sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

SONHOS QUE ME HABITAM

O nascer da aurora é sinal de vida, mais uma oportunidade me é oferecida. Um novo dia corre para mim, contagiando-me com a sua energia, transmitindo-me confiança, embrulhando-me em magia.
O céu dá-me paz, seja qual for a cor que vista, embora para os meus olhos seja sempre azul e me extasie com a sua luz. É verdade, ele sabe que me seduz. As flores borrifam-me de encanto, ao meu passar, tudo fazem para me agradar. Até o sapo, com um grande papo, se derrete em sorrisos. É inevitável o meu gargalhar.
Olhando ao meu redor, diria que nada existe que provoque dor, ou tristeza, ao alcance dos meus olhos. Como é fácil saborear a vida, chego a pensar. Mas nada é perfeito, nem mesmo o meu sonhar. Eles habitam-me, os sonhos, e, têm tantas cores, que ia jurar que lhes sinto os odores. São tantos…Eu vivo neles, ou eles vivem em mim. Que diferença faz? Só sei que vão crescendo, os sonhos, e, não lhes adivinho o fim. Como poderia não ser feliz? Claro que sim.
Mas nem sempre é assim. Às vezes o novo dia tem mau acordar e quando está mal-humorado, é tão doloroso de encarar. Tantas vezes penso que me vai estrangular… Mas há sempre uma força inexplicável que me envolve, me empurra e sem que tenha tempo de reagir, acabo estatelada no chão. Mas é só uma manobra de diversão. Num piscar de olhos, sinto-me deslizar numa dança suave, que me leva a acreditar que não há dias maus, só maneiras diferentes de os abraçar.
A vida é como um poema, ou é mesmo um poema? Não sei. Mas sei que temos de a saber decifrar e agraciar. Sim, tudo o que a vida nos dá, são bênçãos e delas devemos engravidar e parir com humildade, principalmente os sonhos. Não devemos desperdiçar os sonhos. Eles têm asas e levam-nos a qualquer lugar. Só precisamos mostrar disponibilidade, sempre que a vida nos solicitar. Sem dúvida, é lá nesse “qualquer lugar”, que vamos encontrar a tal…a Felicidade!


Helena Santos

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

TU POETA

Há luz no teu olhar
No teu coração, bondade
Alma leve como uma pena
Que te inspira para divinos poemas
Escreves como ninguém
Por que escondes o talento que tens?
Crias versos com ternura
Pintas mágoa e tristeza
E do amor não descuras
Assim é a tua natureza
Bebes humildade e simplicidade
E a amizade é a tua bandeira
Sabes do que és capaz
Tens o dom da escrita
Mas nem sempre isso te satisfaz
Solta as amarras
Poeta das palavras mágicas
Não sou eu quem o diz
Mas quem te conhece de raiz
Não deixes de escrever o que sentes
E espalhar como belos presentes
A quem te lê e se extasia
É isso que te alimenta e te faz feliz!


Helena Santos

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

OS TRAMBOLHÕES ENRIJECEM

Amar e ser amado
É sublime
Ser amado e não amar
Também faz corações felizes
Não ser amado e amar
Acontece, não adianta reclamar
Mas as experiências amadurecem-nos
Desde o nosso primeiro beijo
Mágoas, rancores, vinganças?
Na, na, é perda de tempo
No meu primeiro desgosto, suicidei-me
Sim, achei mais dramático
Mas arrependi-me
E reclamei a minha vida de volta
Viajar sem regresso
E não levar histórias para contar,
Nem pensar
Continuei a crescer…a Viver.
Trambolhão aqui, trambolhão ali
Ajudou-me a enrijecer
Mas não fui eu quem perdeu
Eu sei o que valho, quem eu sou
Agora, quem me trocou
Sei que muito chorou
Mas o tempo já passou, ou voou
E apenas ficou o “buzinão”,
Que me chama à razão
Quando ando em contra mão.
O que lá vai, lá vai
Na altura nem pensava ser mãe
Hoje, quase sou avó
E são inevitáveis as gargalhadas
Quando me lembro das trapalhadas
Não devemos levar a vida muito a sério
Corremos o risco de calcinar os sentimentos
As emoções
E se isso acontecer, que proveito tiramos
Dum enluarado anoitecer,
Ou dum ensolarado amanhecer?


Helena Santos

sábado, 6 de fevereiro de 2016

LUA DE AMOR

É Inverno…
Mas a chuva não cega o meu coração
O frio não queima a minha alma
Porque o amor…ai o amor
Quando fervilha no peito
Corre nas veias uma emoção
E derrete qualquer dor
Seja em que Estação for
Magia?
Não, vontade de amar
Saber dar, mais do que receber
E tudo pode acontecer
É Inverno?
Claro, no calendário
Porque dentro de mim
Existe um escaldante Verão
Sim, o amor entrou pela janela
Em forma de lua grávida
E sussurrou: tenho saudades tuas
Abri os olhos, tornei a fechar
Entreguei-me a quem com candura
Fez de mim sua
E amanheci serena
Com uma felicidade plena!


Helena Santos
TU

O que a tua boca não diz
Os teus olhos gritam
Mas preciso das tuas mãos
E não as encontro
E o choque mágico com o teu corpo
Como o posso sentir
Se falta a força dos teus braços
E a imensidão das tuas mãos?
És insubstituível
Mas sei que caminhas
Para aonde não te poderei encontrar
Sempre preferiste fugir, a encarar
E o Universo
Nem sempre está disposto
A reajustar as linhas
Que não se souberam usar
Por escolhas feitas
Sem raciocinar
Mas a vida é perita
Não em lições de moral
Mas em aulas práticas
Que nos fazem penar
Com o intuito de mostrar
Que viver é amar, respeitar
E não há volta a dar!


Helena Santos

sábado, 23 de janeiro de 2016

INVERNO NO CORAÇÃO

O Inverno como Estação
É triste, embora belo
Disso tenho noção
Mas quando o inverno da vida
Se instala no coração
É difícil arranjar solução
Há momentos em que sinto
Que só sentimentos negativos
Me estão destinados
E não consigo proteger-me
A fragilidade domina-me
A tristeza encontra uma porta em mim
E derruba-me, por fim
Assim, não consigo evitar
Que uma chuva de diamantes
Emerja do fundo do meu ser
Saltitando dos meus olhos
Dissolvendo do meu rosto a cor
Porque não há alma sensível
Que suporte tanta dor!


Helena Santos