quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

"MONTANHA"

Olhei para a montanha,

Pensei em ti,
Tentei subi-la,
Escorregava e caía,
Com dificuldade consegui.

Cheguei,
Numa nuvem me sentei
E fundo respirei.

Brilhantes raios de Sol,
Como laços me abraçaram,
Dançavam no ar,
Ao som do vento,
No seu elegante voar.

As coroas de flores que caiam,
O meu rosto enfeitavam,
Uma Santa eu parecia,
Por ti a Deus pedia,
Que para mim,
Voltasses para um dia.

Era visível,
A união do Céu com a terra,
Até a sua energia,
O meu corpo sentia.

De olhos fechados,
Inspirava o ar puro e verdejante,
Num silêncio singular,
Mais perto de Deus me sentia
E ajuda lhe pedia.

Deus,
Sei que estás aqui e peço-Te,
Mostra-lhe o caminho de regresso,
Quero dar ao meu amor,
Felicidade, carinho e calor.

Ele está longe,
Com esperança,
Esta montanha subi,
Mesmo assim não o vi.

Tudo era lindo e completo,
Se ao meu lado estivesses,
O nosso Paraíso seria aqui,
Jamais choraria por ti. 
 
Zulmira Nascimento

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

A esperança não murcha, ela não cansa, também como ela não sucumbe a crença. Vão-se sonhos nas asas da descrença, voltam sonhos nas asas da esperança.
Augusto dos Anjos
 
Muito Amor, Harmonia, Inspiração e Poesia!!!
" Noite de Luar "

A noite já se aproxima
E o sol se começa a pôr
No coração trago utopía

E na mão uma simples flor
Das águas que eu avisto
Vem o cheiro a algas e sal
De preconceitos me dispo
E fico nua ao teu olhar

Os poucos raios de luz
Que na janela teimam passar
São reflexos sentidos do luar

E o coração racialmente bate
São batidas incoerentes de insígnias
Nada sobrevive à resignação das rotinas

CELESTE LEITE
 
OS MEUS VERSOS

Os meus versos, os meus versos,
Hoje ao acordar rasguei-os,
Eram meus sonhos dispersos,
Em louco impulso queimei-os.
Os meus versos, os meus versos,
Eram só meus, escondi-os.
Achei-os tolos, perversos,
Piegas, tristes e frios.

Os meus versos, os meus versos,
De “maus olhares” os livrei
Que importa a outros, reversos,
Maus bocados que passei.

Os meus versos, vou fechá-los,
Estes versos que escrevi,
Quem sabe se ao guardá-los
Ao mundo um tesouro escondi…?

Manuel Manços
 
ESTA NOITE TRANSFORMOU-SE EM POESIA

Não terá sido poesia?
Essa alegria contagiante
Provocada pelo nosso sorriso
Esta frescura de nossas bocas molhadas

Parecidas com os caminhos
Cheios de orvalho ou maresia
Só parecia poesia!

O vento acariciava meus cabelos soltos
Os teus cabelos eram poucos
Mas macios… leves
Parecidos com as nuvens… neves
Até como fios de seda ou de luz
E nesta estranha magia
Começou nosso amor nossa poesia!

A noite ao cair nos sorriu
E uma terna melodia se ouviu…
E teu corpo macio, inquieto, desfraldado
Se juntou ao meu…ficando ali a meu lado.
Teu amor foi sensual para minha heresia
Mas tudo isto …seria poesia?

Tua voz se fez rouca
Tornando tua beleza insubmissa e revolta
Com o toque de tuas formas libertas
Onde a maciez do teu corpo se adivinha
E o teu desejo sempre se denuncia
Mas tudo isto foi mera poesia!

Nazaré G.
 
Renascido


Nutro-me dos teus beijos eternos
e faço-me perfume de vida,
que sorve os sonhos em mim
pulsando ao sol à chuva e ao vento,
na redoma das tuas ausências.
Feito curso de um qualquer rio renascido,
senti a brisa dos teus passos
a seiva da tua serenidade
que me acalma em Ti...
E me vem abraçar de Amor
e envenenar-me de ilusão
neste sítio escuso e de profundas raízes
 
António Carlos Santos