terça-feira, 17 de junho de 2014

PERFEIÇÃO

Pessoas perfeitas
Só em contos de fadas ou versos de poesia
Onde tudo é colorido e se vive de magia
Somos seres imperfeitos
E procurámos perfeição no outro
Constantemente
Quando nem em nós encontraremos
Certamente
Então, amemos simplesmente
Seguindo cada vibração
Do sábio coração!

Helena Santos

sexta-feira, 13 de junho de 2014

DIZEM

Dizem que sou
Sol quente do deserto
Lava que tudo arrasta
Mar em tempestade
Furacão que tudo varre
Dilúvio que tudo inunda
Mas é só o que dizem
Há tanta gente que não sabe o que diz
Mas gosta de meter o nariz
E sentir-me, alguém tentou?
Só assim saberão como e quem sou
Tudo o resto é imaginação
Delírios de quem não sabe
Ver com o coração.

Helena Santos

quinta-feira, 12 de junho de 2014

SOU

Sou pele a destilar
E carne a inflamar
O rio que corre em mim
Deseja fundir-se com teu mar
Na minha foz
Que anseia por esse dia chegar
Desejos incontroláveis
Fazem-nos viajar e fantasiar
Sem limites
E sem hora para voltar
E tudo é emoção e satisfação
Arrepia-me a rudez das tuas mãos
No meu corpo que sempre foi teu
Activam os meus sentidos
Rasgam caminhos sinuosos
E no latejar da excitação
Entrego-me à luxúria
Os gemidos são teus e me descontrolo
Gritando até à exaustão
E no dar e receber
Perdemo-nos no espaço
Sem nos preocuparmos em descer
Porque é tempo de aproveitar
E nos embriagarmos de prazer
E é nos teus beijos que me encontro
Sempre que me perco de mim
Porque eles me mostram
Que nada no amor tem regras, medida ou fim
E amor sexo paixão
São o combustível
Que mantem palpitante
Qualquer coração.

Helena Santos

quarta-feira, 11 de junho de 2014


PEDAÇOS DE MIM

Não quero sucumbir em falsos sentimentos
Quero os meus ais e os meus lamentos
São pedaços de mim…
Não quero as minhas lágrimas transformadas em sal
Num qualquer lenço de papel, esquecidas
Foram dores por mim sentidas
São pedaços de mim…
E as noites de insónias?
Ninguém as viveu por mim, sempre as suportei
Nunca me queixei, a elas me afeiçoei
São pedaços de mim…
E as horas de espera, por alguém que sabia que nunca viria?
A angústia, o desespero, o medo da rejeição
A descoberta de ter sofrido em vão
Não quero perder
São pedaços de mim…
As injustiças, as incompreensões,
As saudades, as ansiedades, os desamores
Tudo quero, com tudo fico e guardo
São pedaços de mim…
Mas também quero os beijos, as gargalhadas,
Os suores borbulhantes de corpos em chamas
Enfim
Quero tudo o que vivi e senti
O bom e o ruim
Ficarão todos juntos sob a minha pele
Para que me lembrem que um dia foi assim
Que senti o gosto do fel e do mel
E que a vida para mim
Sempre foi um carrossel.

Helena Santos


segunda-feira, 9 de junho de 2014

AS LETRAS

As letras deixaram de voar agrupadas
Não formando assim as palavras desejadas
Para versos de uma poesia encantada
E dizes que eu sou a culpada
Mas se não consegues fazer soltar da ponta da caneta
Como que por magia
Sonhos e mais sonhos como fazias, para mim
Então não as escrevas, pinta-as com um pincel de cetim
Como se fossem todas para um festim
Verás que ao terminares o teu jardim
A mágoa terá se desvanecido
No meio de uma ou outra lágrima
E as letras, cada uma de sua cor
Formarão palavras em forma de flor
E tu
Já nem te lembrarás que algum dia, por alguma razão
Sentiste raiva, ódio ou rancor
Porque do teu coração, só brotará paz e amor
E as letras
Continuarão voando agrupadas, felizes e sem dor.

Helena Santos
ASSIM ÉS

Gosto do rosado dos teus lábios
Lembram-me morangos gulosos
Que comias com tanto prazer
Excitando todo o meu ser
E era difícil de me conter

Sinto-me nua ao teu olhar
Tens uns olhos penetrantes
Despes-me em instantes
E perante eles me entrego
Às provocações que levam a nos amar

As tuas mãos enlouquecem-me
Navegam sobre as ondas do meu corpo
E atracam com brusquidão
Num porto
Que para mim
É o ponto exacto da doce perdição

És um ser único
Que ama sem condição
Um oceano em imaginação
Que acorda o meu vulcão
E não há
Como controlar tanta tesão

Não há mágoa que te apague
Nem tempo que te esqueça
Entraste em mim e ficaste
Será que já reparaste?

Helena Santos