terça-feira, 13 de setembro de 2016

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

“Errar é humano. Botar a culpa nos outros também.”
Millôr Fernandes

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

"A saudade só não mata porque tem o prazer de torturar."
(Fabrício Charles)
 

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Nunca tenha a certeza de nada, a sabedoria começa com a dúvida.
__Sigmund Freud

terça-feira, 2 de agosto de 2016

 VOANDO

Ele voa
 Como o vento
 Como um anjo
 Um pássaro
 Ou como o pensamento
 Isso pouco ou nada importa
 Ele voa e é feliz
 Sou eu, a mãe, quem o diz
 Todos nós podemos voar
 Com as asas que escolhermos
 Ele voa com uma prancha
 Sobe aos céus e chega a Deus
 Agradecendo por ser abençoado
 Adora surfar, surfar, surfar
 Não passa sem o mar
 E sabe tão bem dele desfrutar
 Às vezes fico apreensiva, ansiosa
 Não quero imaginar nem ver
 Ele pelos ares em acrobacias
 Mesmo sendo feitas com sabedoria
 É que o mar nem sempre é bom anfitrião
 Também tem os seus momentos de depressão
 Aí cresce a minha preocupação
 Mas ele com doçura descansa o meu coração
 Sabe o quanto o amo, que é a razão do meu viver
 Orgulho? Sinto, muito
 Pelo que é, por ser quem é e pelo que faz
 Pelas virtudes, pelos defeitos
 Por ser simplesmente ele próprio
 É meu filho, que mais preciso dizer?
 Ele voa e é feliz
 E enquanto isso eu sentir e vir
 Eu também feliz serei
 Sou eu, a mãe, quem o diz!

Helena Santos

sábado, 30 de julho de 2016

AINDA A ESPERANÇA

Via-te em cada esquina
Como se quisesses que te alcançasse
Aproximava-me e via-te na esquina seguinte
Como se quisesses que te seguisse
De esquina em esquina
Apercebi-me que apenas pretendias
Arrastar-me para o Passado
Àquele em que a dor quase me trucidou
Com a maldade com que me brindou
Mas não foi capaz, fracassou
Porque uma força maior
Em mim encontrou
Desejei ter-te num Presente de amor
Mas apenas mostraste querer que regressasse
A momentos de sofrimento, mágoa, terror
Há lugares para aonde não devemos regressar
E nesse inferno não voltarei a morar
Tudo o que de lá trouxe
Na esperança de algo mudar
Acabei por enterrar
Limpei a memória e tudo voltou ao normal
Se nada há para recordar
Que poderá haver para contar?
Do que é que estive a falar?
Esqueci-me e não consigo lembrar
A minha memória a falhar?
Não, é o meu amor próprio
Que decidiu se emancipar!


Helena Santos