o meu peito
Intocável ser
Fizeste mossa
Dançamos na roça
Perdidos ao luar
Rodo ...rodo
No mesmo lugar
Vendo-te beijar
Os lábios meus
Enrolo os meus dedos
Na tua pele nua
Perto do moinho
Esperando carinho
Rodo ...rodo
Ouço o teu cantar
No eco do vento
Se estás longe quero-te
Se estás perto sinto
Sabe meu amor
Que nunca te minto
Se paixão ou loucura
Um dia saberemos
Mas este amor sei ser candura
Rodo. . .rodo
Deixa-me rodar
Roda comigo
Encosta teu umbigo
Ao meu neste nosso abrigo

Anabela Fernandes 






Moinho da saudade.

Se verga o tempo defronte,
Os silêncios são perfeitos!
As saudades são de ontem,
Há- as de todos os jeitos.

Já foste e és moinho de vento,
A leve brisa te faz girar,
Eras o melhor no teu tempo,
Agora és apenas monumento a visitar.

Quando todo o grão moi-as
Todos te davam seu pão,
E logo feliz tu sorri-as,
Em sinal de gratidão.

Se os olhos semi- serras,
Navegando em águas calmas,
Sobes ao cume das serras,
Onde elevam todas as almas!

Autora Maria Gomes Pereira Cabana 





Empresta-me o sorriso que baila no teu olhar
Pra que veja o negro do mundo cor de mar
Cristalino azul, verde dançante e sublime
Peço que o teu sorriso o meu olhar ilumine

Deixa-me balouçar feliz no teu sorriso
Livrar-me das sombras e da melancolia
Pois é no teu cabelo revolto que eu aliso
As ondas crispadas da áspera nostalgia

É só perto de ti que o Universo se conjuga
Perto de ti é que o viver obstinado se tolera
És força vital que me detona mas subjuga
Sopro de luz e vida que de mim se apodera

Oh quem me dera ter-te luz até à eternidade
Fitar pra sempre o teu doce sorriso e levitar
Num vendaval possante de amor e felicidade
Sonhando o teu sorriso só a mim vir beijar

Posted by Camila Carreira  






 MOINHOS.

Apenas uma pintura
De céu azul e água pura.
São pincéis feitos de vento,
As tintas são variadas,
Desde o límpido azul do céu,
Ao violáceo ou pardacento
As cores filtradas de luz
Neste mundo em movimento.

Já presos meu olhos estão,
Nos moinhos decorados,
As velas velhas cansadas,
Rasgadas em sofrimento.
Parecem gemer roldanas,
Num pacifico tormento.

O vento passa ligeiro,
As velas são asas presas,
Tal como aves cativas,
Olhando para lá do tempo,
Não cantam, piam em lamento.

Olho a tela toda cor,
Sonho que por lá caminho.
Sou criança, sou o sonho.
Dou-me à visão de um pintor.
De telas reais,
De velas em simetria.
Ilusório movimento.

A natureza é excelsa.
A natureza é paleta de imaginavel cor.
É arte, poema, vento.
Um talentoso pintor...
É o imparavel tempo.

Augusta Maria Gonçalves 





“VIAJANTE DO TEMPO”
Sou uma viajante no tempo
Deixo-o correr lentamente
Vou mudando de rumo
Em busca de algo transcendente
Transformo inconscientemente
Os momentos que passam
Dando tempo ao tempo
Transito na vida sem saber onde vou
Construo moinhos de vento
Ondas feitas de amor
Neste mundo que desconheço
Onde há tanta coisa inexplicável
Olhares tão profundos
Às vezes tão hostis
Viajo neste tempo sem fim
Na procura de mim
Sou uma alma insaciável
Não tenho termo nem idade
Não quero lembrar o passado
Quero viver o presente e amar
O futuro virá depois
Sou chama incandescente
Nesta viagem intemporal
Sou poesia inacabada
Sou esboço, sou sorriso
Somente preciso desse beijo
Desse amor sem pressa
Para me renovar todos os dias
E continuar nesta viagem sem tempo…
Indo ao encontro do meu moinho de vento…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 





Moinho de vento

A vida
dá muitas
voltas
como
as velas
do moinho
que rodam
ao sabor
do vento
neste
universo
perdido
ás vezes
com cores
outras
com dores
moinho
de velas
roda
ao sabor
do vento
roda
e encontra
a paz
neste
mundo
passageiro
onde
fazemos
a nossa
jornada
caminhando
por ai
muitas
vezes
em sofrimento-

Mila Lopes 




 Águas que movem moinhos
Quero livre navegar
Pra percorrer os caminhos
Que me levam ao meu mar!

2018 maria g. 





 ÁGUAS PASSADAS NÃO MOVEM MOINHOS

Nada mais sou de que uma hora sem tempo,
quando no tempo perdido, perdida me achei...
Memórias que restam dos bons tempos de outrora,
em que menina soltava o meu grito de revolta,
pelo tempo fora...
São águas passadas, são moinhos de vento,
sem o tempo presente, sem o tempo vivido...
Nas águas passadas que não movem moinhos,
ficou um segredo por revelar...Deixando o
pensamento absorto nas imagens distorcidas,
dum passado que não vai voltar e, dele não
resta nada...
Porque águas passadas não movem moinhos!

MARY HORTA  




 "De tão velhos"

Nascem sentimentos,
gerados pelas velas dos moinhos.
Viajando através dos tempos
desbravam no ar novos caminhos.

São como pincéis
dando vida e cor a este mundo...
...eternos de tão velhos,
neste mundo vagabundo.

Outrora já foram meninos
plenos de vivacidade.
Agora são velhinhos,
desbravando no ar novos caminhos
plenos de sentires e sagacidade.

...são como pincéis, dando cor a este mundo.
Atando-o com cordéis de amor profundo.

...de tão velhinhos, já foram meninos
desbravando no ar, novos caminhos.

Autora: Fátima Andrade 





 Leva a Mó ao teu Moinho

Aprende o caminho
e leva... Leva a mó ao teu moinho.
Leva tudo o que podes levar
alimenta-te de sonhos e continua a sonhar

Olha o rio que corre à sua beira
e deixa moer a sementeira
não deixes que te moam o pensamento
ao olhar esses Moinhos de Vento
aquanto te fazem lembrar uma infância perdida
aquando te faz saber como a(inda te sentes,
presa a uma vida que nem por isso te deu guarida.

Deixa que moa só as sementes
e deixa também que vagamente
se separe o trigo do jôio
deixa a vida correr, semeia novamente;
para que mais tarde possas ter;
o pão á tua mesa...veres as tuas raízes
e nessa ordem a crescer.

Deixa... deixa que o vento sopre também
Deixa que o moinho te dê comer.
E não te esqueças de te sentar á mesa
Agradecr e dizer... Amém.

Florinda Dias 





Hoje são património!

Eram moinhos a vento
suas velas rodavam sem parar...
rodavam
enquanto houvesse vento.

Criados pelo homem
com objectivo de o servir
foram serviçais sempre que foram precisos
hoje enobrecem a paisagem.

As velas dos moinhos rodavam
como rodavam as vidas
dos que lá trabalhavam
para à mesa porem a comida às famílias.

Eram tempos difíceis
que ainda hoje se respeitam,
tempos que se comeu
o pão que o diabo amassou.

José Maria... Z L 





 ANATOMIA DA FORÇA

O vento leva nos braços
A força que reparte em pedaços
P'ra fazer andar moinhos.
Os teus olhos levam a candeia
Que em noites de lua cheia
Alumiam os meus caminhos.

Mas se há força no vento
Que dá às velas movimento
Quando sopra de feição,
Também é forte essa luz
Desse olhar que me conduz
Os passos pela escuridão.

A força não existe somente
Quando na prática se sente
E modifica um estado.
Ela pode também existir
Em algo que se possa sentir
Ou apenas imaginado.

Por isso tudo o que é forte
É a negação da morte
E tem em si consistência.
Levada pelos braços do vento
Ou até do pensamento,
A força não tem corpo, mas essência.

Albino Teixeira Dias






Imagem a ser interpretada
Terça Feira 18-09-2018 
 TROVOADA

De repente, fica o céu iluminado
Ao ser impiedosamente rasgado
Pelos raios dum trovão.
Com os braços estendidos,
São como ramos compridos
Abraçando a escuridão.

O silêncio que a noite embala
E que na minh'alma se instala
Como a carraça num cão,
Mesmo sendo empedernido,
É também interrompido
Pela força dum trovão.

Forma tenebrosas figuras
Com as suas abstractas pinturas
Entre a lua e as estrelas.
A sua luminosidade é tamanha
E toda ela na escuridão se entranha
Que até deixamos de vê-las.

É como uma monstruosa sinfonia
Que transforma a noite em dia,
Uma simples trovoada.
De dia ou de noite, entoa enfurecida
E faz-se acompanhar em seguida
Duma pequena ou violenta chuvada.

Fico sempre apreensivo e receoso
Perante o seu ameaçar poderoso
Quando, de mim, muito perto se aproxima,
Pois com um raio algo pode atingir,
E eu, sem tempo para fugir,
Ser vítima da sua macabra chacina.

Albino Teixeira Dias





 A miragem.

No meu clarão visual
Em relâmpagos aparecias
Era a tua… só a tua esfinge!
QUE EU VIA…
E desaparecia!
Eu o deserto
Tu a MIRAGEM!...
O barulho me distraia
No céu desenhos de caras que não conhecia
O medo do divino
Me desconcertava…

Fernanda Bizarro,





“O CÉU VESTE-SE DE CINZA”
O céu veste-se de cinza
Penteia os seus longos cabelos
Pedindo ajuda às belas nuvens
Põe uma mantilha
Negra, cor da noite
Cansada mas sem desvelos
Solta a sua amargura
Em grossas bátegas de chuva cristalina
Que se soltam em catadupa
De negro vestido
O céu carrega o seu olhar
Pinta-o cor da noite
Feita de raios e trovoada
Soltando o seu bramido
Inflama os céus
De raios luminosos e fulgurantes
Paixão e mágoa juntos
Treme a terra
Verga-se á sua passagem
Rompe o seu ventre fecundo
Deixando nascer a tempestade
Águas correntes e sublimes
Varrem tudo por onde passam
Por favor…Acalma-te
Cala esses trovões
Compõe uma nova melodia
Deixa o Inverno para trás
Deixa o nosso Verão brilhar
Cala esta agonia…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 




O céu chorou.

Noite escura como breu,
No silêncio que se pede,
O forte temporal a isso não cede.
E logo se incendeia o céu.

A visão com temor se alonga,
Audição se enlouquece,
Toda a aldeia estremece,
A tempestade promete ser longa.

A electricidade falhou,
A aldeia tentou dormir,
Mas ninguém conseguiu dormir.
Pois toda a noite o céu chorou.

Quando o dia amanheceu,
Vinha todo sorridente,
O sol disse bom dia a toda a gente,
Fingindo que nada aconteceu.

Aurora Maria Gomes Pereira Cabana 





 TEMPESTADE

Este silêncio abulico das aves
no céu de purpura anunciando tempestade,
fez tremer os dentes da montanha e um ruído
se elevou do chão....
E, enquanto tudo ruía , as aves surgiram do céu
ainda adormecidas, abúlicas e dolentes ...

Ao longe um abutre lança as suas garras
em sua direcção e leva as suas presas,
que sem forças caem no chão, sobre as
árvores e folhas mortas trazidas pela
tempestade...

E, no céu, raiou de novo o trovão
e o abutre enraivecido lançou um grito
e voou como louco em
direcção à montanha e, de novo,
a tempestade surgiu para uma nova
batalha, entre o céu,a montanha, as aves
e a humanidade, talvez ...

MARY HORTA  




 TEMPESTADES

Rasgam o céu raios de luz
Energia pura que ilumina a noite escura
Ribombam os trovões no céu
Estremece a terra e acaba o breu
Estremece também o coração
Cada vez que se repete o trovão
Uma prece à Santa Bárbara amada
Para que se afaste a trovoada
E um pouco depois, em menos de nada
Aumenta o espaço temporal entre os raios de luz
O ribombar dos trovões também se reduz
Vai-se afastando a tempestade
Vão ficando as gentes em tranquilidade
Sossega a noite e o sono cai
A criança adormece no colo do pai
O pai sorri porque o filho adormeceu
Amanhã será um outro dia
E esta noite, já se esqueceu.

Nanda Rocha 





 Num Céu de AMOR

Tudo o que luz me seduz,
Seduz-me ao encanto;
e na noite sinto a magia, em cada recanto.

Sinto um céu de amor
um chamamento, sinto o momento.

Brilham os raios,
em avisos nocturnos.
E os campos...?
Os campos; têm a magia de os receber .
E os olhos...?
Os olhos, têm o poder
de tudo testemunhar e de tudo... poder ver.

Estrelato, um espectáculo,
num deixa acontecer;
e naquilo que os meus olhos viram!
Consegui sorrir...!
E com as minhas mãos unidas
direcionei-as ao céu e só consegui aplaudir...!
Abri os meus braços, abracei-me,
abracei o que senti de tão meu.
Luz do luar, estrelas a brilhar.

Senti tempestades inquietas, no meu ser
e entre a magia e o sonho
deixei... Deixei a vida acontecer.

O céu quase que queria cair
e eu...? Eu no meu sillêncio deixei-me IR.
A noite, o céu e o luar;
e eu...? Eu aqui terna e e(ternamente)
abraçada aos meus medos a sorrir e a olhar.

E num céu coberto de amor e raios a re(lampiar)
Quero... Quero só e apenas só!
Con(tudo) AMAR.

Florinda Dias 




 Na interminável noite
onde o céu se acendeu
de luminosos raios
riscando o negro de breu
efeitos descontrolados
seguidos de barulhos
descompassados
de tremenda trovoada
assustam os meus sentidos
tirando me o sono merecido
e a serinidade
que nos meus olhos se esconde
seguindo a tempestade.

Nesta intraquilidade
formam se ondas de medo
resta me a calma conquistar
e esperar a bonança voltar
este é o segredo!

2018 maria g. 





 UM RAIO DE MEMÓRIA.

Já perdi o dia na memória.
O mês recordo, Agosto.
No lar... ou ninho.
Escuta-se lá longe o trovão sinistro.
Chove imensamente.
A calçada frente á casa, parece rio apressado.
Eu e tu amor, olhamo-nos fundo no olhar,
Sem palavras olhamos os pequenos.
Rasgavam o céu relampagos,
Tudo estremecia.
Nem as portadas antigas de madeira, vendavam nossos olhos a tanta claridade.
As crianças...
Lhes foi quebrado o sono pelo medo.
Tal como passaritos, se aninharam no nossos leito.
Refugio na tormenta é o amor.
A trovoada rodou por largo, esteve por cima do pequeno lar.
Luz, só a constante claridade dos relampagos.
A terra tremia,
As pedras da montanha, fenderam.
Brotou nessa noite uma fonte da pedra esventrada.
Chegou o tempo apaziguado.
Nascia a manhã.
Os garotos embalados pelo afago das nossas mãos adormeceram.
Curiosos nós viemos ver a luz etérea da manhã sonambula.
Espanto!
Corria ainda na calçada água limpida.
Havia ramos quebrados pela irada mão da noite.
Fora do olhar, não longe, melodia de água pura,
Cantiga de passarinhos travessos.
Resistiram a toda a tormenta nos seus ninhos.
Nossos filhos dormiam como anjos sem asas nem penas.
Que no temporal buscaram o amor de nossas asas.
Um abrigo seguro é o segredo daquele que em seu peito tem num abraço,
A paz e a fé.

Augusta Maria Gonçalves.  





Bonita e assustadora!

Aquela viagem nocturna que eu fiz,
Aquele quadro que mais parecia ficção,
Que nunca mais voltei a ver...
Tinha som de trovoada e raios de prata dourada.

Era um céu de rara beleza
Nunca mais vi igual,
Era magnifico o que os meus olhos viram...
Tinha tanto de belo como tinha de assustador.

O meu corpo oscilou entre o medo e o prazer
Quando a ilusão óptica colocou-me acima do céu e do quadro,
Posicionado pela distancia...
Senti a sensação de que, o que é bonito, pode-se tornar feio,
a qualquer momento.

Rezei pela minha segurança
Desfrutei d'aquele momento,
Guardei na minha memoria
Aquela lembrança bonita e assustadora.

José Maria... Z L 




PESADELO

Agitada na noite tormentosa
raios cruzando nuvem enegrecida
por medos insondáveis foi colhida
doce medusa até então ditosa!...

Raios , trovões que a sua mente tolhe
agitam-lhe a alma angustiada
e o que era sonho com vara de fada
agora é pesadelo que a colhe...

Uma porta escancara de repente
um frémito percorre o corpo exangue
suspende o respirar , mas que emoção !:

Acende-se uma luz , vislumbra o ente
que num abraço lhe traz de novo o sangue
ao seu tumultuado coração!
............
Adelino Pais





Imagem a ser interpretada
Terça Feira 11-09-2018
"Ninho"

Nobre Bolha de Vida
 que te elevas acima, do meu olhar.
 Peço-te!... A todos dá guarida
 e deixa-os a Vida abraçar.

A tua enorme imponência
 é deslumbrante e salutar!
 Nobre Bolha de Vida
 a todos, dá um lugar.

Sê o nosso ninho
 acolhedor e do bem
 Sê o nosso cantinho
 de todos e de mais alguém!

Nobre Bolha de Vida
 de transparência imaculada.
 Dá-nos vida e guarida
 nesta tua morada.

Autora: Fátima Andrade




CASA NA MONTANHA

Esta seria a minha casa, desejada,
 edificada nas faldas da Serra
 sobranceira ao rio que deslisa
 suavemente, no seu marulhar
 envolvente, de musicalidade
 que encanta aos sentires
 e nos adormece nas noites
 cálidas e doces de Verão
 na melopeia musical que transmite,
 semeada de odores a rosmaninho e avencas
 regadas pela abundante água corrente
 por que são beijadas abundantemente.
 Dela vislumbro o vale atapetado
 de papoilas rubras e malmequeres,
 a desfolhar o bem querer da flor amada,
 e seu perfume, embriagante.

José Lopes da Nave 





Se o mundo fosse transparente,
 E todos os seres fossem tratados por iguais!
 Que ninguém fosse diferente,
 E entre todos fossemos leais.

Se houvesse habitações,
 Para todos em geral,
 E as mesmas condições,
 Para o mundo global.

E que não houvesse guerras,
 Só harmonia entre os povos,
 Brilhasse a neve nas serras,
 Os passarinhos nos ninhos chocassem seus ovos.

Tudo seria diferente,
 Só existiria amor e felicidade!
 Queremos um mundo transparente,
 Sem prazo de validade!

Autora Maria Gomes Pereira Cabana 





“UTOPIAS”
Que bom seria
 Um mundo onde tudo fosse verdade
 A liberdade existisse
 Os desejos se cumprissem
 A alegria fosse universal
 Os sonhos se concretizassem
 A ternura persistisse
 A esperança estivesse sempre presente
 O amor fosse rei todos os dias
 A felicidade fosse permanente
 E a paz florescesse
 São quase tudo utopias
 Quimeras
 O amor vai existindo
 Às vezes os desejos cumprem-se
 A alegria está em cada um
 Os sonhos…Esses… Têm dias
 A ternura está nos corações de quem ama
 A esperança é que nos salva
 A felicidade é efémera
 A paz não há hipótese
 Portanto lutemos e rezemos
 Para que os poderosos deste mundo
 Nos tentem dar um mundo melhor
 Não pensando só
 No umbigo deles
 Onde os nossos filhos e netos
 Sejam felizes
 Vamos tentar viver o melhor possível
 Esperar pela paz prometida
 Pedir a Deus que o amor nos salve…
 “BRASA” MAGDA BRAZINHA 




Ai quem me dera
 ter uma casinha singela
 longe da vida agitada.

Onde sinta, ao abrir a janela
 e o ar puro entrar por ela
 com o perfume das flores
 nos vasos de várias cores
 espalhados pela calçada.

De porta sempre aberta
 que determina a condição
 de viver sem inquietação
 sendo isso, coisa certa!

2018 maria g.





 MEU ABRIGO MEU POEMA.

Aih! de colmo o telhado,
 Não tem telhas o beiral.
 Tem ninhos aconchegdos,
 E tem cantares de pardal.

Duas janelas floridas,
 Retalhos de paraíso,
 Semeei eu as sementes.
 Reguei com água e com siso.

Agora que é Setembro.
 Maduros os girassóis,
 Sementes prá passarada,
 Abrigo para caracois.

A porta é arco oval,
 Como se castelo fosse.
 Tem trepadeiras no umbral.
 Flores de perfume doce.

Há na noite a poesia,
 Das estrelas debruçadas.
 Sobre as flores das janelas.
 Olho em silencio o luar.
 Agradeço num louvor.

Pois esta casa singela,
 Guarda-me dos temporais,
 É meu refugio de amor.
 Por companhia os pardais.
 Mais a graça do SENHOR.

Augusta Maria Gonçalves. 





A CASA E O SONHO.

Que simplicidade eu vi na Imagem!
 Sorri e pensei... o que é que, estou a ver?
 Será uma miragem???

Vi uma casa singela!
 Vi árvores, vi a Natureza a fluir
 Mas aquela bola redonda atrás dela,
 Mecheu com a minha curiosidade ao sentir.

Interroguei-me, tirei conclusões
 e sem respostas inspirei-me em nas alusões.

É o Mundo?
 Talvez seja só no meu pensamento!
 É uma bola de Neve?
 Talvez seja só o meu olhar que a leve!
 Ou será a Lua Cheia... abraçando o momento
 Também pode ser uma Nuvem branca:
 talvez ela se tivesse perdido do céu e ficasse assim desenhada ao se diluir na terra em alento;
 Ou será que faz a diferença na Construção?
 Ah, fica a dúvida... Não sei... Não.

Ah, mas a casa!
 Pequena, acolhedora!
 Transmitiu-me calma, paz, magia!
 E na sintonia pensei que perfeita guarida ela seria
 Para viver uma poeta sonhadora.

Florinda Dias 



Imagem a ser interpretada
Terça Feira 04-09-2018
 DIAMANTES DE ORVALHO.

Quatro gotas de orvalho.
Um quê de mistério.
Quanta beleza no acordar,
Da semente na terra prometida.
Ansia esta que em mim mora,
De ver o rasgar do ventre materno.
Terra negra.
Vergada sobre a crosta da terra.
Atenta escuto o rasgar do negro ventre.
Tal é o milagre.
Se ergue verde, tão fragil a inocencia da semente.
A noite ri, tudo mistério.
O orvalho cai.
É mágico o colar de diamantes a enfeitar.
A nobre realeza,
A semente infima,
Que noutras manhãs será árvore
Secular na natureza.

Augusta Maria Gonçalves  






 "Imaculadas"

Caem gotas de orvalho
de manhã pela fresquinha.
Brindando com a vida
a sede, de quem delas tinha.

E sobre a água transparente
correm num rio de alegria.
Lá vão elas todas contentes
cantarolando uma linda melodia.

Uma vontade férrea
leva-as mais além
levando consolo e alegria
ao colo de alguém.

De uma transparência imaculada
levam a esperança.
Improvisando novos caminhos
encharcando-os de bonança.

Sublimes, intensas e afáveis
correm por todo o lado!
Lavando o excrecável
e amando o mal amado.

Sobre a água transparente
correm, num rio de magia
Lá vão elas todas contentes
renovando a vida, com alegria.

Arrancam sorrisos
à vida, adormecida
Fazendo-a pulsar
a cada batida.

Quais pérolas preciosas
nas contas de um colar
Adornando este mundo
com o seu belo cintilar.

Autora: Fátima Andrade 




 O SOL DO MEU CONTENTAMENTO

A estrela brilhou em ti e, ao amanhecer,
se a escuridão vier,
teu coração continuará verdadeiro.
Caminhando num deserto solitários,
estamos já próximo do oásis,
prosseguindo a passagem
e a verdade vive dentro de nós.
Navegaremos para longe
e na nossa caminhada,
iluminarás o roteiro, no dia.
E, ao chegar da noite,
surgirás
para encontrar a aurora
na madrugada no nosso percurso
entrelaçado de gotículas de orvalho.

José Lopes da Nave 





 No

Íntimo
do meu ser
sinto gotículas
de lágrimas
nos meus olhos.

A vida
muitas vezes
me trai
e a eternidade
não me pertence .

E a terra
que os meus pés
pisam
muitas vezes
não me seguram .

O universo
espera-me
olho o céu
e as nuvens
tapam o sol.

O silêncio
Invade
o meu corpo
e sinto
que não
estou só-

Mila Lopes 




 VEJO-TE ONDE NÃO ESTÁS

Já lá ia o mês de Agosto…
Vi projectado o teu rosto
Numa gotícula de orvalho
Que deslizava como num bailado
Pelo verde aveludado
Duma folha de carvalho.

Não… Não podias ser tu…!
Não tardei a perceber,
Pois nunca te poderia ver
Numa minúscula gotícula
Que mal se via a olho nu.

Talvez fosse a minha imaginação
Que queria que eu aí te visse,
Como tantas vezes quer
Qu’eu te veja onde não estás.
Seja por castigo ou maldição,
Carrego em mim esta idiotice
De te ver em tudo o que existe
E até mesmo em qualquer mulher,
Sabendo que a nossa história,
Embora me ocupe a memória,
É passado e ficou para trás.

Relembrando essa visão
Do teu rosto reflectido
Nessa minúscula gota cristalina,
Vem-me à mente uma canção
Que ainda tenho no ouvido,
Mas que já não me fascina.

Albino Teixeira Dias 




“GOTA DE ORVALHO”
Há uma gota de orvalho
Suspensa numa teia
Que a aranha trabalhadora teceu
Com calma e perseverança
Há uma lágrima fugidia
Que mostra a dor que a vida te deu
Há uma mão aberta
Á espera que a outra a receba
Há um olhar meigo que desespera
De encontrar outro olhar que o queira
Há uma vida para viver
Á espera que alguém a partilhe
Há uns lábios á espera
Do beijo que tarda
Há horas infinitas para amar
Há tantas…tantas palavras
Para serem ditas
Tantos gestos por fazer
Tantos momentos
Deixa a gota de orvalho
Suspensa na teia
E volta depressa…
O tempo passa a correr
Só temos uma vida para viver
E pouco tempo para amar…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA




 LÁGRIMAS DE ORVALHO

Duas lágrimas de orvalho
caíram dos teus olhos
na tarde turbulenta dum tempo
que foi nosso...

Palavras para quê?
Tu não me entendes ...
O tempo escureceu,
a noite caiu a pique
e as lágrimas de orvalho
caíram dos teus olhos,
tão sofridas e não entendidas,
dum tempo que foi nosso ...

MARY Horta  




Importância do orvalho

Era uma gota, mais uma gota d'orvalho que caia
solenemente sobre as
ervas e matava a sede a todos os seres vivos.
Tinham necessidade de chuva!.
O bafejar da humidade sobre as vidas, famintas,
numa terra, em
que a chuva é a razão de festas. Recebida sempre
com satisfação.
Ver uma criança semi-nua a correr na chuva, pa-
ra muitos é loucura,
para outros é sinal de alegria. Eu poderia dizer
que é um ato vulgar, mas
na realidade sei que não. Corri tantas vezes na
chuva,
festejei de forma exu-
berante enquanto caminhava por entre,
orvalhos. Mas tu não
entendes: nunca sentiste falta
de água a tocar-te no rosto.

José Maria... Z L 





Menina mimada

Com gotículas de esperança,
A Cornecopia amanhece.
Já não é mais criança,
Mas criança ela parece!

Chora por tudo e por nada,
Tudo o que vê ela pede.
Está de mimos estragada,
De tanto que o recebe.

Os verdes anos passaram,
Será sempre mulher criança!
Lágrimas frustradas lhe caíram,
Por nunca ter tudo o que quer!

Autora Maria Gomes Pereira Cabana 





 Derramadas pela fria madrugada
lágrimas que não param de correr
banham toda a natureza com frescura
caiem sobre a terra sequiosa
como por milagre
que as recebe como uma bênção
transformando a sua nudez
em verde abundante
esperança de fartura!

2018 maria g. 





 Lamentavam as duas gotinhas

Duas gotas de orvalho
Esperando o sol secar
Unidas querendo se amar
Presas por um galho...

Em mil sorrisos a sonhar
Querendo que a chuva caísse
E assim desistisse
O sol em querer sugar...

Mas o sol tardaria a chegar
A névoa ainda alimentava
A gotinha que lamentava...

E felizes aproveitavam
Sem querem acreditar
Que gotas tão lindas pudesses secar..

Irá Rodrigues. 





 Apenas e Apenas Só

Gotículas?
Lágrimas...?
Gotas de orvalho?
Bolinhas de sabão?

Sim... entre as Gotículas,
existe uma cor chamada de verde esperança.

Sim... nas lágrimas,
existem saudades e uma doce lembrança.

Sim... nas gotas de orvalho,
existe pela manhã um novo amanhecer para me receber,
a isto... eu chamo de futuro e confiança.

Sim... nas Bolinhas de sabão,
existem memórias das brincadeiras de criança.

Sim... o tempo passa;
e a natureza nos presenteia com tanta coisa bonita
e do que vai ficando... entre um sorriso a fluir;
e uma lágrima a cair.

Sim... acredita,
Não existe Sim... sem senão;
Então deixa-te levar por aí... Deixa-te ir.

Florinda Dias 



Imagem a ser interpretada
Terça Feira 10-07-2018
 BRILHO E ILUSÃO.

De cristal leve de mil cores.
Nascidas de um sopro indelevel.
As bolas de sabão planam, numa ilusória fantasia.
Nos olhos dos petizes nasce a chama desse brilho máculo
Que vê o real quebrar-se num segundo.
Mas logo de seguida outras bolas de sabão
Nascem, flutuam.
Não é só dos petizes o encanto.
Há adultos de olhos alindados.
Sabem ainda relembrar.
O tempo que havia fascinio no olhar.
No percurso de vida a percorrer.
Levam nos olhos misticismo,
Para todas as invisiveis belezas recolher.
São guardiões de belezas raras.
Poentes...
Despertares gritando madrugadas.
O grito da terra e da semente.
O chorar da flor
Que eclode na manhã de luz.
Afolha caída no outono.
Cugomelos emergidos do humus negro,
Leito de chuva, folhagem em abandono.
O fiozinho de água, a chuva que cai segue caminho.
O sol que brilha criador.
O arco íris mais além.
As bolas de sabão...
Ilusão colorida no olhar dos amantes de nadas.
Mas são esperança colorida no olhar inocente da criançada
Essa feliz contente, olhando a magia das bolas de sabão
Neste presente, porque ser criança
É ter nos olhos magia, nas mãos fagueiras a semente.

Augusta Maria Gonçalves  




 CORES

Na aurora,
o ambiente pinta-se de púrpura,
amenizando o dia de exultação
que nos transmite o anseio de viver.
Na manhã,
o verde de esperança estimula o ânimo
de caminhar, prosseguir e vencer
os obstáculos deparados no percurso.
Na tarde.
o doirado das searas, ondulando na brisa
faz-nos vogar em deleites de crianças,
vividos na azáfama das ceifas.
Na noite,
o anil celeste veste a melodia,
afagando as sensibilidades do ser
para o sonho, preste a acarinhar.

José Lopes da Nave 





 Hoje, um dia colorido de mil e uma sensações.
Hoje, um dia de alegrias e muitas emoções.
Hoje a esperança resultou, criança a criança das frias grutas resgatou!
Um turbilhão de sentimentos este mundo assolou, acompanhando todos os momentos, orações se rezou!
Somos como bolas de sabão, coloridas e repletas de cor.
Diferentes e iguais, somos coração e amor... Nem sempre seguimos este caminho, o do amor, tornámo-nos seres frios e cheios de rancor!
Mas hoje, unidos em esforços e oração, terminou com sucesso uma missão!
Pereceu alguém, para estas crianças e treinador salvar!...
...um enorme louvor, a este grande ser humano, que decerto no céu, já tem o seu lugar!
Um grande bem haja de coração, a todos os que a vida arriscaram, em prol de outras vidas.
Em oração, famílias se juntaram em companheirismo e união, uma lição de vida para todos nós!
Daqui, mando bolas de sabão, imensas de vida e emoção, de cor e amor, de esperança e empatia... de vida aguerrida e colorida, de fé e oração, por ti meu irmão!
Bem hajam

De, Fátima Andrade 




Os sonhos se pintam ,
De várias cores,
Dando a vida outro sentido,
Tão belo e colorido,
E com diversos sabores.
Os sonhos se elevam,
E o pensamento os persegue.
Por vezes ele não consegue.
São eles que nos comandam!
Os sonhos por vezes choram,
Por um sopro eles imploram.
E numa bola de sabão,
Eles se transformarão,
E irão de mão em mão .
Se, não se derem por perdidos,
Darão a vida outros sentidos.
Todos têm sua missão!

Autora Maria Gomes Pereira Cabana 





COMO BOLAS DE SABÃO…

Como bolas de sabão
Que se dissipam no ar
Reflectindo várias cores,
Deambula o meu coração
No desejo de te amar
Sem saber qual a razão.

Que feitiço lhe fizeste
Para qu’este desassossego
O perturbe constantemente…?
Não sei se o que tu quiseste
Foi qu’ele te sentisse apego,
Ou queimasse em fogo ardente.

Numa ou outra situação
Ele acelera, se agita
E sofre por não te ter.
Como bolas de sabão,
Por ti, paira no ar e levita
Em cada novo amanhecer.

Nesse seu querer levitar
Salta-me dentro do peito
Sem que tu nada lhe peças.
E por não te poder amar
Eu vivo um sonho desfeito
E visto a alma às avessas.

Mas que estranha força é esta
Que habita em todo o meu ser
E me turva toda a razão?
Quando o coração não presta
Deixa-se logo prender
A quem lhe acena com a mão.

Albino Teixeira Dias 





 MÁGICO MOMENTO

Sobem bolhas de mil cores
P'los campos ao pôr do sol
Desejos reprimidos
Agora libertos
Cobertos de magia
Esvoaçam infinitos
Estonteante alegria
Resiquios do passado
Ficaram p'ra lá dos montes

Do peito despido
Serenamente se agita
Soprando ao vento sul
Folhas desenhadas
Letras maiúsculas
Traços incolores
Formas inertes
Dançam intepestivas
Rasgadas do livro
Hoje meio escrito
Sem fim terminado

Não se onde pousarão
Se no mar ou no rio
Na estrada ou à margem
Ficaram horas a fio
Desenroladas já gastas
No virar da página
Vesti o azul turquesa
O arco-íris me seduziu
Da vidraça entreaberta
Soprei de novo
Ao de leve. tocando com a mão
Na bolha de sabão
Que molhou meu coração

Anabela Fernandes 




“BOLAS DE SABÃO”
Sou como uma bola de sabão
Aprisionada na bolha
De repente desaparece
(Plof)
É uma ilusão dos sentidos
Colorida e brilhante
Desabrocha na palma da mão
Enleva-nos no levitar
Como se entrasse em negação
Não quero desaparecer
Assim como lhe acontece
Desliza por entre os dedos
Provando o seu valor
Também gosto de sentir
As tuas mãos em mim
Bolas de sabão
São sonhos de criança
Que fazem dela magia
Mostrando simplesmente
Que podemos nada ser
Perante o olhar de alguém
Simplesmente
Sopra a bola de sabão
E (plof) desapareceu
Não quero ser bola de sabão
Quero ser alguém presente
Amada e desejada
Saio do casulo
Não quero estar aprisionada
Ganhei a liberdade
Não sou bola de sabão…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 




Vivemos hoje emoções agitadas...
aliciantes, de alegrias plenas
que nos fazem ver a vida ...
...como antes...
de quando eramos ...
crianças livres ...correndo...
atrás de bolas coloridas...
rolando pelas calçadas!

Vivemos como se não houvesse amanhã
aquela quimera deixada no tempo
que surge hoje, no momento ....
sem constrangimento
para não ser adiada!

Vive se o instante que é alegria sentida
com o deslumbramento
das águas, que da nascente emergem...
puras e saciam bocas sequiosas de vida!

Vivemos a fragilidade da ilusão
que nos envolve como bolas de sabão ...
doce enlevo, elevando se no ar
perante a atitude inocente, de quem chora
quando as vê rebentar...
....e desfazer no chão !

09-07-18 maria g. 





 São bolas
De sabão
Que o vento
Vem beijar
E que brilham
No céu
Que eu amo.

São cores
E sonhos
São cristais
Coloridos
E brilhantes
Como o arco iris .

São luzes
Reluzentes
Que levitam
E lembranças
Do meu tempo
De criança.

Mila Lopes

 




 Imagem a ser interpretada
Terça Feira 03-07-2018


 A JÓIA ÚNICA

Tantos,mas tantos pensamentos.
Na retina dos olhos sempre acesos mágicos momentos.
No peito bate o coração,
Ao compasso lento ou apressado do sentir.

Por vezes dói emocionado.
Por vezes ri engalanado.
Escuto-o, digo!
Hoje fazes-me festa,
És coração, o que me dás força para viver.

ELE bate compassado.
Dando-me tempo para recordar,
Retalhos de vida.
Sempre me nasce uma pérola de água no olhar.
Também NELE há sonhos quebrados,
Praias desertas onde caminhei.
Oásis onde sequiosa a sede de amor não matei.

Permite coração sonhar-me nua.
Caminhando na praia enluarada.
Deixa que seja eu a sonhadora.
A que tem tesouros sem valor.
Permite coração.
Que no vaú do tempo.
Eu te guarde
Sejas a única joia verdadeira,
Onde eu sei que mora o amor.

Augusta Maria Gonçalves.





 RENASCE CORAÇÃO

De nada valeu guardar o meu coração
Num cofre muito bem fechado
E atirar a chave ao rio
Tu chegaste sem permissão
E aquele cofre dourado
Abriste, foi teu desafio.
Curava-se do seu padecimento
O susto foi tal que nem avalio
Com o teu atrevimento
Percorreu-o um arrepio
Com a luz a incidir-lhe
Ficou a olhar-te por fim
Tu a pensar pedir-lhe
Renasce… quero-te para mim.

Nanda Rocha 





CORAÇÃO AMORDAÇADO

Trago o coração desfeito.
Todos sabem, menos tu...!
Vive fora do meu peito
No espaço curto e estreito
Do interior dum baú.

Quem me dera que soubesses
O quanto por ti palpita
Naquele espaço vazio
Onde vive amordaçado,
Esperando que tropeces
Na sua corrente infinita
Que é como a corrente dum rio
Que corre desenfreado.

Preciso acolhê-lo de volta
No espaço que ocupou
Aconchegado no meu peito.
Mas sem sentimentos de revolta
Por alguém que o abandonou,
Deixando-o quase desfeito.

Que fique o baú vazio,
Ou então que acolha o teu
Que é de pedra, de forma rude
E sem brilho luzidio.
E, sendo tão diferente do meu,
Não me parece que mude
Faça calor, faça vento ou faça frio.

Albino Teixeira Dias 





 CORAÇÃO ALADO

Tranquei meu coração no baú a sete chaves
Na inocência de menina ,agora mulher
Jamais lhe pus qualqueres entraves
Deixei que amasse um homem qualquer

No destino mal parido desta vida infiel
Se enganou na direção sofreu e padeceu
Mas de sonhos se vestiu em nada é cruel
Coração alado viu a luz e reconheceu

Resta agora sorrir e jamais desistir de pulsar
Olhar o mar na sua plenitude e a lua feiticeira
Abrir alas ao mundo e muito saber amar

Com remos sempre remar a paixão tão envolvente
Dois corpos juntos em plena brincadeira
São o doce amorangado no amor agora presente

Anabela Fernandes 





 NÃO SINTO O BATER DO CORAÇÃO

Perdi a noção dos dias
Que sinto falta da tua presença
Nem sinto o bater do coração
Perdi a noção da minha existência
Meus olhos são duas fontes
Que se espelham no caminho
Que percorro todos os dias
Sem encontrar meu destino
Só tu poderás amor!
Tirar-me deste tormento
Dando-me carinho e atenção
Não perturbando meu pensamento
Nem sinto o bater do coração
Bate muito devagarinho
Com a saudade que sente por ti
Bate, mas bate baixinho
Reclama pelo teu amor
Reclama pelos teus beijos
Reclama pelo teu abraço
Reclama pelos teus desejos
Este amor puro e sincero
É uma fonte de águas cristalinas
Que mata a sede a quem ama
E vai correndo pelas colinas
Neste desvario de te amar
Sofro e faço-te sofrer
Por te querer sempre a meu lado
E tu estares longe, sem te ver
Neste meu queixume ardente
Vivo com esperança e emoção
Aguardando sempre o teu regresso
Para que sinta forte o bater do coração.

Rosete Cansado 





 NAQUELE BAÚ

A presença do teu olhar
Talvez seja o dobro
Do que sofro
Mas isso, não to sei agora contar.
Talvez sofra de falta de ar
Porque sinto o peito a arfar
Tenho medo que deixes de me amar.
Corro, salto e grito
Mas nada do que eu imito
Me traz
De volta esse rosto que me faz
Continuar a por ti esperar.
Na presença do teu parar
É onde eu quero estar
Estando a amar
Quero sentir o teu deslizar
Das tuas carícias desfrutar.
Hoje sinto-me despida,
Perdida
Nesse olhar que me assola
E me desconsola
Me desatina
Me desconcentra e desanima
E quando me deito
Me faz bater no peito
O descompasso
De tudo que por ti faço.
Confesso e peço,
E até também rezo
Deixa-te ficar
Perto do que me faz respirar.
Hoje quero-me a nu
Quero dar-te a chave do baú
Onde guardo o meu coração.
Só tu serás capaz de lhe dar
O…ritmo que o põe a funcionar.
Ritmo e tempo
E tudo que lembro
É tudo que quero
Continuar a partilhar
Se tu quiseres continuar
A comigo ficar!

Zita de Fátima Nogueira  






“SEGREDOS”
Meu coração tem segredos
Que não quero desvendar
Escondo assim meus medos
Na certeza de te amar

Escondi-os numa caixinha
Bem no fundo do baú
Sei que ninguém adivinha
Não vou pôr a alma a nu

Não se brinca com o amor
O coração é tão frágil
O segredo é um amador
Não quero causar naufrágio

Fechei-os a sete chaves
Só leva quem souber lutar
Não ponho nenhum entrave
A quem me souber amar

Vou deixar-te meus segredos
Meu mar a quem tanto adoro
Não os trates como brinquedos
Não vês que depois eu choro

Deixo-te a minha poesia
E também o tal segredo
Confio na tua maresia
Não me deixes no degredo

Segredos quem os não tem
Fantasias ou miragens
Só temos de os guardar bem
Não esquecendo a coragem

Aqui fica este segredo
Bem guardado ou talvez não
Não quero viver com medo
Preciso da tal descrição

Com esta me vou andando
Imaginação não me falta
Não sei bem até quando
Terei de contar á malta…

“BRASA MAGDA BRAZINHA 






 A RIQUEZA DE UM PASSADO...

Toda a magia da vida
dos meus tempos de criança
para a sentir protegida
guardei-a dento de um cofre
junto com o meu coração.

Guardei as memórias no tempo
pra que não fossem esquecidas
e às vezes recorro à lembrança
das horas mais divertidas
pra atenuar a solidão.

Reviver essa alegria
leva-me de volta à infância
num salto de ousadia
meu mundo de tolerância
que afasta qualquer tormento.

A riqueza de um passado
que ao meu peito ainda aflora
tesouro precioso guardado
momentos de um amor lembrado
que às vezes em mim também chora...

Aida Maria (Aida Marques)






 "Encontrando-se"

Perdido, tolhido...
Um coração esquecido
na penumbra de uma gaveta,
sem dono e destino... Sem meta alguma!
Tão só, largado, sem dó e piedade...
Aprisionado na obscuridade, onde a luz escasseia, naquela maldita prisão!
Um grito surdo ouve-se, explodindo de emoção!
Numa intempérie, rompe o silêncio mudo,
almejando a liberdade!
Transbordando de vida e graciosidade, irrompe da penumbra, onde jazia, fazendo-se poesia.
Naquela gaveta, uma nova vida desabrochou...
...um coração virou poeta e a plenitude alcançou!
Do silêncio mudo, se fez alegria!...
...batendo um coração, ao som da poesia!

Autora: Fátima Andrade 






 ANGELUS

Sim,
naquele dia,
a luz das estrelas revelou-se.
E, a pedido,
em preces a um anjo,
diga ao meu amor
que o coração pulsou.
quando recebi o seu de presente.
Comunique-lhe
que as nuvens são agora de cristal
e vivo de sonhos coloridos,
na magia da fortuna, da lembrança,
onde tudo nasceu.
Do tempo onde a solidão
procurava ternura.
Diga-lhe que é a luz dos dias meus e
quero permanecer na sua vida eternamente.

José Lopes da Nave 





Dentro do meu peito vive comigo o âmago do meu dia
a dia.
Respira o apogeu que há em mim.
Inseparável o meu coração...
Palpitante às vezes... quando a razão nem sempre é
o mais aplausível.
Ou o mais desejável.
Conhecedor dos meus hábitos, controlador dos meus
sentimentos, a
minha caixinha vermelha não pára para que viva.
Meu verdadeiro amigo.
Pulsa milhares de vezes por dia para que eu possa
sorrir e cantar...
Para que eu seja feliz.
Mesmo desrespeitando algumas regras,
estás comigo.
- Obrigado.

José Maria... Z L 






SOLTOU SE O CORAÇÃO

Cheguei a fechar meu coração
Para que não sofresse mais...
Pensei já não sentir seu bater
Ficando assim eu a viver
Dias e noites sempre iguais!
Eis que surge de novo um clamor
De alguém que diz sentir ...
Por ele carinho e amor
Rejubila de novo o coração
Abraça a vida jardim em flor!
E agora anda por aí perdido
Nesse amor que é cego
De quem todos dizem
Para não lhe dar crédito
Que às vezes já penso...
Que tornar a fecha lo
Será um grande mérito!

03-07-18 maria g. 






 ESTADO d'ALMA

Guarda-me no teu baú
guarda-me em ti, no teu coração
guarda os nossos silêncios
aqueles em que a um e a outro
demos a nossa mão.

Guarda-me como se a vida,
não tivesse fim
guarda tudo o que sobrou
de ti e de mim.

Deixa o baú aberto
deixa bater o coração
deixa que tudo seja desperto
e juntarei a ti toda a minha coesão.

Deixa-o o baú aberto
não... não o feches a cadeado
deixa bater esse teu doce coração
aquele, que tão bem em mim!
Está guardado.

Deixa-o bater, deixa-o respirar
não... Não o queiras enclausurar.

Florinda Dias 






 Não tanques a porta do teu coração

Devemos amar
De corpo e alma
Não nos devemos acobardar
Por medos ou duvidas
Ou pensamentos
Que muitas vezes nós temos.

Devemos amar
Deixar entrar a paz
E o amor no nosso coração
O mundo inteiro
Precisa de amor
Precisa de viver em paz.

Devemos amar
Cingir a nossa alma
De pureza na vida
Viver sem ódio e rancor
E sentir só amor
No nosso dia a dia.

Devemos amar
E escrever poesias
Só de amor e paz
Não trancar o nosso coração
A tanta gente que sofre
De ingratidão e na solidão.
_____________*______________

Amigo/a nunca tranques a porta do teu do teu coração

Mila Lopes






 Imagem a ser interpretada
Terça Feira 26-06-2018

AS CARTAS QUE TE ESCREVI
Hoje são folhas esvoaçando
As cartas que te escrevi
E que nunca te enviei.
Com o tempo foram amarelando
E a tinta com que as escrevi
Ficou tal como esperei.

Ficou desbotada pela espera
Em que as palavras caíram,
Esperando serem lidas por ti.
Mas ficaram presas numa era
Em que os teus olhos não viram,
Nem eles o que te escrevi.

Eram cartas repletas dum sentimento
Que se tem quando se ama,
Mas que ficou em mim amordaçado.
Vejo-as rodopiando ao vento
Enquanto o meu coração vive na lama
Por não te as ter enviado.

Talvez o destino tivesse sido diferente
E até conspirado a nosso favor,
Se as cartas que te escrevi
E que nunca te enviei
Tivessem seguido em frente
E em ti despertado aquele amor
Que eu senti desde que te vi
Mas pelo qual sinto que não lutei.

Hoje imagino-as a esvoaçar,
Essas cartas que ainda conservo
Do tempo em que se escreviam cartas de amor,
Vendo-as livremente a rodopiar
Na solidão a que me entrego
E onde paira um saudosismo feito de dor.

Albino Teixeira Dias



 Não gastemos o tempo...
que nunca chega para os nossos silêncios
feitos de segredos nas palavras contidas
nunca ditas, para que não nos magoemos!
Quero tanto acreditar...
quando me dizes meu amor!
Mas são quase sempre as lágrimas
que escorrendo pelo meu rosto
me trazem à realidade dessa veleidade!
Mas o nosso tempo...
não pode ser queimado com suspeitas
de cruéis realidades que nos querem sempre afastar!
Então ? Porque não rasgamos as palavras
e as lançamos para lá de nós ; deixa -las ir por aí
onde ninguém fica a perder!
Só assim acredito ser possível a teu lado ficar
onde apenas os nossos olhares vão confidenciar...
o que os nossos lábios nunca poderão dizer
Deixemos então todas as palavras no esquecimento
para que nunca mais ...nos possam magoar
não gastemos o tempo que nos faz falta para amar!

26-06-18 maria g. 






 "Soltam-se"

Num rodopio, soltam-se as folhas gastas pelo tempo de um livro solitário, esquecido, esmaecido pela falta de uso...
Todo ele se revolteou e as folhas soltou, libertando-as num turbilhão, por este mundo fora...
...para que fossem ter à tua mão, no presente, no agora...
A vida, lhe foi devolvida, ganhando cor!...
...folhas soltas, lidas e relidas, devolvendo-lhes o seu velho esplendor!
Com o seu brilho renovado,
a alegria pelo mundo espalhou!
Mesmo estando separado,
o livro, nova vida ganhou!
E num rodopio, soltaram-se as folhas gastas pelo tempo, de um velho livro solitário, esquecido...
...ganhando vida e alento, no presente, no agora...
...aqui comigo e por este mundo fora,
num tempo, sem tempo e nem hora, espalhando alegria, esta, de ler e escrever poesia!

Autora: Fátima Andrade 






Bailado do pensamento.

Envaideco o pensamento,
Com um bailado fluido.
Fica um pouco entretido,
No enlevo do momento.

A arte da noite o seduz,
Com suas acrobacias,
Sente ele as mãos vazias
E cada movimento traduz.

No momento não se reve,
Tudo é contradição,
Põe a si a questão:
Porque o momento não lê?

Sente a casa vazia,
Tudo nela se desvaneceu!
Foi livro que o tempo já leu!
Que em amor se traduzia!

Autora Maria Gomes Pereira Cabana 





“O QUE DIZEM OS POETAS”
O que dizem os poetas
Serão pássaros ao vento
Serão flores a germinar
Não há limites para o poeta
As suas palavras são como viagens
São sonhos que tocam o infinito
O poeta é um ser único e sensível
Nada detém a sua imaginação
Soltam-se da alma as palavras aprisionadas
Rolam sentimentos cai uma lágrima
Germinam as palavras ternas e belas
A caneta desliza rápida por entre os dedos
Anunciando o poema a desabrochar
São passados, presente, futuro
São amor, saudade, solidão
São memórias que magoam
São harmonia e canto
Erguem-se num mar de silabas
Soltam-se ao vento sem nexo
Loucas e dispersas
Alimentam-se de pensamentos
Dançam ao sabor do mar, falam do sol
Da chuva, do vento, das estrelas
Falam de sorrisos de crianças
Do silêncio e da esperança
Da Natureza e do Universo
Que mais irão dizer os poetas?
Que são uns eternos apaixonados
Tudo dizem os poetas…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 




 O VENTO AS LEVOU...

Há muito deixara de contar os dias
o tempo escoava-se por entre os dedos
as madrugada eram cada vez mais frias
e cada vez maiores os seus medos...

A vida era um mar de recordações
onde afogava as suas mágoas
numa tempestade de emoções
navegava em turvas águas.

Enconstava-se à nostalgia
de um passado que a aprisionara
e à vida somente pedia
um pouco do que antes a alegrara.

Ma pra isso teria que (re)descobrir
velhos sonhos do passado
e com fé neles acudir
ao seu coração magoado.

Voltou a sorrir com confiança
das tristezas se libertou
guardou só as boas lembranças
as más... O vento as levou...

Aida Maria (Aida Marques) 




 VÔO DE PALAVRAS

Soltei palavras ao vento num tempo cruel
Esvoaçaram feito lindas mariposas
Pedaços de mim onde em nada fui infiel
Foram gotas límpidas e glamorosas

Versos rimados ,sonhos trocados breves instantes
Amores desenhados numa tela incolor
Voaram e se perderam num delírio de amantes
Juntaram-se um dia e souberam a amor

Colei cada letra e formei o poema em ti
Abri a alma em cada noite silenciosa
Vi astros dançaram e se tocaram entre si

Se sonhei não sei ou sequer se estava embriagada
Mas de palavras eu estou demais sequiosa
Aquelas que nunca me dirás mas deixam-me emocionada

Anabela Fernandes 





 MORADA DAS FANTASIAS.

Por veredas ingremes me fui.
Brinquei com o eco muito além.
Nas curvas do caminho...
Um redopio, despenteado solto desvario.
Os voos,
Melodia das asas contra o vento.

Subi, subi.
Era sublime a voz que ouvi.
Não sei se de água uma cortina,
Se de seda flautas melodiam.
As flores dançavam,
As borboletas riam.

Melros como flechas o céu rasgaram.
Deixando entoar o assobio,
Trinado com requebros desenhados
Nas colcheias desse tempo sem cuidado.

No pico meu coração bebeu miragens,
A casa sem janelas onde as notas.
Em folhas soltas colocadas,
Entoavam tantas melodias.

Vi um poeta debruçado na janela do teto da casa fantasia.
Cioso ELE das coisas que sonhava.
Impávido se rendia.
Que suas letras, poemas, tantos versos.
Soltos, leves,
Num abraço ás notas musicais.
Se tornassem canções imtemporais.

Levadas num sopro de vento,
Rasgando o mundo, momento a momento,
De música encantamento, poesia.

Augusta Maria Gonçalves. 




 Abri
a janela dos sonhos
e deixei o meu pensamento voar
voou nas asas do vento
e deixou o meu coração a sonhar
com livros de poesia
onde escrevo meus segredos
embalada pelas cores do dia
reli lembranças na noite
acordei em euforia
segui por caminhos
cheios de sentimentos de amor
e felicidade sentida
bem no fundo da minh’alma
vibro como as letras das canções
onde todos os poetas
soltam as suas poesias
as vezes parece que sou
como as páginas brancas e soltas
onde muitas vezes eu não escrevo
as minhas palavras amadas certas-

Mila Lopes 





 CARTAS DE AMOR

As cartas que te escrevi meu amor
Eram singelas mas bonitas
Transportava para elas com carinho
O que sentia por ti
E o quanto para mim eras querido.
Eram escritas à luz da vela,
Ou de um simples candeeiro
Que por dentro da minha janela
Sentia chegar até mim o teu cheiro.
Eram cartas banais como todas são,
Mas tinha para mim uma missão,
Fazer chegar até ti o meu querer
E toda a minha paixão.
Foram tantas as cartas que te escrevi,
Contá-las não seria possível
Mas guardo-as no coração,
Com saudade sentida…
Numa noite de luar os dois muitos juntinhos,
Num cantinho, ao pé de casa
Decidimos todas queimar!
Pois já éramos marido e mulher,
Não valia a pena guardar!
Nosso amor estava consumado.
Um montinho fizemos com todas elas
Começaram a arder com muitos pedaços
A subir no infinito com o vento que fazia.
Embora fosse fraco, elas ficaram em farrapos
Sabe Deus, onde, e com o tempo se diluíram
Apenas restou uma que guardo como recordação
Desses tempos de namoro, que nos davam emoção.
A chegada do carteiro, sempre na mesma hora e eu
Com o coração ansioso por receber uma carta tua.
Meu amor eram banais as nossas cartas
Mas puras com um amor que ficou para sempre
Gravado no tempo e na mente.

Rosete Cansado 






 Folhas do diário…

Soltam-se as folhas rasgadas e soltas do meu diário;
Soltam – se os suspiros dados do peito,
As escritas os escritos desfolhados
Levados pelo vento
Não saíram pela porta
Mas sim pelo telhado.

Eram como nuvens a desfazerem-se,
E a espalhar letras como confettis,
Tudo foi pelo ar saído de um eco!
Choveram folhas murchas e velhas do tempo
Da mocidade…e de momentos!

Só ficou a arca que o guardava,
A sete trancas… e as saudades que restavam
Vinham desde o tempo de criança!

Fernanda Bizarro 





 Minha Musa

Será a planície Alentejana
A musa da minha inspiração
Que, em silêncio emana,
Na voz do meu coração.
Voa com os meus sentimentos
Por entre o vale e o monte
Levados p’la brisa do vento
Entoam no horizonte
Assim que desperta o dia
Abro a janela da esperança
Ao sabor da maresia
A minha poesia avança
A planície adormecida
Num alegre despertar
Criou força ganhou vida
Ao ouvir o meu versejar.

Adelaide Simões Rosa 









 Imagem a ser interpretada
Terça Feira 19-06-2018

 "Liberdade"

Sem liberdade,
contempla com saudade
o que lhe foi tirado!
Preso, engaiolado...
Triste, desesperado...
...anseia por voar
sob o azul cobalto
elevando-se no ar.
Abro a gaiola
devolvendo-lhe a liberdade.
Vai, voa sem demora,
deixa pra trás a saudade!
Colibri, beija-flor...
...qualquer pássaro que sejas!
Voa, voa com esplendor
Pela liberdade que almejas.

Autora: Fátima Andrade





 PORQUE CANTAS PASSARINHO…?

Porque cantas passarinho…?
Se a gaiola é a clausura
Que te dão, sem piedade,
Em troca do teu cantar.
Ah… se o teu canto fosse um hino,
Entoava pela noite escura
Os gritos e os valores da liberdade
Que quem te ouve não te quer dar.

Se soubesses que o respeito
E a genuína dignidade
Que a liberdade nos dão
São valores a preservar,
Cantarias doutro jeito
E farias da tua canção
Uma arma p'ra lutar.

Mas enquanto isso não vês,
Vives feliz com o teu canto
Na tua pequena gaiola.
Ele não entoa os porquês
Que ponham em causa, por enquanto,
O que te ensinaram na escola.

Autor: Albino Dias 





 PÁSSARO FERIDO

Tenho asas escondidas no pensamento
Sonho voar até onde repousa o melhor de mim
Sair destas grades de papel n'este momento
Soletrar as letras perfumadas no meu jardim

Pássaro ferido que de sensível foi apanhado
Nas teias que o tolhem e magoam
No ser que já foi e nada é,só o desejado
Hoje ouve vozes que malditas até entoam

Na noite traiçoeira onde o escuro é presente
Ominpresente está a luz tão divina
Irradiando o sonho e dando alento á mente

Onde a força ganha outra dimensão
E as jaulas são apenas por instantes
Soltando -se a alma ao vento e o coração

Anabela Fernandes 





 GAIOLA!

Beija-flor és lindo
gostas de viver na Natureza!
nasceste para ser livre,
com a beleza que te impera.
voar pelos campos, beijar todas as flores
pois elas são tuas amantes.
mas como cavalheiro que és
não te prendes a nenhuma.
beijar e cantar pelos rios
assim te sentes feliz.
foi para isso que nasceste
sentes-te infeliz se ficas engaiolado...
tu ou qualquer outro passarinho!
gostam de fazer o seu ninho nas
árvores e beber nas fontes!
com amor criar seu filhotes,
Foi para isso que nasceste!...
e não viver em gaiola por mais bela
que seja, sentes-te aprisionado.

Rosete Cansado 





 VOO AO LUAR

Aprisionado, soltaste-me as asas,
voamos no firmamento azul,
rumo ao sol que nos aconchega.
Minha única paz,
vida, glória, esperança
vontade de amar
embala em ti.
Sem saber caminhar,
a ti me doei.
A parte de mim, passando!
Apenas tu me continuas,
és a minha força.
Tudo o que sou,
sou por ti.
Sem ti é difícil
ser.
Beijei-te no anoitecer,
sonhei, teu corpo ebúrneo
de diáfano tule vestido,
ao meu encontro
se doando, enternecido,
em conjunto voo de luar.

José Lopes da Nave. 





 Animais de destinação.

Quem não é livre não vive
Amarrada á âncora nos cais
Todas as vidas têm o direito à liberdade!
Todas deveríamos ser iguais!

Todos fomos feitos para voar
Crescer, ir até onde querer.
Mostrar que temos sangue a girar
Dentro de nós…nas artérias oxigenadas!

Traição é não ter vida própria
Na palma da mão,
Ter asas amarradas e não voar,
São os instintos de animais e mortais!

Em liberdade temos vontade de ir…
Temos vontade de ficar…
Somos um ser a comandar
Em pessoas e animais…
Porque não nos deixam voar?

Fernanda Bizarro 





Mas que belo passarinho
A cantar nessa gaiola
Diz a música popular
Canta tão bem que até consola. ...
Mas não quereria ele
Antes cantar de outra maneira
Ainda que a sua gaiola
Seja feita de fina madeira?
Estaria melhor em liberdade
E a melodia que canta é saudade
Dos tempos que podia voar
Canta bem mas tristemente
Ninguém na prisão está contente
Por isso ele canta a chorar!
É colibri, beija-flor
Que não contempla o seu amor
Por isso é triste o seu cantar
Da gaiola é prisioneiro
Assim morrerá solteiro
Sem ninguém para namorar!
Isabel Susana Marouço 





“SE EU FOSSE UM PÁSSARO”
Se eu fosse um pássaro
Cantaria nos beirais dos telhados
Nas árvores floridas
Ou á janela de alguém
Arranjaria uma namorada
Faria os ninhos nos telhados
Ou entre as folhas das árvores
Namoraria até o sol raiar
Seria livre como o vento
Voaria no espaço
No céu azul e belo
Banhava-me nas nascentes
Secaria ao sol doirado
Debicava as frutas doces
Beberia o seu néctar
Se eu fosse pássaro
Não quereria prisões
Nem gaiolas doiradas
Numa varanda qualquer
Senão, perderia o pio
Ficaria triste e solitário
Ficaria longe da minha apaixonada
Perderia o amor á vida
Seria um triste pássaro
Que apesar de engaiolado
Numa gaiola doirada
Morreria de tédio
E de saudade…
“BRASA MAGDA BRAZINHA 





 Ainda fico olhando ....
para essa gaiola altiva...
... agora aberta
por onde saio numa leve aragem
levada pelo coração em livre voo...
... a outra paragen...
... lugar onde nunca mais serei cativa!

Olhando bem para mim
desejo enfim...
dizer um simples até já
a essa gaiola dourada
de lindos laços enfeitada
de porta aberta deixada ...
onde poderei sempre voltar
a compor os laços ....
que nunca poderei desatar!

19 -06-18 maria g. 





CANTA ABRAÇADO A MIM
19/6/2018
**
Meu passarinho encantado
Queres ouvir uma canção?
Quero ter-te ao meu lado…
Sentir o teu coração.

Tenho de ti compaixão,
Eu te quero libertar
Das grades dessa prisão…
Seres livre no teu cantar.

Quero ver-te livremente
No céu a esvoaçar,
Cantando alegremente
Uma canção d´embalar.

Tens asas para voar
Sorrisos para viver,
Mil sorrisos… e amar…
De coração a bater.

Eu cheguei na hora certa
Com sorrisos para dar,
Já tens a gaiola aberta
Vamos juntinhos sonhar.

Quis inverter o sistema…
Das grades fiz um jardim,
Da gaiola fiz poema…
Canta abraçado a mim!
**
Aida Dinis Sampaio
In Mil Sorrisos
@ Direitos de autor 





 REFUGIO.

Fixei longe o olhar,
Dei longo caminho ao meu cansaço.
Desejei por ele passear.
Vestida de verde, alindada de luz fui.
Era manhã clara revestida de poesia.
Rasgava-se o calado silencio.
Abriam-se as gaiolas.
Essas onde as aves canoras choram num cantar.
Entoava um rumor suave com um adeus, dos que rumam á liberdade
Logo o horizonte se pincelava de asas.
Soltava-se o canto das aves.
Se fez festa.
As flores bailavam, adornadas suas pétalas
De rocio pratedo...
O vento na sua delicadeza breve,
Amava as flores despudorado.
E esta que dera um longo caminho ao seu cansaço.
Deixara já de caminhar.
Era vertigem era poema,
Era a que lia as partituras invisivéis
De tantas melodias que enfeitavam
A liberdade.
Anoiteceu, refugiei-me na gaiola bonita,
Sei abraçada á solidão.
Onde tinha a ilusão de me salvaguar dos gritos do mundo.
Mas afinal porque o fiz?
Se de pena em pena sofri a derrocada de sonhos aprisionados.

Augusta Maria Gonçalves. 





Pêndulo de vida.

Pêndulo de vida,
Que viaja de mão em mão,
Prisioneiro de partida,
Mas preso ao coração!

Na penumbra da saudade,
Há vestígios de alegria,
Também há de liberdade,
Tanta é a nostalgia!

Os perigos estão lá fora,
Aqui estás protegida!
Tudo mundo vai embora,
E tu engaiolada viva!

Queres cantar, queres voar.
És pêndulo de vida errante!
Apenas podes piar,
E agradar a toda a gente!

Autora Maria Gomes Pereira Cabana 






 Cantador

Meu canário ''Cantador''
Tantas vezes eu te vi
numa gaiola engaiolado,
tantas vezes eu te soltei
e sempre voltavas,
para o meu lado.
Um dia quando cheguei junto a ela
meu coração ficou despedaçado.
Jazias imóvel dentro dela
triste, fiquei sem perceber o porquê
como é que pode acontecer
se eras tão bem cuidado
e cantavas como,
quem gostava tanto de viver.

Demorou tempo,
até que eu conseguisse perceber
que foi o gato da vizinha que te feriu
que te roubou a vida e que te quis comer.

Meu belo canário amarelo
e do nome que te dei,
eu digo... oh meu lindo Cantador
deixaste de me acordar pela manhã,
a Minh' Alma ficou e ferida
e a minha vontade ficou aquém,
como que já nunca mais tem
o acordar a um novo amanhecer
o de te ouvir cantar pela manhã
até ao anoitecer.

Florinda Dias 





 Minha Ave de Estimação

Te adoro meu cachapim
Cantas tão bem para mim
Vejo no teu olhar tristeza
Por tanto eu te querer
Não te posso prender
Vou entregar-te à Natureza

Da gaiola sairás
Livre ao vento voarás
Cumprirei minha promessa
No silêncio madrugar
E a bela-aurora despertar
Ao teu habitat regressas

Com a saudade a sorrir
Feliz me vou sentir
Por te dar a liberdade
Oh…meu lindo cachapim
Prender-te só para mim
Causava-me infelicidade.

Se estou só na solidão
Sinto o meu coração
Prisioneiro no meu peito
Parece estar trancado
Fechado ao cadeado
Na gaiola do meu leito.

De Adelaide Simões Rosa







Imagem a ser interpretada
Terça Feira 12-06-2018

 ALQUIMISTA.
Só! Só pela estrada imaginária do sonho
Se alcansa o penultimo patamar do mundo.
Lá onde se caminha sobre o vento
Desprendidos de corpo libertos de véus.
Somos só alma, sopro, desse tempo que deixamos
Passos gravados no musgo do caminho.
Ontem remoinho de vida,
Hoje somos flores...
Pétalas.
Aves celestiais
Que tanto tempo depois do desejo.
Atingiram a plenitude de voar.
Somos, sonho, alquimia,
Pó de estrelas.
Habitantes da via látea.
Seres que anida buscam a perfeição.
Seres que trazem no peito luz.
Nas mãos sementes de esperança
Para repartir.
" a voz do vento balbucia, semeia todas assementes.
Para te dares á imensa alegria de colher "
Aprendamos a traduzir do vento a voz.

Augusta Maria Gonçalves. 





Palavras leva-as o vento!

Atiras palavras ao vento,
Como folhas sem destino!
Elas se perdem no tempo,
Sem sentido e sem tino!

Bebem das nascentes,
Que brotam dentre os!
Por vezes tu não as sentes,
Outras tens delas medos!

Há palavras que são punhais,
Pois ferem o coração,
Deixando a vida aos ais!
Sem amor e sem ação.

Palavras leva-as o vento!
Já lá diz o ditado!
Mas fica em nós sofrimento,
De um tempo que já é passado!

Autora Maria Gomes Pereira Cabana 






Sonho em desvario

Voei ao Outeiro
Como um condor
Na terra queimada
Colhia flores
O calor agreste
As desfolhou
O vente de nordeste
As pétalas levou
Nuvem de fumo
O sol encobria
Lágrimas caídas
Gente que sofria
A terra queimada
Se regenerava
A Primavera
A terra prendava
Eu feito condor
As flores colhia
Olhei em redor
Mais nada existia
No som do silêncio
Soluços de gente
Pavio a pavio
A terra ardente.
Acordei do sonho
Sonho em desvario
Dum horror medonho
Que bem perto existiu.

De Adelaide Simões Rosa. 






 No jardim desta vida.
Há uma flor linda a esmorecer.
Espera por ser olhada, tocada
e amor do mundo receber.
Parece uma bailarina
que dança ao som da melodia do vento.
No céu misturam-se cores de tons cinzentos.
E o ar sufoca tudo á volta.
Não se consegue respirar nesse jardim.
Tão linda que é essa flor.
De um tom rosa bonito e sem igual.
Alta ,esguia, de uma beleza natural.
Agora, despida de folhas
que se soltaram ao vento.
Como um lamento
desse nosso mundo cruel.
Ás vezes o vento vem com força
só para a tentar derrubar.
Esse malandro quer apenas vê-la dançar!
Mantém-se firme a flor rosada
até ao momento.
E todas á sua volta choram..
Esbracejam a lutar pelo seu chão.
A lutar pela sua vida nesse jardim de gente.
Nesse jardim onde foram já semente.

by Tania Lourenço 




 VOAR EM MAGIA

Um voo até ti
alimenta o meu eu
Que é o meu pensar
ser tua e seres meu.
Neste meu voar em alegria
levo por companhia a magia,
para que numa noite de luar,
tu saibas o verbo amar
me digas que vamos os dois voar
sem barreiras, nem fronteiras.
Que me abraces no momento,
sentindo aquele pensamento
que nos embriaga e nos guia.
Depois desse voo nocturno
me vista com o meu vestido azul
voltando para o meu lugar
onde tu não podes estar
perdeste essa vantagem
numa última viagem
que voaste sem mim
deixando-me amargurada
mas que jamais vou esquecer
os longos voos que juntos fizemos
mas depois deixas-te a sofrer.
Não fique zangado comigo amor
Mas mesmo que não queira,
ainda sinto a minha dor.

Rosete Cansado 





 Dança quente, envolvente, intensamente perfumada
Repleta de cor, com um travo de amor
À luz do crepúsculo, num rasgo de paixão, brindado o céu na sua imensidão.
Dança emotiva, profunda...
...esta sensação fecunda
Toca-te, mostra a tua magia
Irradia pura poesia
Entrega-te a esta dança impetuosa, acutilante...
Sê esplendor, amor desperto...
...contradança de cor,
a céu aberto.
Invade-te de vida, aguerrida... colorida de tons rosa
Sê tu! Força viva, efusiva...
...Vibra ó bela prosa!
Meneia-te ao sabor da dança
Nesta contradança,
de cor e esperança.

Autora: Fátima Andrade 





“GOSTO DE MAGIA”
Gosto de magia
Na minha vida
Amor aos molhos
Quero ser feliz
Seguir os sonhos
Mesmo que nem sempre
Tudo corra bem
Não quero sonhos em vão
Não quero rotina
Não quero acreditar que há destino
Não quero nada em pedaços
Não quero ficar com os restos
O tempo pode parar
Não vou olhar o relógio
Quero que ele continue a girar
Quero ver sempre
O meu mar azul
O meu sol radioso
Uma luz na minha vida
Que me aqueça a alma
Os meus poemas
Que me descobrem horizontes
Um coração para amar
Contigo a meu lado
O mundo é diferente
Sei que nem tudo é fácil
Mas que seja simples e sincero
E tenha magia…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 





 No ramo de flores colhidas por mim
Solta se um leve perfume que inebria
Que o vento ao passar pelo jardim
Reclama seu doce aroma e rodopia !

Canto toda a alegria da natureza
Imagino me uma avezinha a voar
Lançando pétalas ao ar com a certeza
Que o vento leva as consigo ao passar!

Ouço do vento o que ele me diz
Num impulso quero com ele dançar
E vejo então o mundo de pernas pro ar!

Talvez assim consiga vê lo mais feliz
E esqueça tanta dor que nele existe
No pulsar desta alegria que resiste!

12-06-18 maria g. 





 VIAJANDO NO TEMPO

O EU consciente nunca é isento,
sujeito às vivências presentes,
às recordações próximas e históricas,
às emoções e à razão,
não consegue penetrar no âmago das questões,
esquecidas, escondidas ou recalcadas
no subconsciente
e até no inconsciente.
Quando o consciente adormecido,
dá lugar a outros estadios
que vão ao arquivo
identificar factos adormecidos,
encobertos ou já ignorados,
o consciente retorna sempre ao presente,
onde a realidade vive.

José Lopes da Nave 




 Virei o teu avesso em pensamento
Muito mais que a imagem reflectida
Entrei no teu eu num só momento
Vi brados prantos nesta tua vida

Veio o vento e varreu todas as areias
Que os olhos tapavam nos instantes
Clareou o dia e desfiz algumas teias
Afastei o eco num sopro como antes

No deserto também nascem as flores
Quando a água cai e molha os campos
Nas estações da vida sorriem os amores

Que de Inverno se despiram ao sereno
Airosas borboletas pousam nos bancos
Sentado mostras o teu direito tão pequeno

Anabela Fernandes 






 Dançando á vida!

Memória para dançar,
Sem consentimento de mim
Eufórica não resisti
E dancei
Por mim e por mim.

Fora de mim voei
Vês-me louca
A dança da vida
Do tempo que perdi
Agarrei-lo agora aqui.

Sonhava a dançarina
Quando era menina
Nos palcos inchava
Com palmas acordava!

Hoje danço á vida
A céu aberto
Flores esvoaçando
Ao vento da natureza
Comigo levando,
As saudades de mim!

Fernanda Bizarro 





 O
Meu desejo
de voar
de ir mais além
mas
de que vale tudo isto
se ás vezes me recuso
a viver o presente do tempo
da mulher que eu sou.
Eu!
Nunca conseguirei ver
o eterno
e nunca voarei
lá do vasto universo
a minh’alma está
muitas vezes aprisionada
entre campos floridos
na terra que piso.

Mila Lopes 





 Anjo Arqueiro

Subi à montanha...
Senti-me mais perto do céu
Senti que levitava e o vento me levava
Senti-me quase que, como um Anjo
Senti uma aragem fria, e diante de, cedia
Olhei à minha volta e olhei o que me cercava
Senti que a terra aquecia
Vulcânica...? talvez sim...! talvez não...!
Parece que voei, senti uma sensação,
Senti que a terra se movia,
e ao se mover me engolia.
Verguei-me perante a ocasião,
num breve momento, senti medo...
Os troncos soltaram-se das árvores
e vieram em minha direção,
apanhei-os como se fossem flores.
Senti-me como um valente arqueiro,
e venci os meus temores...
A terra tremeu...
E o vulcão entrou em errupsão!
E eu...!
Eu estava ali no meio e segurava-me que nem um Anjo,
querendo segurar a montanha com uma só mão.

Que imagem tão mágica e cheia de cor
que imagem que me fez sorrir e extasiar,
extasiar a minha inspiração
num poema sem medo
escrito com Amor.

Florinda Dias








Imagem a ser interpretada
Terça Feira 05-06-2018
 LETRAS DE (A)MAR

Anoitece, o sol paira no horizonte,
leio-te e folheio-te calmamente
deleitado com ténues reflexos
desses derradeiros raios de luz
espelhados na vastidão do mar.

És livro que não canso de ler
na suavidade de um pôr-do-sol
partilhando o aroma de maresia,
teus gestos dignos de antologia
e teu olhar a mais bela poesia.

O sol já se vai lentamente
e ouve-se um suave marulhar,
tu és meu horizonte e poente
e já te leio de cor a cada olhar,
és poesia em letras de (A)mar.

de Celso Cordeir




 O PRAZER DE ESCREVER...

Quando a dor atormenta a minha alma
há que procurar com afã
o antídoto que a acalma
e retorne a sua aura sã.

O meu sentir de poeta
minha fome de poesia
nem sempre é pelo bem que me afecta
nem sempre me traz alegria.

São breves, porém, os instantes
dessa manifesta azia
depressa se tornam distantes
levando com eles a agonia.

Porque o querer é mais forte
quando à firmeza se alia
procuro de novo o meu norte
encontro nova luz no meu dia.

Meço o tempo momento a momento
que a pressa é inimiga do ser
alivio o pensamento
concentro-me no prazer de escrever...

Aida Maria (Aida Marques) 





 

DESFOLHA-ME

Rompemos a noite
Nas páginas acetinadas
De fino ouro bordadas
Amantes somos
No livro que escrevemos
Neste tempo que sabemos
Ser nosso devaneio

Desfolha-me com prazer
Na ânsia de me ter
Mais um dia nas tuas mãos
Pura imaginação
Ao largo deste porto
Sem oceanos pelo meio
Lê-me no olhar

Cada traço, cada linha
Cada vírgula uma paragem
Cada ponto um final
Sede minha saciada
Nos dedos que me não tocam
Vagueia o pensamento
Por um breve momento

Na noite és poeta
No poema és dilema
Em nós filme no cinema
Quiçá navio em alto mar
Sem regras nem margens
No livro que de conciso
Nada tem do preciso

Desfolha-me e sente
Sou as folhas finalmente
Onde prendes os teus dedos
Desvendando os segredos
Na ponta da caneta
És o céu nesse ilhéu
Em plena ilustração

Do postal mais bonito onde Deus escreveu sem mãos

Anabela Fernandes 





 "Poeta"

Uma folha escrita pelo vento
Esbatida pelo tempo
Esquecida, desconcertada,
Em que eu me perco
E dela me aposso
Tornando-a minha...
A minha história escrita
E reescrita
E num aparato de letras
Vou atingindo metas
Correndo atrás do que me apraz.
A vida acontecendo
Sob a lombada do livro,
Este que trago comigo
Sublinhado a amor
Repleto de cor
Sentindo a calidez
Do que sou e do que me fez
Sob o pôr do sol,
Vou atingindo meta a meta
Esta, de ser poeta.

Autora: Fátima Andrade 





 Nesse horizonte..
De reflexos, espelhados sobre esse mar.
Deixo-me ir, deixo-me sonhar.
Nessa calmaria de um livro de página aberta,
de quem sonha perder-se em palavras..
Nesse texto de letras, perdidas ao vento..
Vivendo o momento do dia-a-dia.
Percorrendo o tempo.
Amando a vida num último sopro, um suspiro.
Como se fosse o último dia para viver!.
E poder alcançar esse horizonte..
Voar sobre esse mar de letras.
Sob as estrelas que se escondem
por debaixo das nuvens negras.
Vejo uns raios de sol emergir desse céu tapado.
E agradeço esta enorme benção que é a vida.
E perco-me nesse esplendor!
E enalteço olhando o mar e este grandioso céu.
Sobre a página aberta do meu coração
e sigo..
vivendo..
amando..
escrevendo!

by Tania Lourenço 




Histórias de amor.

Livro aberto de par em par!
Memórias inscritas a pincel,
São romance de cordel,
São histórias de amar!

Vivem livres na imensidão dos espaços,
Sobrevoando alturas,
Se alimentam de leituras,
De saudades e abraços!

Se desafiam entre si.
Qual delas seduzirá o leitor,
Quem viverá o verdadeiro amor!
Essa já li e escrevi!

Perdem-se nas brumas da imaginação,
Deixando seu prefácio no cais!
Será que não voltam mais!
Para onde será que elas irão?

Autora Maria Gomes Pereira Cabana 





“VIAGEM AO MUNDO DOS SONHOS”
Deixo o poema voar
Deixo o pensamento ir nas asas do vento
Escrevo páginas e mais páginas
Desfio lágrimas
Deixo fluir os sonhos
Revejo o meu coração partido
Revejo abraços que não dei
Beijos que não partilhei
Cartas que não escrevi
Palavras que não disse
Vozes que não escutei
Só escuto o eco
Ouço a voz da razão
Recupero a lucidez
Perdoo a quem me fez mal
Peço desculpas que não pedi
Deixo que a minha alma perdida
Encontre de novo a vida
Deixo que o coração fale
Sem medos e sem segredos
Na vida que não quis ser só
Quis ter alguém que me amasse
Numa promessa sentida
Num desejo incontido
De te amar até mais não
E recuperar teu coração
Deixo o poema voar…
Ir ao encontro do sol
E do amor…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 





Olho este magnífico pôr-do-sol
E pinto-o a letras de amor em poesia
Porque contigo posso ser caracol
Saboreando lentamente esta leve maresia.
Como é bom juntos olharmos o mar
E protegida no teu abraço
Ver este pôr-do-sol de encantar
Como é bom este teu carinho sentir
Deitada em teu regaço
Posso sonhar, amar e sorrir!
Vou guardar este momento na memória
Um momento belo e doce da nossa história
Vou guardá-lo em fotografia
Acompanhado desta doce poesia.
Quem me dera estar assim todos os dias
E partilhar sempre contigo todas as minhas alegrias....
As dores.... essas também as repartimos
Mas prefiro recordar quando sorrimos...
Quando me matas de cócegas e já não consigo resistir
Ou quando estou mais em baixo e não me deixas desistir....
És o meu porto de abrigo
Marido, amante, amigo
És o meu sol e o meu mar
E em ti gosto de naufragar.
Gosto tanto de receber o teu miminho
Nunca deixes de me dar o teu carinho.
Isabel Susana Marouço 




 Contracorrente…

Vida livro aberto
Se romanceia na leveza de um drama
De uma comédia, uma farsa …
Em prosa, em verso…
Tudo consente.
As ideias os lugares
Maravilhosos que descreve
Num ambiente bucólico
Descrito magicamente;

Eu me absorvo
Desapareço do lugar
Abraço-te ardentemente
Loucamente no areal
Do livro aberto;

Descomplexada de mim
Acho que sai e viajei
Para lugares… praias de palmeiras e cocos…
Clima tropical,
Abri os olhos olhei em volta
Nadava na água morna transparente
A água subia!
Na contra corrente
O livro se lia lia se lia…

Fernanda Bizarro 





 CAIS E MARGEM.

Um fim de linha.
Um cais sem mar.
Um rio.
As montanhas,
O sol poente.
Vida!
Meu livro rasgado.
Mil histórias
As páginas humidas,
A chuva no meu rosto.
Não, não acreditem serem lágrimas.
È apenas e só o fim de linha.
O canto do cisne.
O meu adeus.
Na hora do fim.
Na hora do sol posto.

Augusta Maria Gonçalves. 





 INS(PIRAÇÃO)

Adoro...
olhar o por-do-sol
olhar o mar e junto a ele escrever
escrever um poema de amor e sonhar
sonhar e inspirar-me ao sentir cada cor
vejo as cores dos raios solares
entre a nuvens a espreitar
ah e como me sinto perdida
e me sinto à margem da vida.
É um rio, é uma serra?
Ou é um céu que berra?
Não... não sei o que é!
Olho a direção...
E o que vejo... um rio? uma ponte?
Ah vejo ou não vejo?
um livro aberto caído no chão!
Vejo pedras em cima dele,
vejo que mesmo assim... a água o vai levar.
Vai não vai... estou confusa!
Olho a imagem em jeito de Musa
olho e baralha-me os sentidos
queria chegar lá e pegá-lo,
queria chegar lá e traze-lo pra casa,
queria chegar lá e salva-lo.

Sinto que a água o vai absorver!
Sinto que este livro aberto!
Está sozinho e eu aqui!
Sem estar por perto!
E tanto que eu;

O queria o Ler.

Florinda Dias 




 procurando, encontrei-me
num espaço um pouco incerto
que decerto será apenas
o um passo certo
neste modo de ver o tempo!
Parei um pouco para pensar
e desfolhei-me nesse quadro
que enquadro num passado
vestido de saudade e pó
vestígios de um estar só
almejando atingir o cume
de uma onda invisível e instável
quarto crescente de uma lua
altiva e feroz
Futuro incerto e volátil
que se dizia manso e terno...
Grito- te hoje na memória
de uma história atribulada
deixada escondida
nas linhas de um querer
perdurar no verbo crescer
que fosse assente e...talvez perene!
Sim, eu sei
o tempo passou e muita coisa mudou
mas a minha história ficou gravada
nas folhas de um livro que amareleceu
e ainda não se perdeu
na vertente da evolução atroz
e consumista que não traz cheiro
nem tinteiro que dê prazer
ao ler
e ao escrever
de antigamente!

Zita de Fátima Nogueira

 



 Imagem a ser interpretada
Terça Feira 29-05-2018

 À PROCURA DE TI...

No meu caminhar sem norte
fui à procura de ti
num tempo que não esqueci
sentada de novo ao teu lado
nosso encontro revivi...

Como num transe assombrada
vejo-te a sorrir pra mim
e quedo-me contigo assim
um com o outro de mão dada
neste banco de jardim.

Essas horas foram sagradas
tanto tínhamos pra falar
esquecidos de as controlar
um tempo que não tinha fim
parecia querer-nos prendar.

Agora que já cá não estás
sento-me aqui tão sozinha
com a dor da saudade tão minha
e deixo que a minha alma chore
na noite que se avizinha.

Aida Maria (Aida Marques)



A idade das flores.

Tranquei o meu pensamento,
No momento de saudade!
Ele recuou no tempo,
Naquele tempo de outra idade.

A idade das flores,
Todas e belas e cheirosas!
A Idade dos amores,
Dos poemas e das prosas.

Quando tudo era dito,
Com verdade e enlevo,
A saudade agora fito,
E a falar não me atrevo.

As flores essas secaram!
Os poemas eu releio!
Só as saudades ficaram ,
Dessa idade e do seu cheiro!

Autora Maria Gomes Pereira Cabana 






"Me encontrei"

Dilacerada estava quando "o" vi!
Perante a sua beleza, tudo esqueci!
Nele me embrenhei,
nesse túnel repleto de cor.
Nele me deleitei,
com uma doce e terna recordação de amor.
Tudo à minha volta era paz,
envolvendo-me no seu manto.
Fazendo-me ser capaz de sonhar
e sair daquele pranto.
Por toda aquela cor,
deixei-me envolver
num beija-flor me transformei
E todas as flores desse túnel eu beijei.
Voei livremente, em paz, capaz, audaz...
Dilacerada que estava, quando o vi!
e perante a sua beleza, tudo esqueci!
E de voar fui capaz...
...livremente, nesse túnel envolvente.

Autora: Fátima Andrade 






 A CARTA QUE NUNCA TE ESCREVEREI

Aqui neste banco de jardim ,debaixo desta sombra que me refresca a alma ,coberta das mais belas flores ,lírios ,rosas,jarros e brincos de princesa seguro nas mãos o papel ainda ainda em branco pensando no que te quero dizer .

Estou junto do Tejo,o meu rio que não é teu ,a minha cidade luz ,não aquela que te seduz ...Somos de polos diferentes ,tu com o teu canudo,esse ar de sabichão,muito intelectual,sempre pronto a defender o teu espaço ...eu aqui nesta minha simplicidade,sempre descontraída ,atrevida ,ar de menina mulher ,tênis e calças rotas ...quero lá saber ...sou assim...mas também gosto de salto fino ,vestido sedutor ,de me produzir...de ir até ti em sonhos .

Tantos que lhe perco a conta ,faço de conta , escondo-me neste silêncio,e nem tu próprio sabes quem és.
Ou será que sabes ?
Sim és tu ....que me fascinas, ensinas como se eu fosse tua aluna , confesso quero ser... Não!...lá estou eu a sonhar ,eu não sou a outra...aquela que queria ser ....
Como dizer que te amo se nossos olhos ainda não falaram ,os lábios não se tocaram ,os corpos não rebolaram na areia ...mas o coração palpita ao som da tua voz ,o desejo faz-me ter um arrepio .
E tu peço-te canta ao meu ouvido mais uma vez aquela melodia do Cid ( na cabana junto à praia )...sim ,essa ...tu sabes.
Quero ser uma página do teu livro ,o sorriso no teu olhar ...quero ser a margem do teu rio que junto do meu se juntam de mãos dadas e se fundem.

Amo-te sim ...ontem...hoje e amanhã

Anabela Fernandes 




 CICIO

Ciciavas baixinho ao meu ouvir
o que ansiava escutar
sob o caramanchão
que nos fazia de sombra.
Mas de sombra não eram as termos,
era a voz da alma que os entendia
e me nela pulsavam,
como uma ressonância de amor
que invadia o ser e me fazia vivo.

José Lopes da Nave





PRIMAVERA

Eis que ressurge o tempo , Primavera
ressuscitando a vida a quem não tinha
e o que era sonho, uma quimera
a transformou , liberta, em andorinha!

Os campos enfeitados , em flor
falam de si e dão-lhe as boas vindas
e o ar impregnado desse amor
pintam na natureza , vestes lindas!

Vão-se embora os pesares, os pesadelos
emergem sonhos , já de si reais
manifestado em doce euforia...

agora , já cercada de desvelos
esquece as tristezas que jamais
poderão ensombrar sua alegria!
............
adelino pais





 Este delicioso caminhar ...
por envolventes veredas floridas
que enfeitam as vidas
onde as almas não têm idade;
sem tomada de consciência ...ou falta dela
porque a mesma se opõe...
a esses momentos de felicidade
que deixam o coração sorrindo!
Este deixar acontecer...
onde o medo não é permitido...
a entrar ...nesse jardim florido
onde o lema é ...apenas viver!!!!

28-05-18 maria g.





“BANCOS DE JARDIM”
Gosto destes bancos de jardim
Destes recantos floridos
Um caramanchão de luz e cor
Por onde passa e torna a passar o amor
Onde passa o amanhecer da vida
Repleto de sonhos e magia
Onde a poesia floresce
E o amor se insinua
Onde a alma irrompe
E o coração explode de amor
Flores, tantas flores maravilhosas
A primavera floriu estrondosa
Traz com ela o renascer do amor
Como uma borboleta
De asas efémeras
Que esvoaçam neste jardim
Esvoaçam de flor em flor
Deixando nos enamorados
O mel e a doçura da vida
Recantos de segredos
De mensagens coloridas
Encantando quem lá passa
E quem permanece nesses bancos
Casais de enamorados
De mãos dadas e olhos nos olhos
Bancos que já foram palco
De amores e desamores
De murmúrios e solidão
Tudo por aqui passou
Deixando no ar
Uma névoa de memórias
De sonhos realizados
De recordações e saudades
Bancos de jardim…
Onde foram um dia…Amor em poesia…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA





Aqui no meu canto,
Ninguém por perto,
Espero por ti,
Tentando um poema à tua
imagem,
Todavia falhando, (ou não!!)
E penso, penso, penso em
ti...

Miragem no horizonte do
olhar,
A imagem aparece,
Uma e outra vez,
Rodopiando na minha
mente,
Incendiando o meu
coração,
Cicatrizado que está...

E deste torpor, eu acordo
só!...

Luís Lima Coelho 





JARDIM DE QUIMERAS

Subtilmente desço em mim
Passo a passo, vou até àquele jardim
Onde antes habitava a quimera!

Aguardo naquele mesmo banco
Onde outrora
Entardecia à tua espera!

Como se o tempo inalterável
Permanecesse... intocável…

Do silêncio surgem vozes cristalinas,
Nítidas imagens de tempos idos...

E por momentos vivo o sonho
De novo a fantasia…

Essa irrealidade onde antes
Sem saber permanecia!

Mas hoje meu amor, eu sei
Entre nós impera a solidão, o vazio...

Hoje apenas sombras mudas...
Nesse jardim onde outrora
Ouvíamos a mesma canção!

Rosa Maria Correia Marques





 RECORDAÇÃO

Olho ainda como se hoje fosse.
Um túnel colorido, em arco as buganbilias,
Faziam rendado o céu de cor e claridade.
Filtravam-se raios de sol entre os braços pendentes vestidos de mil flores.
No chão flores caídas, adornavam as pedras,
Nós hoje só sombras, de braço dado, olhávamos no fundo do túnel, a vida que celebramos.
Os bancos agora vazios, convidam o vento a ler tantos segredos.
Foi ali, pegaste na minha mão, de trémula voz disseste
Quem eu era.
Era para ti a doçura, a alegria, o teu sonho, a tua vida.
Meus olhos claros rasgaram o dique da felicidade.
Lágrimas cristalinas desenharam na minha face o caminho dos lábios.
No teu olhar havia espanto, não sabias ainda que a felicidade faz chorar.
Num repente levaste as minhas mãos aos teus lábios.
No doce momento te ofereci então a minha boca.
Foi aí que começou nosso segredo.
Era só uma história de amor.
Passamos felizes pelo tempo.
Hoje somos résteas de luz e sombra no banco vazio,
Sob um céu de flores.
O chão continua adornado de flores caídas.
Meu coração está tapetado de memórias.
Recorda comigo meu amor.

Augusta Maria Gonçalves.  






Jardim de cores

Um Jardim de flores suspenso no alto das arvores que ladeiam o caminho por onde ando,
eu sentada penso na vida e as flores parecem entender o silêncio que invade o meu ser, parece que não ouço nada além melodia dos pássaros de sempre que cantam as mesmas melodias ao ritmo de uma lagrima que teima em cair no meu rosto.
Olho para a minha Aldeia que parece deserta , o sol aparece por detrás das nuvens e toca a minha pele e sinto a sua caricia suave ,eu de olhar perdido no horizonte e dos campos que me cercam deixo o meu pensamento voar, abro os braços e vou ao encontro de um sorriso da vida.
Rio e tenho a sensação de estar no meio de uma aguarela de cores que alguém pintou ali para me maravilhar, é pura magia as varias tonalidades de flores contrastam por entre as arvores verdes e em pensamento eu pinto um quadro de flores com que adornam a natureza que eu amo.
Fecho os olhos e quando os abro sinto a minh’alma em paz e de repente sinto a sensação de ser tocada no meu rosto parece a caricia de um Anjo eu abraço uma arvore e apanho flores e sinto o seu cheiro e deixo de estar só na tela de cores eu sinto-te junto de mim.
O sol vai se deitando devagarinho e está na hora de regressar a casa e á minha vida de todos os dias, sei que quando
voltar a caminhar pelos campos floridos, o meu Anjo da guarda e de cores está sempre ao meu lado, eu sinto-te sempre quando estou triste é como se fosse magia só tu trazes cores e esperança á minha vida contigo ao meu lado eu não vou caminhar sozinha -

Direitos de @utor reservados
Mila Lopes 





 O banco do meu jardim

Chamou-me
Senta-te aqui!
Se me sentei não senti,
No banco do meu jardim.
Partida que pregas
Quando mandas
Sentar…
Sabias que a meu lado
Alguém bem disfarçado
Comigo queria falar!
Obrigas-te a sentar
Matámos saudades
Da amizade, das paródias,
Das partidas
Vividas os dois.
Rimo-nos de nós próprios
Até enxugar as lágrimas
Lágrimas de saudade
Obrigado banco do meu jardim
Como falei contigo
Em êxtase estava
Nem sabia com quem falava!
Nem nunca saberei,
Nem nos apresentámos …
Acho que era um jardim doutras esferas
Talvez o Éden…e foi um sonho que sonhei!

Fernanda Bizarro, 





 AR(CADA)

Parecia-me um túnel
mas não... era um arco.
Um arco feito de flores
arcadas enfeitadas e cheias de cores.
Se estava sol... Não sei, não via o tempo lá fora,
era um efeito de estufa que me convidava a ficar
eram flores muitas flores e fiquei sem vontade e ir embora.
Senti-me fascinada diante de tanto encanto.
Ah e como me senti bem quando me sentei
senti como se estivesse num jardim encantado.
Sonhei... Sonhei que estava alguém ao meu lado
ali naquele banco sentado.
E lá ao fundo, (não do túnel,)
mas sim do jardim do Paraíso!
assim o intitulei... Avistei uma porta, ou talvez fosse um altar
não sei se era ou não, ou se era apenas imaginação.
Meus Deus, que beleza, que cores... Eram rosas
trepavam como se fossem borboletas
que pousavam nas suas mariposas.
E eu ali sentada naquele banco continuava a sonhar,
apreciava o poder da Natureza
e inspirada, escrevia num simples papel
um verso, um texto, uma prosa.
E depois, levantei-me, dIrigi-me à saída
olhei para trás... já sentia a despedida.
Ah aquele lugar...
Aquele túnel feito de arcos floridos.
Oh Deus, tanto encanto!
Senti uma réplica de tantos sonhos que sonhei,
Sonhos assim, tão coloridos.

Florinda Dias





 Imagem a ser interpretada
Terça Feira 22-05-2018


 "Naquela rua"

Os passos ecoavam,
enquanto corriam
uns com os outros gracejavam
enquanto escapuliam.
Brincavam às escondidas
e à apanhada
gritos de alegria
da criançada...
Um alvoroço nesta rua,
repleta de vida,
onde vive a magia
de ser criança...
Contos de fadas, de princesas
e dragões, batalhas aguerridas,
esfoladelas e tropeções.
Conversas dos porquês,
tentando a vida compreender...
Zangas... pazes feitas...
Amizades pra valer!
Nesta rua em forma de arco,
tantas histórias vívidas...
Jamais esquecidas!
O primeiro beijo,
o dar a mão...
Amigos para sempre,
amigos do coração...

Autora: Fátima Andrade





Está deserta agora.

Ecoam sons ofegantes,
De almas de outras vidas,
Nestas paredes vividas,
Já morou muitas gentes.

Um povo que é saudade!
Ruas estreitas tão belas,
Há quem lhe chame ruelas,
Mas, nelas temos vaidade!

Talvez seja secular!
Tem calçada portuguesa,
Essa de única beleza,
Que até dá gosto pisar.

Está deserta agora!
Mas, tem recordações,
Dias alegres, belos serões,
Dos tempos lá de outrora!

Autora Maria Gomes Pereira Cabana





 ABRAÇO

Por trás do teu abraço
Há um mundo
Um espaço
Vazio ,embora ainda frio
Há uma rua ,ruela
Entre nós
Aguarela incolor
Fronteira
De amor
Por trás do teu abraço
Há vida
Feridas por cicatrizar
Um laço apertado
Na garganta sofucante
Marca em ti um semblante
Amargo ,triste
Sonhador
Nos teus passos mal contados
Vês o tempo passar
Por trás do teu abraço
Estou eu ...aqui
Ali ,mais à frente
Finalmente abro os braços
Te recebo num abraço
Sem espaço
Com emoção
Atravessa a avenida
Sobe a rua da Saudade
Vem abraçar -me
Soltar esse laço entrelaçado
Em nós resistentes
Aos segundos e minutos
Ah....sim...já vejo a tua sombra
No asfalto

Anabela Fernandes 





“BECOS E RUELAS”
Becos e ruelas
Um encontro de vidas
Memórias que ficam
Destes becos encantados
Histórias e momentos
Vidas perdidas
Dentro destes muros
Existe vida e amor
Nestas paredes escritas
Existem sentimentos
Este pisar da calçada
Entre sonhos destruídos
Passa gente e gente passa
Por entre estes muros
Há risos e gargalhadas
Há choros e solidão
Há crianças a brincar
Há fome e ingratidão
Hã quem na mesa
Não tenha pão
São caminhos obscuros
Mas com magia e história
Que não cabe na memória
O amor também mora nele
Vem sempre ao meu pensamento
Quando eu brincava aqui
Quanto me lembro de ti
Meu velho beco encantado…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 





Deambulei pela cidade.
Era um dia de brumas, as paredes gastas de cor, interrogavam-se ao escutar o eco dos passos. Olhei os prédios altos imaginando serem árvores, nas quais aves confiantes no nascer do sol faziam ninhos. Era tanto o silencio, a rua empedrada humida, plangia ao rasar do vento breve. Ali numa janela alta um pássaro verde canta, não longe late um cachorro, uma criança chora.
Vem o choro do beco mais escuro. Murmuro um nome, nome de uma amigo que perdi de vista. Sei que ele vagueia livre percorrendo a cidade em busca de claridade, é uma das pessoas que ainda sabe sonhar. Já para lá do beco escuro, árvores verdes dão as folhas á luz, rasga-se por fim o véu do firmamento.
Raia o sol, numa ténue claridade.
Vestiu-se já a cidade de um pouco de luz.
Perdeu-se o eco dos meus passos.
Fixo os olhos nas camas vazias, camas humidas de cartão gasto, um cobertor onde um cão manso faz morada. Ali uma mulher com uma criança ao colo outra no ventre pede com o olhar aceso, pão. Olho-a dentro do olhar negro, profundo, triste. Perturbada deixei cair duas lágrimas. Vou ao encontro dela, basta um curto passo.
Os olhos dela abraçam os meus, se fez sol num momento.
Ela tinha na sua mão a mão do pequenito, só me abraçou com o outro braço.
Eu abracei-a com os dois, escutei a criança que carregava no ventre a estremecer, sentiu por certo o aconchego do meu gesto.
Todos os dias são dias de abraçar.

Augusta Maria Gonçalves. 






Caminhos sombrios

Os meus passos
parecem diluirem-se
nas pedras da calçada
da rua deserta
sinto em mim
um silêncio
não silenciado
olho para o lado
e não vejo nada.
Que estranho sentir
o meu
levanto olhar
olho o horizonte
bem lá no fundo da rua
e não vejo ninguém
não vejo o princípio
nem o fim.
Eu preciso viver
e eu não quero
viver assim
com tudo escuro
dentro de mim
e neste instante
eu acho-me só
e olho o futuro
ás vezes com medo.
Mas depois penso
que preciso ter fé
e esperança
pelos caminhos
as vezes sombrios
que fazem morada
na minh’alma
muitas vezes cansada-

Mila Lopes




Imagem a ser interpretada
Terça Feira 15-05-2018 


 VIAGENS...

Há viagens que aguardam no tempo
pra serem concretizadas
há viagens de um só momento
viagens apenas sonhadas...

Num patamar de estação
há um encruzilhar de vidas
seja qual for a razão
das chegadas ou partidas.

Há uma ansiedade presente
dando à tristeza vazão
é o adeus de muita gente
com lágrimas no coração.

Trocam-se beijos, carinho,
abraços a quem chegou
alegria de pais por um filho
que em boa hora voltou.

E há os que partem sem destino
em busca de tudo e de nada
será longo o seu caminho
até à estação da chegada...

Aida Maria (Aida Marques)





 O trem da vida.

Caminhei caminhos sem estrada,
Caminhos pó da calçada,
O céu adivinhava uma trovoada,
Seguia embrenhada de tudo e de nada
Nada cansada,
No meio de tanta maravilha…
Envergonhada!
Nada concretizei,
Com tudo sonhei,
Andei perdida
Na carruagem da vida!
A ver se me encontrava
No meio de ti e do vazio
Carente sim…
Mas não triste a natureza não deixava,
Esqueci-me onde estava
O esplendor do maravilhoso
Não queria;
Antes me surpreendia…
As paisagens que eu via
Me deslocava o olhar
Á velocidade da luz!
E… eu, entrava mato a dentro
A ouvir os sons selvagens de dóceis animais,
O sol ali não entrava,
As altas naturezas
Não deixavam.
Impediam a sua passagem á miragem do infinito
Onde tudo era azul de frescura
Verde de solidão!
A minha imaginação se deslocava como o vento.
Numa parte do planeta,
Onde viajei sem tempo!

Fernanda Bizarro 





Vou por aí-----

Vou por aí...a desbravar caminho
levo um pouco de sol na minha bagagem
vou deixar acontecer o amor e o carinho
recomeçar a viver dentro dessa viagem!

Tornar grandes os pequenos momentos
aprender a dar-lhes o devido valor
esquecendo dores e tormentos
deixar no meu jardim surgir flor!

Pensei tanta vez ... já ter morrido
ao contornar esse caminho esquecido
no cais abandonada me deixava ficar!

Bate me no rosto uma suave aragem
respiro enchendo o peito e sigo viagem
sem saber quando e onde vou chegar!

15-05-18 maria g. 






 No cais de embarque
Parti sem querer partir
No peito levava o esperança
Na mala a saudade
Nos olhos guardei a paisagem
Desta Lisboa minha
Rainha do Tejo
Amante do fado
Da boémia
De estudantes e doutores
Lisboa ,cidade luz

Cresci à beira do rio
Namorando à luz da lua
Ouvindo os comboios da minha janela
Sonhando com viagens que nunca fiz
Mas neste ponto de partida
Vou de alma preenchida
Dos encantos nos seus bancos
Jardins da minha vida
Fui criança ,fui traquina
Fui amante ,fui mulher
Lisboa que me quer

Vesti a ilusão
Bebi com sofreguidão
A terra prometida
Respirei toda a lezíria
Girassóis e malmequeres
Temperei com condimentos
Todos os simples momentos
Fui andorinha na Primavera
Voltei então errante
Q'ual poeta que se ilude
Lisboa sabe a mar

Liberdade e alegria
Nos cais onde parti
Cheguei e te senti
Fiz de ti meu bem querer
Lisboeta sou até morrer
Alfacinha com muito orgulho

Anabela Fernandes 






“OS APEADEIROS DA VIDA”
Tantos apeadeiros ao longo da vida
O tempo corre atrás do comboio da vida
Passam e tornam a passar
Dizendo o seu lema, pouca-terra
Quantos passageiros entram?
E quantos saem, sem deixar saudade
Perdi a contas às paragens
São momentos da vida, pedaços soltos
Uns vão, outros vão ficando
Mas todos deixam rasto
Marcam a nossa vida para o bem e para o mal
O comboio continua na sua rota
No meu comboio da vida
Já entraram e saíram tantas almas
Tantas paragens percorridas
Tantos sonhos, sorrisos e lágrimas
Mas o comboio não pára
Continua a sua marcha inexorável
Vai deixando para trás
Recordações e saudades
Dor e mágoa em certas partidas
Mas também fica a esperança
De alguns voltarem
Ao local da partida
O comboio segue o seu curso
Esperando o termo da vida
Levando nele sonhos e memórias…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 




Mais uma viagem!

Mais uma viagem,
Direta ao trabalho,
Vou por um atalho!
Não faço paragem.

Estou em contratempo,
A pressa me obriga,
O transporte é lento!
Já sinto fadiga.

Vejo outra gente,
Sentada a meu lado,
Com ar ensonado,
Com cara diferente.

Estação, Alcântara mar!
De seguida Alcântara terra!
Estou quase a chegar,
O trabalho me espera!

Autora Maria Gomes Pereira Cabana 






 "Sonhos"

Pouca-terra... Pouca-terra...
Vamos lá viajar
Entre sorrisos e fantasia
Que nos levam a sonhar.

À beira mar e pela serra...
E pelas asas d'uma andorinha
Pouca-terra... Pouca-terra
Voa, voa, joaninha.

Este som cadenciado
Saindo das minhas memórias
Pouca-terra... Pouca-terra
Relembrando lindas histórias.

E numa espécie de borrão
Criança volto a ser
Pouca-terra... Pouca-terra
Vendo a magia acontecer.

E a sonhar lá vou eu
Nas asas de uma andorinha
Viajando no pouca-terra...
Voa, voa, joaninha...

Autora: Fátima Andrade 





 As voltas do meu tempo

Há o tempo ….
Não me anda dando tempo
para coisas que gosto
mas quando eu posso
roubo um pouco ao tempo
para viajar e sonhar.

Há o tempo …
Faz-me falta para tudo
pois o tempo
para mim é precioso
na minha vida.

Há o tempo…
Que em verso renasce
que na poesia voa
que na pintura
faz-me esquecer de tudo .

Há o tempo…
Que vai com pressa
para muitos lugares
eu não sei qual é o tempo
dentro do meu tempo
nem o que o tempo
reserva para mim.

Mas eu sei que o tempo
está dentro do meu tempo
e o que tempo que passou
não retornará jamais
foi o vento que o levou-

Direitos de @utor reservados
Mila Lopes 





Foi oásis na minha mente.

Mesmo distante, pintei Lisboa de cores divinas.
A distancia não impediu que eu manipulasse as tintas e que
lhe desse tons, variáveis.
Tudo parecia-me surreal. Lisboa, capital dos meus sonhos.
Viajei de longe, atraves-
sei o céu do atlântico, expectante, trouxe na bagagem
um montão de nada; só
para abraçar a terra do fado. Na Lusa, pisei a calçada
Portuguesa...
Visitei museus, Alfama e a conhecida Feira da Ladra.
Estive na praça de
Camões, andei pelas ruas que andou o nosso
POETA, Fernando Pessoa.
Conheci novas historias e novos Historiadores!...
Lisboa tem tudo! Tem encanto!.
Superou-se à minha expectava, quando apanhei o comboio
em Alcântara, e
a beira do rio, fui deixando Lisboa para trás...

José Maria... ZL 






 SE EU PUDESSE

Se eu pudesse voar,
Escolheria as asas de um condor
Para que me levasse a viajar até aos Andes
E assim conhecer a sua magia.
Fazer das cinzas, enormes trigais
Do rio, água azul e transparente
Tudo o que fosse má, eu transformar no bem.
Não sei porque gostaria de viajar com um condor.
Muita gente diz que é feio… eu acho lindo e tem
Alquimia na sua forma de ser…
Ah! Se eu pudesse viajar para qualquer lugar,
Onde houvesse humildade, bondade, partilha,
Perdão, amor seria tão mais feliz!
Assim como não posso fazer o que gosto,
Não quero viajar…
Quero sim que todas as pessoa que o façam,
Tenham lindas e boas viagens.
Eu viajarei quando me for possível,
Pois o comboio vai esperar que eu chegue
No dia que isso acontecer…
Rosete Cansado 





 ALI!
Numa curva a linha férrea,
Leva pensamentos,
Um adeus
O percurso no trem do tempo
Quem o sabe?
Talvez seja cada partida uma história de saudade.
Ou, talvez seja a estação
O local do encontro, do beijo desejado.
Guardei na flor dos lábios o mel dos teus.
Ficamos assim,
Abelha, flor.
Foi a partida já faz tempo.
O sorriso emudecia na lembrança.
Hoje o sol despertou rindo manhã cedo.
Era dia de regresso, tanta esperança.
Vesti de renda o coração,
A roupa intima daquela suave cor.
Sim para ti serei a flor.
Aqui na estação há gente para partir.
Dificil segurar o coração.
Bate feliz.
Já vejo na curva aproximar.
O trem,
Oh! já mais perto,
Te vejo na janela a acenar.
Corro ao teu encontro.
Alegre, colorida flor.
E como abelha laburiosa.
Trazes polen nos lábios.
A doçura do mel no teu beijar.
Somos uma história de amor
Na curva do tempo para guardar.

Augusta Maria Gonçalves. 




  
 Imagem a ser interpretada
Terça Feira 08-05-2018

 Há silêncios vagos
Nos ponteiros do relógio
Que rodam na direção
Rumo a qualquer poente
Desperta o dia finalmente
O sol vem brincar o mar
Escuto-te
Neste marejar das ondas
Na pacatez do meu olhar
Entre as folhas do livro
Ainda por terminar

Rompe-me o silêncio
O som das gaivotas
Bêbedas de alegria
Famintas de migalhas
Escuta -me
Agora não mintas
Conta as pintas
As vogais presentes
As consoantes
Nos breves instantes
Repousa o olhar n'este mar prata
É sede que mata
Minha ânsia de te ver

Saberás entender este propósito
Silêncio
Nas palavras por dizer
Aguarela viva
Nos versos do meu sentir
Na praia embora deserta
Está m'alma sempre alerta
Escutando todos os silêncios

Há sempre renovação
Em cada amanhecer

Anabela Fernandes





 "Vastidão"

Mergulhando neste mar
temperado pelo sal
Imenso, intenso, real...
Por ele, deixo-me absorver,
espraiando o meu ser.

De azul prateado me visto
e de verde esmeralda me enfeito.
Faço das algas, o meu cabelo
e da branca espuma, o meu leito.

Sou sereia, uma visão de magia.
Sou centelha, de amor e alegria.
Tudo à minha volta transparece!
Pulsante, a vida acontece.

O grito das gaivotas ecoam,
sobre a minha imensidão.
Tornando-me parte do mar,
o centro do seu coração.

Contracenando com o céu
num intenso marulhar
dou voz, ao meu eu
na vastidão deste mar.

E tudo o que sou é magia,
prosa e poesia...
Qual sereia encantada
neste mar, de luz prateada.

Autora: Fátima Andrade 





 ABENÇOADA COMPANHIA...

Deixaste-me naquele dia
tão sozinha à beira mar
entre nós já nada havia
era tempo de recomeçar...

Mas toda a despedida é triste
e eu não consegui evitar
as lágrimas que tu não viste
pelo meu rosto a rolar.

Contei ao mar o meu fado
pedi-lhe pra me levar...
mas de repente a meu lado
uma ave veio poisar.

E enquanto mais aves eu via
poisarem naquele areal
não sei porque arte ou magia
sentia-me cada vez menos mal.

Abençoada companhia
talvez do Alto enviada
pra aliviar o que sentia
a minha alma amargurada.

Aida Maria (Aida Marques) 






Salpicos de vida.

Percorro a imensidão da alma,
Absorvo segundo a segundo,
Neste momento de calma,
Para mim parou o mundo.

Penetro no obscuro,
De eras de ontem distantes,
E vejo para lá do muro,
Meus pensamentos errantes!

Um a um os acarinho,
Dou-lhes vida a beber,
O mar será seu destino,
Eles sabem o que fazer!

Salpicos de vida a saltitar,
E a maré os vai levando!
Quero meu olhar em ti naufragar!
No oceano de amor ir navegando!

Autora Maria Gomes Pereira Cabana





 SONHAVA

Um sonho lindo,
Infindo.
Não recordo onde!
Era junto ao mar
Um mar azul de violeta
Tão calmo,
Como a nossa alma florida.
Vestias de cor anil
Como rosa vermelha, da nossa cor
Tão diferente da nossa dor,
Ausente.
Nossos corações carmesim, ardentes
Em fogo
Que nos envolvia, de amor.
A areia parecia chamar-nos
A lado a lado nos deitarmos.
A contemplarmo-nos.
Quanto tempo? Uma infinidade
De olhares,
De amares.
A lua se enchia
Como as nossas almas
Já não calmas:
Ardiam de desejo
Sem pejo.
Nos demos, nos entregámos
Em simbiose perfeita de telepatia,
Empatia, em nós, de amor.
Não queria despertar, queria continuar a sonhar
A amar.
Acordei? Acordaste-me!
Estavas a meu lado com um beijo a me dar.
Não te levantes, me disseste
Em amor me quiseste.
Teu sonho, meu sonho, nosso sonho continua …
Vamos viver os dois.

José Lopes da Nave 




 Olhar os teus olhos,
E derreter-me,
Ouvir a tua voz,
E escrever um poema,
Sentir os teus passos,
E ter vontade de dançar,
Dormir sonhando-te,
Acordar respirando-te,
Caminhar imaginando-te,
Chorar amando-te,
Sentir-me bem
Sentindo a tua falta,
Ver o Sol
Quando só há nevoeiro,
Estrelas no céu nublado,
Descobrir alegria na
tristeza,
Arco-Íris no cinzento...
És tu que me fazes viver!!!

Luís Luis Lima Coelho. 





 Dia cinzento.

Dia cinzento
Cinzento sol
Não aquece
São horas frias
Do dia.
Já não há ninguém
A banhar-se ao sol,
Ele vai-se afundando
Debaixo do horizonte
A alma sem sol
Não vai á praia!

Gaivotas passeiam
Na beira da água
Compassos de dança
Cantam.
Ensaiam peças,
Levantam voo
Piruetas magistrais
Nas pernaltas
Que elas são!

Hoje o dia frouxo
Não trouxe vida
Aos mares!

Fernanda Bizarro




“HÁ UM MAR”
Há um mar azul ou negro
Onde o sonho habita
Onde o vazio se esconde
E o medo toma forma
Há um mar de memórias
Que se enrola na areia
Há pedaços de vida
Que vão no seu marear
Há um mar de mil cores
Que brinca com as gaivotas
Malicioso e às vezes terno
Que se veste de melancolia
Embala-me o sorriso
Despe-me a alma
E leva-os com ele
Há um mar
Que me enxuga as lágrimas
Me atenua a dor da perda
Há um mar que quebra as ondas
E me envolve no seu querer
Eterno e profundo
Este mar de ondas mansas e loucas
Que me acalenta os sonhos
Me traz a esperança renascida
Há um mar que me dá vida
Me devolve o sorriso
E a vontade de amar
Este mar maior que a vida
Deixa que os meus olhos
Se percam no seu adensar
Sabendo que não há impossíveis
E que o amor vai renascer
Em cada onda perdida
Em cada olhar de maresia
Em cada afago da vida…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA




 ALMA GÉMEA;

Anda daí, vem comigo
Como quando éramos crianças
Vamos passear à praia
Ver as gaivotas a voar
E sentirmos o abraço do mar.
Sentirmos o seu odor a maresia
Sentirmos o pulsar do coração
Nas suas vagas de espuma
Mergulhar nas suas águas azuis
Sentindo o seu amor em nós
Dando-nos força e alquimia
Para nos encontrarmos tu e eu.
Perguntarmos ao vento que passa
No seu barco a navegar
Se nos pode levar com ele
Para um tempo de amar
Porque o amor é universal
A indecisão é perene
Não devemos perdemo-nos no tempo
Pois tudo é intemporal
O amor não é paciente, nem espera
Há que abrir a porta…
Quando ele quiser entrar!
Dar-nos no todo e amar em cumplicidade.
Minha alma não entende!
Voltamos serenas, mas indecisas
Mas ambas sabemos,
Que sentimos e amamos o amor
Com muito sentimento e fervor.

Rosete Cansado





JUNTO AO MAR

Junto ao mar te encontrei
Em linda tarde de Agosto
E nesse mar te beijei
Mesmo rente, ao sol-posto.

Junto do mar nos amámos
E junto a ele nos perdemos,
Mas foi nele que nos achámos,
A ele, o amor, devemos.

Assim, esse mar, amigo,
Juntou nossos corações,
Foi nosso porto de abrigo,
Mar em fogo, de paixões.

Sempre que ao mar voltamos,
Vamos as ondas beijar,
Abraços, também lhe damos,
Por nosso amor, ele nos dar.

Um dia quando eu morrer,
No mar quero repousar
E assim lhe agradecer,
Por ele, a ti, me juntar.

António Henriques




Meu mar

Fecho os olhos
por um momento
e sonho com o azul do mar
e com as gaivotas
que voam livres
ao sabor do vento.
Ah... Meu mar
como eu tenho saudades
e de molhar os pés
na tua água
de me deitar na areia
de rezar e meditar.
Ah... Meu mar
um dia destes
eu vou-te visitar
inalar o cheiro da maresia
brincar com as conchas do mar
ouvir o bailado das ondas brancas
e olhar para lá do infinito
Ah...Meu mar és magia
tens vida e encanto
muitas vezes és calmo
outras vezes és tão agitado
Ah.... Meu mar
um dia eu vou voltar
e rebolar com ondas
que batem na areia
e me veem beijar-

Direitos de @utor reservados
Mila Lopes



 DESLUMBRE.

O céu azul,
Espelhado o mar.
É festa na extensão de areia,
Algas cansadas do ímpeto das marés.
Conchas rebicadas de sal e búzios minusculos,
Tesouros indecifraveis.
Há,
Uma festa de asas prontas ao voo, à liberdade.
Vasto o olhar
Detém-se no espelhado incomparável.
Distante o risco ténue de mar e céu.
Quem dado a sonhar, desta luz a alma não veste?
Sonhando asas logo rasa a luz.
Eleva-se o sonho, veste o querer.
Serena a alma atinge longe
A linha imaginária.
Eis que há ilhas encantadas.
Palmeiras em abraço,
Lianas, entrelaçadas.
Linhas de água doce,
Desaguando no areal.
Segredos mil por desvendar.
Sei que rasgar o ventre do sonho é fantasia.
Também a luz que veste as águas,
É apenas miragem que a alma dá,
A quem sonho abraça, vestindo-se de sedas,
Iluminadas num momento,
Que se eterniza no olhar.

Augusta Maria Gonçalves












Imagem a ser interpretada
Terça Feira 01-05-2018

DIMENSÃO DO TEMPO

O tempo escoa-se!
Mas, porque o sol continua a brilhar,
o mar tão calmo, as aves cantam,
as estrelas brilham no espaço,
o meu coração até bate,
sou a vontade e o desejo em meu olhar,
mas, eles não sabem que é o termo do meu mundo.
Nesta negrura assustadora
de ser consumido,
o silêncio apodera-me
e torna-se parte de algo
que aparenta um sonho mau
e, às vezes tem sido mesmo, uma consumação.
Desperto, tudo parece o mesmo,
mas sem ti não compreendo como a vida começa,
caminhando pensativo no meu universo
com as curvas do tempo decorrendo,
olho para cima, nas minhas noites frias
e as estrelas brilham pelo infinito,
ainda que não possa tocar-lhes,
visto não existirem em mim,
mas elas insistem e a esperança permanece.
Os dias são confusos e solitários
e, mesmo que as nuvens me perturbem
elas regressam mais belas
e uma sensação de renovação
invade-me no vazio que me apavorava,
pois percebi a importância de observar
a dimensão da vida, de eterna compreensão
que me acompanha.
E, vivê-la, intensamente. em actos palavras e pensamentos.
A lucidez, por vezes, confunde-me
e o imaginário desfila em mim
e tão próximo que parece existir!

José Lopes da Nave





 “O TEMPO SE ESVAI”
O tempo se esvai
Espreito a janela da vida
O avermelhado do céu
Traz com ele nostalgia
Como se a vida se fosse
Desaparecesse no final do dia
A ampulheta do tempo não pára
Não se vive uma história sem amor
Os caminhos fazem-se de renúncias
A coragem é precisa
Os dias passam em branco
Em cada dia há partidas e chegadas
Coisas que compõem a vida
Cada dia tem a sua dose de amor
Rotina, ironia e humor
Mas tudo vai acabar
Tudo vai desaparecer
Ficam as lembranças
As marcas do tempo
Um labirinto de imagens
Recordações
Guardadas na gaveta da vida
Seguindo o rumo dessa ampulheta
Amanhece e anoitece
O destino cada um tem o seu
O tempo passa e não volta mais
Depois…um dia…
Acaba e vai embora
Leva-nos com ele
Tudo tem um fim…

“BRASA MAGDA BRAZINHA 





 Se o tempo não tem tempo
De poder por nós esperar
Saiba o tempo que o espero
Para ter tempo de Amar
Tempo tenho e voou
Aquele que por mim passou
Não me cansou nem degastou
O tempo que vivi e m'abençoou
Agora mais serena
Resiliente e contente
Digo à boca pequena
Deste tempo sou refém
Abro os braços ao universo
Íntimo de cada amanhecer
Peço tempo p'ra desfrutar
Todos os sois e luares
Nos recantos mais escondidos
Quiçá desconhecidos
Brotam águas cristalinas
Entre penedos ,em segredos
Liberto a alma viajante
Absorvo cada instante
Transformo em palavras
Com tempo ...sem tempo
Jamais serão gastas
Porque infinito é o tempo
E o meu pensamento

Anabela Fernandes 






O tempo que passa
Por entre os dedos,
Feito fumaça
Cheio de segredos.
O tempo voa
Insensível ao tempo
Voando à toa
Mais rápido que o vento.
Ó tempo que vais
Atrás do tempo
Tempo não tens mais
Para aquele momento.
Por isso fica,
Fica no tempo
Não vás ainda
Deixa,
deixa-me aquele momento.
Tempo que voa
Insensível à toa
Tempo que passa
E nada perdoa!
Deixa-me ser
Dona do meu tempo
Para assim poder
Voltar, aquele momento!
Ó tempo que vais
Com o tempo passando
Leva-me juntamente
Com o tempo, voando!

Autora:Fátima Andrade 







 "Tempo"
Há tempo para tudo...
Até há tempos de verbos escritos no mármore do
tempo, que,
nunca se apagarão das minhas memórias afectivas.
No rosto
trago as rugas desse tempo, na pele as
cicatrizes d'uma vida dura.
Os meus olhos ainda ambicionam a matriz de um
futuro risonho,
o meu coração luta incessantemente contra a
flacidez-cinzenta
desse mesmo tempo, desse céptico, que um dia o
destruirá.
Enquanto isso, a minha vida se alicerça entre o
chão e o muro,
naquele campo verde, onde a esperança
é o última a morrer.

José Maria... Z L 





 No patamar do tempo..
deste tempo sem idade...
onde impera a serenidade
a que me aconchego
espero ainda um outro tempo!

Sob um tempo que se cala
feito de raízes profundas
que em mim se derrama...
fico olhando o poente
de rubra chama ...
e nele me atrevo!

01-05-18- maria g. 





GRÃO D’ AREIA

Desliza o grão d’ areia no deserto,
No deserto das horas incontáveis
E olha para esse céu aberto
E vê milhões d’ estrelas insondáveis.

Apagam-se os sóis, lá no poente,
E, lá rolando vai o grão d’areia
Levado pelo vento, e a lua-cheia
Tisna-o de cor de prata reluzente.

Pois, este grão d’ areia, assim, fulgente,
Ao subir uma duna, de repente,
Desfez-se como por uma magia.

E o tempo, em marcha cadenciada,
Passou indiferente, sem dar por nada,
Só o pequeno grão, já não bolia.

LAF 01MAI2018 






O tempo não pára....
Parece areia fina a fugir-nos da mão ...
Ninguém o agarra...
E para o conter não há solução. ...
O tempo é asa
Que voa e voa sem nunca parar...
E depressa passa...
Tão depressa que não o vemos passar...
O tempo é infinito
Atrás deste tempo outro tempo virá
O tempo é um grito
Sem eco no tempo que o futuro trará.
O tempo é fumo
Do fogo que ardeu e o vento levou
E parto sem rumo
Na busca do tempo que por mim passou...
O tempo é mistério
Que nunca ninguém conseguiu decifrar
É um caso sério
E ao máximo devemos aproveitar. ...
Porque o fim do tempo
Ninguém nos dirá ....
Nem qual o momento
Em que se findará...
Aproveita o tempo
Que a vida te der
Porque não há tempo
Para o reviver!
E se não tens tempo
Por andares a correr
Lembra-te que esse tempo
Falta te vai fazer.
Olha para quem te ama
E te dá sentido à vida
E alimenta a chama
Outrora em ti escondida. ..
Agradece cada dia
Aproveita cada momento
Guarda contigo a alegria
De veres passar o tempo....
Isabel Susana Marouço 





TEMPO

Já este meu cabelo embranquece
E vão as minhas pernas fraquejando,
Está minha paciência se esgotando
E também a memória, tanto esquece.

Já todo o meu corpo se envelhece,
Embora o não deseje, enrugando,
Tempos de juventude, relembrando,
Penso que a todos nós, isso acontece.

É esta a lei da vida que nos guia,
Do tempo de nascer, até à morte,
Tal como a luz do sol, nos alumia.

Até aqui cheguei, foi talvez sorte,
Vivendo a minha vida dia-a-dia
E a fraqueza minha, fazer forte.

António Henriques 






 O tempo comanda a vida!

Hoje é o dia que passou depois de ontem,
O tempo desliza entre os dedos deformados
Para exercer o mexer,
Os cabelos desbotados da cor esbranquiçados.
A manhã será outro tempo
Como será?
Outro dia para viver e esbanjar alentos,
É para isso que estamos cá!

O tempo deixa moças
Umas boas outras nem por isso
Hoje está um dia de tempo de consolo,
Vamos voltar a ser o ontem
O antes-d ’ontem…
Ser marés vivas…
Sem pesar no tempo,
O tempo é algodão doce
Vamos andando e absorvendo...
Revoltando o baú e remexendo,
Entendo o longe que está
O fim do princípio…

Fernanda Bizarro 






 O
tempo
é assim
chega connosco
e fica connosco
ás vezes
sem sabermos
temos tempo p’ra viver
temos tempo p’ra estarmos vivos
então vamos viver
até o tempo nos deixar
viver-

Direitos de @utor reservados
Mila Lopes 





Equilíbrio.

Pedi um tempo ao tempo,
Ele parou para pensar!
Não entrei em contratempo,
Foi um tempo de guardar!

Parei no tempo certo,
Naquele das decisões,
Onde o longe se faz o perto!
E se abre os corações.

O tempo de perdoar,
Do equilíbrio sentir!
Todo o tempo é de amar,
Sempre é tempo de partir!

Vou deixá-lo então correr,
Solto e livre pelos tempos,
Vou-o amar e viver,
Não quero a ampulheta aos prantos!

Autora Maria Gomes Pereira Cabana 




 NA LINHA DO TEMPO

Não...
Não vou perder mais tempo
Vou abraçá-lo
Vou tentar conciliá-lo
Vou fazer acontecer
Vou alinhá-lo

Não...
Não me quero perder
Num tempo que deixou de ser
Vou deixá-lo ir nos perdidos
Vou tentar encontrar-me
Nos meus cinco sentidos

Vou jogar...
Vou dar dados ao sentimento
Não estou de mal com a vida
Estou viva, estou sentida
Para bem... Dos meus pecados

Não quero perder mais tempo
O tempo precisa de flores
O tempo chama por mim
Preciso de respirar essências
De dar mais cor... Ao meu jardim

O tempo fica lá atrás
O tempo chama por mim
Perfeito ou imperfeito
O tempo... É mesmo assim.

Florinda Dias











Imagem a ser interpretada
Terça Feira 23-04-2018
 SILÊNCIO

Cai a noite impiedosa
No compasso mais veloz
Num silêncio absurdo
Mudo ,quedo
Confesso em segredo
À luz do luar
Meu desejo de aí estar
Dentro do teu confessionário
Arpas tocam n'imaginário
Dançam no meu pensamento
Nesta noite serena
D' alma pequena
Lanço ao vento a minha voz
Do eco se faça estrada
Para ir ao teu encontro
Ser a tua alvorada
Pintassilgos à janela
Qual tela pintada
Adornada de beijos
Ansejo de poeta
Será sempre coisa certa

Anabela Fernandes 




 AURORA

Na aurora do dia,
saudada
por uma sobrevoada de aves
olho tua efígie
como num vitral gótico.
Canto
ao raiar do sol
a rosa mística
que em ti existe.
Ouço teu timbre de voz
na noite,
como primavera verdejante,
em flor.
Perdido em mim.

José Lopes da Nave 





 "Liberdade"

Uma onda de exuberância
se abateu neste imenso céu.
Gritos de liberdade,
rompendo um espesso véu.

Uma visão deslumbrante,
dando vontade de agarrar!
Uma visão de liberdade
que tanto quero abarcar!

O meu coração rejubila
perante tanta beleza
exaltando de alegria,
neste céu...
com a liberdade impressa!

Autora: Fátima Andrade 





“AS AVES”
Andam em bandos
Até ao envelhecer
Como lágrimas caídas
Devagar as aves perdem as penas
De um olhar que já não é
Caem uma a uma
Perdem o voar e o cantar
Respiram mais calmamente
Já não têm odor nem cor
Fizeram longos caminhos
Longas viagens até ao infinito
Viram serras e montes
Mares, sois e luas
Beberam água naquela fonte
Viram a aurora boreal
Madrugadas e o anoitecer
Sobrevoaram rios
Desceram as suas margens
Gritaram, riram, amaram
Garras abertas á vida
Agora chegou a hora derradeira
São apenas pobres aves
Velhas e cansadas
Regressam às origens
De onde partiram e chegaram
Perderam as penas
Lágrimas correm em fio
É como um olhar sem ver
É somente a hora do adeus…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 





 Gaivota

"Bate as asas e voa"
Uma, duas, o bando inteiro
Peço em silêncio, sorrateiro
Aceno. Esbracejo, agora ja sobranceiro
A tempo, registo o momento
Num simples sorriso de vitória
Nos olhos castos, em memória,
guardo o agitar acinzentado
o alvoroço, o piar esganiçado
As asas batem, e voa. Voa...
Sobre o Tejo, frente a Lisboa

in "Sintonias" de Rute Pio Lopes





 Chegou a primavera.

Que festa as avezinhas fazem
A alegria do calorzinho
Naquele corpinho…
O pio pio da manifestação
Já cá estão!
Tudo se manifesta…é uma festa!
A natureza rebenta nas hastes braçais,
E as flores abrem viradas para os céus!
Aves regressam de longe,
Ao mesmo lugar donde partiram!
Trazem saudades…
E novidades doutras paragens
Da romagem…
São uma família da natureza
Da terra d’ar e mar!
Os de cá que não emigraram
Para não se extinguirem
A pensar na sua prole
Começam a namorar
Para os filhos elaborar.
Ao nascer e por do sol
Sobre as águas dos rios
Das ribeiras… dos lagos, e nas fontes
Sobrevoam o horizonte.
É vê-los a banhos que o calor aperta!
Na terra da chegada há renovação
Com esta estação! Tudo fica diferente…
Até agente!

Fernanda Bizarro 




AURORA

Sempre que nasce o Sol tão radiante,
Lançando seu esplendor pelo ar,
Eu fico sempre um pouco hesitante,
Se ele brilha, ou és tu a passar.

Como o Sol, tu pra mim és radiante,
Que do Levante como o Sol surgiste,
És uma estrela do espaço errante,
Que me alegras, por me veres tão triste.

Sempre que sonho e, então, revejo
O Sol-nascente e seu arrebol,
Bendigo o sono e o seu ensejo
De ter em sonho o teu amor num beijo,
Minha linda flor, meu girassol!

LAF24ABR2018 



Rumo ao Sul...

Calmamente as aves voam...
Tão devagar... que lhes dá tempo
para se despedirem do poente!

Rosa Maria Correia Marques 





Aves migratórias.

O sol a sorrir,
A vida a chegar!
No céu a surgir,
Beleza sem par.

São centenas,
Ou talvez milhares,
São grandes pequenas,
E voam aos pares.

Teem dia e hora ,
Viagem marcada.
Depois vão embora,
Que vida agitada.

Aves migratórias,
Regressam ao ninho.
Contando histórias,
Do longo caminho!

Autora Maria Gomes Pereira Cabana 





 Neste entardecer de Sol poente
sinto me como ave á deriva
procurando rumo certo para descansar!!!
Este cansaço de longos vôos
que sempre me levaram a parte incerta
na constante descoberta
de doces emoções que me permitissem
a alegria de viver e sonhar!!!
Agora sei de outras aves que no céu cintilante
tal como eu rasgam a noite ...
na procura de um lugar sereno ...
onde mansamente possam ficar!!!

24- 04-18 maria g. 





VOO EM LIBERDADE

Rumo a Sul, os gansos vão voando,
Tendo o nascer do sol por companhia,
Que a dura invernia está chegando
E tendo que voar de noite e dia.

Vão muitos companheiros na viagem,
Nessa longa jornada viajando,
O bando recortado na paisagem,
Os terrenos do Norte, já deixando.

A viagem é longa e cansativa,
Que estas belas aves vão fazer,
Completando assim ciclos de vida,
Mas muitos, no percurso, vão morrer.

Vão tendo liberdade p´ra voar
Se os homens os deixarem sossegados;
Ao longe se escutando os seus grasnados,
Que parecem trombetas a tocar.

P´ró ano é inversa a sua rota,
Do Sul a Norte todos viajando,
Vontade de achar par, logo se nota,
No Norte, onde irão acasalando.

Em liberdade estão na Natureza,
Entre o Sul e o Norte, viajando,
Vão dando imagens de tanta beleza,
Embora não se saiba até quando.

António Henriques


 



Imagem a ser interpretada
Terça Feira 17-04-2018
 Se subir alcanço o sol!

Meto o pé lentamente,
A situação é complicada.
Minha vida é esta escada!
Que devo encarar de frente.

Tenho metas a alcançar,
Há anos e anos estagnadas,
Tanto as quero concretizar,
Meu pavor são as escadas!

Tão íngremes e em caracol,
Um abismo me parecem,
Se subir alcanço o sol,
O pior é quando elas descem!

Só é preciso vontade,
Amor, alegria á mistura,
Tenho esperança que com a idade,
Este pavor tenha cura!

Autora Maria Gomes Pereira Cabana





 "Labirinto"

Este labirinto em que me encontro...
Num rendilhado de memórias...
Histórias e mais estórias,
encontros e desencontros.
À procura da saída,
da porta por onde entrei.
Espoliada de corpo e alma,
o meu coração embosquei!
Possuía a alma de quem em tempos fui!
Ferida e sonegada, no rescaldo desta dor...
a porta encontrei,
ao encontro do amor.
Agora sei, como deste labirinto sair!
Nada mais me vai impedir!
E, neste rendilhado de memórias,
sou eu quem escreve, as minhas estórias!
Nada mais existe além,
do amor,
que no coração se tem a viver,
bem dentro deste labirinto que é o nosso ser!

Autora: Fátima Andrade 




 Subo em espiral a dócil ilusão
Na emoção do divinamente perfeito...
Não quero sentir a frustação da razão
Nesta ternura que fecunda no meu peito!

Neste voo de anjo de asas queimadas
Avalio a súbita subida vertiginosa
No sentir de emoções tão descuidadas
Como na minha boca o teu morder de rosas!

Neste patamar bate forte meu coração
Tenho no entanto que preparar a descida...
De tanta loucura e ilusão sentida!

Tenho já meus olhos postos no chão
Descendo das alturas onde batia meu peito
Mais frágil, insegura e de coração desfeito!

17- 04- 18 maria g. 





“A VIDA”
A vida é como uma escada de caracol
Sinuosa e astuta
Subimos e descemos
Há sempre uma porta a transpor
E uma janela aberta ou fechada
Que nos mostra o exterior
Vamos degrau a degrau
Pé ante pé
Sem medos, nem tropeços
Subir sem medos, calmamente
Perceber o que a vida tem para nos oferecer
Evitar tropeçar ou cair
Às vezes, caímos
É difícil nos levantarmos
A descida é ingreme e abrupta
É uma batalha que temos de travar
Quantas vezes
Nos apetece fugir
Sem deixar rasto
Mas há sempre alguém que precisa de nós
A vida é uma escada
De amor e dor
De sonhos e realidades
De sorrisos e lágrimas
De verdades e mentiras
É como um trilho de pedras
Temos de saber contorná-las
Saber abrir a porta
E deixar a janela aberta
Não seja necessário
Deixar que a poesia
Voe no espaço da vida
Leve e feliz…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 





 EM ESPIRAL.

Ter, sonhos inatingiveis.
Sonhar ter asas, não voar.
Voar dentro do sonho,
É no regaço das nuvens planar.
Ter na ponta dos dedos rotas certas.
Por só em pleno toque toda a arte.
De saber dos contornos das estrelas.
Saber da curvatura dos lábios.
Sempre que um beijo esboça na ponta de um sorriso.
Como botão de rosa pura a despertar.

Ter a leveza certa de quem despe.
As roupas que enbaraçam o voar.
Nuas as aves vestem asas se dando á magia de planar.
Bebi na taça da manhã.
A seiva perfumado, na corola de um jarro despertado.
Flor de puro jade cinzelada.
Ergui as mãos e sonhei asas.
Me sustive acima das árvores, adornadas de folhas recortadas.

Entre o céu e o mundo,
Vi em espiral.
Uma escada suspensa irreal.
Eram trepadeiras, velhinhas, colossais.
Pátios ornados de flores.
Curvas, troncos ancestrais.
Subi contornando cada curva.
Parei no mais alto patamar.
Sustinham o respirar vultos calados.
Quis fazer perguntas, saber mais.
Apenas respondeu o seu olhar.

Subiste patamares em espiral.
Entrega-te á contemplação e ao silencio.
Aqui se lê a voz do tempo.
Aqui é um lugar destinado aos simples de coração.
Aqui, estão os que sonharam.
Hoje são desprendidamente,
Pensadores, sonhadores e sábios,
Caminham na mudez sempre a louvar,
A dádiva de viver e não cansar.

Augusta Maria Gonçalves. 




 ROLETA

Cai o dia ,cai a noite
Nesta roleta da vida
Vira volta ,volta e vira
Já nem sei o que pensar
Sonhos e desilusões
Outras tantas ilusões
De poeta me transformo
Entre riscos e rabiscos
Deambulo entre as palavras
Muitas vezes desmotivada
Lá sigo a caminhada
Dou á vida uma lufada
Do ar fresco que me embala
Sorrio ,aprecio e recrio
O amor ,a paixão e desejo
Mando beijos doces e salgados
Temperados de fantasia
Apimento a todo o momento
Cada pedaço de mim
Roda e torna girar a roleta sem parar
Hoje somos tanto
Amanhã seremos menos um pouco
Deste tempo sem ter tempo
Passa despercebido
Quem não o sabe agarrar
Perde dele o merecido
Mais meia volta
Diz agora a vida está torta
Ou será que és tu mesmo
Entortada toda a vida

Anabela Fernandes 




DE DEGRAU EM DEGRAU

A escada desta vida
Ao começar a subida,
Ainda mal s’adivinha
As voltas que n’ escada há;
E a força qu’ em ti vinha,
Vai ficando mais fraquinha,
Em cada volta que dá.

Sobe, sobe, em caracol
Pelo tempo serpenteia,
Passa pela lua cheia,
Sempre em direção ao Sol.

E de degrau em degrau,
Nem tudo na escada é mau,
Que a escada é pensamento,
Que nos leva a outra margem.
Mas se paras um momento,
Podes perder o alento,
E a escada é uma miragem.

LAF17ABR2018 




 Escadas!

Pra cima pra baixo
Na esquina da escada
O verso não rima,
Porque estou cansada!

Escada concorrida
Tem vida!
Pra baixo pra cima
Chego já cansada!
Da estrada á voltas
Às voltas às curvas,
No meio a rotunda…
É assim a vida…
No sentido da saída.
Antes…
Eram rolantes
Pararam de vez
Não tem corrimão
Onde ponho a mão
Onde ponho os pés!

Fernanda Bizarro 




A vida é um labirinto. Um carrossel de emoções onde
ganhamos e perdemos.
Como tudo, apreenderemos com as vitórias e
com as derrotas.
Ser ágil e subtil é um jogo diário,
quase uma metáfora:
para não se aprisionar e nem se vacilar perante a
inconstante da vida.
Todos temos uma criança que corre, brinca e dança
dentro nós, mas no
limite da responsabilidade, o jogo muda. Aí..., as
acções, os actos,
são as estrofes que sustentam o espólio; homem.
A determinação é indispensável.

José Maria... Z L 





 Subir e descer.

Entre subir e descer
Está a passar a minha vida.
Quando estiver decidida
Está na hora de rezar.

Em medida indecisa,
A sabedoria é atacar,
Para as peças desencadear
Com especial cortesia.

Um labirinto para diversão
De uma maneira sofrida
Depois de paciente refletir!

Labirinto é meditar
Em uma batalha extenuante
Para o ânimo não esgotar!

Chaves 17 Abril 2018.

Antonia Rodriguez ferreiro. 





 Eu
caminho
por entre espirrais
desconhecidas
na esperança
de me encontrar
estou perdida
num labirinto
e procuro
o caminho certo
mas entre certo
e o errado
e só encontro
o caminho incerto
assim
vagando
pelos caminhos
da vida
eu vou
sonhando
procurando
perdendo
e aprendendo
que nos labirintos
da vida
eu encontro-me
somente
presa a mim.

Direitos de @utor reservados
Mila Lopes


 



Imagem a ser interpretada
Terça Feira 10-04-2018
Temporal de amor.

Como temporal de amor,
Sobre nosso lar a pairar.
Cantando a canção de amar,
Nos dá prazer e calor.

O sol cinzela o céu,
Transforma o dia em noite.
Quando me dás o teu afoite,
E eu sou tua e tu és meu.

Tudo passa , não em vão,
Pois se for de qualidade,
Fica a nossa verdade!
Nas nuvens do meu coração!

Autora Maria Gomes Pereira Cabana





INFINITO
O céu se abriu como uma cratera
Indiferente caiu sobre nós pedaços de dor
No fogo que queima os corpos despidos
D'alma vazia e sem respeito por ninguém
Foi aquém do esperado sequer imaginado
Tempestades vêem nesta direção
Pensamos ser o fim...mas o fim de quê?
Deste mundo cruel ,surreal onde tudo é aparência
Esculpidas as estátuas de muitos seres
Capas sobre capas atrás de doces palavras
Pura ficção...ilusão ... embriaguez de sentires
INFINITO....este m'sonho de viver noutro planeta
Sinto-me E.T no meio de tantos porquês
Sou apenas EU....imperfeita ,leal a mim mesma
Hoje vejo o céu de amarelo vestido ,cruzado de vermelho tingido
Embora fingindo por vezes vôo em sílabas doidas
Mais doido que o próprio pensamento sou eu ....neste meu SILÊNCIO
Dourado p'la constante vontade de viver em PAZ
Idealizando o infinito onde perco o meu olhar
Sobre TI....sobre NÓS....sobre o MUNDO

Anabela Fernandes



Não apaguem a luz
Deixem-na acesa
Deixem-na correr
Com leveza.
Iluminando este mundo
E este céu
Deixem-na iluminar
O nosso eu.
Com a sua luz dourada
Pelo oiro das emoções
Cavalga as nuvens
Dos nossos corações.
Não apaguem esta luz
Deixem-na livremente
Cavalgando as nuvens
Chegando a toda a gente.

Pintadas a oiro,
Sobre a luz dourada
Correm as nuvens
De alvorada em alvorada.

Autora: Fátima Andrade 





 Tantos cantos tem a minha casa
que pelo conto não dei
são cantos demais para morar ...
quando eu só preciso estar
num dos cantos que não contei!
Por todos os cantos há janelas
por onde espreito e sinto em mim....
que há mais vida para lá delas
que nestes cantos sem fim!
Tenho sonhos aqui fechados
em tamanha prisão ...
caídos, deixados pelos cantos do chão!
Pus grades nas janelas e as portas também fechei
e depois a um canto delas...
a chorar por aí fiquei!

10- 04-18 maria g. 




 O Céu não é o Limite

O céu dá-nos sinais
acredita, o céu não é o limite
existe para além dele
muito mais.
Por vezes tão limpo e azul
por vezes tão nublado e carregado
por vezes, dono de um barulho assustador
manifestando-se em raios que rompem como aviso
parecendo que nos quer dizer,que algo existe além dele
e que pode actuar num ou noutro momento preciso.

Preciso ou não...
ELE só nos mostra que manda
e que... nada está na nossa mão
Paga o justo pelo pecador
num céu que se mostra em revolta e amor.

Será que existe uma guerra lá em cima?
Será que existe o mal a querer se abeirar do bem?
Pois se há... Que o Deus Maior proteja a nosso Lar!
Nos dê a Graça Divina e nos livre!
Desse alguém.

Florinda Dias 





“NUVENS”
Navego nas nuvens da imaginação
Deixo-as ir com a vida
Que vertiginosamente
Correm céleres
De lado a lado do céu
Levando-nos na sua teia
Até onde lhes apetecer
As nuvens não precisam de asas
Correm no espaço
Livres e soltas
Povoam a nossa vida
Ora brancas e lindas
Ora negras como os trovões
Ou então de cores maravilhosas
Que nos fazem sonhar
Quem me dera ser como elas
Poder voar livremente
Não deixar que esta vida
Tomasse conta de mim
Espreitava quem quisesse
Levava comigo o amor
Fugia com ele por entre elas
Combinava com o vento
Deixando que ele me levasse
Até ao infinito do meu eu
Escrevia nas nuvens
Belos versos de amor
Deixando que as palavras
Essas loucas, desvairadas
Que quanto mais se escrevem
Mais viçosas ficam
Pudessem esvoaçar até elas
Lançava-as em forma de nuvem
Deixando que a vida
No seu voltear constante
Me levasse para onde eu quisesse
E me sentisse feliz
Oferecendo a quem me lê
Lindos poemas de amor…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 





Minha casa meu lar!

Rodeada de nuvens e de sol
Pelas janelas o brilho do luar
O bem-cheirar dos canteiro em flor
O amor ao meu lar…
A aumentar!
Minha casa meu lar!
Sem dormir ponho-me á janela
Olho em redor
Fico a suspirar…
A pensar no romântico e estrelado luar
A estrela que fugia
Perseguia alguém…
Ou em busca de um amor
O sono não existia.
Eu queria sonhar…
Com coisas do amor
E do luar.
O vento bate-me no olhar
A bisar a brisa que vem do outro lado…
E manda-me entrar…
Vai chover em redor do meu lar!
Quem tem uma casa é um abrigo!
Vive-se bem com o que se tem…
Com vinho e pão na mesa
O amor a sustentar!
Não precisa qualquer riqueza,
Vive-se no sítio do sol
Nascente, e se vai deitar!
Minha casa meu lar…

Fernanda Bizarro

 



 Imagem a ser interpretada
Terça Feira 02-04-2018
MINHA ESTRELA

Num céu de primavera
Com vento voavam
Com os olhos húmidos
Pedi à minha mãe
Dá-me tostões
Para comprar papel
Canas de foguetes
Construía o esqueleto
Cola de farinha triga
Estava quase completo
Saltava de alegria
Faltava o fio do Norte
E trapos da tecedeira
Correndo descalço
Minha estrela voava
Subindo a serra dos ervos
Mais perto do céu
Minha estrela colorida
Com o vento subia
Dá fio dá fio dizia o Zé
Lá se ia o novelo
Do fio do Norte
Céu agora azul e branco
Grande era a felicidade
Olhando minha estrela
Beijando as nuvens
Queria ir ao seu encontro
Subindo sobre as rochas
Um vento forte
O fio do Norte rebentou
Coração desfeito
Foi deixando de o ver
No mar dos meus olhos
Uma voz doce me dizia
Não chores meu menino
Ele foi beijar as estrelas

========Serafim ======





 Levitos de Alma

Deste-me a imagem
e a sensação.
A sensação que voava
em tua direção.
Subi aos céus e gritei
Oh Deus, como eu amo a vida
oh Deus, perdoa-me se algum dia errei.
Se errei... dá-me guarida
leva-me por aí num céu de amor
onde eu eu veja a tua luz e um arco-íris cheio de cor.
Leva-me nessa viagem e dá-me a devida coragem
dá-me abrigo e não me eleves ao castigo.
És meu pastor
e eu sou tua serva sedenta da tua água benta.
Já me sinto a levitar
já sinto as tuas mãos aberta que me querem guiar
já sinto a tua luz ao que a tua benção me conduz
já voltei de novo a sentir o que de mim queria fugir.
Oh Deus tantas provações
oh Deus do céu, do mar e terra
ouve esta tua filha que te ama
na Graça das tua ações.
Diante da Imagem, solto um sorriso... Preciso,
diante da imagem só vi papagaios a voar movidos pelo vento
diante da imagem, e de tantar cor,
escrevi em desalento e depois de me soltar!
Senti no AR um novo ALENTO.

Florinda Dias 







Papagaio de papel...
Voa voa bem distante ...
Preso por um cordel..
Com alegria abundante ....
Agarrado á minha mão...
Vai poisar devagarinho...
Numa nuvem de algodão...
Com ternura de mansinho...
Dela faço poiso faço berço faço chão...
Leva-me com carinho...
Conduz-me com ilusão...
Não te quero deixar sozinho.....
Lá do alto amor te vejo...
Docilizando o caminho...
Dos lábios te sopro um beijo...
Coberto de flores de linho...
E perfume de alecrim...
Retorna-mo por favor....
Porque o quero só para mim ....
Chegando com o alvor...

*
C.BAIONA.C. 




"Meu Papagaio De Papel"
Que saudades que eu tenho
Do meu papagaio de papel
Feitos com papel e cola
Pintados com amor
Soltávamos a alegria no ar
Fazendo-os flutuar
Com o teu cordel gigante
Volteias e pareces dançar
Nesse teu esvoaçar louco
Pareces ter asas
Nesse céu azul
Bailas no infinito
Fazes par com a gaivota
Que olha para ti de lado
Pensando:
Mas quem é esta aberração?
Cruzando linhas
Tens sempre
Uma história para contar
Fui tão feliz
Ao brincar contigo
Meu papagaio de papel
Corria corada e sorridente
Tentando acompanhar o teu voltear
Levavas os meus sonhos
Deixaste-me crescer
Enquanto fugias de mim
Até que…
Rebentou o cordel
E aí foste tu para o infinito
Adorava estes momentos
Eras como poesia
Em vez de brincar com palavras
Brincava contigo
Podia empilhar as palavras
E soltá-las no ar
Obrigada por me teres feito feliz
Meu papagaio de papel…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 





 FLORES AO VENTO

No firmamento voam flores
garridas, de cores alegres e chamativas,
a ornamenta-lo deleitosamente
alegrando os olhares, nossos.
São mariposas que se congregam
em mãos de crianças que interagem
em desafios, planando alto,
cada vez mais alto,
competindo com as núvens
no desejo de alcançar o céu de anil,
entusiasmante.

José Lopes da Nave 




 VIDA SOLTA

O céu se abriu de mansinho
Um arco-íris multi cores
Sorriram os anjos
Dançaram as nuvens
O sol rasgou o horizonte
A lua se escondeu por momentos
Bênçãos de PAZ
Amor entre os homens
Crianças sorrindo
Sem preto nem branco
Todos iguais
Mãos amigas
Sem guerra nem fome
Pura ilusão
No eco do vento
Leva o lamento
Do povo que chora
Se implora por amor
Sentimento nobre
Cura total
Que voem papagaios
P'lo mundo fora
Arrastem as areias
Que cegam os olhos
Cantem as sereias
No mar de calmaria
Toquem os sinos
Estremeçam os bombos
Haja festa e alegria
Nova geração
De ouro bordada
Se unam e soltem um grito
Fim da guerra
Eu acredito ....

Mesmo sendo utopia podemos colorir a vida , até que seja por apenas um dia ....

Anabela Fernandes 





 Corre no vento menino contente
segura em tua mão a esperança
que te permite crescer feito gente
sem deixares de ser criança!

Solta esses sonhos de alvorada
papagaios de papel em debandada
deixa-os voa pelos céus...
nas cores que brilham nos olhos teus!

Enquanto sonhas assim voar
cresce a tua grande ventura
que o tempo bom nem sempre dura!

Corre atrás do vento norte
que esse te traga a boa sorte
agarra nas tuas mãos essa aventura!

03-04-18 maria g. 






 Liberdade esvoaçante
Correrias desenfreadas
Riso contagiante
Belíssimas gargalhadas.

Um constante duelo
Entre a criançada
O céu ficando belo
Aos olhos da pequenada.

Num intenso bailado
Dançando com o vento
Andava o papagaio
Através do tempo.

Dava-se mais cordel
Para mais alto chegar
Pintados a pincel
Para os embelezar.

Tão lindo de se ver
O céu povoado a cores
Um céu belo e ondulante
Como se fosse, um jardim de flores.

Papagaio de papel
Lançado pelas crianças
Segurando firme no cordel
Agarradas, a esperanças.

Autora: Fátima Andrade 






 NO REINO DOS GIRASSOIS.

Despontou o sol num dia assim.
Os girassoís tinham crescido nessa noite.
Tanto tanto.
Que os meninos eram entre os pés dos girassois franzinas flores.
Era lá longe num pais onde havia um rei.
Rei que tinha trono, coroa, reino feliz e alma de criança.
Não eram muitos os habitantes desse reino.
Viviam felizes, traziam na voz melodias cantadas.
Nos olhos o brilho da esperança.
Trabalhavam os pais para que suas crianças tivessem pão doce como mel.
Havia sempre o beijo afavél.
O colo terno.
Um ancião, respeitado, sábio.
Juntava em redor de si todas as crianças desse reino.
Falava-lhes de lugares que ficavam muito para lá do olhar.
Contava-lhes que havia um mar azul com ondas e praias.
Contou-lhes barcos, ilhas, animais raros.
As crianças viviam cada história como se fossem personagens dessa longinqua vivencia.
Chegava o aniversário do rei menino.
O ancião em segredo fez com todas as crianças coloridas estrelas de papel.
Fariam ao rei uma grande festa.
Chegou o dia.
Todas as crianças levavam sua estrela de papel de cor.
Para que a festa fosse bem sucedida era preciso vento.
Estava porém o dia deveras calmo.
O Sábio ancião olhou os girassóis altivos.
Disse a todas as crianças peçam que os girassois se abracem sem parar.
Ao movimento dos girassóis felizes.
Um vento soprou.
As estrelas de papel subiram, brincando rente ao céu azul.
O mordomo do rei.
" Disse, vinde alteza "
O rei vestiu o olhar daquela surpresa colorida.
Abriu de par em par as portas do castelo.
Onde estavam preparadas mil delicias para a pequenada.
Assim nesse dia aquele reino feliz, se tornou ainda mais feliz.
Acho que isto foi passado para lá da curva do tempo.
Onde o mar é sonho e a maldade não tem chão.
EU!
Augusta Maria Gonçalves. 






Colei num papagaio,
O que na vida não presta
lanço o papagaio para o ar
e bem là nos pìncaros,,,
"ele hà-de esvoaçar"
((((((( nele colei ))))))))
da vida os maus retalhos,
hei-de passear em avenida,
jamais,,,andar por atalhos.
Hei-de fazer com o tempo!
Tudo o que o tempo me faz a mim!
Dele me hei-de aproveitar,,,,
cada dia até ao fim,,,,,
tudo de mau se atira p'ro ar
Deus <3 assim="" br="" enssinou="" me="">Fis a minha retrospetiva,
tudo de bom guardei
" a minha alma està viva"
com tudo de bom que me resta!
È assim, que viverei,,,,,
Jà fis o meu balanço,,,,
puz no papagaio que lanço,
''o que jamais quero"
,,,,,jamais alcanço......
"Quero ver o sol raiar
usufruir de sua belesa"
"e à noite compartilhar"
"com toda a realeza
com meu querido "Luar"

Arminda...TGL... 







<3 assim="" br="" enssinou="" me=""> Crianças e o mundo

Que o mundo seja livre
como os papagaios de papel
que as crianças pegam no cordel
para voarem com vento
e leve embora as dores
de todos os seres que vivem em dor .

Que o Sol que é a luz no infinito
espalhe o seu brilho dourado
por todas as pessoas inocentes
carentes de esperança e de amor.

Que todos livres vivam felizes
como o sorriso das crianças
que com a sua pureza
trazem há nossa vida luz e beleza .

Que haja paz e humildade
no mundo em que vivemos
se houver mais amor lealdade
tudo o que somos e vivemos
tem muito mais valor .

Que o nosso olhar brilhe de ternura
seja verdadeiro e puro
como a alegria das crianças
que são livres como os pássaros
e brincam na rua sem terem medo de nada.

Direitos de @utor reservados
Mila Lopes




 Imagem a ser interpretada
Terça Feira 27-03-2018


“UM SORRISO DE CRIANÇÔ
Um sorriso de criança
É como um raio de sol
Diz tudo, tem luz própria
Tem o poder
De alegrar os corações
Com o seu sorriso inocente
A sua candura
Os olhos falam
É como o abrir de uma flor
Como o canto dos pássaros
Quando elas sorriem
O mundo também sorri
Ninguém sorri como elas
São como anjos
Só lhes faltam as asas
Um sorriso delas
Reflete pureza
Pode mudar o dia de alguém
Dar força e alegria
Ser criança é isso mesmo
Ter o riso na voz
Sorrir sem medo
É um milagre da vida
É como uma brisa do mar
O sorriso delas é poesia
É o espelho da alma
Têm o desejo de ser feliz
Espelhado nos olhos
A esperança do amanhã
No seu doce sorriso
Pena é…
Nem todas as crianças
As deixarem sorrir assim
Obrigada pelo teu sorriso
Criança feliz…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA





 Quanta beleza num olhar,
de uma simplicidade sincera!
Um sorriso lindo e salutar
de quem sempre espera...
....menina criança,
genuína de esperança,
onde vive a luz,
no seu olhar de criança.

Autora: Fátima Andrade 





 CRIANÇAS

Soam risos cristalinos
Voam cabelos ao vento
Olhar de sol meus meninos,
Rios de amor advento.

Alegres a chilrear,
Há mil beijos de ventura ;
Bênção de Deus para amar
Cada dia uma aventura .

No mundo de faz de conta
É polícia é bombeiro.
Jogador de ponta a ponta
E é também enfermeiro.

Criança é Céu estrelado
Sonhos de janela aberta ,
Passam sorrisos rasgados
Quadro com pintura certa ......

C.BAIONA.C.





 Sorriso lindo ..Mulher (Helena Santos )

De pele morena
Não és pequena
Sorriso rasgado
Olhar de felina
Cabelos ao vento
Pelo na venta
Assim te descreves
Rainha ...madre superiora
Princesa
Tantos adjectivos
Apenas uma ,Helena
Às vezes fria
Outras tantas quente
Jamais morna
Ninguém te adorna
Lá isso não
Precisam de mais
Que palavras
Mais que brilhantes
Apenas gestos constantes
Amiga do peito
Fiel a ti mesmo
Sabes que te adoro
Já sei...sou lambe botas
Rsrs...quero ser
Dá-me prazer ...
Sou assim
És meio irmã
Assim o sinto
Minha molatinha
Cor de chocolate
Café clarinho
És tu carinho
Inteligente
Nunca indiferente
A quem te rodeia
Amada por uns
Odiada por outros
Não te quebra o sorriso
De ti preciso
Precisamos
Neste pedaço de céu
Sorrisos Nossos
Lá fora e cá dentro
Te admiro
Aprendo
Mesmo em dias
De tempestade
Não te vejo maldade
Apenas verdade
De ser quem és
Preta...como tu o dizes
Com muito orgulho
Em criança vejo -te
Assim sorridente
Genuína
Desculpa princesa mas a foto ,fez lembrar de ti ,com carinho

Anebela Fernandes 





 Filhos do vento-----

Sorriem as pobres crianças
de mãos cheias de nada!

Não conhecem a esperança
senhora de ricos meninos
que a tudo tem direito!

Mas podem ainda sorrir
estes filhos do sol e do vento
sem saberem ....onde ir!

Enquanto os meninos
vivem enfadados...
de mimos e preceitos!

Estes são rejeitados
e lhes negam seus direitos!

27-03-18 maria g. 





 HÁ UMA LUZ ESGUIA

Há uma luz esguia
no fundo dos teus olhos
de criança ...
Talvez ninguém o reconheça,
mas no fundo dos teus olhos,
essa luz esguia brilha no lugar
do silêncio...
Silêncio amordaçado
por tanta criança infeliz...
Não é o teu caso ,
pois assim teu olhar o diz,
sorriso aberto,
cabelos ao vento
e, lá no fundo desse lindo olhar,
sofres pelos meninos que não têm
pão nem lar ...

MARY HORTA  





 MUNDO SÓRDIDO.

Preconceitos de nações e raças
Disfarçadas de mentiras
Uns têm tudo outros não têm nada…
Olhares pisados de tristeza
Não há comida na mesa!

São crianças de olhos lindos
Peles bronzeadas de veludo castanho,
Crianças lindas
Crescem sozinhas
Ao abandono!

Sem saber o que fazer
Sem pais, porque eles também
Morreram na guerra…
E á fome!

Riquezas mal repartidas
Uns com tanto outros na lama…
Um mundo sórdido
Cheio de ódio!

Fernanda Bizarro 





 É TÃO VERDE O TEU OLHAR

Tantos percursos de vida.
Mas tu rapariga de olhar verde, franco travesso e puro.
Nem sonhas, o que te reserva o crescer.
És moça amadurar serás doçura,
Como fruto belo a degustar.
Teu corpo é milagre uma explosão de formusura.
Teu coração um livro de sonhos encantados.
Mesmo que tenhas visto a dois passos a morte,
Mesmo respirando a sede de água e de abandono.
Mesmo que tenham já colhido sem carinho tua inocencia.
És a esperança, que se eleva acima desse chão queimado.
Tens nos olhos a ousadia de nascentes de água pura.
Traz-me esta imagem a visão.
De um sorriso que o mundo invejaria.
Esse que tu dás sem te pedirem,
Esse que veste.
A nudez desse teu corpo escultural.
Esse sorriso, que sendo intemporal, essa cor bronzeada que te veste.
E tu! Essa exótica mulher.
Que travessamente ao mundo dás ou deste!...

Augusta Maria Gonçalves. 




NUNCA ESQUECER

Rosto de alegria
Imensa primavera
Imagens pele escura
Vigilância na fera
Um povo que hoje
Pode gritar sua alegria
Beleza formosura
No pensamento o presente
A escravatura
Viver viver
Mas não esquecer
A memória de um povo
Linda criança
Seu cabelo que dança
Dar força ao sorriso
Num mundo à deriva
Não largar as amarras
Não deixar naufragar
Viva a primavera
Beijar espalhar o amor
Por vezes partilhar
O sofrimento e a dor
Gritar juntos
Nunca mais
Lutar a favor
De um mundo
De mil sorrisos

=====Serafim===== 




Um grito agargalhado
que transmite
aura de cor garrida
com seu jeito
abandalhado
mesmo sem chão
se agarra á vida,
solta montes de
emoção
daquele grito
em desmedida
naquele riso
sai canção
naquele grito
sai vida...

Arminda...T.G.L.. 




 Linda criança
tens um sorriso
de menina traquina
tens luz no olhar
e tens uma beleza
de encantar
e na tua
alma pureza.
Linda criança …
A vida
pode ser ingrata
para ti
mas não desistas
vive a tua vida
sem medo
e luta sempre
pelos teus sonhos .
Se assim fizeres
tu será mais feliz
pois tens magia
no teu olhar .
e assim ninguém
te vai agarrar .
Linda criança …
Tu sabes
que eu gostava
de te dar
um abraço
e um beijinho
nesse teu rostinho
com todo
o meu carinho.

Direitos de @utor reservados
Mila Lopes






 Imagem a ser interpretada
Terça Feira 20-03-2018
 FANTASIA

Esse enetrelaçado de mil cores,
Que mora no olhar traquina dos petizes.
Essa arte de ter a leveza de asas,
O sonoro rir de pássaro liberto.
Esse sonho belo de palmo e meio ter.

A ventura de num colo caber.
De saber rasgar traquina o tempo louco que vivemos.
Tudo eles os petizes conseguem vestidos de amor.
Tudo nasce na coragem que adocicadamente nós lhes damos.

É tão fácil amar.
Basta vestir os olhos de brilho
Acender a esperança.
Nos lábios cada palavra ser ternura, mel.
No estreitar de abraços dar a força,
Essa que é precisa para crescer.

Doar a caricia de mil beijos,
Perdoar traquinices,
Ter sempre um baloiço num recanto do coração,
Para levar para lá das nuvens os que trouxemos
Á vida por amor.
Dar tempo, ao tempo mágico de criança ser.

Rasgam-se os dias entre claridade.
Dentro desse tempo de menina,
A mulher desabrocha
Bela a perfeição da natureza.
O menino se torna homem,
São eles o amanhã.
Deveremos com orgulho ter uma geração
Que saiba que amar é a razão maior de viver.

Augusta Maria Gonçalves.





Cores

Digo “Branco”, de limpo, de puro e de paz,
Sigo em “Amarelo”, cor da baunilha, do sol, do tanto faz
Vem o “Rosa” tom da pele, cor de menina, de flor
O “Castanho” da madeira, do conforto, do outono
E o “Laranja”, do luxo, do doce de ovo, do sumarento gomo
“Lilás” da suavidade, de música! A cor que me apraz
Mas num elegante vestido “Preto” não me comprometo, rapaz!
No “Azul” da chuva, do céu e do meu amor-mar numa manhã
Contrasto com “Vermelho” desse desassossego, do furor e da romã
Mas sinto “Cinza” numa lágrima, no frio da estação, e é sempre chão
Provo das uvas bagos “Roxos”. Cor de Bispo e de petisco beringela
De “Beje” vestida noiva fui. É aroma de chá, é a minha pérola bela
Na relva “Verde” pulo de contente, mulher feita- criança, esperança e fé
Sou joia de “Prata”, sou reflexo no espelho, um olhar maroto até…

Rute Pio Lopes 





 MOMENTOS DE FELICIDADE...

Reinvento-me a cada tombo do tempo
pendurada num sonho louco
que a vida é um só momento
e esse momento é tão pouco...

Balanço ao sabor do vento
como arco em carrossel
escrevo com o coração meu lamento
numa folha de papel.

Sob abóbadas de cores
deixo os meus sonhos voar
levando as mágoas e as dores
pra um longínquo lugar...

Que se afaste o sofrimento
que eu possa em paz respirar
que a vida me dê o alento
pra sorrir em vez de chorar.

Porque o amor não tem idade
no meu coração tem guarida
momentos de felicidade
com eles vou preenchendo a vida.

Aida Maria (Aida Marques) 





“Sonhos”
Sonhei
Que estava presa
Dentro de um novelo de lã
Não conseguia sair
Não encontrava o fio da meada
Um novelo de teias infinitas
De cores maravilhosas
Tecidas e emaranhadas
Onde me perdi e enredei
Senti um frio na barriga
Queria gritar
Mas a voz não saía
Pedi ajuda
O novelo não me deixava mexer
Crianças baloiçavam-se neles
Não me ouviam
Riam e falavam entre si
Vejo-as por entre o novelo
Não consigo sair do sonho
Sinto-me a sufocar
Queria acordar
E deixar este sonho adormecer
Mas a teia do novelo
Fecha-se cada vez mais
Quero ver o sol nascer
As crianças a sorrirem
A saltar e a brincar
Estão tão felizes
E eu aqui…
Deixa-me sair…
Acordo…de repente…
Afinal…foi tudo um sonho
Vejo crianças sonhadoras
num rodopio sem fim
Têm o mundo na mão
Vou ver o sol nascer…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 





 ROSAS

Recolho-me em meditação
e o tempo escorre, neste tempo de hoje
desde os primórdios de vida consciente
o que fui sendo, o que desenvolvi.
Considero-me feliz, apesar das tribulações
que ocorreram e ultrapassei com ânimo
e determinação, por vezes, árduos de conquistar,
conservando em mim a vontade de ser e estar,
como fui, sou e espero ser, no futuro.
O desejo de amar, sempre foi o meu desígnio,
ter companhia, em bons ou maus momentos
para em conjunto partilhar e prosseguir,
caminhando sempre ao reencontro de alvoradas
já vividas e saboreadas, plenamente.
Assim sou, estou e aspiro, na esperança
de encontrar o tempo para cheirar as rosas.

José Lopes da Nave 




 Criança--------

Tens o desejo de crescer
e tocar as estrelas que te encantam
no céu a cintilar!

Pintas o teu próprio céu...
numa aguarela colorida
nas cores da tua primavera tão colorida!

És raio de luz em cada manhã a raiar
a tua alegria é razão...
para ser sempre dia de sol a brilhar!

Qual leve e suave borboleta
que faz nas flores cheirosas....
a sua colheita
também tu andas á procura de rosas
com as tuas delicadas mãos
a colher as mais vistosas
para o teu cabelo enfeitar!

Vaidosa sorrindo...
olhas a tua sombra e achas lindo!
e sonhas crescer...
ser estrela e brilhar!

20-03-18 maria g.





 SIMPLESMENTE...

Afastas-te as teias da aranha do tempo
O amargo gosto do fel na minha boca
Na voz que me prende a q'ualquer momento
Do mundo fico alheia sem estar louca
Visto-me de acácias e tulipas vermelhas
Num rendilhado vestido transparente
Sou a Primavera no fim do Inverno em ti
Nesse devaneio ou sonho encoberto
Sabes sem saber se me queres
Nas dúvidas tapadas p'lo sol
Nas águas límpidas onde se reflecte o meu rosto
Junto ao teu é o mar e rio em comunhão
Ondas em reboliço que te agitaram
Onde me enrolei e fui na corrente
Contente fiquei e não quero ir embora
Deixa-me ficar prendida p'la ponta do meu cabelo
Ao pé do teu é um novelo que nos segura
Sou eu ,és tu a poesia no meu corpo
Nas palavras eu me rendo meu amor
Sabes .... simplesmente... eu entendo
Ser mais que a estação primaveril
Sou o teu tom de azul anil
Tu o meu verde em Abril

Anabela Fernandes 




CRIANÇA
Ela brota
como semente germinando na terra
e da seiva que é sangue e amor
e laços e abraços , ternuras que encerra,
chegam os beijos com sabor a algodão doce e perfume de flor
E bordam-se os sorrisos
quase em prece ,
porque a criança não foi feita de improviso ,
ela é um afago que a vida nos oferece

*CRIANÇA É POEMA
POR TAL SER .....É TÃO DIFÍCIL ESCREVER SOBRE ESTE TEMA

* C.BAIONA C. 





Num labirinto entrei
Me deu vontade de explorar
Eu estava ali só,
Achei graça
Ao que não tinha graça
Com cheirinho a desgraça,
Era apenas uma praça
Com rua para todo o lado
Iludindo uma saída,
Entrava aqui, passava para ali,
Com tanta ventania
No age a adrenalina
Com tanta rua barrada
Só uma rua valia
A entrada que saía.
Porquê nesta aventura?
Depois de tanta procura
Fica tarde,
E cada rua mais escura
Todas elas são iguais
Aumenta a dúvida
Cada vez mais,
Saio aqui, passo por ali
E já grita o mêdo
Alguém está aí?
E um eco responde
Vem por aqui,,,
Meu Deus como eu sorri
A saída do labirinto
Estava mesmo ali...

Arminda T.G.L... 





Felicidade
É uma panóplia de cores harmoniosamente distribuídas
Que pinta à nossa volta as aguarelas mais coloridas!
E cada uma dessas cores são pequenos nadas que são tudo
Sorrisos, carinhos, palavras que formam à nossa volta um escudo ...
Aqueles pequenos nadas que nos tormam mais fortes
Momentos da nossa vida que não jogamos em sortes
Felicidade
Não se procura, encontra-se
Ao virar de cada esquina
No olhar mais sedutor
No sorriso mais traquina
Num pequeno gesto de amor
Na flor mais pequenina!
Felicidade
É uma soma de bons momentos
Uma subtracção de lamentos
Uma divisão de sorrisos trocados
Uma multiplicação de beijos molhados. ...
Felicidade
É um baú pintado a cores de arco íris
Cheio de pequenos nadas que são tudo
Onde não entra o cinzento visto pela nossa íris
Nem aqueles momentos de ar mais sisudo.
Tudo faz parte da vida
E às vezes estar tristes e o empurrão para a alegria
Pinta a tua aguarela colorida
E que nunca haja cinzentos no teu dia.
Felicidade
És tu, sou eu, somos nós
É todos juntos a uma só voz
Sermos capazes de cantar
Que a felicidade está em qualquer lugar !
Isabel Susana Marouço 




Ameno em mim o sossego doutrora,
o sorriso infantil de então,
e a meninice que eu tinha.
Hoje corro atrás das borboletas
como quem corre atrás de uma ilusão...
Sonho e brinco, na quietude da idade, e,
até, com alguma verdade
faço jogos de faz de conta.
E... como tudo na vida,
hoje recordo o meu tempo de criança
com lágrimas nos olhos.

José Maria... Z L 





 Olha

Que lindas cores
olha bem p’r a elas
com carinho
vê como brilham
e como elas acariciam
a tua alma.

Olha bem de perto
e vê como são belas pinturas
com rendas entrelaçadas
parecem espirais
descendo à terra
e subindo ao céu .

São caminhos de luz
a flutuar .

São esculturas
carregadas de ternura.

São pingos de chuva
cheias de magia.

São flores da primavera
de cores perfumadas .
__________________

Mas os meus olhos
também vêem
uma criança
querendo subir
para o alto das cores
e nas cores encontrar
amor, paz e esperança-.

Direitos de @utor reservados
Mila Lopes 





AS PÉTALAS DA TUA FLOR

As pétalas da tua flor
vou abri-las uma a uma
Assim vou dar mais valor
Pois não perderei nenhuma

Todas elas são valiosas
Gosto de todas por igual
São lindas, são amorosas
Nenhuma me trata mal

Todas têm a sua magia
Trato todas com carinho
Contemplo a sua energia
Enquanto sigo meu caminho

Se mantém sempre viçosas
No ano inteiro sem murchar
Mas que pétalas tão charmosas
Dá sempre vontade de as beijar

Sem tuas pétalas, teu jardim
Não teria o mesmo clamor
Não sei o que seria de mim
Sem as rosas do teu amor

JOSÉ SILVA






Imagem a ser interpretada
Terça Feira 13-03-2018

Pra ti, amiga

Tu és a coragem
que tanto admiro!
És forte e guerreira
com o teu próprio brilho!
És lutadora...
Mulher sonhadora
que longe alcanças...
És amiga e gentil
verdadeira e real!
És tudo e muito mais
e sobretudo frontal...
...e eu gosto de ti assim...tal e qual!
Mulher lutadora,
humana, amiga...
...lutas pelos sonhos...
...pela tua vida!
Fazes parte de mim,
do meu coração...
gosto de ti assim...
porque sim,
porque não!
A quem precisa,
estendes a mão!
És tudo, és coração...
...porque sim...
...porque não!
Adoro-te Princesa linda

Autora: Fátima Andrade 




''UNOS''
De mãos dadas seremos unos...
Seremos aconchego...
E quando nossos corações palpitarem, seremos...
> Uma Imagem...Mil Sorrisos
pelo mundo dos sonhos!
Afinal, o que ainda nos move é o amor!

O.Rodrigues 




 Nas minhas mãos
despidas de vaidade
recebo as tuas e outras tantas
num abraço de fraternidade!

Formamos um cordão...
de força e vontade em união
combatemos todo o mal
que aflige a humanidade!

Venham os novos e os velhos
de aquém e além mar
todos seremos poucos...
para a união e a paz alcançar !

13-03-18 maria g. 




  SÁBIAS

Mãos
Que que acolhem
Escolhem
E'cos da alma
Sopros do coração
Mãos
Que trazem á vida
Novo rebento
Acalento colo
Ternura
Mãos
Sedutoras
No corpo despido
Se movem audazes
Capazes
Mãos
Trabalhadoras
Com calos do tempo
São o sustento
Nosso
Mãos
Amizade
Pretas,brancas ,amarelas
Belas
Sem raça
Nem idade
Nuas de maldade
Mãos
Saudade
No trinar da guitarra
Na voz do poeta
Mãos são garra
Escrevem
Deslizam
Concretizam
Mãos são apenas
Vida

Anabela Fernandes





A esperança renascida.....
d´um mundo melhor ....
na semente da amizade...
lançada e reproduzida....
multiplicando afectos.....
saciando a alma.....
no dar e receber.....
no amar e perdoar....
AMIZADE
é calor dentro do peito....

C.BAIONA.C 




“MÃOS”
Mãos que se encontram
Que se entrelaçam
Sem escolher a raça
Mãos unidas como um nó
Mãos que se acariciam
Dão vida á vida
Mão que são ternura
Que afagam
Que adormecem
Que acolhem
Limpam as lágrimas
Seguram os filhos
Mãos que amam
Sinuosas
Deslizam sensuais
No corpo que desejam
Destino traçado
Nas linhas da vida
Mãos que caminham unidas
Que trabalham
Para pôr o pão na mesa
Mãos que choram
A saudade de alguém
A quem já não abraçam
Mãos que escrevem
Versos sem fim
Na cantilena dos poetas
Mãos que ensinam
Que dão asas aos filhos
Mas ficam por perto
Para os agarrarem
Mãos de amigos
Que se unem
E não se deixam mais…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 




MÃOS.

Mãos que caricias refazeis a cada instante.
Mãos que sabeis sedosas cuidar a vida inocente
Parida entre dor e clamor acabada nascer.
Mão que cuidais feridas aos idosos penitentes.
Mãos que tendo um pouco repartis com amor o pão a flor,
MULTIPLICAIS ESSE!
O AMOR que beija e sacia como água pura jorra das nascentes.
Mãos que construis com cansaço.
Pontes rasgais estradas entre horizontes.
Mãos que jardins cuidais
Mãos que os mortos sepultais.
Mãos que com um lenço lágrimas saudosas enxugais.
Mãos que unidas a força sois!
A PAZ fazeis.
Mãos que órfão e velhinho aconchegais.
Mãos que a criança segura rumo á vida levais.
Mão que noutra mão pegais.
Levando-a aos lábios a beijar.
Mão que anel de noivado ostentais.
Mão que num dia esfumado na memória.
Esse dia que a aliança de casados felizes envergais.
Mãos que em sofrimento geladas, os dedos nus entrelaçais.
Mãos que sofrendo misericordiosamente olhos fechais.
Para a ultima viagem,
Mãos sois flores de açucena sedosas.
Cintilam estrelas nas rugosas mãos que por amor se deram,
Para flores regar, chagas piedosa e sabiamente curar.
Por amor, generosamente as mãos unir e a toda a gente DAR!

Augusta Maria Gonçalves. 




 MÃOS

Um canto mudo de nevoeiro em cada mão,
são muito tacto, que apalpam,que
agarram cada objecto, cada ser...

Pelas mãos sentimos o cheiro
do pão quente na mesa do jantar...
Mãos que abraçam, que acarinham,
que desfazem nós dos passos que
damos em vão....

Mãos que aconchegam o sonho,
à noite antes de sonhar...
Mãos que tremem de frio, de medo,
mãos que se dão em comunhão de
sentimentos ...

Mãos erguidas pela vida....
Mãos desfeitas pelo silêncio...
Mãos rebeldes, duras e vazias
mas unidas pelo cordão da humildade
e do amor ...
Mãos de vento unidas às almas,
num doce lamento ....

MARY HORTA  




 MÃOS QUE ACARICIAM.

Lava as mãos, seca-as bem!
Assim como convém...
Mãos que acariciam
Nunca deviam
Sujar -se, mentir!
São fortes a proteger
É assim que deve ser.
O sorrir d'uma criança, o encurvado
D’um velhinho é algo de divino.
Mãos que agarram
Mãos que se dão
Ajudam a passar pró lado de lá
O velhinho e o bordão.
Que apaga uma lágrima
Levanta uma vida,
Foi alguém que amou fazer o bem
Rumar na rota da vida
Guiar!
Com as mãos ajudou
Deu guarida!
E abraçou uma causa…

FERNANDA BIZARRO 






Na vanguarda de uma amizade está o respeito a cima de
tudo, inde-
pendentemente, da cor, da raça ou da religião.
Um dia alguém criou um "grupo SORRISOS NOSSOS",
uma mente iluminada,
que com o seu esforço e determinação, deu-nos a
possibilidade de
juntarmos as mãos, com afectividade e paixão.
Aqui somos todos nostálgicos...
Profetas das palavras; criamos e pintamos quadros com
magia.
Eu, com algum desvario, às vezes digo que sou poeta...
É tão ténue essa ideia, que
por vezes, quase que me acredito num por-de-sol de um
dia invernoso.
A nossa mente iluminada, Helena Santos e os Directores,
sem oscilações, comandam o
grupo e levam-nos ao oásis do porto pretendido.
Na avidez do tempo, pintamos as
nossas palavras com cores e amizade.

José Maria... Z L 




 JUNTA-TE A NÓS...

Tu que andas à deriva na vida
e às vezes até contra a mão
não deixes de acreditar
não te entregues à solidão.

Olha bem à tua volta
no mundo não estás sozinho
deixa que a tua alma solta
encontre um novo caminho.

Junta-te a nós meu irmão
lutemos pelas forças do bem
unidos pela mesma razão
voaremos mais além...

Soltemos um grito de alerta
com o poder dessa união
que a mensagem seja a certa:
o amor é a salvação!!

Aida Maria (Aida Marques) 





 Há
Mãos que trabalham
Mãos de amor
Mãos que acariciam
Mãos que abraçam
Mãos que afagam
Mãos sensíveis
Mãos que brincam
Mãos de luz
Mãos de paz
Mãos de amigas
Mãos que sustentam
Mãos unidas
Mãos que tremem
Mãos que sofrem
Mãos que escrevem
Mãos que carregam sonhos
Mãos perfeitas
Mãos de sentimentos
Mãos vazias de tudo
Mãos que não param.
___________________________
No mundo há mãos para tudo
Mãos que só fazem o bem
Mãos que só fazem o mal
Há mãos que lutam
E há mãos que matam.

Mila Lopes 




 APELO

Se um dia eu pudesse!
Faria com que algo diferente acontecesse!
Faria com que o Mundo vivesse em magia!
Faria com que a igualdade vivesse de igual por igual!
Faria com que uma ou outra mão que se unisse, evitasse a crise!
Faria com que todas as mãos que se deram um dia!
Não virassem desrespeito e se tornassem demagogia!
Faria com que todos dessem as mãos e vivessem em Paz!
Faria com que houvessem palavras sinceras!
Faria com que não houvesse desigualdade.

Que mãos... São tantas as mãos!
Aquelas que podem acolher!
Que mãos que se dão numa vontade imensa de Viver.

Que dor que eu sinto ao escrever!
Que dor que eu sinto ao saber!
Que existem tantas mãos!
Que só sabem receber!
Que não sabem dar!
Que não sabem acolher.

E se um dia eu pudesse faria tanta coisa!
... Isto!
Porque não consigo ficar indiferente!
À forma desolada de viver de tanta gente.

Que mãos... São tantas as mãos!
Aquelas que podem acolher!
Aquelas que se dão numa vontade imensa de Viver.

O que interessa fazer de conta que tudo é muito bonito!
Já vi mão que se deram !
E depois umas das outras se perderam.

Não sou fingida e aí dou o meu GRITO.

Apelo ao Mundo e à VIDA
Apelo aos homens de boa vontade!
Precisamos de mais... mais... e mais!

MAIS AMOR!
Precisamos de menos... menos... menos, faz-de-conta!
E MAIS VERDADE.

Apelo aos céus e a Deus!
Talvez um dia possa haver um Deus Maior!
Que nos tire esta dor e nos faça viver...
De mãos dadas com a Vida e num Mundo Melhor.

Florinda Dias

 



Imagem a ser interpretada
Terça Feira 06-03-2018
  Tantos e tantos.
Procuram na solidão empedrada das paredes ruídas.
Ecos de uma família, de um lar que se desmoronou.
Resta-lhes a claraboia de vidros rasgados por muitos temporais.
Vagabundeando vão.
Pelas ruas da cidade nua.
Ninguém a quem saudar.
Poucos os olhares que vêm toda essa solidão.
Anónimos visitantes da vida se tornaram
Lá no largo onde adversidade faz morada.
O chão enlameado, há trilhas de passos em desnorte.
Uma fogueira arde em pleno dia.
Onde se aquecem os que na noite de frio se vestiram.
Pensativo está, alma vestida de solidão.
As luvas esburacadas.
Os dedos a caricia.
O fiel companheiro de caminho.
Merece um colo esse amigo verdadeiro.
Com quem reparte os passos.
As horas de fome.
A festa de uma sopa quente e o magro pão.
Memória que guardas ainda algumas pétalas daquilo que foi vida.
Espreita nos olhos o brilho de uma lágrima.
Nos lábios se abre a flor de um beijo perdido. Sim era outro tempo.
Esse em que tudo era possível,
Tempo de esperança acesa.
Uma família, um lar, trabalho e pão.
Depois!... No agora,
Tudo é só recordação.
Resta-lhe para acariciar o fiel amigo,
Que também na vida ao abandono.
Andava faminto, tão perdido.

Augusta Maria Gonçalves.




 Tenho a rua como morada
todos os cantos são meus
a noite é o meu refugio seguro...
nela descanso sob o silêncio dos céus !

Ao acordar, sei que o sol não nasce para mim
mas aquece minha alma sombria
seca-me a roupa vestida neste corpo frio
e sara -me as cicatrizes da vida!

Porque todos abalaram e de mim fugiram
só me resta como companhia o meu cão
tudo nos é desconhecido
partilhamos o mesmo chão
meu amparo meu fiel amigo!

Tenho os olhos assombrados
visões dos meus loucos pensamentos
procuro em redor tudo é vão
teu afago é minha única salvação
e secumbo á ternura ...
dos nossos momentos!!!!

06-03-18- maria g. 




 ALBA

Percorro flagelado, só,
sem companhia alguma.
nem um animal de estimação,
ansioso pela realidade,
de ser, no tempo.
Te encontrar,
te acompanhar,
deixando para trás
o todo que me diminuíra.
Esperar,
até que a delonga me mover
para os momentos de contigo
me recuperar,
esquecendo o que mais me constrangera,
o completamente incompleto estar.
Aproximaste o éden de mim,
estando vivendo em ti,
nada há a perder,
a dissipar
que possa este sentimento
transfigurar.
Em alvor de madrugada,
confirmaste a minha vida,
em adejo de azul, vestida.

José Lopes da Nave 




Abracei a dor que trazias no olhar....
De mão estendida...tão impiedosa dor ....
Eras barco à deriva , sem navegar....
Grito surdo pedindo amor....
Vestias pobreza....
Mordi a raiva engoli o pranto....
Mantens ainda uma réstia de nobreza....
Que mira o mundo com olhar d´espanto....
Roubaram-te a alma e o ser ....
Roubaram-te o trabalho e o pão...
Abutres... donos do poder...
Dignidade ,essa não te roubarão...

C.AIONA.C. 




“TRAZ COM ELE O PESO DO MUNDO”
Traz com ele o peso do mundo
Mas não deixa o seu fiel amigo
Ele é o seu aconchego
Espera que a noite chegue
Sorrateiro esconde-se na escuridão
Embrulha-se nos seus farrapos
Abraça o seu companheiro
A solidão vai e retorna
A vida pesa-lhe nos ombros
Respira entre segredos
Somos atores neste palco da vida
O nosso papel é secundário
Trazemos na alma
O condão de ser poeta
De dar cor á vida e às palavras
De rabiscar coisas afim
Perdemo-nos nas consoantes
Encontramos as vogais
Nunca dizemos tudo
Fica sempre algo para dizer
Há sempre uma alma perdida
Que não encontra o seu retorno
Ali fica ele e o seu cão só e triste
Não encontra o seu palco
Fica nos bastidores da vida
Perdeu as palavras
Não tem alma não tem cor
Perdeu o seu rumo
Não tem saída
A vida esqueceu-se dele
Resta-lhe o seu amigo incondicional
Traz com ele o peso do mundo…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 




 Cão Amigo!

Cão amigo
Que olhares me fazes?
Sincero me afecta tuas festas
Lambidas!
Fiel!
Doce!
Falo contigo me entendes bem
Arrebitas as orelhas,
Compreendes meu falar…
Brincas e saltas atrás do que meche
Olhas para mim…
Teu olhar me enternece!
Bom companheiro
Que sabe escutar
Tudo percebe mesmo sem falar!
Sozinha me encontra,
Enroscado aos meus pés
Não me desiludes
Como os outros amigos;
Que falam!
Tu ladras...
E não mordes!

Fernanda Bizarro




VAGABUNDOS

Vagabundos, sozinhos neste mundo,
Onde p´ra nós, não existe lugar,
Mas entre os dois há um amor profundo,
Que ninguém neste mundo vai roubar.

Pouco ou nada temos, dia-a-dia,
Mas esse pouco nós o partilhamos,
Não quero mais ninguém por companhia,
Prefiro este amigo, aos humanos.

E quando o frio aperta e a noite vem,
Um ao outro nos vamos abraçando,
Sem precisar sequer de mais alguém.

Este animal fiel que está comigo,
O seu amor imenso me está dando,
A ele posso chamar sim, de amigo.

António Henriques 




 "Amor"

Será que têm a noção
de que tudo é em vão
quando ao Amor
se diz que não!
Será que vêem
ou será que não...
que o Amor é um dom
uma reacção
vinda do coração!
Será de mim
ser assim
ou será...
que não tenho noção!

Autora: Fátima Andrade 




 AMOR INCONDICIONAL

Vivo neste meu degredo
até tenho medo
Nos meus tantos sonhos
Que sonhei para mim
Andei á deriva
Tive tantas divas
Fui macho latino
Perdi o tino
Sem dar sequer por isso
Corri o mundo travesso
Agora preciso de um porto de abrigo
Tenho um só amigo
Fiel ,de quatro patas
O Joel
Perdi as datas sem saber quem sou
Companheiro,das noites ao luar
Fogueira acessa
Neste Inverno frio
Sinto dele o quente
Amor incondicional
Num duo seguimos em frente
Percorrendo as ruas vadias de carinho
Não... não tenho ninho
Apenas uma ponte de manto
Uns misseros trocos
Comemos os dois
Inseparáveis somos
Agora vou olhar o céu
Voltar a sonhar
Que fui um dia Gente
Eu ,tu ,ele
Somos aquilo que Deus
Quiz para nós

Anabela Fernandes 





 Homenagem à minha ''DOCAS''

Um dia ouvi ladrar,
era uma noite de Fevereiro, fria
estava no conforto de casa
ouvia aquele ganir
que mais me parecia um chamado
andavas na minha rua
e eras um animal abandonado.

Não davas a mão a ninguém
decerto que eras um animal apedrajado.

Tentei chamar-te a mim
e tu viestes num amor sem fim
deste-me a tua patinha
e eu dei-te a minha mão

O tempo foi passando
e fiz de ti o meu animal de estimação
tal... era a tua adoração, tal era a minha afeição

E ainda hoje me interrogo
para onde é que fugistes
no dia em que partistes

Não sei para ondes fostes, nem o que aconteceu
Talvez fosses morrer longe da tua dona

Hoje digo...

Dei a mão a um animal abandonado
Sentia nos seu olhar um amor incondicional
dei-lhe tanto mimo... e tal como chegou à minha vida,
Também desapareceu.

(Não abono, o abandono)

Florinda Dias 





 Um cão e um homem

Um homem só
tem fome de alimento
tem falta de um teto pr’a dormir
tem frio que lhe corrói os ossos
anda sem rumo pelas ruas
anda á procura
de um lugar
onde possa descansar
anda a procura
dum abrigo
e dum abraço amigo.
Um dia vê um cão na rua
que agora
é a sua melhor companhia
é um cão que abraça
quando tem frio
e lhe dá carinho.
Já não está sozinho
eles protegem-se
um ao outro
comem juntos
aquecem-se mutuamente
e mesmo que durmam ao relento
nas pedras de calçada
já não estão sozinhos
caminham juntos
unidos pelas carências
da estrada da vida –

Mila Lopes

 



 Imagem a ser interpretada
Terça Feira 27-02-2018


 "Amor e uma cabana "

Ficou na memória
Tantos momentos passados juntos
A luz na janela
E o cheiro a madeira
Fragmentos de uma história
Vivida entre dois mundos
Pensei ser aquela
Que ele amaria a vida inteira
Hoje vejo de longe
Com uma paz soberana
Numa pequena lágrima que foge
E vai descendo a montanha
Lamento com um sorriso
O fim do paraíso
Onde o desejo ainda me chama
Acabou
O conto de fadas
O amor e uma cabana

Sónia Paulo /02/2018





 Aqui estou eu ...
entre chegadas e partidas...
no meu canto onde fico quieta a pensar
o que quero esquecer ou lembrar!
Dou por mim neste momento solitário
a olhar pela janela da minha própria vida
e sinto que a alma se esvazia de vaidades
e de tanta coisa...que não quero mais para mim!
Escuto a voz da consciência...
á procura da verdade entre tanta mentira que vivi!
Por essa janela agora aberta...vislumbro um clarão
da Luz que consegui alcançar...
e sinto que a minha procura não foi em vão...
decidi...essa janela não mais fechar!!!!

27-02-18 maria g. 





 MEU PORTO SENTIDO

No casco velho que o tempo degastou
Ficaram memórias na alma que chora
Perdida sem norte á mercê da sorte
Sapiente do que quer num querer absoluto
Rasgo a esperança num verde marinho
Nos braços do vento voa o carinho
Intempéries sentidas ,restos do passado
Ficam p'ra lá da estação invernosa
Agora apenas saudade que ainda permanece
Neste vendaval de emoções
Sem esquecer sou ainda mais feliz
Guardando no peito algo que me diz
O amanhã nunca é tarde demais
Temporais devastam o sentimento
Amor cura no seu momento
No casco velhinho está outro ninho
Sem pressa,sem idade,com tempo
De ver de novo a grandeza do sol raiar
Nesta vida que não está perdida

Anabela Fernandes 





Todos temos um lugar especial
Ainda que imaginário
Onde vamos descansar a mente e o coração
Um sítio aconchegado
Com vista para a vida
Onde podemos reviver cada emoção....
Parece uma pequena divisão de madeira
Onde cabem recordações de uma vida inteira...
Quadros, fotografias, memórias
Pequenos objectos cheios de histórias. ...
Cartas de amor, poesias
Tristezas e alegrias....
Palavras que nunca foram ditas
E um monte de outras apenas escritas...
É completo este lugar
E completa a nossa forma singela de amar.
Lá revivemos sonhos esquecidos no tempo...
E esquecemos da vida um ou outro lamento. ...
Lá ninguém nos pode magoar
É um lugar só nosso, dificil de alcançar...
De lá podemos olhar a vida
De uma outra perspectiva ...
Podemos espiar os sonhos, sentindo-os realidade
Lá somos nós os donos da nossa própria verdade!
Somos o nosso próprio eu
Sem sermos aquilo que alguém prometeu...
Somos nós na essência mais pura
Sem medo de nada, de qualquer aventura. ...
Nesse lugar não nos toca qualquer maldade
É por isso que aí somos felizes de verdade.
Isabel Susana Marouço





 CANÇÃO

Quando o luar
se abeira da cabana,
tenho a saudade
de não te ter junto a mim
envoltos em melodia de amor,
na permuta de afagos e carinhos
que alimentam o querer
existente em nós.
Mas sinto que …
As mãos se encontram,
os lábios se entrelaçam,
os corpos se procuram
em simbiose de desejos
que nos percorrem,
ardentemente.
E, a noite nos aguarda,
ansiosamente.
José Lopes da Nave 





LUSÃO DE AMOR

Foi neste isolado recanto
Que derramei minhas lágrimas
Enxuguei o meu pranto
Reli aquelas cartas
Que te escrevi com encanto.
Mas, nunca foram enviadas
Ficaram guardadas num canto
Num cofre, sacramentadas
Testemunhas de um amor
que foi por mim criado
Fruto da minha imaginação
Foi apenas um sonho desfeito
Dentro da minha ILUSÃO.
Foi um tempo de reflexão
Para refletir sobre a estrada
A seguir neste momento
E estar bem acordada.

Maria de Fátima Bezerra de França 





 RECORDAÇÕES

Hoje no vazio desta sala,
encontro-me só, a escrever,
versos de saudade, de momentos
vividos e já passados ...

Escrevo junto à janela aberta da vida,
à espera que me devolvas os dias em
que os pássaros cantavam só para nós
uma melodia tão bela....

Cede-me os momentos de ternura,
que despertava alvoradas de lembranças,
dentro desta sala vazia e escura...
Apesar do cansaço, movimentam-se ainda
flores de luz na solidão desta sala, sombria e fria,
mas onde se viveram momentos de intensa paixão...

MARY HORTA  




“NESTE LUGAR”
Neste lugar onde nasci
Há uma manhã em cada dia
Há um sorriso em cada olhar
Há um vento que chama por mim
Espalham-se quimeras
Recordações sem fim
Saudades daquele sótão
Onde brinquei tantas vezes
Onde sonhei, onde amei
Estou onde não queria estar
Estou onde já estive
Onde fui rosa em botão
Onde fui flor de amor
O tempo girou
Levou-me com ele
Não me deixou ficar naquele lugar
Pousou num horizonte longínquo
Onde não me conheço
Não conheço ninguém
Olho para dentro de mim
Como a maré engole a areia
Há nós que me prendem aqui
Há pegadas que não se esvaem
Há mãos que já não tecem
Vestidos de amor e ternura
Repasso lentamente
Pés pesados e cansados
Já não sobem aquela escada
Já não me escondo na brincadeira
Já não rio á gargalhada
Este lugar já não é meu
Outro alguém já mora aqui
Volto de onde vim
Este lugar onde nasci…
Já não me pertence
Agora só mora lá a saudade…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 





Nada melhor que uma bela melodia para nos inspirar....
A chuva a cair lá fora e a música a tocar o coração
Violino, piano, saxofone ou flauta de pan ouvir tocar
E salta do peito um suspiro de nova emoção. ...
Toca também a nostalgia ...
E uma lágrima cai sem querer
Recordamos sorrisos de alegria
Que nunca vamos esquecer....
Mergulhamos em sonhos, memórias ou recordações
Regressamos àquele cantinho onde guardamos as emoções
E deixamos que se manifestem em nós
Transcrevendo-as em poesia, dando-lhe voz...
Ouvir estes instrumentos transmite-me uma certa paz e harmonia
Um som que me acalma
Que faz levitar a alma
Provoca magia.
Às vezes faz bem viajar nas asas da música para outro lugar
Um lugar sempre mágico que adoramos visitar
Um lugar de sorrisos, de lágrimas de saudade
E se a saudade existe já houve felicidade ....
Um lugar só nosso, inviolável, intransponível
Um lugar que só ao nosso próprio olhar é visível. ...
Um lugar de aconchego, onde o tempo não passa em vão
Onde guardamos todas as razões que fazem bater o coração. ..
Um lugar de paz e tranquilidade
De onde não apetece sair para a realidade.
Isabel Susana Marouço 





 A chuva que cai

hoje dia esteve frio
eu da minha janela
vejo a chuva cair
chuva que alarga a calcada
e é há muito tempo desejada
eu ouço ela cair
com força no telhado.
Como tinha saudades
de ver a chuva cair assim
parece que o tempo mudou
a chuva que cai é abençoada .
Ela vai fazer maravilhas
aos campos secos
e vai encher de cores
as tapadas e as calçadas.
E vai trazer esperança
a muita gente
que há muito tempo a esperava
Lá ao longe
a neblina parece um véu
que no final do dia
cobre o céu .
_______________________

A chuva que cai
purifica o nosso espírito .

Mila Lopes 





UM POEMA PARA TI

Os livros de poemas, desbotados,
A luz entra, nos vidros da janela,
Os óculos pelo uso, já riscados,
Já pouco vão distinguindo por ela.
No quarto sinto lá fora o frio
Do tempo invernal que está à porta,
Vejo à minha volta, o teu vazio
E a solidão em mim, tão fundo, corta.
É tarde, talvez, já não vá a tempo,
De dizer que te amo, com paixão,
De te pedir desculpa e perdão,
Por tudo o que te disse e hoje lamento.
Intenso foi o amor que em nós nasceu,
Imensa a ternura e encantamento,
Profunda a nossa dor, nosso tormento,
Amargo foi o tempo em que morreu.
Se fosse permitido atrás voltar,
À nossa doce e pura felicidade,
Ao amor, que em nós foi de verdade,
Por ti, eu me voltava a apaixonar.
Mas o tempo não espera, nem descansa,
Passa veloz, em louca velocidade
Desejo eu, quiçá, em vã esperança,
Nestes versos de dor e de saudade,
Q`em ti seja esse amor, doce lembrança
E em nós nasça de novo a felicidade.

António Henriques 





EU

Rasga-se o céu , a alma e as vestes ,
Cascatas salgadas juntam-se ao meu mar
Fúria das tempestades agrestes ,
Rasgam-se as madrugadas num abalroar.

*
Rasga-se a carne na dor do sentir,
Famintos... lambuzam-se os predadores .
Rasga-se o mar e as ondas a rugir
Grito de mãe abraçando dores.

*
Rasgam-se lembranças fechadas em baú.
Com astúcia despiram o meu ser,
Rasgam-se as horas em perfil nu
Prisioneira no refúgio do meu querer.

*
Rasga-se o vento que leva meu orar
P´lo tempo que foi um doce mistério ,
Tempo que a distância não irá quebrar
Pedra sólida no meu presbitério.

*
C.Baiona.C.





 
 Imagem a ser interpretada
Terça Feira 20-02-2018

 Sinto hoje em mim
um tempo novo
despido da pujança
desse outro...
que fica para além...
na distância!

Tempo feliz esse
em que era apenas criança!

E há muito em mim
que esse tempo me veste
os doces momentos
da eterna lembrança!

20-02-18 maria g.




 NA FORMA DE UM CORAÇÃO...

Ah como eu gostava
de projectar no horizonte
um imagem de amor
de amizade e de gratidão
imagem de felicidade
de paz e de abnegação
a imagem de um coração...
pra que todos a observassem
e sobre ela meditassem.
deixando que as suas almas
nos seus valores se inspirassem.

O mundo mais belo seria
sendo o bem a condição
toda a gente sorriria
pois aprendera a lição
um prémio pra Humanidade
pra todos chegava o pão
nos espíritos renasceriam
palavras de uma oração
e as portas do Céu se abririam
pra acolher essa oração.

Vem poeta meu irmão
demos asas à poesia
vamos espalhar pelo mundo
o feitiço dessa magia
na forma de um coração.

Aida Maria (Aida Marques)





“AMOR DE MÃE”
Mães
São como um sol
São amor no coração
Iluminam o mundo
Um amor sem igual
A ternura que delas emana
Palavra tão pequenina
Mas com uma força enorme
Ser mãe é amar antes de o ser
Mães deveriam ter asas como os anjos
Trazem nos olhos a doçura do amor
Na alma o querer e o proteger
Suas mãos são milagrosas
Seus filhos são seus amores
Sorriem e o mundo sorri
Têm no olhar um brilho divino
Ser mãe é dor e paixão
Semeiam amor
Colhem amor
Perdoam sempre
Mãe é um ser especial
É a estrada que nos guia
É a ternura que nos agasalha
Cada palavra é um conselho
Nada chega ao colo da mãe
Mãe faz sorrir
Seca as lágrimas
Afaga e beija
Mãe…És poema na vida…
Deverias ser infinita…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 




SOL

Tens a cor nobre, tez do sol
Lanço-te um meio-olhar
Em jeito de anzol
Misterioso, de balanço do mar

Abres um sorriso, de céu
E deixo-te rodear, abraçar
Acercar-me como a água ao ilhéu
A quem a brisa macia anuncia
A maré subindo envolvente, exigente

Se ao teu fulgor
O meu brilho juntar
Convite ansiado de viajar
O mundo perde a pacatez
O universo fica sem lucidez

Sucede o dia, em tom azulão
Tão branco, o pouco algodão
Escuro, o oceano de esplendor
Imenso, ondulante, tentador
Brilhante, a luz que adivinha
O pudor que nenhum tinha
E foi a púrpura da penumbra que nos fez naufragar
E à foz em surdina a chegar

Rute Pio Lopes 




O simples
do singelo,
a simplicidade
do que é belo.
Um olhar
ternurento.
O desabrochar
de um momento.
Pequenos gestos
de amizade,
de carinho
e de verdade.
Abraçar,
abraçando,
cuidar
e estimando.
A amizade
é assim,
simples..
do princípio até ao fim!

Autora: Fátima Andrade 





 OLHASTE-ME E SORRISTE!

Foi bem simples assim,
Tu surgiste do nada na multidão,
Olhaste,sorriste para mim,
Logo conquistaste o meu coração.
Vi-me subindo ao céu...
Uma mulher especial,
Meu abraço abraçou o teu,
Naquele momento ideal.
Um olhar,um sorriso,um momento,
Foi bem simples assim,
Que para ti foi meu sentimento,
E que jamais terá fim.
Querendo só para mim e acabei,
Por ti me apaixonar ,
Foi assim o sonho que sonhei,
Para sempre te amar.
Teu olhar,triste mas lindo,
Que para mim se aproximou,
Com a brisa vindo, soprando,
Meu amor por ti começou.
Desnudando o véu do amar
Sou corpo sedento, sou vento,
Sou apenas simples sonhar,
Que tem no peito grande sentimento.
Ao teu ouvido sussurei o quanto te amava,
Teu rosto com amor beijei,
E teu amor beijo desejava,
Porque afinal... me apaixonei.
Ah!Como quero este amor,
Tentei fazer o que me pediste,
Entreguei-me com intensidade fervor,
E assim docemente:OLHASTE-ME E SORRISTE.
Carmen Bettencourt! 





 MEUS DIAS

Os teus dias chamam-me,
durante os meus sonhos,
as tuas mãos aquecem-me
mas permaneço,
como uma ave ansiosa
pousada na relva.
Essas mãos me fazem esquecer
as canções da solidão que me envolvem
ao sentir o deserto da noite.
Nos meus sonhos lindos,
pondero que és a estrela
cuja luz recai no meu ser.
Tantas vezes, estamos juntos,
enquanto durmo e caminho a ti,
e me ofereces a mão.
Cada noite, é um desejo de amor
e, sonhando-te, sinto o sabor dos teus beijos.
Peço um prodígio e será, tudo luz,
não me verás longe dos teus olhares,
sentirás a resposta do nosso coração.

José Lopes da Nave 




 És um raio de luz

Nesta noite
onde sinto
a minh’ alma
cheia de nada
e vazia de tudo
procuro-te
e recolho-me
na tua força
confio-te
as minhas dores
e a minha maneira
de viver.
Neste noite
onde por diversas
vezes me perco
no vazio
do meu olhar
mas sei que tu
estás lá
a olhar-me
e fazes
com que encontre
um pouquinho
do céu
és o meu
reflexo
és como
um raio de luz
e sei que
estás sempre
ao meu lado
eu só sei
o que sinto
eu só sei
que nada sou
sem ti.

Mila Lopes 




 TUDO ALINDADO DE POENTE.

Não amor, não vacilarei por ser poente.
Sei de dias que vêm a caminho.
Trazem para nós algo de mágico.
Teu peito é abrigo peregrino.

Não te quedes no desanimo da hora.
Chegou o dia ao fim, mas nunca o amor.
Olha as pegadas que são para nós trilha.
Rumo á esperança, rumo á vida.

A vida cilada para os incautos.
Para os que no amor não querem crer.
Tu e eu somos árvores, raiz.
Vamos num abraço de paixão florescer.

Não amor, não quebres o meu sonho.
Foi no cristal da tarde que o edifiquei.
Nele eu e tu, ternura, dádiva.
Esteio, coluna de sol poente, margem ponte.

Dá-me o teu peito para reclinar.
Deixa um só beijo florescer.
Confiantes,
Vamos nidificar fazer um lar.
Entre as nuvens roseas do sol pente.
Sem medo amor,
Vamos amar.

Augusta Maria Gonçalves. 





 O AMOR AO POR DO SOL!

Chegados
Abraçados
Os namorados
De pés descalços
Viajaram…
Em sonhos.
A paisagem
Um deslumbre
O horizonte
Parece que ardia,
E os beijos
Precediam o retorno.
Picardia, sonhos e miragens,
Ideais para viver
Numa cabana
Um amor
Que alimentava
As suas utopias!

Fernanda Bizarro 




 Menina ....Mulher
Somos no ventre a semente
O amor incondicional
Temporal de emoções
As mais doces sensações
Somos o mar e serra
A arma sem guerra
Na paz que alimenta
Filhos de ninguém
Somos o além
De um simples olhar
O verbo amar
Conjugação perfeita
Inverno e Verão
Temos no coração
Amor aos molhos
Somos um resto
Um tudo ou nada
Alvorada vencida
A noite rompida
Somos tu e eu
Seiva da vida
Galho da árvore
Mãe...filha
Amante ...lua
Nua de maldade
Somos a claridade
Intemporal

Anabela Fernandes








Imagem a ser interpretada
Terça Feira 13-02-2018

 Balançam meus pensamentos
na passagem deste tempo
de colheitas maduras...
de sabor amargo e doce
como se tudo fosse ...
um viver feliz sem amarguras!
Ainda ontem ...ia no vento
que soprava veloz
de contentamento
de a tudo chegar e tocar!
Depois dos verdes anos
em que tudo é sonho
e até o feio amamos
num viver intenso!
Hoje sei como foi breve
esta aventura
que agora apenas ...
em mim perdura
quando nisso penso!

13-02-18 maria g.






 NA SOMBRA DA ÁRVORE

Na sombra da árvore,
enquanto leio um livro,
a criançada, farta do baloiço,
debandou em brincadeiras.
Poisei o livro, a vê-los
e comecei a reflectir …
Viajei neste tempo para te encontrar,
doce quimera dos meus sonhos
que deleitas meu ser, meu estar
nas delícias de querer.
Cruzei-me com as estrelas
desejosas do teu brilho
me indicando, no rumo,
o caminhar ao teu encontro.
Mas, quem pode dizer
para onde vai a estrada
e para onde e como vão os dias decorrer?
Apenas o tempo.
Quem pode dizer que o amor cresce,
conforme o coração escolhe?
Quem pode dizer,
por que a alma suspira, chora
e a noite guarda em nossos corações,
deixando-nos navegar para longe,
à descoberta?
Um sentir!

José Lopes da Nave





“AS ESTAÇÕES DO ANO”
Gosto do ruido das folhas
Que caem tontas de sono
Quando as pisamos
Vão espalhando a sua beleza
Com a sua cor pastel
Voam á procura do regaço morno
Do seu belo Outono
Tempo mais cinzento
Mas sempre belo
A poesia amanhece no jardim
Remorso de tempo e de vida
É como uma travessia
De uma estação para outra
A seguir vem o Inverno
É um viajante no tempo
Junta passado e futuro
Só temos de entreabrir a janela
Deixar o Inverno entrar
Arejar o pensamento
Sacudir a poeira
Dar sentido às coisas
E sedimentar o amor
Em qualquer estação
É tempo para amar
E desenhar novos caminhos
A seguir vem a Primavera
Sempre bela e colorida
Repleta de magia e sol
Dá cor á vida e dá-nos outro fôlego
Tudo parece mais leve e belo
Depois vem o tão ansiado Verão
Calor a pedir idas á praia
Noites quentes e amantes
Faz-nos transpirar e amar
Ai vêm as férias sempre apetecidas
E o ciclo vai continuar
Nas nossas 4 estações
Todas têm a sua beleza
É saber aproveitá-las…
E saber vivê-las…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 






São "dons" da Natureza
os sons da floresta!
Um extrato de rara beleza
subtil e assombrosa,
em que me sinto encurralada...
Qual frondosa árvore,
delicada e perfumada!
Renovando-se a cada dia,
mesmo depois de morrer
em que a "âncora" da vida,
cria raízes, nas profundezas...
...do meu ser!
Parem!
Escutem!
Escutem os sons da Natureza
e dos seus demais!
São como bolhas habitadas
por milhares de animais!
Admirem!
Admirem os tons das árvores
imponentes..
elevando-se até aos céus!
Admirem os verdes da Natureza
que são tão meus, como teus!
São dons da Natureza...
..."estes"....
que escutamos com subtileza...

Por: Fátima Andrade 





 Estações do ano.

Estações do ano,
Diferentes e separadas
Já não é bem assim
Estão todas misturadas!

A beleza da primavera
Vem fora do tempo
O verão incerto
O outono doirado
Muito atrasado fora de horas
Quando se vai embora
Já chora!
Quando chega é carnaval
O inverno desregrado
Há quem diga
Que o clima é tropical…
Esse adorava!
Ano todo mais ou menos igual!

Fernanda Bizarro 




 INFINITO...

Percorri cada estação da vida
Num sem fim de emoções
No Inverno ateei a chama
Fui paixão ,fui amor
O fogo que inflama
Ardia de sentimentos
Na lareira fui amante
Saboreamos cada instante

No Outono fui a folha da árvore que caiu
Andei ao sabor do vento
Dormi até ao relento
Num dia de tempestade
Hoje deixei a saudade
No campo a descoberto
Esperando passar a noite
E sol a serenar

No Verão fui a onda no mar de mim presente
Nela me enrolei até ver o areal
Fui maré viva que enchia
Os teus olhos de prazer
Quando no mar nos despertava
Todos os poros do corpo
Agora sinto a brisa que refresca e sacia
O desejo mal escondido
Esperando a Primavera

Por fim chega de mansinho
Estação de mil cores
Enfeita os campos de flores
Cobre o manto de odores
Tu e eu saboreamos
A Primavera da vida
Não impera o frio agreste
Nem a geada que queima
Regressam as andorinhas
Papoilas ,flores silvestres
Trazem brilho no seu trilho

No infinito do nosso olhar ....

Anabela Fernandes





A natureza é o meu campo, é o meu berço. Foi onde
eu iniciei
os meus passos, os meus sorrisos e os meus
abraços.
Foi no campo que eu cresci, que eu amei as acácias
e as orquídeas,
que eu semeei flores e amores.
No campo eu escuto o som dos pássaros.
Perante a
avidez com que nós destruímos o mundo, sob olhares
coniventes
daqueles que se julgam impunes.
Pagaremos todos: brancos ou pretos.
Acalento o meu sonho verde, de ver os campos e as
amendoeiras em flor.

José Maria... Z L 




Em Angola eu nasci
Onde acácias havia
Terra que nunca esqueci
Por ela escrevo poesia.
Para este grupo fui convidada
Fiquei feliz, contente
Por eles sinto que sou amada
Hoje sou uma sorridente.
Á sombra de uma árvore escrevi um verso
Contemplando a certeza
De olhar o universo
Contemplando a Natureza.
Adorei a iniciativa
De um poema escrever
Sorrindo sempre para a vida
É este meu bem querer!
Carmen Bettencourt! 




A MANGUEIRA

Minha árvore querida
Nunca serás esquecida
Minha mangueira amada
De fruta tão carnuda

Estarás na minha vida
De forma esplêndida
No coração guardada
Na alma eternizada

Maria de Fátima Bezerra de França 




 PASSO A PASSO

longe vai o tempo
consumido aquém de mim
substrato fértil
de ter e produzir
o que dele ainda há-de vir!
Adentrou-se a confiança
no dizer e conferir
que entre prós e contras
há sempre uma vida a emergir
erigida aos céus
que se prestam a tudo encobrir!
Pouco a pouco
passo a passo
uma semente que quer sorrir
mesmo que sofra também quer florir!
O hoje entre o ontem e o amanhã
e o passado nas rugas vividas
e sofridas no abraço já cansado
de ver avançar o sol e a madrugada
que s' esvai!
Inquieta-me o rigor adormecido
deixado esquecido...perdido pra lá do frio!
Entre a lágrima e o sorriso
há o choro de uma criança
que cresce e vence
a luta que lhe pertence
e deixa no tempo a primavera
que dela se aprouvera!
Resvala-me hoje o pensamento
que me leva e traz aquele momento
esquecido no firmamento...!

Zita de Fátima Nogueira  




A cada Estação

Cada dia, tem a sua cor
tem cores diversas
veste-se e despe-se
e vira-se por vezes
às avessas.

Cada dia é estação
tal cor que a gente veste
num, ou noutro dia, mais agreste
num ou noutro dia em que reina, a magia
sinto o cheiro da terra e oiço uma ou outra voz que berra

Escrevo a cada Estação
escrevo em nobreza
e a cada olhar, sinto o sereno
olho e escrevo, olho a Natureza
olho-a, aceito-a e vivo-a em pleno.

Pleno de Outono
de Inverno, de Primavera
ou de Verão
o pleno de um tempo
que foi, que vem, ou que já era.

Vivo e visto-me de Amor
Vivo e visto-me de saudade
Vivo e acaricio o pleno e o intenso
Vivo e procuro nas letras a serinidade.

Florinda Dias






 Imagem a ser interpretada
Terça Feira 06-02-2018

 As horas marcam o tempo
que se transforma em saudade
dessa viagem sem retorno
eterna lei sem dó nem piedade!

Passou o tempo implacável
queimando o que em mim floresceu
deixando- me só a consciência
sobre as cinzas do que ardeu!

Viajo pelos trilhos da minha saudade
que me conduz a belos tempos
aqueles que não conheciam lamentos!

E vejo -me jovem ardendo em curiosidade
de conhecer tudo quanto me faltava
viajando no tempo que não passava!

06-02-18 maria g.




 Trilhos do tempo

A muito que enveredei nessa viagem
Não sei se por acaso ou rota programada
Só sei que essa é a minha estrada

Junto com ela nessa jornada, também ganhei de presente um relógio que marca o meu tempo
Engraçado ele não cessa nem por um momento.

E vou seguindo pelos trilhos da vida, subidas e descidas
Curvas, retas, Campos e florestas
Sob chuva e sol, nem mesmo uma tempestade faz parar esse tic tac algoz

Todos nós temos assentos reservados nessa viagem
E nem adianta fazer sacanagem, tentar mudar de lugar
Assentos marcados, todos personalizados

Às vezes o trem dá umas paradas e a gente pensa que chegamos na estação final
Nada é parada para novos passageiros embarcar
Não existem limites, lugares vagos, nunca existirão

Ei você! Sei que está também nesse trem
Vamos bater um papo?
Qual o seu vagão?
Eu estou no vagão da poesia, não é difícil de encontrar

Aqui é só alegria

Jonas Luiz 





INSTANTE NO TEMPO
.
Cada dia que vivo eu quero que seja
Um dia para dar o melhor de mim.
Eu sou única mas não estou só.
Meu melhor dia ainda não é conhecido.
Quebrei o meu coração por cada ganho,
Para provar o doce momento
Eu enfrentarei a dor,
Eu me caio,
Eu me levanto,
Mas mesmo assim
Eu quero um instante no tempo.
Quando eu for mais
Do que pensei que poderia ser
E quando todos os meus sonhos
Estiverem a uma batida
De distância do meu coração
E as respostas couberem todas em mim,
Quero que a Vida me conceda
Um instante no tempo,
Para quando eu estiver correndo com o destino
Então, esse instante do tempo,
O ter nas minhas mãos
E sentir a eternidade e fazê-la brilhar!
.
Isabel Lucas Simões  





 ONDE O RELÓGIO NÃO PAROU

Amei-te num tempo
Que não foi nosso
Numa lua encoberta
Onde o relógio não parou
Nos ponteiros inimigos
Castigos de uma era

Amei-te sem sequer ter pensado
No destino mal traçado
Nas linhas horizontais
Verticais e muito mais
Ditaram o futuro

Amei-te na vastidão do oceano
Não ,amor não foi engano
O coração atraiçoou
Nos perdemos na razão
Infinito pensamento

Hoje sei que tu me amas
Chamas a cada momento
Onde os sonhos te acordam
Transpirado de sentires
Aquilo que nós quisermos

Se a lua descobrir
Numa noite de Primavera
Saberás quem por ti espera
No compasso do relógio
Que teimou em não parar...

Anabela Fernandes 





“O RELÓGIO”
O relógio bate as horas
O tempo passa a correr
Há gestos perdidos
Nos trilhos da vida
Abraços guardados
Beijos adiados
Esperas infinitas
Palavras fugazes
Ditas ao acaso
Imagens irreais
Caminhos tempestuosos
As horas passam
Naqueles trilhos infinitos
Levando ao amor
Perdem-se algures
Nas tardes nuas
Em brancas nuvens
Paixão contida
Animal indomável
Almas interligadas
Navegam sem rumo
Para sítios estranhos
Em comboios do tempo
Para onde vais vida?
Terras desconhecidas
O amor…que é feito dele?
Corpos entrelaçados
Ninguém o segura
O tempo o levou
Nos seus mistérios insondáveis
No seu tic tac constante
Para onde não sei
Alguém o achará
Alguém o amará
No despertar de um relógio
É mais um dia
De gestos perdidos…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA  




 Parto

Parto neste dia de névoa,
com o crepúsculo a cair
no trilho do comboio.
O relógio do tempo marca
a hora da chegada ao destino.

Seguir, nesse comboio de sonho
a atravessar os lugares que reconheço
dentro de nós...
E, a chegada ao destino é um espaço
vazio cheio de segredos e lembranças,
que passaram nas horas vazias em que
sempre estivemos sós, tu e eu ...

Pelo trilho do comboio passam recordações
e faz-se silêncio, a negridão acende a noite,
a pouco e pouco...
Em breve chegamos ao destino com a hora
marcada no relógio do tempo ...

MARY HORTA  




Meu Cabo Verde

Ainda guardo o meu tempo no breu da noite, onde a
saudade
impera, d'um passado imortal.
São celestiais os momentos que recordo de ti.
Nem por
magia muito menos por omissão, deixaria morrer o
azul da tua
cor, tuas praias e teu mar.
Sonho-te todas as noites, vagueio no teu mundo todas
as manhãs,
visto os meus olhos de saudades e percorro tuas
ruas estreitas,
sob o olhar de transeuntes; gente de bem!
Aos quatro cantos do mundo...
Eu falo de ti com orgulho, minha terra: orgulho d'um
emigrante
que mesmo distante, vive presente.
Ainda respiro o teu ar.

José Maria... Z L





 ANGELUS

Sim,
no tempo certo,
a luz das estrelas revelou-se.
E, a pedido,
em preces a um anjo,
diga ao meu amor
que o coração pulsou,
quando percebio seu de presente
Comunique-lhe
que as nuvens são agora de cristal
e vivo de sonhos coloridos,
na magia da fortuna, da lembrança,
onde tudo nasceu.
Do tempo onde a nossa solidão
procurava ternura.
Diga-lhe que é a luz dos dias meus e
quero, para sempre, permanecer na sua vida.

José Lopes da Nave 





VIAJANDO NO COMBÓIO DA VIDA...

Mal abrimos os olhos
na nossa vida o início
de uma incógnita viagem
com bilhete vitalício...

Às vezes corre suave
com os seus momentos fagueiros
outras vezes aborrece
com tantos apeadeiros...

Nessa viagem da vida
fazemos a contagem do tempo
não queremos perder a hora
de qualquer feliz momento.

Pela janela do trem
vemos passar as estações
idealizando um futuro
com sonhos e ilusões.

Crescemos e de repente
quase sem darmos por isso
a viagem já vai longa
tão longe ficou o início.

Mais perto está o fim da viagem
a eternidade é um segredo
vazias vão ficando as carruagens
de quem se apeou mais cedo...

Aida Maria (Aida Marques) 





 O relógio da estação.

A via tem um relógio
Na estação de embarques;
As horas marcam as partidas
Incluindo as paragens
Até da própria vida!
Para lá chegar.
Os ponteiros do relógio
Na direcção que é a sua
Dar-nos-á indicação
Do tempo do desembarque.
Sem atrasos a hora é certa
Libertação de emoções
Lá no fundo uma luz
Uma guia que conduz
O comboio nos carris!
Dá a volta e volta e meia
Anda trava, volta a parar,
Iremos desembarcar?…
Boa viagem é o que queremos
De ida e volta, precisemos,
Chegaremos ao ponto de partida!
Vida!

Fernanda Bizarro 





 O TEMPO EM ESPIRAL.
Tic tac.
Batia certo,
Os ponteiros oscilavam,
Segundos, sopros, minutos momentos.
Mas lá no fundo do tempo,
Um lago limpido.
A vida passava em recortes de luz.
Eram momentos de riso.
De amor, de encanto.
Os olhos já lacrimosos se enterneciam.
No coração espanto.
Como tanto eu vivi?
Como tanto cresci?
Como me dei, tanto reparti.
Fitar os ponteiros me atrevi.
Vi!
Como a vida se gasta,
Que cansados meus ombros.
Carrego um manto a joias bordado.
Pois o tempo me deu coroa cetro, manto.
Me deu todos os caminhos.
Mas esqueceu de dar a diretriz.
Hoje me pergunto,
Valeu a caminhada?
Bem entre momentos de sonho e saudade.
Sim sou de encantos raros brilhos de estrelas diamantes.
Sou uma mulher feliz.

Augusta Maria Gonçalves. 




 O tempo
é simplesmente
a essência da vida
O tempo
faz da dor o amor
e felicidade de viver
O tempo
faz um coração partido
e um coração forte
O tempo
transforma a incerteza
na esperança
O tempo
traz tudo de volta
como os ponteiros dum relógio
O tempo
não pede permissão
ele age
O tempo
é viver todos os segundos
minutos e horas em paz
o tempo
leva-nos a descobrir
o sentido de viver
O tempo
tudo leva ´
e tudo trás.

Mila Lopes 





 Em linha o tempo e o brilho de um trilho
o princípio e a meta
e a vida cai no repente
que se amassa e passa
por vezes graça
outras desgraça
e de nada adianta a contradição
de quem chore e implore!

Ninguém ficará de fora desta corrida
por muito que ela se faça invertida!

Quando o caminho se revela atroz
o comboio corre veloz
aflige-se no leva e traz
e enfeita o cabaz
com amor e paz
na quantidade que a todos apraz!

Assim seria o que tu e eu queria
se a vida fosse como cada um a queria
sem peias nem amarras
na leveza de ter asas!

Chega a carga no trem
e os segundos correm também
em defesa de quem tem pressa...
um beijo e um abraço
na maré de quem acate o sofrimento
de ver chegar o desalento!

Acelera o tempo
apita o comboio
e eu se não corro fico para trás
calcorreando a berma do cais
muito aquém dos madrigais!

Não, não desistirei de me procurar
viverei eternamente
de rosto voltado ao norte
saboreando a minha sorte!

Zita de Fátima Nogueira 






Imagem a ser interpretada
Terça Feira 30-01-2018
  
Nos dias de hoje....
já tudo é saudade
destilando dor latente!

O que antes fora...
Sol chama ardente
paisagem florescente!

Hoje só quimeras
de vividas primaveras
que ficaram ausentes!

Sonhos ilusão utopia
beleza que se transformou...
na sombra que fora um dia!

30-01-18 maria g.





 Terrenos agrestes!

Terrenos áridos
Secos e pragmáticos
Onde a natureza
Tem a beleza que tem.

Não há vizinhos
Só os passarinhos
São felizes!
São livres!

A vida vegeta dela própria
Respira ar puro
O vento dança
Envolta dos arbustos
E vai-se embora
Quando está cansado!

Há noites de medo
Com uivos estridentes
De quem se ama
Em sua cama
E está contente!

Fernanda Bizarro 





 ESTRADA da VIDA

Quero ser
Uma flor no teu jardim
Plantada com muito amor
Rodeada de harmonia
Sempre regada a rigor
Um dia cresci
E brotei
Rebentos harmoniosos
Em tão belas primaveras
Foram as flores mais belas
Que com o meu manto as cobri
Bordei-as com carinho
E com cheiro a azevinho
Faziam lembrar Natal
Onde rebentou uma flor especial
De encanto sem igual

E hoje apenas quero ser
Um jardim de poesia
Embriagando o teu dia
Para sempre te envolver
Em cada meu abraço
Nos traços que irei escrever
Sendo a doce melodia
Que sempre vais ouvir
Em cada despertar

E se a lua quiseres ver
Chama-me para companhia
Envolvidos dançaremos
Até ao raiar do dia
Então sim
Eu apenas serei tua

Mas se a lua se esconder
Á sombra vem amor ter
Voltaremos ao passado
Saboreamos o presente
Sorriremos ao futuro
Tudo está fortalecido

Anabela Fernandes




 AROMA SILVESTRE

Ao te ver, ao longe,
caminhando,
harmoniosamente,
rodeada de flores campestres,
brincando,
o meu ser pulsou
de harmonia.
Me olhaste com olhar
franco e doce
e de promessa,
que em mim
fizeste criar,
a aspiração de amar,
em amor puro e cristalino,
com aromas silvestres,
a exalarem do teu corpo
em, ânfora desenhado,
de doçura ansiado.

José Lopes da Nave 





“FUI SEMENTE EM TERRA SOLTA”
Fui semente em terra solta
Ganhei raízes profundas
Ganhei brisas e odores
Numa viagem no tempo
Tardei a crescer
Mas fiquei por aqui
Fiz desta a minha casa
Desembaracei-me do nó do tempo
Nasceram-me ramos profundos
Desabrochei para a vida
Fiz amizades sem fim
Dei-te colo
Compartilhei os teus segredos
Dei sombra ao amor
Nesse banco mágico
Conheci os teus amores
Dei-te flores na primavera
Fiquei desfolhada e triste
Ganhei viço e agasalho
Esperei o teu afago
O teu abraçar de ternura
Fiz de baloiço para os teus filhos
Sou fortaleza profunda
Fui palco dos teus amores
Guardei choros e relíquias
Escreveste no meu tronco
Palavras de amor e paixão
Aqui estou para ti
Tenho vida que me agarra
Como uma árvore que sou
Morrerei aqui e de pé…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 





AS VÁRIAS PEDRAS

E nas pedras da calçada
Eu já dei uns trambolhões…
Eu fiquei tão maltratada
E rompi os meus calções!
A minha linda vidraça
Andou a ser cobiçada!
De repente se estilhaça…
Pois levou uma pedrada!
Sopa de pedra comi…
Fiquei com pedra no rim.
Ainda não entendi…
Ter pedra dentro de mim!
Fiquei de cabeça quente,
Pois partiram-me a cabeça
Com a pedra do meu dente…
Por incrível que pareça!
E logo fiquei doente…!
Alguma coisa vai mal
Porque eu parti um dente
Com uma pedra de sal…!
Calquei o rabo ao meu gato
E levei um arranhão.
Tenho pedra no sapato…
E o sapato no chão.
Ai a minha figadeira
Também tem uma pedrinha…
Vou tê-la a vida inteira…
E mantê-la… que é minha!

Aida Dinis Sampaio 





 Um lugar perfeito

Sentado em um banco, com perfeição avisto o horizonte
Impossível passar em branco essa sublime interação
Meus pés sobre o chão, a mente em oração
Um conjunto perfeito
Eu, a natureza e a vida interagindo
Um círculo maravilhoso e lindo
Esse lugar merece um nome que cause um grande impacto
Seria a mistura do belo, do sublime, aliado com o fulgor da natureza
Já encontrei um nome perfeito!
Recanto da beleza

Jonas Luiz 





na luz dos troncos escrevo-me
embutida no bálsamo
da natureza, tonalidades
dispersas em ternura
de sonhos raiando em ninhos
Imaginários de vertigem
...
no fogo do sol a adormecer
fios esvoaçam em ouro,
polvilhando as árvores
numa magia divina
de paz ,em ondulações
de uma infinitude gerada
na essência íntima
do amor absoluto

Ana Cristina Macieira





 VOU

Vou por trilhas de luz.
Escuto melodias.
De água, de píncaros de gelo glaciar.
Passa o vento, brinca nas nuas ramarias.
Minha alma se deleita a contemplar.
Ah! Luz que vestes as trilhas do caminho,
Vestes de sol a minha imagem.
Fragil sou,
Nos olhos apenas a miragem.
Na boca o cantar de festa, que se sonha,
Nos troncos nus onde a seiva corre.
Já a luz me mostra estas paragens.
Vestidas de flores, ervas selvagens.
Eu pecadora sustenho o respirar.
Para ler as mensagens deixadas pela luz.
Vejo manuscritos arabescos.
Que sábios dizem.
Persiste.
Já a festa se apronta,
Já há ecos de verdura.
Amanhã o sol desperta.
E tu criatura que acredita.
Desfrutarás dessa suprema luz.

Augusta Maria Gonçalves.




A árvore de luz

Andado por ai
pelos campos
vi uma árvore encantada
toda ela era luz
e quando dela me aproximei
eu fiquei iluminada.

Da árvore saiam raios
cheios e luz dourada
que me deixou fascinada
os seus raios deram-me força
na minha caminhada.

E eu em gratidão
levantei as mãos
e olhando para o céu
rezei uma oração
que deixou em paz
o meu coração.

Mila Lopes 





 LUZ E TEMPO

Imensidão profunda
poder natural
por clemência
da geração poderosa
talvez instantânea
que te apoderas do corpo
e da alma de quem te abraça!
Esteira divinal
que te estendes no espaço
e te prontificas à descarga de desabafos
e sorrisos nos momentos mais precisos!
Ninho poderoso e cauteloso
silêncio propício ao desafio
e à partilha de beijos em momentos
calorosos!
Luz e tempo
claridade amante e profícua
que prosperas vida no caminho
e dás força e estímulo
para prosseguir!
Mão abençoada
que alimentas os corpos e os espíritos
que se abeiram de ti
famintos de serenidade!

Zita de Fátima Nogueira  




 A VIDA DA ÁRVORE…
… ou a Árvore da Vida

Como uma árvore, cresceu,
e em verde resplandeceu
espelhando a esperança
em sonhos convertida,
bebendo da terra a vida,
dessa terra onde nasceu
e suas raízes fortaleceu
a cada ano que passava.

Tal como passam os anos
multiplicam-se os ramos,
assim são os anos de vida
em teimosa renovação,
como árvore que matura
empenhada em crescer
por vendavais fustigada,
indiferente a temporais.

Mas os ramos já debilitam
tal como o peso dos anos
e vão-se expondo mazelas,
golpes deixados ao acaso
de uma história de vida,
num tronco ainda hirto
mas que definha e fenece
tentando morrer de pé…

Celso Cordeiro





Imagem a ser interpretada
Terça Feira 23-01-2018
 Declinam- se os reflexos
de uma imagem sem luxúria
na vidraça da janela!

Um café fumegando!

Esperando leitura...
um livro deixado sobre a mesa!

Um caderno a um canto
onde razuro meus versos...
á luz de uma vela acesa!

Numa jarra a beleza
e a frescura de uma flor!

Cai a noite fria...
para lá da minha janela
cá dentro...há sempre ...
o calor...
de uma vida singela
neste meu cantinho...
de amor!

23-01-18 maria g.




“CAI A CHUVA”
Cai a chuva em bátegas sonantes
As suas gotas parecem diamantes
Veio de madrugada, sorrateiramente
Apareceu e começou a namorar com os telhados
A namorar com os vidros das janelas
Chamou o vento e fustigaram as árvores
Parece uma serenata o seu batucar
Beija o chão como que a pedir desculpa
Deveria ter vindo mais cedo
Mas o tempo anda doido
Anda mesmo fora do tempo
Cai certinha e fluida
Como se cantasse á desgarrada
Gosto de afastar as cortinas e olhá-la
Enquanto saboreio o meu café
E estou no quentinho do lar
Gosto de a ver cair no chão
Formando pequenos charcos
Continua a cair arrulhando como os pombos
Junto trás o nevoeiro, como se namorassem
Andam sempre atrás um do outro
A chuva é preciosa como os diamantes
Precisamos dela como pão para a boca
Cai, pois chuva milagrosa
Ensopa as terras
Enche as barragens
Lava os terrenos
Para serem cultivados
Sê bem-vinda, chuva…
Fica o tempo que quiseres…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 




NOSTALGIA

Cai a chuva
Molha a vidraça
O peito aperta
Nostalgia
Final do dia
Onde estás ????
No tempo perdido
P'ra lá do monte
Recordações
Da nossa fonte
Sede de amar
Do nosso manjar
Velas e incenso
Em ti eu penso
Foste ilusão
Perdi o rasto
No tempo gasto
Em mim sei que pensas
Não seguiste os passos
Ouves o vento
Como um lamento
Entre tantos cafés
Sentes o trago
Amargo da saudade
Que em ti impera
Não estou á espera
Rasguei o céu
Com o meu olhar
Alcancei as estrelas
Vou vê-las bailar
No horizonte
Agora já serena
Sei que valeu a pena
Desafiar o medo
Seres o meu segredo
Que só aconteceu
Pensamento nosso
Não foi um acaso
Nem sequer um caso
Foi apenas um Sonho

Anabela Fernandes 





 A CHUVA NA JANELA

Era uma rua perdida na cidade.
Uma rua perpendicular a outras ruas.
Todas elas delicadamente desciam descaídas para a avenida ladeada de árvores.
Hoje tudo era cinzento, escorregadio.
As caleiras das casas já idosas,deixavam entoar ping ping das gotas fugidias. As aves suspensas nas asas tristes rasavam as chaminés de onde umas baforadas de fumo faziam com que no ar cheira-se a lar doce lar.
A vida passava molhada nos pés húmidos de quem calcorreava a cidade.
Um prédio de fachada bonita, com janelas grandes, suspensas as cortinas de seda arregalavam os olhos sob a rua em movimento.
No quarto andar, a janela com as cortinas apanhadas dos lados. Deixava ver um vaso de begónias verdes, era tão exuberante a sua grandeza que tocava quase o teto desse quarto andar.
Dentro alguém olhava a rua.
Ao olhar pensei ser a janela gaiola e aquele alguém uma ave feliz.
Insisti em olhar.
Vi que um fumo leve rebolava sob uma chávena de chá.
Vi a jovem mulher chegar a chávena aos lábios.
Tudo vagarosamente, imaginei, um suspiro fatigado.
Um arrepio breve.
Um poema calado.
Um sonho insonhado.
A chuva se fez ouvir numa sinfonia breve.
De repente uma barreira de chuva despencou copiosa.
A rua inclinada se tornou um leito de água. As aves voaram sem rumo para um local enxuto.
No quarto andar a frágil mulher colocou um disco com uma melodia frágil como o dia.
Sentou na mesinha pequena, esculpida delicadamente, num madeira nobre.
Abriu a gaveta.
Pegou no antigo caderno, inalou saudade,bebeu alguns sopros de beijos e palavras.
Inclinou-se delicadamente, refez de frescura o pensamento, deu inicio com delicadas palavras a mais uma carta de amor.
Toda a sua vida era um poema, todas as cartas eram de amor sem endereço.
Passaria o inverno. Abriria a janela do quarto andar de par em par.
As aves visitariam a begónia altaneira.
E, talvez em revoada o vento faria com que as cartas voassem, algumas perder-se-iam.
Mas outras seriam adorno em jardins onde tantos poetas passando buscavam com o olhar coisas inesperadas. Escreveriam depois sobre um jardim onde as cartas eram muito mais que papel e palavras. Eram sonhos dados ao vento da primavera.

Augusta Maria Gonçalves. 





A chuva vestiu-se de um anil celeste e abriram-se todas as janelas de par em par e a chuva pela noite dentro. Eu ouvi um murmurio brando aproximei-me da claridade encostei-me ao parapeito da minha janela e, observei; vi a chuva que caía gota a gota e eu que falava com as estrelas. Escutei em silêncio. Era leve e brando o rumor que batia na vidraça pareciam sílabas, alegre o movimento das vogais, o som das consontes era adocicado. Os verbos e os adjetivos eram suaves e doces. Os substantivos eram altivos e briosos. As metáforas graciosas, as alegorias coloridas.A chuva caindo eclodiu frágil e o silêncio que pairava, no ar era apaziguador.Escrvi no caderno sobre o amor, o múrmurio das coisas agradáveis, a alteração, o esgotamento, a delicadeza e a leviandade com que estas andam de mão em mão e de boca em boca. Não querem ser escritas nem pronunciadas em vão. Querem voltar a ser melodia, inspiração, verso,poema e prosa de origens verdadeiramente genuínas.
Não querem que lhes falte a pontuação porque sem ela as frases perdem o sentido que lhes é imposto.
Mas no reflexo das vidraças onde dançavam as estrelas,
faixas de luz pontiagudas, refulgentes como cristais, escorriam como chuva suave e branda em noite de estio. Uma vaga de contrição, de pudor e de penitência impediu-me todas as reflexões, todas as contestações. Garanti que as converteria a um término defensor e que as deixaria acalmar em folhas lácteas, vazias e despojadas de insensatez. Soltei-as num voo noctâmbulo e lacónico mas apaziguador, elas formaram vínculos que derramavam sorrisos açucarados, Cursaram uma orientação secreta, rascunhando graciosos e delicados rabiscos...
Nunca as amei tanto como naquela noite primaveril...!!
Carmen Bettencourt! 





 Aconchego do lar

Lá fora a chuva cai
Da janela nada se vê
A água escorre
Lavam os vidros do pó.

No quente de dentro
Um chazinho esfria
São horas do chá das cinco!

A natureza diz-nos que é Inverno
As nuvens pesadas transbordam
A água para o terreno.

Bate no parapeito
Bate na vidraça
Olho o tempo é Inverno!
Mas não olho quem passa.

Fernanda Bizarro




 SAUDADE

Daquela janela
voltada para fora
vejo o tempo passar.
Passa lento
e eu quero apenas pensar
deixar a tempestade acalmar
calar o meu querer
enquanto a natureza chorar!
Atinge-me a quietude
que não me deixa levantar!
Levito o pensamento
rebusco o sentimento
e encontro
entre lamentos e tormentos
quem eu quero abraçar!
Na quietude deste momento
abraço o silêncio
em goles d' assentimento
e calo feridas
que querem desabrochar!
Ninguém aparece
para me acompanhar
nem a recordação mitigar
apenas da chuva o gotejar
me veio compensar
neste silencioso lacrimejar!
Registo este momento
no sabor de um café
selo no vidro o alo de um suspiro
e escrevo para ti
a saudade deste lamento!

Zita de Fátima Nogueira 




 Baste nos vidros mansamente
Pingos de chuva intensamente
Como lágrimas de quem chora,
Vai lavando a minha alma e a tua
Lava as pedras da minha rua
Onde passo a toda a hora.
Mas continue sentado a ver
A chuva na minha janela bater
Como quem escuta uma melodia,
Uma melodia de notas melodiosas
Caindo das pétalas dos cravos e rosas
Como dum Piano este som se ouvia.
Entra uma luz amena e suave
Como compassos de uma clave
Ao som do bater do coração,
E nestes compassos imaginários
Como sinos nos campanários
Vindos da minha imaginação.
Mas a chuva continua caindo
E no meu peito vou sentindo
Os toques do seu bater,
São como sons de sorrisos
Suaves alegres e precisos
Como a chuva que continua a chover.
E da minha janela vou escutando
E a chuva comigo vai falando
Como se por mim estivesse apaixonada,
E lá me falava mansamente
Escuta o meu bater suavemente
Como se eu fosse a tua namorada…

E HAJA SAÚDE, José Duarte Soares, 




 A VIDA LÁ FORA

A janela está fechada
mas sinto a bruma,
uma brisa fria.
E nem que seja por um segundo,
abro-a, aprecio a vida lá fora.
E ao mesmo tempo sinto
que há um tempo que me namora
ele está convidativo,
ao que a Minh'Alma aflora.
Sinto o abrigo na luz do interior
sinto tudo tão digno
mas ao olhar aquela jarra,
aquela flor.
Sinto que a flor nada lhe doeu
mas sei que foi cortada, que foi arrancada
só para dar beleza ao ambiente
pois foi... É evidente.
E ela vai murchar um dia,
completamente.
E nesse dia,
eu vou escrever um poema
eu vou sentar-me e ler um livro
eu vou beber um café
vou acender a lareira.
e olhando bem a vida lá pra fora
sinto novamente,
a brisa fria que me namora
e vejo outra flor a nascer, na sua esteira.
Ergo as minhas mãos a Deus
e digo... Bela janela!

A que me permite ver a vida assim.
Num dia nublado, num dia de sol, ou de chuva.
Ou de qualquer maneira.

Florinda Dias







Imagem a ser interpretada
Terça Feira 16-01-2018

 MARCAS em NÓS

Página a página
De ouro bordada
De finos traços
Tu e eu
Livro sagrado
Guardado
Em cada recanto
Onde espreita a saudade
Contos e versos
Reversos da vida
Manto divino
Que nos cobriu
Não sucumbiu
Apenas parou
Um pouco no tempo
A tinta acabou
Da pena esquecida
Virá de seguida
Com mais duração
Cor de prata
Do mais puro trato
Escreveremos então
As páginas em branco
Num duo que sabemos
Viver p'ra lá da ficção
Sem pressa e sem hora
Iremos embora
Juntos para outra encarnação
Deixaremos as marcas
Do que vivemos
Sentimos
Descobrimos
Nos simples acasos
Até embaraços
Desta nossa caminhada
Nesta terra de ninguém
Amor sem desdém
Com intervalos
Para escrever

Anabela Fernandes




Todo aquele que sonha
escrever um livro
entra aos poucos no espelho
dos sonhos.
Leva para dentro daquelas folhas
uma vida que lhe corre
para lá dos olhos.
Espalha nesse universo das letras
as migalhas dos sentimentos
que escondeu
e que agora voam como borboletas!
Embebeda-se no som das palavras
que o tornam
o mais atrevido dos sonhadores.
Desafia o pássaro azul
que inocente
cantava há anos
uma melodia sempre diferente.
Todo aquele
que sonha ser escritor
acaba por vestir
as páginas d'um livro
que envelhece na prateleira da vida
com as suas histórias.
O livro onde o rectângulo é redondo
para que circulem
os desejos escondidos
nos cantos circulares do seu coração.
Fragmentos de emoções onde o amor
se enrolou com a paixão
escrevendo de olhos fechados
e alma aberta, pela simples mão
d' um escritor que não sonhou
apenas viveu
a sôfrega ilusão de quem sonhou
que existiria o livro que contaria a vida
que a sua alma escondia....

@angela caboz 





“HÁ UM LIVRO”
Há um livro que gosto de reler
Folhear folha a folha
Em silêncio
Não preciso de palavras
Só gestos e toques
As letras são invisíveis
A escrita codificada
Difícil às vezes
Outras, bem fácil
Tem de ser com ternura
Com paciência
E todo o amor do mundo
Tem um código misterioso
Mas eu sei a passe
Desse amor sem fim
Abro o teu coração
Onde semeio os meus sonhos
Soletro as minhas ilusões
Rabisco as minhas memórias
E construo pedra a pedra
O nosso amor…
Elevas os meus sentimentos
Dás-me um toque de magia
Deitas fora a minha nostalgia
Escrevemos a dois
Os nossos sonhos
O nosso livro da vida
Reescrevendo aqui e ali
Saboreando o teu sabor
Folheamos olhos nos olhos
A nossa bela história
Deitamos a chave fora
Sabemos o código de cor…
Chama-se… Amor…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 





ÉS O LIVRO ONDE ME LEIO

Ao anoitecer
as memórias do dia solarengo
tendem a toldar-se nos reflexos das luzes sem freios.
Entro em casa e sinto-te perfeita em mim.

No sofá
gati-maviosa e envolvente
estendes-me os braços, abraçando-me no olhar sorrindente.
Ofereces-me o livro do amor-sem-fim.

Sobre a mesa
degustando o vinho das bodas de Caná
brindamos à nova vida e ao milagre da palavra.
Falas-me de amor e eu leio-te em mim.

Redondo, 16/1/2018 - Pj.Conde-Paulino 




 Vamos Ler
Um Livro...Uma História

No recanto recolhido da janela
Espraio meu corpo
...relaxado
Em manto de almofadas
...aconchegado
Pego meu livro...já antes marcado
...e lá vou eu
Atravessar o mundo...
Livro...onde tudo é possível
...tudo é extraordinário
E vou ser rei...pintor
...poeta... e actor
As personagens se tornam reais
E a mente se alarga
...no decorrer das palavras
......no desenrolar da história
.........de derrota...de vitória
E tudo é tão certo
...e nada é demais
Página a página
...vamos querendo mais
E são palavras
... que despem nossa vida
Em história contada...desfolhada
E ali...naquela passagem
...estou eu...vivendo uma aventura
......com a desenvoltura
.........das palavras em imagem
Ler é sair de nós
... É não estarmos sós
É aprender...conhecer
... É crescer...saber
É sonhar... É transcender
...acompanha-me
......vamos ler...

FCJ
Fernanda Carneiro Jacinto




 Existem capítulos felizes
Em livros que já não lemos
Mas que guardamos religiosamente
Na biblioteca da nossa existência!

© Antero Jeronimo 




 As Minhas palavras-------

No meu corpo cansado
de tanto caminho
há um sonho em mim
sem ter idade
que espera o tempo certo
que não sei ...mas adivinho
envolto em terna claridade!

Fossem ...
as minhas palavras libertadas
soltas com a leveza de arminho
serem luz ...
que incendeia as madrugadas
com rubra chama e seu fulgor!
serem a semente que refloresce
em cada jardim abrir em flor!

Plo tempo que o tempo ...
não esquece
que a memória das palavras ...
não envelhece!

16-01-18 maria g. 





 Poemas Imperfeitos.

As vontades são desejos despejados
Do interior para fora da boca e da cabeça.
São vontades secretas de estar contigo no “abrigo”
Com um livro na mão contigo no coração.
Sermos dois numa cama apertada,
Com lençóis de linho de brancura de neve bordada,
A alfazema a goivos dobrados de cores garridas,
Como os da Charneca!
Amarelecidos pelo tempo.
O sol penetrou pelas persianas
E a chuva chuviscou o parapeito,
O livro aberto nos poemas imperfeitos!
E versos escritos nas paredes do abrigo.
A melancolia do amor sentia-se…
À espera dos pícaros do calor,
Na leitura e na viagem dos versos!

Fernanda Bizarro 




 Livro Aberto

Tatuo laços.
que mais parecem abraços.
Tatuo letras,
que vão atenuando os meus cansaços.

Enfeito-te na imagem
perco-te pela capa e encontro-te a cada folha
Folhear-te ou fechar-te
tem de ser minha, a escolha.

Olho-te, assim, aberto para mim
e pergunto-te o que tens para me oferecer?
Serão palavras feitas de rosas do teu jardim?

Olho-te e sinto a tentação
sinto que dentro de ti poderá estar escrito
a intensidade da nossa paixão!

Olho-te e ao mesmo tempo
tenho medo de te abrir,
de mudar de página
e deixar de sorrir.

Decididamente
decidi te deixar ficar tal como estás
estás lindo nesse teu enfeite de folhas
queria saber de ti e das tuas escolhas
queria também que soubesses,
do teu conteúdo e do bem que ele me faz.

Queria tanta coisa
que é melhor ficar quieta,
ficar calada e idolatrada pela tua cor
e guardar-te terna e eternamente
nos nossos laços de Amor.

Florinda Dias 




 UM LIVRO

Há um livro sempre aberto
na luz do teu olhar...
Há uma folha sempre em branco,
há uma poesia escrita que me faz sonhar.

Há livros que nos fazem pensar..
Há palavras escritas em livros de vento
há sonhos por concretizar...
Há livros tão belos cheios de sentimento
que nos fazem sonhar ...

Ler à noite neste quarto onde vive a insónia,
o livro abre-se, sinto vontade de chorar...
Leio uma estória há muito por contar ....

MARY HORTA
16-02-2018
Reservados os direitos de autor
Foto de Mary Horta. 





 CAPRICHOSAS AS FOLHAS, TUNÉIS INFINDAVEIS DE PALAVRAS.

Há livros dados às mãos sensíveis do vento.
Na mente as palavras, se curvam perante a grandeza de tudo que nos podem dizer.
Tantas se cruzam em abraços perpendiculares á nossa grande vontade de bordar sentimentos em poemas únicos. Únicos são sempre os sentires. Únicas são sempre as razões pelas quais construímos dias de sol e entoam cascatas suspensas de beijos suaves.
O Livro está aberto diante de mim. Sopra a brisa que se solta da minha louca vontade de alindar a palavra, o sentir,o decorar a folha gasta de tanto sonho nela desenhar.
Hoje particularmente as folhas se agitam, logo há luz que me guia por linhas inacabadas de poemas imperfeitos. Ordeira, respiro, deixo que as palavras tenham seu eco, deixo que como sementes desabrochem nas flores que eu sempre reparto por cada poema.
Meu sentir está iluminado.
Meu livro agita suas frágeis folhas.
As palavras intuitivas se abraçam.
São agora agrupadas por breves momentos de ternura.
Comovo-me, tenho de deixar partir o poema, a musa,
Tenho de fechar o livro.
A noite cai, o vento sopra, não deixo que se perca nem uma centelha de luz.
Pois luz é a razão de eu abraçar o meu sentir.
De luz é o caminho onde perdida me encontro sendo senhora de mim, nunca sendo obrigada a ausentar-me do sonho.

Augusta Maria Gonçalves. 





Livros

Em cada
página
d’ cada livro
que leio
existe
a ânsia
de o ler
eu vou
e interligando
frases
criando
imagens
e incorporando
as letras
em mim.
Livros
são amigos
que tenho
eu guardo
todos eles
n’ meu coração
amo folhear
um bom
livro
de sentir
sua textura
gosto de ter
a companhia
d’ele
na mesinha
de cabeceira
bem
ao meu lado
para quando
eu quiser abrir
lê-lo
e degusta-lo
com prazer –

Mila Lopes






Imagem a ser interpretada
Terça Feira 08-01-2018

 


Maternal

Para os filhos, a mãe será sempre
Um gracioso ser
Que os vê crescer
E isso tanto lhe dá prazer
como imenso que fazer

São os pormenores da maternidade
Em que cada fase nos deixa saudade
E cheias de vaidade

Foi pura e inicial felicidade,
Promoveu profunda afinidade,
Com o tempo criou cumplicidade
E uma terna e duradoura amizade

Rute Pio Lope
s



 COLO de MÃE

Colo de mãe
Sabor de  mel
Magia em nós
Aquela voz
Inconfundível
Ternura e carinho
Nosso ninho
Colo de mãe
Rio a correr
Que nos mata a sede
Semente de vida
Cura a ferida
Andorinha solta
Que sempre volta
Colo de mãe
Fui,sou
Os tantos colos
Que sempre dei
Flor singela
Brotei ao mundo
As três flores mais belas
Soltei amarras
No sonho perdido
Plantei de novo
Na terra molhada
Virá a alvorada
Cresce e rebenta
Fortalecida
No colo de mãe
Será recebida
No abraço gigante
Estará perante
Divino amor
No colo de mãe
Agora avó....

Anabela Fernandes 




 Experimenta de mansinho
sente o toque das minhas mãos
tão quentes de carinho!

Elas te amparam...
não te vão deixar cair
e te preparam ...
para quando chegares a partir!

Então seguirás o teu caminho
desta vez sem a minha mão
mas coberto...
de sonhos e ilusão!

O mundo inteiro...
pertence-te
talvez o vaz encontrar diferente
daquele sonhado por mim...
para ti!

Mas olha...eu vou estar ...
sempre aqui!

Sempre que te perderes
pelo caminho não encontrado
eu aqui estarei!

Sempre que caíres e te magoares
eu para ti serei...
a almofada para a cabeça deitares
e chorares!

09-01-18 maria g. 





 MINUCIOSIDADES

Não há iluminura, nem sonho, nem medo , nem saudade, nem ternura.
Mas há contemplação.
Comtemplai com delicadeza a minuciosidade.
Ah! Parai a descobrir a voz da flor a desabrochar.
Escutai…
Geme o vento abraçar a semente a sonhar, que a flor vai eclodir.
Já meus olhos a sorrir.
Miram a cor delicada, no desmaio da macia pétala rebicada de cada flor.
Porque persisto em continuar a procurar!?
Porque no pátio da alma, onde a luz se esconde, tudo que sonho brilha quando o dia adormece.
Colhi na contracurva do dia a luz encandeada do sol por nas águas.
Como joia rara a tona de água se bordou de pratas rabiscadas de silencio.
Mas era todo o caudal da tarde melodia de vida que se desenha a cinzel de vidro.
Vejo artesãos minúsculos esculpindo meticulosamente joias raras.
Sigo a trilha de terra molhada.
Saltam-me ao olhar pequeníssimos detalhes de coisas insonhadas.
Meus passos incertos suspiram de cansaço.
Pesam-me todas as pequenezes da vida que me decoram a alma.
Meus olhos depois de um profundo sono,
Riem a cada brilho.
Logo floresce uma e outra iluminura.
Sei-as de finíssimo papel antigo, Iluminuras de fios cabelares em ouro velho.
Respiro, deliciando-me com o perfume da água pura.
Estou cansada,
Tenho medo.
Pois num repente posso deixar de ver toda essa luz que acende as coisas impercetíveis, que me dão a certeza que a vida é um sonho constante.
A vida é essa miragem de luz que meus olhos se recusam a não colher em cada brilho irreal.
A olhar nunca me nego.
Porque de pedras de água azul e rara Deus os olhos me ofertou .
Despencam-se destes olhos azuis água, ventos nortes e lágrimas glaciares.
Azul de brilhos suspensos, tal é a cor de todas as minhas miragens

Augusta MariaGonçalves 





“AS MÃES”
As mães remendam a vida com sorrisos
Rasgam a alma para fazerem os outros felizes
Sufocam o grito que lhes fica na garganta
Quando não têm pão para pôr na mesa
Arrancam do peito as linhas com que cosem o amor
Têm sempre o colo pronto para acolher os rebentos
Esperam sempre um sorriso que as aqueça
Gostam de palavras ternas e de abraços
(Nunca lhes damos o suficiente)
Embalam-nos a dor nas suas canções de embalar
Iludem a fome delas matando a dos filhos
As mães são presente, passado e futuro
Elas são o nosso porto de abrigo
Nós somos as suas âncoras
Curam a nossa alma até ao último suspiro
Os seus braços são a nossa casa
Os seus beijos são amarras de amor
O seu sorriso, o sol que nos ilumina
Para elas nunca partimos, estamos sempre lá
Mães deveriam ser eternas…
Mães têm magia no olhar, calor nas mãos, amor nas palavras
Tanta coisa que fica por dizer
Tanto amor que fica para dar
Tantas desculpas por pedir
Mas posso dizer – te na mesma…Sei que me estás a ouvir
Amei-te e amo-te muito mãe…
Sinto muito a tua falta
Tenho muitas saudades tuas…
Faz-me tanta falta o teu abracinho…
Serás sempre imortal…
Obrigada por me teres escolhido…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 





 MÃE AUSENTE

Mãe, que colo cala,
a mudez do silêncio
dos filhos abandonados?

Mãe que sonhos vivem
os seres pequeninos
a quem o amor foi negado ?

Mãe sabe tão bem ter um colo,
umas mãos ternas e um beijo,
para nos consolar ...

Porquê que tu mãe sempre foste
tão ausente e eu fui tão carente
do teu amor e carinho?

Quem mãe tem e mãe não teve,
de amor sofreu a provação, em
pequenino não teve carinho, em
adulto sofreu o coração ...

Mãe tuas mãos tão ausentes,
teus beijos tão carentes,
teu colo tão vazio , foi a
maior desilusão, dum tempo
que devia ser só de amor e carinho...

MARY HORTA
09-01-2018
Reservados os direitos de autor
dedicado a todos os filhos criados sem mãe 





 AS SAUDADES DE UMA FILHA

Em doces recordações
a tua imagem se aninha
com a candura da criança
do tempo em que eras só minha...
fonte inesgotável da ternura
que o meu coração de mãe tinha
a cada sorriso teu o céu abria-se para mim
numa felicidade sem fim
mas o tempo muda tudo
hoje longe de mim caminhas...

Sentimentos contraditórios
tomaram a minha alma de assalto
num desespero profundo
abençoei a partida
sabendo que chegara a hora
de dares o teu voo mais alto
a vida assim determina
alheia à dor da saudade
que uma mãe tem de uma filha!!

Aida Maria (Aida Marques) 





Filhos do amor

Uma vida
que nasce
é sentida
é querida
é amada
são laços d’ Mãe
que o tempo
não apaga
nunca .
Filhos
são rostos
d’ Anjos
são caricias
sentidas
são amores
de candura
são vidas
de ternura
e raízes
que ficam
marcadas
para sempre.
Filhos
são frutos
do amor
concebidos
no ventre
d’ Mãe
são crianças
amadas
e vivem
p’ra sempre
no nosso coração.
Filhos
são flores
a florir
no dia a dia
d’ cada Mãe
são vidas
tão queridas
e toda a vida
são as nossas
luzes
que iluminam
eternamente
o nosso caminho.

Mila Lopes 





  A Luz

Dá-me a mão,
não vês que ainda sou um criança
não me deixes a vaguear pelo Mundo
ajuda-me a crescer para que mais tarde,
eu não tenha da vida, uma má lembrança

Mima-me mamã
mima-me com toda a força do teu ser
dá-me o teu amor em plenitude e vê-me crescer

Leva-me também aos meu avós
leva-me até lá porque eles são doce mel
deixa-me lá um pouco com eles,
porque eles também já se sentem sós

Mas não te esqueças de me ir buscar
não te esqueças nunca dessa luz
que tens para me dar

Olá mamã
Olá papá
Olá avó
Olá avô

Olá Mundo
Olá Deus Menino, dá-me luz
Ajuda-me a percorrer este Mundo
E o caminho ao que Ele me conduz

Florinda Dias 





 Mãe

No calor
Da chama do amor
A semente...ao óvulo chegou
Floresceu...e vingou
E...na hora certa
Cheia de choro coberta
...ela sorri á vida
E á mãe enaltecida
E sorrio para ti
Porque a vida me sorri
Ao ter nos braços
Os mesmos traços
...de mim
O amor completa a alma
Numa alegria que acalma
Com o coração cheio de tudo
E com tanto conteúdo
...que nos desalma
E este pequeno ser... é deslumbrante
E nos braços... é calmante
Pedaço de mim...pele de cetim
...amor sem fim
E solta seu grito ao mundo
Confiante...Deus...como é contagiante
E descobrimos muito cedo
Que tudo se sobrepõe ao medo
Ao medo de perder
Ao medo de não saber
Apenas amar infinitamente
Para sempre...e mais além
Neste amor de mãe
...incondicionalmente

FCJ
Fernanda Carneiro Jacinto





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