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quinta-feira, 11 de agosto de 2016
terça-feira, 2 de agosto de 2016
VOANDO
Ele voa
Como o vento
Como um anjo
Um pássaro
Ou como o pensamento
Isso pouco ou nada importa
Ele voa e é feliz
Sou eu, a mãe, quem o diz
Todos nós podemos voar
Com as asas que escolhermos
Ele voa com uma prancha
Sobe aos céus e chega a Deus
Agradecendo por ser abençoado
Adora surfar, surfar, surfar
Não passa sem o mar
E sabe tão bem dele desfrutar
Às vezes fico apreensiva, ansiosa
Não quero imaginar nem ver
Ele pelos ares em acrobacias
Mesmo sendo feitas com sabedoria
É que o mar nem sempre é bom anfitrião
Também tem os seus momentos de depressão
Aí cresce a minha preocupação
Mas ele com doçura descansa o meu coração
Sabe o quanto o amo, que é a razão do meu viver
Orgulho? Sinto, muito
Pelo que é, por ser quem é e pelo que faz
Pelas virtudes, pelos defeitos
Por ser simplesmente ele próprio
É meu filho, que mais preciso dizer?
Ele voa e é feliz
E enquanto isso eu sentir e vir
Eu também feliz serei
Sou eu, a mãe, quem o diz!
Helena Santos
Ele voa
Como o vento
Como um anjo
Um pássaro
Ou como o pensamento
Isso pouco ou nada importa
Ele voa e é feliz
Sou eu, a mãe, quem o diz
Todos nós podemos voar
Com as asas que escolhermos
Ele voa com uma prancha
Sobe aos céus e chega a Deus
Agradecendo por ser abençoado
Adora surfar, surfar, surfar
Não passa sem o mar
E sabe tão bem dele desfrutar
Às vezes fico apreensiva, ansiosa
Não quero imaginar nem ver
Ele pelos ares em acrobacias
Mesmo sendo feitas com sabedoria
É que o mar nem sempre é bom anfitrião
Também tem os seus momentos de depressão
Aí cresce a minha preocupação
Mas ele com doçura descansa o meu coração
Sabe o quanto o amo, que é a razão do meu viver
Orgulho? Sinto, muito
Pelo que é, por ser quem é e pelo que faz
Pelas virtudes, pelos defeitos
Por ser simplesmente ele próprio
É meu filho, que mais preciso dizer?
Ele voa e é feliz
E enquanto isso eu sentir e vir
Eu também feliz serei
Sou eu, a mãe, quem o diz!
Helena Santos
sábado, 30 de julho de 2016
AINDA A ESPERANÇA
Via-te em cada esquina
Como se quisesses que te alcançasse
Aproximava-me e via-te na esquina seguinte
Como se quisesses que te seguisse
De esquina em esquina
Apercebi-me que apenas pretendias
Arrastar-me para o Passado
Àquele em que a dor quase me trucidou
Com a maldade com que me brindou
Mas não foi capaz, fracassou
Porque uma força maior
Em mim encontrou
Desejei ter-te num Presente de amor
Mas apenas mostraste querer que regressasse
A momentos de sofrimento, mágoa, terror
Há lugares para aonde não devemos regressar
E nesse inferno não voltarei a morar
Tudo o que de lá trouxe
Na esperança de algo mudar
Acabei por enterrar
Limpei a memória e tudo voltou ao normal
Se nada há para recordar
Que poderá haver para contar?
Do que é que estive a falar?
Esqueci-me e não consigo lembrar
A minha memória a falhar?
Não, é o meu amor próprio
Que decidiu se emancipar!
Helena Santos
Via-te em cada esquina
Como se quisesses que te alcançasse
Aproximava-me e via-te na esquina seguinte
Como se quisesses que te seguisse
De esquina em esquina
Apercebi-me que apenas pretendias
Arrastar-me para o Passado
Àquele em que a dor quase me trucidou
Com a maldade com que me brindou
Mas não foi capaz, fracassou
Porque uma força maior
Em mim encontrou
Desejei ter-te num Presente de amor
Mas apenas mostraste querer que regressasse
A momentos de sofrimento, mágoa, terror
Há lugares para aonde não devemos regressar
E nesse inferno não voltarei a morar
Tudo o que de lá trouxe
Na esperança de algo mudar
Acabei por enterrar
Limpei a memória e tudo voltou ao normal
Se nada há para recordar
Que poderá haver para contar?
Do que é que estive a falar?
Esqueci-me e não consigo lembrar
A minha memória a falhar?
Não, é o meu amor próprio
Que decidiu se emancipar!
Helena Santos
segunda-feira, 25 de julho de 2016
QUE IMPORTA
Se é Primavera ou Verão
Pouco importa a Estação
Sei que há muita emoção
Já tardava a boa disposição
As flores desabrocham sem pejo
Os caracóis por elas se arrastam, bem vejo
Mas alegria é tudo o que desejo
E nos meus canteiros dá de tudo, até beijos
Da fonte jorra a água puras bailarinas
As tartarugas estendem-se ao sol, lindas
Bafejados por dias coloridos e quentes
Esquecem-se do frio e chuvas irreverentes
Os passarinhos não se calam
Ralho com eles, mas nem se ralam
Já tive um ninho com piu pius bebés
Rápido cresceram, bateram asas, eram três
Mas ainda há muito no meu quintal
Que merece a minha atenção
Há pêssegos lindos a engordar
E physalis deliciosas a amadurar
Não posso falar de tudo e gostaria
Mas a macieira deu lindas flores
A pitangueira cresce cheia de vigor
Usufruo de tudo, com os Patudos e alegria
Viver na aldeia é um encanto
E quando quero ouvir outro canto
Visito o amigo mar, ali em frente
Falamos, rimos e regresso mais contente!!
Helena Santos
Se é Primavera ou Verão
Pouco importa a Estação
Sei que há muita emoção
Já tardava a boa disposição
As flores desabrocham sem pejo
Os caracóis por elas se arrastam, bem vejo
Mas alegria é tudo o que desejo
E nos meus canteiros dá de tudo, até beijos
Da fonte jorra a água puras bailarinas
As tartarugas estendem-se ao sol, lindas
Bafejados por dias coloridos e quentes
Esquecem-se do frio e chuvas irreverentes
Os passarinhos não se calam
Ralho com eles, mas nem se ralam
Já tive um ninho com piu pius bebés
Rápido cresceram, bateram asas, eram três
Mas ainda há muito no meu quintal
Que merece a minha atenção
Há pêssegos lindos a engordar
E physalis deliciosas a amadurar
Não posso falar de tudo e gostaria
Mas a macieira deu lindas flores
A pitangueira cresce cheia de vigor
Usufruo de tudo, com os Patudos e alegria
Viver na aldeia é um encanto
E quando quero ouvir outro canto
Visito o amigo mar, ali em frente
Falamos, rimos e regresso mais contente!!
Helena Santos
terça-feira, 12 de julho de 2016
PROCUREI RETRATOS
Mais um amanhecer
Mas em nada igual aos que costumo ter
Hoje acordei contigo no meu pensamento
Foi estranho o sentimento
Faz tanto tempo que de ti nem o vento fala
E eu nem em ti penso
E de repente
Foi como se estivesses à minha frente
Mas sem rosto
Já passaram tantos anos…
Certamente que estarás muito diferente
Olheiras grosseiras, rugas teimosas
Cabelos grisalhos e outras marcas do tempo
Por curiosidade, entrei nos teus pertences
E procurei um retrato teu, recente
Não encontrei
Só vi registos do passado
Será que só lá foste feliz
E que o presente nada te diz?
Já que invadiste a minha mente
Gostava de ver como estás realmente
Mas escondes-te por detrás da insegurança
Como se as marcas do tempo te envergonhassem
E preferisses que o relógio tivesse parado
Mas há um tempo para tudo
Até para deixarmos de ser jovens fisicamente
E devemos aceitar isso com orgulho
Procurei sinais de ti
E apesar de pouco ter encontrado
Fiquei feliz, evidentemente
Recordei como eras, vendo retratos de antigamente
E assim passei um dia, com momentos diferentes
Agora, o que és e como estás
Já deixou de ser importante, novamente
O dia terminou.
Amanhã será outro tão ou mais emocionante
Estou confiante
Há sempre tantos motivos diferentes
Que me levam a saborear cada novo amanhecer
E são todos para agradecer e enfrentar
Não para me esconder!
Helena Santos
Mais um amanhecer
Mas em nada igual aos que costumo ter
Hoje acordei contigo no meu pensamento
Foi estranho o sentimento
Faz tanto tempo que de ti nem o vento fala
E eu nem em ti penso
E de repente
Foi como se estivesses à minha frente
Mas sem rosto
Já passaram tantos anos…
Certamente que estarás muito diferente
Olheiras grosseiras, rugas teimosas
Cabelos grisalhos e outras marcas do tempo
Por curiosidade, entrei nos teus pertences
E procurei um retrato teu, recente
Não encontrei
Só vi registos do passado
Será que só lá foste feliz
E que o presente nada te diz?
Já que invadiste a minha mente
Gostava de ver como estás realmente
Mas escondes-te por detrás da insegurança
Como se as marcas do tempo te envergonhassem
E preferisses que o relógio tivesse parado
Mas há um tempo para tudo
Até para deixarmos de ser jovens fisicamente
E devemos aceitar isso com orgulho
Procurei sinais de ti
E apesar de pouco ter encontrado
Fiquei feliz, evidentemente
Recordei como eras, vendo retratos de antigamente
E assim passei um dia, com momentos diferentes
Agora, o que és e como estás
Já deixou de ser importante, novamente
O dia terminou.
Amanhã será outro tão ou mais emocionante
Estou confiante
Há sempre tantos motivos diferentes
Que me levam a saborear cada novo amanhecer
E são todos para agradecer e enfrentar
Não para me esconder!
Helena Santos
CHEGOU!
De repente do céu cai um raio de luz
Cheio de cor…diferente
Daqueles que sorriem, falam e sentem
Não é melhor nem pior
Dos que já existem
Pois cada um tem intensidade própria
E isso cativa, tal como a delicadeza
Cativou-me, encantou-me e rendi-me
E para além de tanta luz
Ainda considera a amizade
Mais importante que o amor
Claro que isso me seduz
Amor sem amizade é leviandade
Amizades criadas com intenções adulteradas
Com finalidades não claras
Dificilmente resistirão
Às verdades que o tempo
Põe à nossa disposição
Tanta gentileza emana o seu coração
Que o raio de luz da amizade
Brilhe com lealdade e honestidade
A quem acaba de chegar
Com capacidade e vontade
De conquistar e espalhar sorrisos
E eu tenho tantos para ofertar
Que quanto mais dou
Mais tenho para dar!
Helena Santos
De repente do céu cai um raio de luz
Cheio de cor…diferente
Daqueles que sorriem, falam e sentem
Não é melhor nem pior
Dos que já existem
Pois cada um tem intensidade própria
E isso cativa, tal como a delicadeza
Cativou-me, encantou-me e rendi-me
E para além de tanta luz
Ainda considera a amizade
Mais importante que o amor
Claro que isso me seduz
Amor sem amizade é leviandade
Amizades criadas com intenções adulteradas
Com finalidades não claras
Dificilmente resistirão
Às verdades que o tempo
Põe à nossa disposição
Tanta gentileza emana o seu coração
Que o raio de luz da amizade
Brilhe com lealdade e honestidade
A quem acaba de chegar
Com capacidade e vontade
De conquistar e espalhar sorrisos
E eu tenho tantos para ofertar
Que quanto mais dou
Mais tenho para dar!
Helena Santos
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