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terça-feira, 13 de setembro de 2016
terça-feira, 2 de agosto de 2016
VOANDO
Ele voa
Como o vento
Como um anjo
Um pássaro
Ou como o pensamento
Isso pouco ou nada importa
Ele voa e é feliz
Sou eu, a mãe, quem o diz
Todos nós podemos voar
Com as asas que escolhermos
Ele voa com uma prancha
Sobe aos céus e chega a Deus
Agradecendo por ser abençoado
Adora surfar, surfar, surfar
Não passa sem o mar
E sabe tão bem dele desfrutar
Às vezes fico apreensiva, ansiosa
Não quero imaginar nem ver
Ele pelos ares em acrobacias
Mesmo sendo feitas com sabedoria
É que o mar nem sempre é bom anfitrião
Também tem os seus momentos de depressão
Aí cresce a minha preocupação
Mas ele com doçura descansa o meu coração
Sabe o quanto o amo, que é a razão do meu viver
Orgulho? Sinto, muito
Pelo que é, por ser quem é e pelo que faz
Pelas virtudes, pelos defeitos
Por ser simplesmente ele próprio
É meu filho, que mais preciso dizer?
Ele voa e é feliz
E enquanto isso eu sentir e vir
Eu também feliz serei
Sou eu, a mãe, quem o diz!
Helena Santos
Ele voa
Como o vento
Como um anjo
Um pássaro
Ou como o pensamento
Isso pouco ou nada importa
Ele voa e é feliz
Sou eu, a mãe, quem o diz
Todos nós podemos voar
Com as asas que escolhermos
Ele voa com uma prancha
Sobe aos céus e chega a Deus
Agradecendo por ser abençoado
Adora surfar, surfar, surfar
Não passa sem o mar
E sabe tão bem dele desfrutar
Às vezes fico apreensiva, ansiosa
Não quero imaginar nem ver
Ele pelos ares em acrobacias
Mesmo sendo feitas com sabedoria
É que o mar nem sempre é bom anfitrião
Também tem os seus momentos de depressão
Aí cresce a minha preocupação
Mas ele com doçura descansa o meu coração
Sabe o quanto o amo, que é a razão do meu viver
Orgulho? Sinto, muito
Pelo que é, por ser quem é e pelo que faz
Pelas virtudes, pelos defeitos
Por ser simplesmente ele próprio
É meu filho, que mais preciso dizer?
Ele voa e é feliz
E enquanto isso eu sentir e vir
Eu também feliz serei
Sou eu, a mãe, quem o diz!
Helena Santos
sábado, 30 de julho de 2016
AINDA A ESPERANÇA
Via-te em cada esquina
Como se quisesses que te alcançasse
Aproximava-me e via-te na esquina seguinte
Como se quisesses que te seguisse
De esquina em esquina
Apercebi-me que apenas pretendias
Arrastar-me para o Passado
Àquele em que a dor quase me trucidou
Com a maldade com que me brindou
Mas não foi capaz, fracassou
Porque uma força maior
Em mim encontrou
Desejei ter-te num Presente de amor
Mas apenas mostraste querer que regressasse
A momentos de sofrimento, mágoa, terror
Há lugares para aonde não devemos regressar
E nesse inferno não voltarei a morar
Tudo o que de lá trouxe
Na esperança de algo mudar
Acabei por enterrar
Limpei a memória e tudo voltou ao normal
Se nada há para recordar
Que poderá haver para contar?
Do que é que estive a falar?
Esqueci-me e não consigo lembrar
A minha memória a falhar?
Não, é o meu amor próprio
Que decidiu se emancipar!
Helena Santos
Via-te em cada esquina
Como se quisesses que te alcançasse
Aproximava-me e via-te na esquina seguinte
Como se quisesses que te seguisse
De esquina em esquina
Apercebi-me que apenas pretendias
Arrastar-me para o Passado
Àquele em que a dor quase me trucidou
Com a maldade com que me brindou
Mas não foi capaz, fracassou
Porque uma força maior
Em mim encontrou
Desejei ter-te num Presente de amor
Mas apenas mostraste querer que regressasse
A momentos de sofrimento, mágoa, terror
Há lugares para aonde não devemos regressar
E nesse inferno não voltarei a morar
Tudo o que de lá trouxe
Na esperança de algo mudar
Acabei por enterrar
Limpei a memória e tudo voltou ao normal
Se nada há para recordar
Que poderá haver para contar?
Do que é que estive a falar?
Esqueci-me e não consigo lembrar
A minha memória a falhar?
Não, é o meu amor próprio
Que decidiu se emancipar!
Helena Santos
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