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quinta-feira, 11 de agosto de 2016
terça-feira, 2 de agosto de 2016
VOANDO
Ele voa
Como o vento
Como um anjo
Um pássaro
Ou como o pensamento
Isso pouco ou nada importa
Ele voa e é feliz
Sou eu, a mãe, quem o diz
Todos nós podemos voar
Com as asas que escolhermos
Ele voa com uma prancha
Sobe aos céus e chega a Deus
Agradecendo por ser abençoado
Adora surfar, surfar, surfar
Não passa sem o mar
E sabe tão bem dele desfrutar
Às vezes fico apreensiva, ansiosa
Não quero imaginar nem ver
Ele pelos ares em acrobacias
Mesmo sendo feitas com sabedoria
É que o mar nem sempre é bom anfitrião
Também tem os seus momentos de depressão
Aí cresce a minha preocupação
Mas ele com doçura descansa o meu coração
Sabe o quanto o amo, que é a razão do meu viver
Orgulho? Sinto, muito
Pelo que é, por ser quem é e pelo que faz
Pelas virtudes, pelos defeitos
Por ser simplesmente ele próprio
É meu filho, que mais preciso dizer?
Ele voa e é feliz
E enquanto isso eu sentir e vir
Eu também feliz serei
Sou eu, a mãe, quem o diz!
Helena Santos
Ele voa
Como o vento
Como um anjo
Um pássaro
Ou como o pensamento
Isso pouco ou nada importa
Ele voa e é feliz
Sou eu, a mãe, quem o diz
Todos nós podemos voar
Com as asas que escolhermos
Ele voa com uma prancha
Sobe aos céus e chega a Deus
Agradecendo por ser abençoado
Adora surfar, surfar, surfar
Não passa sem o mar
E sabe tão bem dele desfrutar
Às vezes fico apreensiva, ansiosa
Não quero imaginar nem ver
Ele pelos ares em acrobacias
Mesmo sendo feitas com sabedoria
É que o mar nem sempre é bom anfitrião
Também tem os seus momentos de depressão
Aí cresce a minha preocupação
Mas ele com doçura descansa o meu coração
Sabe o quanto o amo, que é a razão do meu viver
Orgulho? Sinto, muito
Pelo que é, por ser quem é e pelo que faz
Pelas virtudes, pelos defeitos
Por ser simplesmente ele próprio
É meu filho, que mais preciso dizer?
Ele voa e é feliz
E enquanto isso eu sentir e vir
Eu também feliz serei
Sou eu, a mãe, quem o diz!
Helena Santos
sábado, 30 de julho de 2016
AINDA A ESPERANÇA
Via-te em cada esquina
Como se quisesses que te alcançasse
Aproximava-me e via-te na esquina seguinte
Como se quisesses que te seguisse
De esquina em esquina
Apercebi-me que apenas pretendias
Arrastar-me para o Passado
Àquele em que a dor quase me trucidou
Com a maldade com que me brindou
Mas não foi capaz, fracassou
Porque uma força maior
Em mim encontrou
Desejei ter-te num Presente de amor
Mas apenas mostraste querer que regressasse
A momentos de sofrimento, mágoa, terror
Há lugares para aonde não devemos regressar
E nesse inferno não voltarei a morar
Tudo o que de lá trouxe
Na esperança de algo mudar
Acabei por enterrar
Limpei a memória e tudo voltou ao normal
Se nada há para recordar
Que poderá haver para contar?
Do que é que estive a falar?
Esqueci-me e não consigo lembrar
A minha memória a falhar?
Não, é o meu amor próprio
Que decidiu se emancipar!
Helena Santos
Via-te em cada esquina
Como se quisesses que te alcançasse
Aproximava-me e via-te na esquina seguinte
Como se quisesses que te seguisse
De esquina em esquina
Apercebi-me que apenas pretendias
Arrastar-me para o Passado
Àquele em que a dor quase me trucidou
Com a maldade com que me brindou
Mas não foi capaz, fracassou
Porque uma força maior
Em mim encontrou
Desejei ter-te num Presente de amor
Mas apenas mostraste querer que regressasse
A momentos de sofrimento, mágoa, terror
Há lugares para aonde não devemos regressar
E nesse inferno não voltarei a morar
Tudo o que de lá trouxe
Na esperança de algo mudar
Acabei por enterrar
Limpei a memória e tudo voltou ao normal
Se nada há para recordar
Que poderá haver para contar?
Do que é que estive a falar?
Esqueci-me e não consigo lembrar
A minha memória a falhar?
Não, é o meu amor próprio
Que decidiu se emancipar!
Helena Santos
segunda-feira, 25 de julho de 2016
QUE IMPORTA
Se é Primavera ou Verão
Pouco importa a Estação
Sei que há muita emoção
Já tardava a boa disposição
As flores desabrocham sem pejo
Os caracóis por elas se arrastam, bem vejo
Mas alegria é tudo o que desejo
E nos meus canteiros dá de tudo, até beijos
Da fonte jorra a água puras bailarinas
As tartarugas estendem-se ao sol, lindas
Bafejados por dias coloridos e quentes
Esquecem-se do frio e chuvas irreverentes
Os passarinhos não se calam
Ralho com eles, mas nem se ralam
Já tive um ninho com piu pius bebés
Rápido cresceram, bateram asas, eram três
Mas ainda há muito no meu quintal
Que merece a minha atenção
Há pêssegos lindos a engordar
E physalis deliciosas a amadurar
Não posso falar de tudo e gostaria
Mas a macieira deu lindas flores
A pitangueira cresce cheia de vigor
Usufruo de tudo, com os Patudos e alegria
Viver na aldeia é um encanto
E quando quero ouvir outro canto
Visito o amigo mar, ali em frente
Falamos, rimos e regresso mais contente!!
Helena Santos
Se é Primavera ou Verão
Pouco importa a Estação
Sei que há muita emoção
Já tardava a boa disposição
As flores desabrocham sem pejo
Os caracóis por elas se arrastam, bem vejo
Mas alegria é tudo o que desejo
E nos meus canteiros dá de tudo, até beijos
Da fonte jorra a água puras bailarinas
As tartarugas estendem-se ao sol, lindas
Bafejados por dias coloridos e quentes
Esquecem-se do frio e chuvas irreverentes
Os passarinhos não se calam
Ralho com eles, mas nem se ralam
Já tive um ninho com piu pius bebés
Rápido cresceram, bateram asas, eram três
Mas ainda há muito no meu quintal
Que merece a minha atenção
Há pêssegos lindos a engordar
E physalis deliciosas a amadurar
Não posso falar de tudo e gostaria
Mas a macieira deu lindas flores
A pitangueira cresce cheia de vigor
Usufruo de tudo, com os Patudos e alegria
Viver na aldeia é um encanto
E quando quero ouvir outro canto
Visito o amigo mar, ali em frente
Falamos, rimos e regresso mais contente!!
Helena Santos
terça-feira, 12 de julho de 2016
PROCUREI RETRATOS
Mais um amanhecer
Mas em nada igual aos que costumo ter
Hoje acordei contigo no meu pensamento
Foi estranho o sentimento
Faz tanto tempo que de ti nem o vento fala
E eu nem em ti penso
E de repente
Foi como se estivesses à minha frente
Mas sem rosto
Já passaram tantos anos…
Certamente que estarás muito diferente
Olheiras grosseiras, rugas teimosas
Cabelos grisalhos e outras marcas do tempo
Por curiosidade, entrei nos teus pertences
E procurei um retrato teu, recente
Não encontrei
Só vi registos do passado
Será que só lá foste feliz
E que o presente nada te diz?
Já que invadiste a minha mente
Gostava de ver como estás realmente
Mas escondes-te por detrás da insegurança
Como se as marcas do tempo te envergonhassem
E preferisses que o relógio tivesse parado
Mas há um tempo para tudo
Até para deixarmos de ser jovens fisicamente
E devemos aceitar isso com orgulho
Procurei sinais de ti
E apesar de pouco ter encontrado
Fiquei feliz, evidentemente
Recordei como eras, vendo retratos de antigamente
E assim passei um dia, com momentos diferentes
Agora, o que és e como estás
Já deixou de ser importante, novamente
O dia terminou.
Amanhã será outro tão ou mais emocionante
Estou confiante
Há sempre tantos motivos diferentes
Que me levam a saborear cada novo amanhecer
E são todos para agradecer e enfrentar
Não para me esconder!
Helena Santos
Mais um amanhecer
Mas em nada igual aos que costumo ter
Hoje acordei contigo no meu pensamento
Foi estranho o sentimento
Faz tanto tempo que de ti nem o vento fala
E eu nem em ti penso
E de repente
Foi como se estivesses à minha frente
Mas sem rosto
Já passaram tantos anos…
Certamente que estarás muito diferente
Olheiras grosseiras, rugas teimosas
Cabelos grisalhos e outras marcas do tempo
Por curiosidade, entrei nos teus pertences
E procurei um retrato teu, recente
Não encontrei
Só vi registos do passado
Será que só lá foste feliz
E que o presente nada te diz?
Já que invadiste a minha mente
Gostava de ver como estás realmente
Mas escondes-te por detrás da insegurança
Como se as marcas do tempo te envergonhassem
E preferisses que o relógio tivesse parado
Mas há um tempo para tudo
Até para deixarmos de ser jovens fisicamente
E devemos aceitar isso com orgulho
Procurei sinais de ti
E apesar de pouco ter encontrado
Fiquei feliz, evidentemente
Recordei como eras, vendo retratos de antigamente
E assim passei um dia, com momentos diferentes
Agora, o que és e como estás
Já deixou de ser importante, novamente
O dia terminou.
Amanhã será outro tão ou mais emocionante
Estou confiante
Há sempre tantos motivos diferentes
Que me levam a saborear cada novo amanhecer
E são todos para agradecer e enfrentar
Não para me esconder!
Helena Santos
CHEGOU!
De repente do céu cai um raio de luz
Cheio de cor…diferente
Daqueles que sorriem, falam e sentem
Não é melhor nem pior
Dos que já existem
Pois cada um tem intensidade própria
E isso cativa, tal como a delicadeza
Cativou-me, encantou-me e rendi-me
E para além de tanta luz
Ainda considera a amizade
Mais importante que o amor
Claro que isso me seduz
Amor sem amizade é leviandade
Amizades criadas com intenções adulteradas
Com finalidades não claras
Dificilmente resistirão
Às verdades que o tempo
Põe à nossa disposição
Tanta gentileza emana o seu coração
Que o raio de luz da amizade
Brilhe com lealdade e honestidade
A quem acaba de chegar
Com capacidade e vontade
De conquistar e espalhar sorrisos
E eu tenho tantos para ofertar
Que quanto mais dou
Mais tenho para dar!
Helena Santos
De repente do céu cai um raio de luz
Cheio de cor…diferente
Daqueles que sorriem, falam e sentem
Não é melhor nem pior
Dos que já existem
Pois cada um tem intensidade própria
E isso cativa, tal como a delicadeza
Cativou-me, encantou-me e rendi-me
E para além de tanta luz
Ainda considera a amizade
Mais importante que o amor
Claro que isso me seduz
Amor sem amizade é leviandade
Amizades criadas com intenções adulteradas
Com finalidades não claras
Dificilmente resistirão
Às verdades que o tempo
Põe à nossa disposição
Tanta gentileza emana o seu coração
Que o raio de luz da amizade
Brilhe com lealdade e honestidade
A quem acaba de chegar
Com capacidade e vontade
De conquistar e espalhar sorrisos
E eu tenho tantos para ofertar
Que quanto mais dou
Mais tenho para dar!
Helena Santos
sexta-feira, 8 de julho de 2016
NÃO SINTO A VIDA
Não sinto a vida com tanta empolgação como devia. Talvez por ela já nada me dizer, ou simplesmente por eu já não a achar interessante. Aliás, acho-a cada dia mais entediante, sem graça, apagada, sem nada que faça com que tenha vontade de acordar no dia seguinte e olhá-la. Nunca fui de perder batalhas, nem temer guerras, mas estou a perder a emoção pelas guerras impostas pela vida. Será por eu estar a perder vida, ou por estar a perder-me da vida? O céu tem cada vez mais nuvens escuras, as noites têm menos estrelas a brilhar, a lua já nem no mar se quer deitar. E eu, só sei que aqui não quero continuar. O sol incomoda-me, encadeia-me a alma e a sua intensidade fere-me e pele. Já não o suporto, já não o tolero e nem com seus malefícios me importo. Simplesmente o ignoro. Até o mar que sempre viveu em mim, ou eu vivi dele, de repente deixou de ser importante. Mas dele ainda não desisti…. Bebo da sua doçura, saboreia a sua calmaria, absorvo a sua sabedoria e até me congratulo com a sua revolta. Gosto dele, que importa! Sei que é uma fonte inesgotável e por mais que o sugue, não o seco. Visito-o quase diariamente. Nem sei bem o que lá vou buscar ou deixar, mas sei que com ele sinto-me protegida, confiante. Já são tão poucas as coisas que me fazem sentir bem, que dificilmente continuarei refém da vida por mais tempo. São dias e mais dias. Uns correm, outros andam, mas nenhum se preocupa em saber se alguém, por alguma razão, não os consegue acompanhar. Eles apenas querem o céu alcançar, custe o que custar. E se ao passarem, alguém pisarem, não param para olhar para trás, para ajudar. Assim são os dias que todos nós engordamos, com as nossas fantasias, egoísmos, maldades e vazios. Mas que raio de vida esta, que engole dias e não se preocupa como nós estamos? As minhas forças já quase que não as vejo, mas ainda moramos no mesmo corpo. A minha vontade era perder a vontade de fazer fosse o que fosse, sem vontade. Há quem durma apavorado com a hipótese de não acordar para o novo dia brindar; eu adormeço a rezar para que Deus não permita que dos meus sonhos venha a despertar. Como a vida rapidamente perde o sentido, quando perdemos algo que para nós fazia todo o sentido e logo deixa de fazer sentido, o sentido que a vida tinha. Olho ao meu redor e só vejo sombras de mim, sem terem qualquer fim, e pergunto-me: o que faço eu aqui parada, se por mais que me esforce, não consigo antever uma estrada que me leve a um destino que me faça chegar à conclusão que afinal a vida até tem graça? Mas o engraçado é que eu acho graça à vida, mas não no sentido de a querer bem e viver eternamente, como qualquer mortal pretende. Acho-lhe graça, porque ela sabe que nunca lhe implorarei que me deixe viver anos sem fim. Ela também sabe que eu decidirei quando, onde e de que forma terminarei a minha viagem. A ela nunca pedirei opinião, nunca precisarei de um sim ou de um não, bastará a minha decisão. Esta vida está um caos, eu cansei-me de confusão e de mendigar por migalhas de atenção, consideração e humanização!
Helena Santos
Não sinto a vida com tanta empolgação como devia. Talvez por ela já nada me dizer, ou simplesmente por eu já não a achar interessante. Aliás, acho-a cada dia mais entediante, sem graça, apagada, sem nada que faça com que tenha vontade de acordar no dia seguinte e olhá-la. Nunca fui de perder batalhas, nem temer guerras, mas estou a perder a emoção pelas guerras impostas pela vida. Será por eu estar a perder vida, ou por estar a perder-me da vida? O céu tem cada vez mais nuvens escuras, as noites têm menos estrelas a brilhar, a lua já nem no mar se quer deitar. E eu, só sei que aqui não quero continuar. O sol incomoda-me, encadeia-me a alma e a sua intensidade fere-me e pele. Já não o suporto, já não o tolero e nem com seus malefícios me importo. Simplesmente o ignoro. Até o mar que sempre viveu em mim, ou eu vivi dele, de repente deixou de ser importante. Mas dele ainda não desisti…. Bebo da sua doçura, saboreia a sua calmaria, absorvo a sua sabedoria e até me congratulo com a sua revolta. Gosto dele, que importa! Sei que é uma fonte inesgotável e por mais que o sugue, não o seco. Visito-o quase diariamente. Nem sei bem o que lá vou buscar ou deixar, mas sei que com ele sinto-me protegida, confiante. Já são tão poucas as coisas que me fazem sentir bem, que dificilmente continuarei refém da vida por mais tempo. São dias e mais dias. Uns correm, outros andam, mas nenhum se preocupa em saber se alguém, por alguma razão, não os consegue acompanhar. Eles apenas querem o céu alcançar, custe o que custar. E se ao passarem, alguém pisarem, não param para olhar para trás, para ajudar. Assim são os dias que todos nós engordamos, com as nossas fantasias, egoísmos, maldades e vazios. Mas que raio de vida esta, que engole dias e não se preocupa como nós estamos? As minhas forças já quase que não as vejo, mas ainda moramos no mesmo corpo. A minha vontade era perder a vontade de fazer fosse o que fosse, sem vontade. Há quem durma apavorado com a hipótese de não acordar para o novo dia brindar; eu adormeço a rezar para que Deus não permita que dos meus sonhos venha a despertar. Como a vida rapidamente perde o sentido, quando perdemos algo que para nós fazia todo o sentido e logo deixa de fazer sentido, o sentido que a vida tinha. Olho ao meu redor e só vejo sombras de mim, sem terem qualquer fim, e pergunto-me: o que faço eu aqui parada, se por mais que me esforce, não consigo antever uma estrada que me leve a um destino que me faça chegar à conclusão que afinal a vida até tem graça? Mas o engraçado é que eu acho graça à vida, mas não no sentido de a querer bem e viver eternamente, como qualquer mortal pretende. Acho-lhe graça, porque ela sabe que nunca lhe implorarei que me deixe viver anos sem fim. Ela também sabe que eu decidirei quando, onde e de que forma terminarei a minha viagem. A ela nunca pedirei opinião, nunca precisarei de um sim ou de um não, bastará a minha decisão. Esta vida está um caos, eu cansei-me de confusão e de mendigar por migalhas de atenção, consideração e humanização!
Helena Santos
segunda-feira, 4 de julho de 2016
EU E O CAMPO
Vivo no campo
E oiço as ondas
Do mar onde me encanto
Que mais posso desejar
Se até lhe sinto o pranto
E quase lhe posso tocar?
Entre mim e ele
Tenho muito para desfrutar
Há campos lavrados
Eucaliptos perfumados
Animais a pastar, relaxados
Moinhos recuperados
Chaminés com vestidos rendilhados
Que dão beleza à paisagem
Há cabos de alta tensão
Que de feios chamam a atenção
Mas ficam diferentes, atraentes
Quando pássaros os transformam
Em belas pautas musicais
As perdizes acenam-nos
Da beira da estrada
E os coelhos correm e saltam
Brincando como crianças
O galo cantarola na alvorada
A galinha com o seu cacarejar de alegria
A chegada de mais um ovo, anuncia
Até os bâmbis lá estão ao entardecer
Para quem os queira conhecer
Há os costumes da aldeia
A simplicidade das suas gentes
Suas festas e tradições
Tanta cultura em ebulição
E claro, também tenho um por do sol
Sim, da minha humilde casinha
Vislumbro um mágico meio por do sol
Que umas vezes é laranja
Outras, amarelo
Muitas vezes anil
E de vermelho também se veste
Ali, a dois passos daqui
Para onde foge o meu olhar
E encontro o serenar
O sol beija o mar
Numa beleza sem igual
E eu posso imaginar
Como será o seu tocar
Sem precisar de me deslocar
A vida no campo é tranquila
Há sempre algo para aprender
Porque de campónia nada tenho
Mas a curiosidade é minha guia
E ouvindo as vozes da sabedoria
Enriqueço dia após dia
E há muito para aproveitar
De quem tem tanto para contar
Para ensinar…
Helena Santos
Vivo no campo
E oiço as ondas
Do mar onde me encanto
Que mais posso desejar
Se até lhe sinto o pranto
E quase lhe posso tocar?
Entre mim e ele
Tenho muito para desfrutar
Há campos lavrados
Eucaliptos perfumados
Animais a pastar, relaxados
Moinhos recuperados
Chaminés com vestidos rendilhados
Que dão beleza à paisagem
Há cabos de alta tensão
Que de feios chamam a atenção
Mas ficam diferentes, atraentes
Quando pássaros os transformam
Em belas pautas musicais
As perdizes acenam-nos
Da beira da estrada
E os coelhos correm e saltam
Brincando como crianças
O galo cantarola na alvorada
A galinha com o seu cacarejar de alegria
A chegada de mais um ovo, anuncia
Até os bâmbis lá estão ao entardecer
Para quem os queira conhecer
Há os costumes da aldeia
A simplicidade das suas gentes
Suas festas e tradições
Tanta cultura em ebulição
E claro, também tenho um por do sol
Sim, da minha humilde casinha
Vislumbro um mágico meio por do sol
Que umas vezes é laranja
Outras, amarelo
Muitas vezes anil
E de vermelho também se veste
Ali, a dois passos daqui
Para onde foge o meu olhar
E encontro o serenar
O sol beija o mar
Numa beleza sem igual
E eu posso imaginar
Como será o seu tocar
Sem precisar de me deslocar
A vida no campo é tranquila
Há sempre algo para aprender
Porque de campónia nada tenho
Mas a curiosidade é minha guia
E ouvindo as vozes da sabedoria
Enriqueço dia após dia
E há muito para aproveitar
De quem tem tanto para contar
Para ensinar…
Helena Santos
SONHOS QUE DESPERTAM
A Lua desceu
Sensual e nua
Queria surpreender o Mar
E aproveitou aquela noite
Em que as estrelas adormeceram
Para sair de mansinho
Elas nem se aperceberam
Tocou à porta devagarinho
E o Mar ao abrir, quase não acreditou
Achou que estava a sonhar
Mas não se deixou intimidar
Com delicadeza, convidou-a a entrar
Era um momento há muito esperado
Agora que a tinha a seu lado
Que mais poderia desejar?
Fechou a porta confiante
De que não permitiria ser incomodado
Uma noite a invejar, certamente
Mas só podemos imaginar
Porque não há mais nada para contar!
Helena Santos
A Lua desceu
Sensual e nua
Queria surpreender o Mar
E aproveitou aquela noite
Em que as estrelas adormeceram
Para sair de mansinho
Elas nem se aperceberam
Tocou à porta devagarinho
E o Mar ao abrir, quase não acreditou
Achou que estava a sonhar
Mas não se deixou intimidar
Com delicadeza, convidou-a a entrar
Era um momento há muito esperado
Agora que a tinha a seu lado
Que mais poderia desejar?
Fechou a porta confiante
De que não permitiria ser incomodado
Uma noite a invejar, certamente
Mas só podemos imaginar
Porque não há mais nada para contar!
Helena Santos
terça-feira, 28 de junho de 2016
VÍRUS, VÍRUS E MAIS VÍRUS
Uma deitou-se aos meus pés
Enroscada no edredão
O outro esticou-se no chão
É mais fresco e está muito calor
Falo dos meus amados patudos, claro
Olho para eles e penso: que hei-de escrever?
A inspiração não me veio ver
E sem ela nunca sei o que fazer
O computador foi invadido por vírus
Com ordem para matar
Está a ser intervencionado
O médico é competente
Não ficará com mazelas, certamente
Acho que o cabecilha deles
Não tem coragem para me enfrentar
Há sempre “paus mandados, “moços de recados”
Quanto a estes actos cobardes pouco mais há a dizer
São bichinhos nojentos
Que nem sabem o que andam neste mundo a fazer
Sinto pena…apenas!
Enquanto espero que o tempo passe
E olho para a TV sem nada ver
Penso: para quê perder tempo comigo
Se tenho mau feitio, sou teimosa como os burros
E só atendo quem disser: por favor, obrigado, desculpa?
Como não tem sido o caso
Daqui não saio, daqui nada, nem ninguém me tira
Não posso pactuar com dejetos mascarados
E ainda por cima mal educados
Era só o que me faltava
Bem, a inspiração não chega
Mas o sono está a tocar à porta
É melhor deixá-lo entrar
Eu preciso de descansar
Já tenho as pestaninhas a reclamar
Logo vejo como amanhã me sinto, ao acordar
Agora quero é relaxar e sonhar
Se despertar com um sorriso, será bom sinal
Prenúncio de um dia fenomenal
E vou mesmo desfrutar
O Sr vírus não tem capacidade de me atrapalhar
Porque a sua insignificância é abismal
Terei o belo sol para me bronzear
O delicioso mar para me refrescar
E um suminho natural de ananás, para saborear
Tudo o resto é poeira perdida no ar
Que não consegue baixar
Por não ter onde o rabo sentar!
Helena santos
Uma deitou-se aos meus pés
Enroscada no edredão
O outro esticou-se no chão
É mais fresco e está muito calor
Falo dos meus amados patudos, claro
Olho para eles e penso: que hei-de escrever?
A inspiração não me veio ver
E sem ela nunca sei o que fazer
O computador foi invadido por vírus
Com ordem para matar
Está a ser intervencionado
O médico é competente
Não ficará com mazelas, certamente
Acho que o cabecilha deles
Não tem coragem para me enfrentar
Há sempre “paus mandados, “moços de recados”
Quanto a estes actos cobardes pouco mais há a dizer
São bichinhos nojentos
Que nem sabem o que andam neste mundo a fazer
Sinto pena…apenas!
Enquanto espero que o tempo passe
E olho para a TV sem nada ver
Penso: para quê perder tempo comigo
Se tenho mau feitio, sou teimosa como os burros
E só atendo quem disser: por favor, obrigado, desculpa?
Como não tem sido o caso
Daqui não saio, daqui nada, nem ninguém me tira
Não posso pactuar com dejetos mascarados
E ainda por cima mal educados
Era só o que me faltava
Bem, a inspiração não chega
Mas o sono está a tocar à porta
É melhor deixá-lo entrar
Eu preciso de descansar
Já tenho as pestaninhas a reclamar
Logo vejo como amanhã me sinto, ao acordar
Agora quero é relaxar e sonhar
Se despertar com um sorriso, será bom sinal
Prenúncio de um dia fenomenal
E vou mesmo desfrutar
O Sr vírus não tem capacidade de me atrapalhar
Porque a sua insignificância é abismal
Terei o belo sol para me bronzear
O delicioso mar para me refrescar
E um suminho natural de ananás, para saborear
Tudo o resto é poeira perdida no ar
Que não consegue baixar
Por não ter onde o rabo sentar!
Helena santos
quarta-feira, 22 de junho de 2016
OLHARES
De mel são pintados os teus olhos
A morango temperados os teus lábios
E no momento mágico
Os nossos olhares se fundiram
Mas nada pediram
Só precisavam do que viam
Como foi excitante
Descer às profundezas de ti e explorar-te
Sempre estiveste à mercê de mim
Por isso consegui
Tanto se desfruta através do olhar
Muito se desperdiça desviando-o para outros mares
E quando nos apercebemos de que estamos perdidos
Reconhecemos que afinal tudo o que precisávamos
Estava ali naquele olhar intenso e húmido como um beijo
O teu olhar e o meu fizeram amor
Gritaram de prazer mas nunca saciaram o desejo
Precisamos enlaçar os nossos olhares
Para de novo nos perdermos sem pudor!
Helena Santos
De mel são pintados os teus olhos
A morango temperados os teus lábios
E no momento mágico
Os nossos olhares se fundiram
Mas nada pediram
Só precisavam do que viam
Como foi excitante
Descer às profundezas de ti e explorar-te
Sempre estiveste à mercê de mim
Por isso consegui
Tanto se desfruta através do olhar
Muito se desperdiça desviando-o para outros mares
E quando nos apercebemos de que estamos perdidos
Reconhecemos que afinal tudo o que precisávamos
Estava ali naquele olhar intenso e húmido como um beijo
O teu olhar e o meu fizeram amor
Gritaram de prazer mas nunca saciaram o desejo
Precisamos enlaçar os nossos olhares
Para de novo nos perdermos sem pudor!
Helena Santos
GARGALHADAS
Não me vejo nem me sinto
Sem gargalhar
Gosto de gargalhar sem me preocupar
Com o que alguém possa pensar
As gargalhadas fazem parte da minha essência
Há quem ache vulgar, para mim é salutar
Vulgar é não saber ser, nem estar
Gostar de apontar, criticar e julgar
Para esconder o que a muitos iria chocar
Pensando que aos outros podem enganar
E há tanto disso por aí a espernear
Num mar só de inveja e maldade
Mas até gosto de apreciar e aproveito
Para mais umas gargalhadas soltar
Comigo não contem para vos salvar
Certamente que vos deixarei afogar
Eu nem sei nadar…em águas conspurcadas
E para gentinha assim estou-me a borrifar
O que eu quero mesmo, é… GARGALHAR!
Isso sim, é saudável e não tem contra indicações
É esta malvadeza que ofereço muitas vezes
Com imenso prazer porque vitaliza corações
Às poucas pessoas que merecem
A quem me sabe amar, mimar e respeitar!
Não me vejo nem me sinto
Sem gargalhar
Gosto de gargalhar sem me preocupar
Com o que alguém possa pensar
As gargalhadas fazem parte da minha essência
Há quem ache vulgar, para mim é salutar
Vulgar é não saber ser, nem estar
Gostar de apontar, criticar e julgar
Para esconder o que a muitos iria chocar
Pensando que aos outros podem enganar
E há tanto disso por aí a espernear
Num mar só de inveja e maldade
Mas até gosto de apreciar e aproveito
Para mais umas gargalhadas soltar
Comigo não contem para vos salvar
Certamente que vos deixarei afogar
Eu nem sei nadar…em águas conspurcadas
E para gentinha assim estou-me a borrifar
O que eu quero mesmo, é… GARGALHAR!
Isso sim, é saudável e não tem contra indicações
É esta malvadeza que ofereço muitas vezes
Com imenso prazer porque vitaliza corações
Às poucas pessoas que merecem
A quem me sabe amar, mimar e respeitar!
Helena Santos
domingo, 12 de junho de 2016
SILÊNCIO DE MORTE
O silêncio do teu mundo, não me choca, afinal eu estou nele, faço parte dele. Não basta a distância… Estou e estarei em ti, sempre e para sempre. Poupa-te a palavras vãs, o que conta é o que sentes e tu sentes, muito…e gostas. Mas é isso, o amor. Inquieta-nos, perturba-nos, desassossega-nos e para nos enganarmos, dizemos que odiamos. Quanto ódio alimenta o amor… não deixa de ser poético. Podes ter muitas paixões, mas o teu amor serei sempre eu, está escrito, no nosso livro da vida. Sim, entrei aí no teu coração e nunca mais saí. Claro que podias ter-me expulsado dele, mas não o fizeste, nunca quiseste, porque gostas de me ter contigo, de me sentir em ti. Eu sou para ti, a fraqueza que te fortaleceu, quando já não acreditavas que havia uma estrela, algures, pronta a amar-te e a mostrar-te que em ti o amor também nasceu…só precisavas de alimentá-lo. Acreditaste e tudo aconteceu…. Abriste o coração e o amor floresceu! Mas como não há finais felizes e nada é eterno, houve um dia em que tudo, de repente, escureceu. O que aconteceu? Já perguntei aos céus, mas nem de lá uma resposta desceu. Não, não me entristeceu, a vida é assim, de vontades muito próprias. Vale sempre pelo que se vive, pelo que se absorve, pelo que se aprende e pelo que o dia seguinte nos traz e sempre nos surpreende. Há tanto para sugar da vida, mas muita gente não entende…por isso, é sempre mais o que se perde.
Helena Santos
O silêncio do teu mundo, não me choca, afinal eu estou nele, faço parte dele. Não basta a distância… Estou e estarei em ti, sempre e para sempre. Poupa-te a palavras vãs, o que conta é o que sentes e tu sentes, muito…e gostas. Mas é isso, o amor. Inquieta-nos, perturba-nos, desassossega-nos e para nos enganarmos, dizemos que odiamos. Quanto ódio alimenta o amor… não deixa de ser poético. Podes ter muitas paixões, mas o teu amor serei sempre eu, está escrito, no nosso livro da vida. Sim, entrei aí no teu coração e nunca mais saí. Claro que podias ter-me expulsado dele, mas não o fizeste, nunca quiseste, porque gostas de me ter contigo, de me sentir em ti. Eu sou para ti, a fraqueza que te fortaleceu, quando já não acreditavas que havia uma estrela, algures, pronta a amar-te e a mostrar-te que em ti o amor também nasceu…só precisavas de alimentá-lo. Acreditaste e tudo aconteceu…. Abriste o coração e o amor floresceu! Mas como não há finais felizes e nada é eterno, houve um dia em que tudo, de repente, escureceu. O que aconteceu? Já perguntei aos céus, mas nem de lá uma resposta desceu. Não, não me entristeceu, a vida é assim, de vontades muito próprias. Vale sempre pelo que se vive, pelo que se absorve, pelo que se aprende e pelo que o dia seguinte nos traz e sempre nos surpreende. Há tanto para sugar da vida, mas muita gente não entende…por isso, é sempre mais o que se perde.
Helena Santos
PRESENTE
Os dias estão deprimentes
E para aliviar a mente
Quis escrever algo diferente
Decidi viajar ao Passado
E trazer o que ficou inacabado
Apenas emprestado tempo suficiente
Para rabiscar o que tinha idealizado
Mas presa ao Presente
Ao Passado não consegui voltar
Tentei dar um salto ao Futuro
Mas o muro era demasiado alto
E o topo não consegui alcançar
Logo, não tive acesso à entrada
Para antecipar a minha velhice
Sei que sobre ela muito teria para contar
E iria gostar
Então, resta-me aqui continuar
Aguardar que a inspiração me invada
E traga novidades, para me animar
Quem não tem o dom da escrita
Não se pode aventurar
“A Vida está no Presente”, sempre ouvi dizer
Mas eu gosto é de variar
Enfada-me tanto tempo no mesmo lugar
Só que o Tempo ensinou-me
Nada acontece ao estalar dos meus dedos
O Passado perdeu-se nas noites
No Futuro certamente nada semearei
E a paciência é uma virtude a cultivar
Assim…
Mantenho-me presente, no Presente
Sem da vida me lamuriar!
Helena Santos
Os dias estão deprimentes
E para aliviar a mente
Quis escrever algo diferente
Decidi viajar ao Passado
E trazer o que ficou inacabado
Apenas emprestado tempo suficiente
Para rabiscar o que tinha idealizado
Mas presa ao Presente
Ao Passado não consegui voltar
Tentei dar um salto ao Futuro
Mas o muro era demasiado alto
E o topo não consegui alcançar
Logo, não tive acesso à entrada
Para antecipar a minha velhice
Sei que sobre ela muito teria para contar
E iria gostar
Então, resta-me aqui continuar
Aguardar que a inspiração me invada
E traga novidades, para me animar
Quem não tem o dom da escrita
Não se pode aventurar
“A Vida está no Presente”, sempre ouvi dizer
Mas eu gosto é de variar
Enfada-me tanto tempo no mesmo lugar
Só que o Tempo ensinou-me
Nada acontece ao estalar dos meus dedos
O Passado perdeu-se nas noites
No Futuro certamente nada semearei
E a paciência é uma virtude a cultivar
Assim…
Mantenho-me presente, no Presente
Sem da vida me lamuriar!
Helena Santos
sexta-feira, 27 de maio de 2016
SURPRESA
Uma nuvem de algodão
Num sonho de magia
Veio cair na minha mão
E engravidou-me de alegria
Tal era a boa energia
Perdida em tamanha euforia
Nem me lembrei que ela
Era mensageira do amor
Fazia tudo por paixão
E foi por pouco que não perdi
O beijo doce que para mim trazia
Presente enviado
Pelo dono do meu coração!
Uma nuvem de algodão
Num sonho de magia
Veio cair na minha mão
E engravidou-me de alegria
Tal era a boa energia
Perdida em tamanha euforia
Nem me lembrei que ela
Era mensageira do amor
Fazia tudo por paixão
E foi por pouco que não perdi
O beijo doce que para mim trazia
Presente enviado
Pelo dono do meu coração!
Helena Santos
sexta-feira, 20 de maio de 2016
SEMPRE ROMÃS
Eram romãs
Que eu comia
Todas as manhãs
Depois de noites mal dormidas
À espera que sonhos dormentes
Fossem despertados
Por beijos lambuzados
De desejos
Eram romãs
Que eu sugava
Enquanto chorava
Apregoando palavras vãs
Esperando em cada bago
Encontrar a doçura, a energia
Que me ia faltando
Dia após dia
Com a ausência desmedida
De ti, meu amor
Que sabias ser a minha vida
Ainda eram romãs
Que tinha por companhia
Quando por aqui passou o Tempo
E com ele um embrulho bonito e enlaçado
Trazia
Tendo como remetente o meu amado
Abri-o e só continha frio, ai que arrepio
De olhos embaciados
O coração nunca recuperou
O Tempo seguiu o seu caminho
A romãzeira um dia secou
E o pouco que de mim restou
Ainda por ela chorou
O meu amor? Esse nunca mais voltou
E os meus dias perderam-se na esperança
No regresso, o Tempo, só o pó encontrou!
Helena Santos
Eram romãs
Que eu comia
Todas as manhãs
Depois de noites mal dormidas
À espera que sonhos dormentes
Fossem despertados
Por beijos lambuzados
De desejos
Eram romãs
Que eu sugava
Enquanto chorava
Apregoando palavras vãs
Esperando em cada bago
Encontrar a doçura, a energia
Que me ia faltando
Dia após dia
Com a ausência desmedida
De ti, meu amor
Que sabias ser a minha vida
Ainda eram romãs
Que tinha por companhia
Quando por aqui passou o Tempo
E com ele um embrulho bonito e enlaçado
Trazia
Tendo como remetente o meu amado
Abri-o e só continha frio, ai que arrepio
De olhos embaciados
O coração nunca recuperou
O Tempo seguiu o seu caminho
A romãzeira um dia secou
E o pouco que de mim restou
Ainda por ela chorou
O meu amor? Esse nunca mais voltou
E os meus dias perderam-se na esperança
No regresso, o Tempo, só o pó encontrou!
Helena Santos
quinta-feira, 19 de maio de 2016
LIBERDADE DE SENTIRES
Um livro rasgado não morre. As folhas viajam com o vento e correm mundo, mas o sentimento de quem escreveu, permanece eterno, na memória de quem o leu. Assim é o amor. Tu sabes, eu sei, todos sabemos, mas não entendemos e pouco fazemos. Desperdiçamos tanto tempo… Precisamos consumir mais diálogo, compreensão e menos doses de razão. Por que exigimos tanto a perfeição? Afinal o objectivo não é empanturrar de felicidade, o precioso coração? Amemos simplesmente e desfrutemos da vida com paixão, deixando abertas portas e janelas, para livre circulação da emoção, da afeição!
Helena Santos
Um livro rasgado não morre. As folhas viajam com o vento e correm mundo, mas o sentimento de quem escreveu, permanece eterno, na memória de quem o leu. Assim é o amor. Tu sabes, eu sei, todos sabemos, mas não entendemos e pouco fazemos. Desperdiçamos tanto tempo… Precisamos consumir mais diálogo, compreensão e menos doses de razão. Por que exigimos tanto a perfeição? Afinal o objectivo não é empanturrar de felicidade, o precioso coração? Amemos simplesmente e desfrutemos da vida com paixão, deixando abertas portas e janelas, para livre circulação da emoção, da afeição!
Helena Santos
terça-feira, 17 de maio de 2016
MAR
Encher os olhos de mar
Sempre que a vontade brota
Sem precisar planear
Pois ele mora mesmo aqui à porta
Faz-me sentir abençoada
E sendo grata
Desfruto cada minuto
Aqui estou, sentada no seu terraço
Em almofadas confortáveis de areia fininha
Oferecendo-me a melhor melodia
Para começar o meu dia
Bebo paz, amor e alegria
Tenho sempre a porta aberta
E nunca estou sozinha
Amigos comuns, fazem-me companhia
Incansáveis,
Todos os dias tenho surpresas
Do peixe bailarino
Do búzio macambúzio
Do pato pescador
Da onda contorcionista
Da gaivota fadista
Da alga estilista
Da ostra exibicionista
E para que tudo corra na perfeição
O sol só se desliga, depois da nossa saída
Pedido especial do mar
E que por veneração
Está fora de questão, recusar!
Helena Santos
Encher os olhos de mar
Sempre que a vontade brota
Sem precisar planear
Pois ele mora mesmo aqui à porta
Faz-me sentir abençoada
E sendo grata
Desfruto cada minuto
Aqui estou, sentada no seu terraço
Em almofadas confortáveis de areia fininha
Oferecendo-me a melhor melodia
Para começar o meu dia
Bebo paz, amor e alegria
Tenho sempre a porta aberta
E nunca estou sozinha
Amigos comuns, fazem-me companhia
Incansáveis,
Todos os dias tenho surpresas
Do peixe bailarino
Do búzio macambúzio
Do pato pescador
Da onda contorcionista
Da gaivota fadista
Da alga estilista
Da ostra exibicionista
E para que tudo corra na perfeição
O sol só se desliga, depois da nossa saída
Pedido especial do mar
E que por veneração
Está fora de questão, recusar!
Helena Santos
AMOR E SERVIDÃO
O sal temperou o meu rosto
De desilusão, de desgosto
Mas também de alivio, libertação
Há um tempo para cada estação
E se teimarmos em prolonga-lo
Transforma-se num inferno
Em intermináveis momentos de terror
De destruição
E nunca se encontra solução
Esperando sempre pelo milagre do amor
Mas o tempo é bom conselheiro
E ainda nos brinda com exemplos
Que nos facilitam o desprendimento
Deixando sossegar o coração
E agindo com a razão
Livrando-nos de pedaços de vida
Que mais não servem
Senão para atafulhar a alma
De lixo irrecuperável
E fazer-nos confundir
Amor com servidão
O mel adocicou o meu rosto
Com partículas mágicas de emoção
Porque descobri por fim
Que apenas eu, sou dona de mim!
Helena Santos
O sal temperou o meu rosto
De desilusão, de desgosto
Mas também de alivio, libertação
Há um tempo para cada estação
E se teimarmos em prolonga-lo
Transforma-se num inferno
Em intermináveis momentos de terror
De destruição
E nunca se encontra solução
Esperando sempre pelo milagre do amor
Mas o tempo é bom conselheiro
E ainda nos brinda com exemplos
Que nos facilitam o desprendimento
Deixando sossegar o coração
E agindo com a razão
Livrando-nos de pedaços de vida
Que mais não servem
Senão para atafulhar a alma
De lixo irrecuperável
E fazer-nos confundir
Amor com servidão
O mel adocicou o meu rosto
Com partículas mágicas de emoção
Porque descobri por fim
Que apenas eu, sou dona de mim!
Helena Santos
sexta-feira, 13 de maio de 2016
NOITE COMO BREU
A Noite desceu negra e triste
O vento louco serpenteava
Carregando nuvens em depressão
E as estrelas receosas
Ficaram em casa abrigadas
E a lua de nada valeu
A Noite escura como breu
Chorou porque sentiu-se abandonada
Sem a luz que a embelezava
Em piscares mágicos e cintilantes
Mas o vento que afinal era amistoso
Enterneceu-se com a Noite amargurada
E decidiu suspender o espectáculo
Permitindo às estrelas assustadas
Saírem animadas e pintalgarem o céu
De purpurinas prateadas
Surpreendendo a Noite que encantada
Dançou até à chegada da alvorada.
Helena Santos
A Noite desceu negra e triste
O vento louco serpenteava
Carregando nuvens em depressão
E as estrelas receosas
Ficaram em casa abrigadas
E a lua de nada valeu
A Noite escura como breu
Chorou porque sentiu-se abandonada
Sem a luz que a embelezava
Em piscares mágicos e cintilantes
Mas o vento que afinal era amistoso
Enterneceu-se com a Noite amargurada
E decidiu suspender o espectáculo
Permitindo às estrelas assustadas
Saírem animadas e pintalgarem o céu
De purpurinas prateadas
Surpreendendo a Noite que encantada
Dançou até à chegada da alvorada.
Helena Santos
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