terça-feira, 4 de dezembro de 2012

ESTA NOITE TRANSFORMOU-SE EM POESIA

Não terá sido poesia?
Essa alegria contagiante
Provocada pelo nosso sorriso
Esta frescura de nossas bocas molhadas

Parecidas com os caminhos
Cheios de orvalho ou maresia
Só parecia poesia!

O vento acariciava meus cabelos soltos
Os teus cabelos eram poucos
Mas macios… leves
Parecidos com as nuvens… neves
Até como fios de seda ou de luz
E nesta estranha magia
Começou nosso amor nossa poesia!

A noite ao cair nos sorriu
E uma terna melodia se ouviu…
E teu corpo macio, inquieto, desfraldado
Se juntou ao meu…ficando ali a meu lado.
Teu amor foi sensual para minha heresia
Mas tudo isto …seria poesia?

Tua voz se fez rouca
Tornando tua beleza insubmissa e revolta
Com o toque de tuas formas libertas
Onde a maciez do teu corpo se adivinha
E o teu desejo sempre se denuncia
Mas tudo isto foi mera poesia!

Nazaré G.
 
Renascido


Nutro-me dos teus beijos eternos
e faço-me perfume de vida,
que sorve os sonhos em mim
pulsando ao sol à chuva e ao vento,
na redoma das tuas ausências.
Feito curso de um qualquer rio renascido,
senti a brisa dos teus passos
a seiva da tua serenidade
que me acalma em Ti...
E me vem abraçar de Amor
e envenenar-me de ilusão
neste sítio escuso e de profundas raízes
 
António Carlos Santos

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

"O segredo da felicidade é liberdade e o segredo da liberdade, coragem. "
( Thucydides )
 
Bom fim de semana!!!
Intenso teu olhar.
Caráter vincado em profundidade
Da sensualidade que discretamente ocultas.
Beleza esguia, rara de única...
Cabelos longos escuros, levemente ondulados,
Sobressaem teus segredos enigmáticos,
De amores intensos...
Essa és tu!

Fernando Figueirinhas
 
Quero

Ver aquilo que desejo
Tudo que quero ser
O que me convém

Sem pensar em ninguém...
Desnuda do olhar
Devoras-me
Deixa a tentação
Levar-me
No aconchego
Da paixão...
Não posso
Mas quero
Queres-me
Tens-me...
Basta um gesto
Sem palavras
No silencio
Um arrepio...
Tua boca atrevida
Teu cheiro
Um desejo contido
Um prazer
Um gemido...

Irá Rodrigues 
 
Quero pintar-te

Quero pintar teu sorriso,
Mas pintor nunca serei
Não possuo o que é preciso
De telas e cores nada sei

Queria captar esse traço

Essa sombra aí no canto,
Essa magia, esse encanto
Esse falso embaraço...

Mas não percebo de telas

Não sei usar o carvão
Nem tampouco aguarelas
...e falta-me a precisão

Queria tanto conseguir

Mas não sei como se faz
Nosso beijo colorir
...a magia que ele traz

Mas pinto-te com ilusão

Invento uma nova cor
Uso guaches de coração
E pinceladas de amor

Como pintor sou um fracasso

Mas pinto-te só para mim
Neste poema que faço
Ao ver-te sorrires assim

Paladino Das Estrelas