sábado, 18 de janeiro de 2014
SOMBRAS DE MIM
Tentando matar o silêncio
que existe em mim
Deixo-me arrastar pela melodia das ondas
que encanta e não tem fim
Olho o imenso mar e nada vejo
Insisto e adivinho sombras de mim
Do que fui
ou do que sou?
Observo o voar de uma gaivota
e imagino
como seria se eu tivesse esse dom
De olhos fechados, agarro-me às suas asas
e peço que me leve a saborear o vento,
sempre ouvindo a melodia das ondas
que eu própria invento.
Helena Santos
Texto e foto
Tentando matar o silêncio
que existe em mim
Deixo-me arrastar pela melodia das ondas
que encanta e não tem fim
Olho o imenso mar e nada vejo
Insisto e adivinho sombras de mim
Do que fui
ou do que sou?
Observo o voar de uma gaivota
e imagino
como seria se eu tivesse esse dom
De olhos fechados, agarro-me às suas asas
e peço que me leve a saborear o vento,
sempre ouvindo a melodia das ondas
que eu própria invento.
Helena Santos
Texto e foto
PURA MAGIA Ofereci um olhar
ganhei um “olá”
Aí
toda eu tremi
Mantive o olhar
e um sorriso
não se fez esperar
Respondi com outro sorriso
e senti-me no paraíso
Convidou-me a entrar
e aceitei sem hesitar
Depois da porta se fechar
nem tempo tive
para ao espaço me ambientar
As mãos eram enormes
quentes ágeis hábeis
e habituadas a explorar
Uns lábios carnudos
e uma boca pronta a levar-me
para além da excitação
Por falta de tempo
rebolámos no chão
Sem roupa
foi só dar asas à imaginação
e alimentar o desejo
que se apoderou de nós
Se era exímio na sedução
era perito na concretização
Tantas vezes subi às nuvens
e sempre que descia
algo melhor me esperava
e o meu corpo se rendia
A mistura de suores
embriagava-nos os sentidos
e entregava-nos ao prazer
que parecia não ter fim
Com os gemidos eu enlouquecia
com os gritos ele se perdia
O momento era de pura magia
e em simultâneo
saboreamos o que a vida nos oferecia.
Helena Santos
Foto net
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
FRIO QUENTE
Era inverno
Estava frio
O suor escorria
A pele arrepiada
Os corpos ardiam
Pingavam gotas
Dos poros excitados
Misturavam-se desejos
Saboreávamos odores
Segundos minutos horas
Infindáveis sensações
Num mar
De toques
E emoções
Se espraiaram
Num areal
De doce prazer
Transformando-se
Em espumante divinal
Com que brindámos
Ao AMOR!
Helena Santos.
Foto net
Era inverno
Estava frio
O suor escorria
A pele arrepiada
Os corpos ardiam
Pingavam gotas
Dos poros excitados
Misturavam-se desejos
Saboreávamos odores
Segundos minutos horas
Infindáveis sensações
Num mar
De toques
E emoções
Se espraiaram
Num areal
De doce prazer
Transformando-se
Em espumante divinal
Com que brindámos
Ao AMOR!
Helena Santos.
Foto net
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