segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

TU POETA

Há luz no teu olhar
No teu coração, bondade
Alma leve como uma pena
Que te inspira para divinos poemas
Escreves como ninguém
Por que escondes o talento que tens?
Crias versos com ternura
Pintas mágoa e tristeza
E do amor não descuras
Assim é a tua natureza
Bebes humildade e simplicidade
E a amizade é a tua bandeira
Sabes do que és capaz
Tens o dom da escrita
Mas nem sempre isso te satisfaz
Solta as amarras
Poeta das palavras mágicas
Não sou eu quem o diz
Mas quem te conhece de raiz
Não deixes de escrever o que sentes
E espalhar como belos presentes
A quem te lê e se extasia
É isso que te alimenta e te faz feliz!


Helena Santos

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

OS TRAMBOLHÕES ENRIJECEM

Amar e ser amado
É sublime
Ser amado e não amar
Também faz corações felizes
Não ser amado e amar
Acontece, não adianta reclamar
Mas as experiências amadurecem-nos
Desde o nosso primeiro beijo
Mágoas, rancores, vinganças?
Na, na, é perda de tempo
No meu primeiro desgosto, suicidei-me
Sim, achei mais dramático
Mas arrependi-me
E reclamei a minha vida de volta
Viajar sem regresso
E não levar histórias para contar,
Nem pensar
Continuei a crescer…a Viver.
Trambolhão aqui, trambolhão ali
Ajudou-me a enrijecer
Mas não fui eu quem perdeu
Eu sei o que valho, quem eu sou
Agora, quem me trocou
Sei que muito chorou
Mas o tempo já passou, ou voou
E apenas ficou o “buzinão”,
Que me chama à razão
Quando ando em contra mão.
O que lá vai, lá vai
Na altura nem pensava ser mãe
Hoje, quase sou avó
E são inevitáveis as gargalhadas
Quando me lembro das trapalhadas
Não devemos levar a vida muito a sério
Corremos o risco de calcinar os sentimentos
As emoções
E se isso acontecer, que proveito tiramos
Dum enluarado anoitecer,
Ou dum ensolarado amanhecer?


Helena Santos

sábado, 6 de fevereiro de 2016

LUA DE AMOR

É Inverno…
Mas a chuva não cega o meu coração
O frio não queima a minha alma
Porque o amor…ai o amor
Quando fervilha no peito
Corre nas veias uma emoção
E derrete qualquer dor
Seja em que Estação for
Magia?
Não, vontade de amar
Saber dar, mais do que receber
E tudo pode acontecer
É Inverno?
Claro, no calendário
Porque dentro de mim
Existe um escaldante Verão
Sim, o amor entrou pela janela
Em forma de lua grávida
E sussurrou: tenho saudades tuas
Abri os olhos, tornei a fechar
Entreguei-me a quem com candura
Fez de mim sua
E amanheci serena
Com uma felicidade plena!


Helena Santos
TU

O que a tua boca não diz
Os teus olhos gritam
Mas preciso das tuas mãos
E não as encontro
E o choque mágico com o teu corpo
Como o posso sentir
Se falta a força dos teus braços
E a imensidão das tuas mãos?
És insubstituível
Mas sei que caminhas
Para aonde não te poderei encontrar
Sempre preferiste fugir, a encarar
E o Universo
Nem sempre está disposto
A reajustar as linhas
Que não se souberam usar
Por escolhas feitas
Sem raciocinar
Mas a vida é perita
Não em lições de moral
Mas em aulas práticas
Que nos fazem penar
Com o intuito de mostrar
Que viver é amar, respeitar
E não há volta a dar!


Helena Santos

sábado, 23 de janeiro de 2016

INVERNO NO CORAÇÃO

O Inverno como Estação
É triste, embora belo
Disso tenho noção
Mas quando o inverno da vida
Se instala no coração
É difícil arranjar solução
Há momentos em que sinto
Que só sentimentos negativos
Me estão destinados
E não consigo proteger-me
A fragilidade domina-me
A tristeza encontra uma porta em mim
E derruba-me, por fim
Assim, não consigo evitar
Que uma chuva de diamantes
Emerja do fundo do meu ser
Saltitando dos meus olhos
Dissolvendo do meu rosto a cor
Porque não há alma sensível
Que suporte tanta dor!


Helena Santos

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

HÁ SEMPRE MOMENTOS FELIZES

Há nuvens negras a escurecer os nossos dias. Mas cada vez que olho para o céu e penso em ti, só vejo cor, alegria, seja noite ou dia. Foi o sítio que o meu coração escolheu para se encontrar com o teu.
Sim, estás lá, olho e vejo-te. Deixei de te ver por algum tempo, não por teres deixado de existir, mas porque os meus olhos andavam turvos. Verdade. Atropelo-me muitas vezes, firo-me e choro como uma bezerra desmamada. Sou muito desastrada.
Gosto de te sentir por perto. Saber que estás aí, é como se estivesses aqui. Sinto-me abraçada, com os teus fortes braços. Lembras-te? Acho que abraços foi o que mais te pedi. É que quando nos abraçávamos, eu sentia o teu coração. Tenho saudades tuas, mas também tenho vergonha de dizer tantas vezes. Sei que não devemos deixar de dizer o que sentimos pelas pessoas que gostamos e eu nunca fui assim. Parece que com a idade tornei-me mais reservada, mais cuidadosa... Nem eu sei. Mas sei que continuo sensível, apaixonada, a amar e a querer ser amada como qualquer mortal. E enquanto souber que estás aí e que te preocupas comigo, serei sempre feliz. Até as flores dos meus canteiros notam isso e estão mais vistosas. A felicidade é contagiante e elas todos os dias sorriem para mim, chova ou faça sol, porque sabem que eu sorrio para ti do mesmo jeito. São umas compinchas. Sabem que quando olho para o céu estou a ver-te e a enviar-te doçuras. Muitas vezes lembram-me que estás à espera do meu beijo, quando te adiantas, envias o teu e elas guardaram-no. Nunca se esquecem de entregar. És o meu sol, és uma pessoa de Luz, sempre foste.

Helena Santos