sábado, 6 de fevereiro de 2016

LUA DE AMOR

É Inverno…
Mas a chuva não cega o meu coração
O frio não queima a minha alma
Porque o amor…ai o amor
Quando fervilha no peito
Corre nas veias uma emoção
E derrete qualquer dor
Seja em que Estação for
Magia?
Não, vontade de amar
Saber dar, mais do que receber
E tudo pode acontecer
É Inverno?
Claro, no calendário
Porque dentro de mim
Existe um escaldante Verão
Sim, o amor entrou pela janela
Em forma de lua grávida
E sussurrou: tenho saudades tuas
Abri os olhos, tornei a fechar
Entreguei-me a quem com candura
Fez de mim sua
E amanheci serena
Com uma felicidade plena!


Helena Santos
TU

O que a tua boca não diz
Os teus olhos gritam
Mas preciso das tuas mãos
E não as encontro
E o choque mágico com o teu corpo
Como o posso sentir
Se falta a força dos teus braços
E a imensidão das tuas mãos?
És insubstituível
Mas sei que caminhas
Para aonde não te poderei encontrar
Sempre preferiste fugir, a encarar
E o Universo
Nem sempre está disposto
A reajustar as linhas
Que não se souberam usar
Por escolhas feitas
Sem raciocinar
Mas a vida é perita
Não em lições de moral
Mas em aulas práticas
Que nos fazem penar
Com o intuito de mostrar
Que viver é amar, respeitar
E não há volta a dar!


Helena Santos

sábado, 23 de janeiro de 2016

INVERNO NO CORAÇÃO

O Inverno como Estação
É triste, embora belo
Disso tenho noção
Mas quando o inverno da vida
Se instala no coração
É difícil arranjar solução
Há momentos em que sinto
Que só sentimentos negativos
Me estão destinados
E não consigo proteger-me
A fragilidade domina-me
A tristeza encontra uma porta em mim
E derruba-me, por fim
Assim, não consigo evitar
Que uma chuva de diamantes
Emerja do fundo do meu ser
Saltitando dos meus olhos
Dissolvendo do meu rosto a cor
Porque não há alma sensível
Que suporte tanta dor!


Helena Santos

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

HÁ SEMPRE MOMENTOS FELIZES

Há nuvens negras a escurecer os nossos dias. Mas cada vez que olho para o céu e penso em ti, só vejo cor, alegria, seja noite ou dia. Foi o sítio que o meu coração escolheu para se encontrar com o teu.
Sim, estás lá, olho e vejo-te. Deixei de te ver por algum tempo, não por teres deixado de existir, mas porque os meus olhos andavam turvos. Verdade. Atropelo-me muitas vezes, firo-me e choro como uma bezerra desmamada. Sou muito desastrada.
Gosto de te sentir por perto. Saber que estás aí, é como se estivesses aqui. Sinto-me abraçada, com os teus fortes braços. Lembras-te? Acho que abraços foi o que mais te pedi. É que quando nos abraçávamos, eu sentia o teu coração. Tenho saudades tuas, mas também tenho vergonha de dizer tantas vezes. Sei que não devemos deixar de dizer o que sentimos pelas pessoas que gostamos e eu nunca fui assim. Parece que com a idade tornei-me mais reservada, mais cuidadosa... Nem eu sei. Mas sei que continuo sensível, apaixonada, a amar e a querer ser amada como qualquer mortal. E enquanto souber que estás aí e que te preocupas comigo, serei sempre feliz. Até as flores dos meus canteiros notam isso e estão mais vistosas. A felicidade é contagiante e elas todos os dias sorriem para mim, chova ou faça sol, porque sabem que eu sorrio para ti do mesmo jeito. São umas compinchas. Sabem que quando olho para o céu estou a ver-te e a enviar-te doçuras. Muitas vezes lembram-me que estás à espera do meu beijo, quando te adiantas, envias o teu e elas guardaram-no. Nunca se esquecem de entregar. És o meu sol, és uma pessoa de Luz, sempre foste.

Helena Santos

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

VIDA NOVA

Sinto que tenho a minha vida
Pendurada em cordas invisíveis
Há tempo demais
Com molas especiais
Porque de lá não cai
Nem com fortes vendavais
Espero sempre que o ano seguinte
Me traga força ou coragem
Para a resgatar
Mas ano vem, ano vai
E sempre a mesma roupagem
Tantas caras camufladas para decifrar
Não é falta de vontade de enfrentar
É medo de repetir erros por não raciocinar
Mas quando não temos outra solução
Ou agimos com a razão, ou com o coração
E se errarmos temos direito a perdão?
Nem sempre
Há quem não saiba perdoar
Mas saiba errar como qualquer ser humano
Aguardei pelas badaladas do Novo Ano
Tenho esperança que ele me devolva a vida
Quero-a na minha mão
Custe o que custar
Afinal a vida é uma fruta muito sensível
Amadurece com muita facilidade
E tenho de a saborear
Não posso deixá-la apodrecer
Sem dela desfrutar do merecido prazer
Deixar a vida se perder, é que não deixo
Podem crer!


Helena Santos

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

HOJE NÃO

O sol entra pelos poros do estore
Convidando a juntar-me a ele, lá fora
Mas eu não quero
Hoje só me apetece vestir de negro
E eu não gosto
Prefiro ficar em casa
A mostrar ao garboso dia
A negritude que há em mim
Para mim a vida é cor
E só faz sentido se assim for
Com certeza que o novo amanhecer
Parirá uma boa razão
Para começar o dia
Com a alma maquilhada de alegria
E aí sim
Vestirei o meu sorriso laranja, rodado
Com flores multi-cores no regaço
Como se me fizesse acompanhar de um jardim
Com sapatinhos a condizer
E unhas pintadas de felicidade
Terminarei com um toque de magia
Nos meus longos cabelos cor de lua
Exibindo um laçarote amarelo sol
Que iluminará as minhas tranças
Sim, para me pincelar de cor
Eu me esmero e tenho jeito
E assim
A vida brotará límpida e leve
Bem do fundo do meu peito
Mas hoje…não!


Helena Santos