quarta-feira, 14 de outubro de 2015

ADORO O OUTONO

Não me zanguei com o Outono
Por destronar o Verão
Todas as estações têm o seu chão
E cada uma tem um senão
O cheiro descongestiona-me a alma
E tantas cores, tantos tons
Pintam a paisagem de vida
É vermelho fogo, amarelo canário
Castanho chocolate, laranja e até rosa
Fazendo acreditar em sonhos de encantar
Não há beleza, nem perfume de flores
Os pássaros deixam de cantar
Mas no chão piso tapetes
Ornamentados de folhas secas multicores
Deixando-me extasiada
E para que nada falte
Apodera-se de mim um frio prazeroso
Que arrepia e amacia todos os sentidos
Porque o Outono é assim
Rebelde, caprichoso, personalidade forte
Mas com um simples sopro de carinho
Derrete-se todo para mim!


Helena Santos

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

OUTRAS REALIDADES

Explodiram relâmpagos de dor
No dia em que ouvi, sentida
Já não ser Rainha do castelo
Que foi construído só com amor


A Natureza é soberana
Põe, dispõe e tantas vezes se engana
Se dizem que errei, meu Deus e Senhor
Não terei direito a defesa, como humana?

Já somos arrogantes por o dedo apontar
Como podemos castigar sem antes escutar
Acaso nos foi dado o papel de “Deus Todo Poderoso”
Que nos permite os mais frágeis calcar?

Apregoamos a simplicidade e humildade
Mas só valorizamos rios de vaidades
Será essa uma forma de generosidade?
Olhemo-nos ao espelho. Quem somos de verdade?

Helena Santos

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

O LIVRO QUE NÃO RASGUEI

Tu és um livro único. Sonhei-te, idealizei-te, escrevi-te e depois saboreei-te. Cada palavra foi escrita com paixão; cada página decorada com a alegria de quem recebe sol num dia tempestuoso de inverno. A capa foi desenhada com a doçura que havia guardado especialmente para ti e pintei-a com as cores que só quem ama sem prazo, nem condição, consegue vislumbrar. São cores mágicas. Tudo o que é feito com amor e por amor, nunca perde o vigor e só nos engrandece. Li-te, reli-te, tanto viajei nas tuas palavras que cheguei a perder-me, mas encontrei-me. Rasgar-te? Não, está fora de questão. Guardei-te e tu sabes, amado livro. Sempre soubeste a tua importância na minha vida, na minha aprendizagem, no meu crescimento como ser humano e fizeste dos meus dias, eternos e sonantes sussurros de poesia…Só não soubeste ler os meus lábios e devias. Deixei de folhear-te, de ler-te, mas continuas à cabeceira do meu coração, com o marcador na página em que eu comia morangos melados da tua boca. Não estás terminado, nunca estarás, porque um livro amado não têm fim, não para mim.

Helena Santos

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

PONTE

Havia uma ponte sólida, ou não
Que proporcionava momentos de emoção
Cada passo era sempre em direcção à união
Mas um furacão, transformou-a em pedaços
Inevitável foi a separação

Não é impossível a solução
Porque o rio que nos separa
Tem águas mansas, sem ondulação
É fácil a sua suave navegação
Haja vontade e amor no coração
Na tua margem, há uma barcaça
À espera de te cair em graça
No rio que nos separa, peixes voadores
Prontos a transportarem-te
Só porque são a favor do amor
Tudo e todos, conspiram a nosso favor
Deste lado estarei eu, esperando
Com as estrelas mais brilhantes
O luar mais romântico
E o sol mais ardente
Contando cada instante e rezando
Para que a tua viagem para esta margem
Seja uma realidade
Ela depende apenas e só da tua vontade
E eu,
Deposito toda a minha fé …. na tua saudade.

Helena Santos

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

SIMPLES

O amor dá-se
O amor recebe-se
Há quem não saiba dar
Há quem não saiba receber
Mas não devemos esmorecer
O caminho é aguardar
O caminho é mostrar
Que quem ama está sempre presente
Que quem ama espera eternamente
O amor não tem prazo
O amor não tem medida
Quando se ama tudo é cor, tudo é luz
Quando se ama, é o amor que nos conduz
Mas o importante mesmo, é AMAR…muito
O amor não se substitui
Não voa nas asas das palavras vãs
Mas é tão doce e saudável
Como as suculentas e apetitosas romãs
Quem ama luta, não abandona, cuida
Quem ama enfrenta, escuta e não julga
Quem ama é feito de coração
Não vê defeitos
Mas sabe que não existe a perfeição!


Helena Santos


NAS PÁGINAS DA IMAGINAÇÃO

O teu olhar rebelde, traquina, infiltrou-se no meu e por mais anos que passem, não consigo amansá-lo. Nem quero.
As tuas mãos de tanto se passearem em mim, num momento de exaustão adormeceram no melhor e mais confortável recanto e decidi não acordá-las. Já fazem parte do meu ser.
Os nossos corpos tantas vezes guerrearam, mas nunca houve vencedor ou vencido. Trocávamos de armas com amor e o resultado era sempre um batalhão de prazer, com uma pitada saborosa de dor.
Mas o futuro, assim se chama por ser desconhecido, quando passou a presente, as gotas vulcânicas cuspidas pelos poros do meu corpo, em contacto com o teu, transformaram-se em pedras granizadas pela tua ausência, ou melhor, pela tua “morte súbita”.
Mas nem tudo se perdeu, para ti. Nessa tua transição, já uma alma caridosa estaria à tua disposição e tu não disseste que não. Foi um anjo que me deu essa informação. Nem depois de “morto”, assumiste essa traição e decidiste culpar-me desse momento de indecisão, mas que te serviu na perfeição.
Que páginas de vida ficarão por resolver na cabeça ou no coração de pessoas racionais, para haver tanta separação, quando deveria dominar a harmonia, a união? Ou serão irracionais?
É bom continuarmos a vestir a pele de inocente/vitima para sairmos bem na fotografia. Mas nós esquecemos sempre que as máquinas captam muito mais do que queremos mostrar. Esconder, até escondemos, mas nem reparamos que o macaco que andamos a esconder está com o rabo de fora e só não vê quem não quer. Quase que diria até que nessa situação andamos a subestimar a inteligência de quem nos rodeia. Mas um bode expiatório cai sempre muito bem. É tão mais fácil quando erramos e descarregamos as nossas águas poluídas em rio alheio. O pior é quando as águas não se misturam e o cheiro fica a pairar na nossa cabeça, à espera de encontrar uma brecha para se alojar na nossa consciência. E encontra, encontra sempre, por mais anos que passem. E quando isso acontece, a alegria desaparece, as rugas aparecem profundas como levadas, as olheiras penduram-se como cachos de uva passa, os sorrisos passam a simples esgares, as noites de amor passam a ser a três, porque a assombração-consciência, não se faz de rogada e aparece sempre, mesmo sem ser convidada. A vida de sonho, transforma-se num pesadelo e chega-se à conclusão que fugir às responsabilidades e não assumir as consequências dos nossos atos, não compensa. É tão mais fácil e saudável o diálogo, a coragem de enfrentar. Falar é bom, mas saber escutar é muito mais vantajoso. Afinal temos duas orelhas e uma boca por alguma razão. Mas a estrela do filme de amor, não voltou atrás porque a teimosia é muito mais forte que a humildade e pedir perdão é para fracos, não para homens insuflados de razão e perfeição. Quanta ignorância! O que é que quem ama não perdoa e esquece? Tudo, ainda que doa. Mas só sabe disso, quem tem sensibilidade e maturidade para perceber que o amor transcende o sexo, a vaidade, a maldade, a burrice e principalmente a razão. O amor é um sentimento que nos faz perder a noção do certo e do errado e se assim não for, não é amor. Mas, também nos permite ter a capacidade de entender o outro, praticar o perdão e a aceitação, porque por mais que alguém se queira excluir, à nascença já somos todos pecadores. A perfeição nunca encontraremos em nós, por isso, não podemos exigi-la aos outros. Deixemo-nos de superioridades…a simplicidade assenta-nos melhor, em qualquer ocasião. Amemos simplesmente e aproveitemos os muitos créditos que a vida nos vai dando, porque não são eternos!

Helena Santos

domingo, 30 de agosto de 2015

A NOITE

A noite está cheia de vida e do meu quintal usufruo de tamanha magia.
A lua está em festa, com convidados cheios de cor, tornando-a numa fonte de alegria e frescor.
Carregadas de energia estão as estrelas, que dançam animadas ao som da música de uma cotovia talentosa e notívaga, espalhando luz e transmitindo paz a quem para elas olha embevecido com tanta beleza e criatividade.
Os pirilampos também contribuem para o quadro paradisíaco com o seu piscar, para lá e para cá, iluminando o jardim que os meus olhos admiram como se estivesse num conto de fadas.
Ao longe avisto luzes, imensas luzes. Umas são de rua, outras de habitações e só consigo imaginar famílias felizes e amantes apaixonados dentro delas.
Hoje o meu coração está especialmente colorido, o que raramente acontece e isso ajuda a que esta noite seja saboreada com serenidade, confiança e esperança.
A temperatura está à medida do meu estado de espírito, amena. A brisa que vem do mar, a dois passos daqui, provoca um arrepio divinal. A melodia das ondas que os meus ouvidos conseguem captar, levam-me a navegar a horizontes incríveis, embora eu me mantenha sentada no chão do meu quintal. A noite está gostosamente fresca, bonita, perfumada e tanto o meu corpo como a minha alma, se recarregaram de vida e certamente que quando o sono me vier buscar, deixarei que me leve no seu colo e me proteja com o seu manto, para que a minha noite seja de pleno descanso. É nestes raros momentos que sinto que vale a pena viver.
Adivinho um doce amanhecer!

Helena Santos

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

SENTIRES

Fui e já voltei
Mas tanto penei
Ainda gosto de por aqui andar
Metade de mim nunca daqui sai
Encontrei um abrigo de amor
Que tanta falta me faz
Por isso muito me dói
Quando sou obrigada a me ausentar
Alguns dias para repousar
Ordens de quem de mim anda a cuidar
Porque a saúde não me corre de feição
E a cada dia a vida escapa-me da mão
Tenho tanto para dizer
Sequer me querem escutar
Mas continuarei a tentar
Confio na força do amar
Não na ilusão da razão
É o que me ensina o coração
Enquanto a esperança me habitar
E de emoção a vida palpitar
Estarei aqui de alma cheia
A retribuir o muito que me dão
Pelo pouco que tenho a oferecer
A quem faz por merecer
Gratidão, amizade, respeito
Sempre terão em forma de sorrisos
E para quem não fui tão doce
Peço perdão
E que sigamos para mais um ano
De muita harmonia, alegria e poesia
Porque para mim, já terminou o Verão!


Helena Santos

domingo, 26 de julho de 2015

LIVRO MÁGICO

Hoje não venho ler-te, venho somente agradecer por tudo que de importante tens feito por mim. Confesso que me apaixonei por ti, ao primeiro olhar. Tantas histórias me foram contadas, tantas ilustrações mostradas. As primeiras letras, os primeiros números, cativaram-me. Mas depois foste exigindo demasiado de mim e comecei a desencantar-me, porque não conseguia acompanhar-te. É que houve uma altura em que te via como uma obrigação e os problemas foram surgindo, sem que encontrasse solução. Tudo que seja por obrigação, nunca é uma boa opção. Irreverência e rebeldia da juventude. Ainda assim, não desisti. Com o passar do tempo e tendo liberdade de escolha, a minha relação contigo foi normalizando. O importante, mesmo, é que nunca te abandonei e sempre te tive como o meu melhor e fiel amigo. Contigo rio, choro, adormeço, acordo, velo, me perco e me encontro. Tanto viajo, ou simplesmente agarrada a ti, fico. És um mar de alegria, amor, conhecimento e quando te leio, para tão longe voa o meu pensamento. Independentemente da forma como te apresentas, estarás comigo em todos os momentos.
Leio-te para quem queira ouvir; folheio-te para quem te queira ver. É tanto o que contigo aprendo e sempre que me entrego a ti, sinto-me renascer.
Sendo tu o Universo, és imenso e certamente que sabes que há caminhos teus que ainda não percorri, mas lá chegarei. E muitos há, que tenho a certeza de que nunca os pisarei, mas continuarei a sonhar, a voar, a navegar e não será por isso que desistirei. Enquanto puder, os meus passos serão na tua companhia, garantindo que aprenderei algo todos os dias e num ser humano mais rico, me tornarei.
Tu, livro, és uma fonte inesgotável de sabedoria, de vida e energia, a alimentar-me dia após dia!

Helena Santos

quarta-feira, 22 de julho de 2015

INDECISÃO

Pssstt, tu aí
Que passas por aqui
Finges que não vês
Convences-te que nada sentes
Mas arrastas-te com desalento
Por negares um sentimento
Que outrora foi teu alimento
Abre o peito e recebe a Vida
Extermina a erva daninha
E entrega-te ao desfrute
Mas muda de posição
De costas só vês a tua sombra
E não há quem te escute
Ah como te conheço…
Os teus olhos revelam saudade
A tua boca transpira paixão
Os teus suspiros vêm e vão
Então porquê a indecisão?
Não te agarres à razão
Ela não combina com coração
Segura a minha mão
Essa sim é uma feliz opção!


Helena Santos

domingo, 12 de julho de 2015

TIVESTE TANTO TEMPO

Tiveste tanto tempo para me ver
e só para mim olhaste
Tiveste tanto tempo para me conhecer
e só o meu nome fixaste
Tiveste tanto tempo para te arrependeres
e nem para trás olhaste
Tiveste tanto tempo para mostrar ser gente
mas não tiveste coragem, sequer tentaste
Tiveste tanto tempo para controlar o tempo
e nem isso aproveitaste
Tiveste tanto tempo para provar a verdade
e por medo, não a encaraste
Tiveste tanto tempo para pedir perdão
mas para ti, sempre esteve fora de questão
Tiveste tanto tempo para me ouvir
preferiste simplesmente presumir
E agora?
O tempo foi embora
ficaste sem saber onde perdeste a razão
mas continuas a acreditar que a tens toda na tua mão
Pura ilusão!
Só te restou ressentimento e frustração
mas nunca é tarde para se arejar o coração!


Helena Santos

sexta-feira, 10 de julho de 2015

SORRISOS GRATUITOS

Os meus sorrisos
São novelos de mel
Que se desenrolam
Sem aviso prévio
São espontâneos e com eles
Vou bordando e pincelando
Os corações férteis
Que não têm medo de receber
Nem de se entregar
A sentimentos seculares, sagrados
Tão simples, como a amizade e o amor
Fazendo crescer a árvore
Onde os dois sentires
Se envolvem harmoniosamente
Em cada tronco, folha e dão frutos
Porque a raiz é cuidada, adubada
E o objetivo, é, não mantê-los na prisão
A verdadeira emoção, está na ostentação
Quem resiste a um deleitante sorriso
Que brota de um saborido coração
Quando existe cada vez mais
Lábios trancados a cadeado
Sem chave que permita a libertação?
Aceitem os meus,
São ternos, amigos, genuínos, gratuitos,
Sem qualquer contra indicação!


Helena Santos

quarta-feira, 1 de julho de 2015

ROSAS SEM ESPINHOS?

Se não me for permitido errar
Que ando aqui a fazer?
Mas errando não posso esquecer
Que os meus erros devo assumir
E com as consequências conviver
Não é bonito deles fugir
E a terceiros os atribuir
É pura cobardia
Todos temos legitimo direito
De caminhar, tropeçar e até cair
Mas é no levantar com dignidade
Que mostramos a nossa verdade
Não apostar na mentira piedosa
Que nos vitimiza e transforma
Em seres alheados da realidade
Vendo a vida passar ao lado
Com o coração interditado
Pela razão não fomos contemplados
Sabemos
Mas insistimos em arranjar outros culpados
Simplesmente para nos convencermos
Que somos seres iluminados
E que nunca falhamos
Tenho rosas nos meus canteiros
São lindas
E para se manterem vistosas
Não dispensam carinhos
Gosto de tocá-las, cheirá-las
Se não tiver cuidado e me picar
Não posso culpar as rosas
Tampouco os espinhos!


Helena Santos

sexta-feira, 26 de junho de 2015

REGRESSO A CASA

Foram meses a contar dias
E no meio de tantas emoções
Nada faltou
Lágrimas, sorrisos, medos e alegrias
Afinal, sou mãe
Boa ou má, não sei e com isso nunca me preocupei
Nem reconheço a ninguém, capacidade para me avaliar
Mãe, sei que sou
O meu coração sempre transbordou de amor
E com o filhote longe, como poderia ser indolor?
E por ser mãe
Tinha de rir, com a lágrima no olho
E um enorme aperto no coração
De saudade, ou mesmo de aflição
Estava no outro lado do mundo
Tão longe de o poder alcançar
E a distância não permitia
Tocá-lo com a minha mão
Restava-me vê-lo e senti-lo
Com o coração
O que eu queria mesmo
Era que ele se embriagasse
De experiências, vivências, novos horizontes
E aproveitasse…
E aproveitou
Regressou cheio de vida, brilho no olhar
E sonhos, muitos sonhos
Com cores diferentes das que levou
E uma felicidade ímpar
Do nada que teve e do tudo que reteve
Mas o mais importante
É a vontade de lutar e alcançar
Com que voltou
Fizeste-me falta mas sinto-me orgulhosa
De ti
E para as tuas realizações, nunca estarás só
Porque mãe
É colo e ombro sempre a amparar
Nem que dos próprios sonhos, tenha de se apartar!


Helena Santos

terça-feira, 16 de junho de 2015


E PORQUE...

E porque sinto-me abençoada
E porque não devo perder a esperança
E porque sou fraca, mas não desisto de amar
E porque acho-me uma imbecil, já que perco tempo com imbecilidades e deixo pedaços de vida escaparem-se pelos dedos
E porque não tenho capacidade para abrir o coração dos outros, não fecho o meu
E porque não devo apontar o dedo, sabendo que três ficarão apontados a mim
E porque tenho um castelo com telhado de vidro, não devo atirar pedras ao telhado do vizinho
E porque o passado faz parte de mim, acolho-o com serenidade, mas não vivo em função dele
E porque não deixo as mágoas passarem de prazo, para não me azedarem o coração
E porque tenho noção de que a amizade e o amor, devem ser maiores do que a importância que dou ao meu umbigo
E porque não devo criticar, julgar ,ou condenar, quem não me esforcei por conhecer
E porque não devo “tomar” as dores dos outros, correndo o risco de ser injusta. Os inimigos dos meus amigos, não têm de ser meus inimigos, por contágio.
E porque sempre pensei e decidi por mim, não emprenho pelos ouvidos
E porque devo jubilar com as vitórias dos amigos e não deixar a inveja tomar conta de mim
E porque me sinto orgulhosa das rugas pinceladas no meu rosto, também me sinto leve com o perfume que exala o meu coração.
E porque amo e sei que me amam…o resto é chuva de Verão!


Helena Santos