sexta-feira, 24 de outubro de 2014

FELICIDADE

Vesti-me de papoila
Para agradar o meu amor
Perfumei-me de amor-perfeito
Porque para ele
Sempre fui uma flor
Transportei-me no bico de um Colibri
E de surpresa, apareci
Tão feliz ele ficou
Que os olhos mel, brilhantes
Pareciam duas estrelas, cintilantes
O meu coração
Quase não aguentou
Tal foi a emoção
Então percebi,
Que o que precisava
Estava mesmo ali
Não era uma visão
E decidi
Que desse amor
Não abriria mão
Amar….nunca é em vão!


Helena Santos

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

HÁ UM SINO

Há um sino em mim
Que quando toca
Provoca-me sorrisos sem fim

Há um sino em mim
Que ao badalar
Simplesmente quer festejar
O viver, o amar

Há um sino em mim
Que toca sempre
Que o meu coração
Está perdido de emoção

Há um sino em mim
A tocar, a vibrar ou a cantar
O importante é que tu possas entender
Que o meu amor viverá
O tempo que Deus me conceder

Há um sino em mim
Porque a melodia que irradia
Se espalha com o vento
E me faz amar a vida
Mais e mais a cada dia
E tão longe voa o meu pensamento

Há um sino em mim
E me desconcerto
Com o silêncio que dele brota
No seu tilintar
E me enlevo na paz, na serenidade
Que dele colho
E me faz mergulhar num oceano
Onde a transparência da alma
Nunca se esgota.

Helena Santos
ESTÁ QUENTE

Está quente, muito quente
E o teu suor aos pingos
Vai tatuando no meu corpo nu
Marcas de amor superficiais
Que em seguida irás delinear
Com a ponta dos teus dedos
Até eu me render
O quartel entregar
E tu
Na posse de tão valioso tesouro
Te fazeres valer da tua sensibilidade e mestria
E nele penetrares
Fazendo-me vibrar até ao mais intimo do meu ser
Provocando em mim
Uma enorme vontade de me ter como tua escrava
Servindo-te sem qualquer condição
Levando-te a saborear até à exaustão
O que afinal foi uma guerra de sensações
Em que ambos fomos vencidos pelo prazer da carne
Tornando-nos vencedores pela leveza de enormes corações.


Helena Santos
FLOR DE AMENDOIM

Sentada no meu jardim
Conversando com uma flor de amendoim
Ela me segredou que o meu amor
Era forte como a raiz do embondeiro
Resistia a qualquer furacão
Mas que o coração do meu amado
Estava uma verdadeira confusão
Que se queixou de eu não o saber amar
E de em mim não poder confiar
Atenta, ouvi
Mas custou-me suportar
Eu que tudo dei, até me secar
A tristeza tomou conta de mim
Cheguei-me a uma rosa
E na minha mão
Apertei seus espinhos
Até o sangue pingar
Meu Deus, eu sou gente
Mas serei inferior
Só por pensar diferente?
Olhando ao meu redor
Contemplando as flores
E a relva tão vistosas
Perguntei:
Não deveriam também o amor e a amizade
Florescerem em corações férteis?
Não quero ser dona de ninguém
Só queria ser desejada por alguém
Será que por mim sente desdém?
Mas no meio de tanta beleza e cor
Senti-me uma flor
No meu próprio jardim
Uma borboleta pousou em mim
E disse que se o meu amor
Me abandonasse por teimosia
Se arrependeria o resto dos seus dias
Um amor-perfeito
Que observava de perto
Disse-me que até ele
Não era tão perfeito assim
E que eu deveria esperar,
Pois todo o rio tem um tempo
Para a sua água serenar.


Helena Santos
É BONITO!!!

É bonito e com ele fico
Chegou o Outono
Folhas caídas, árvores despidas
Chuva miúda e charcos na rua
Época de vindima e bom vinho
Querem beber? Eu alinho
Cores e mais cores
A beleza anda no ar
Telas de folhas e flores
Laranja, vermelho e amarelo
Lindas como os singelos amores
É só apreciar
Andorinhas abandonam os ninhos
Mas logo, logo irão regressar
O cheirinho a castanha
Se espalhou, se impregnou
Lareira acesa, frio contagiante
É tudo muito excitante
Embora seja o Outono o visitante
Ele chegou e como eu gosto
Em mim se hospedou!!

Helena Santos

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

DIFICIL AMAR

É penoso amar
Sem tocar corações
É difícil tocar corações
Que se fecham
Às emoções
E quando isso acontece,
Amar
É remar, remar
Sem um porto encontrar
E surge a questão:
Desistir ou continuar?
Mas quem ama,
Tem outra opção
Senão a de lutar?
O futuro
É uma incógnita
Mas há sempre que tentar
Quem sabe
Se não se abre uma brecha no nevoeiro
E uma luz consegue penetrar?
O amor faz magia
E a esperança
É a última a nos abandonar.


Helena Santos