domingo, 25 de novembro de 2012

NÃO POSSO TE TOCAR, MAS POSSO TE AMAR

Não posso te tocar
Porque és quente
Feito sol

Não posso chegar a ti

Porque estas longe

Como a lua


Não posso te beijar

Porque as paredes

Estão a separar


Não posso te sentir

Porque sempre

Afastam-me de ti


Não posso seguir

Teus passos

Estou laçada a sete laços


Não posso enxergar-te

Uma nuvem escura

Veio cobrir-te


Não posso nada fazer

Para chegar até ti

Estou impedida

De me aproximar de ti


Mas uma coisa podes ter certeza

Nada nem ninguém

nem a força da natureza

Pode impedir que eu te ame!


Sónia Pinto
 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

O amor é de todas as paixões a mais forte, pois ataca simultaneamente a cabeça, o coração e os sentidos.
Voltaire
Uma tarde com muita Poesia!!!
PAIXÃO DE aMAR...

Deus permitiu-te um corpo ondulado
linhas curvas de mulher, aMar
e a mim o saber, como o navegar
Deus permitiu-te que em tua ira
te rasgasses em teu amâgo
e a mim o saber, de te penetrar
Deus permitiu-te que na rebentação
me expulsasses em extases
e a mim o saber, o azimute de voltar
Deus permitiu-te que no vento forte
te vestisses apenas de branco
e a mim o saber, de ver sob esse manto

Deus permitiu-nos esta paixão

este amor ardente em nossos corpos, cegos
pelas temperaturas elevadas que exalamos
apenas sobra um vastíssimo deserto de sal
por onde nos  perdemos e encontramos
nos dias de chuva em gemidos de prazer...

José Apolónia 

 
"SOU EU"

Sou amor
Sorriso
Lágrima
Alegria
E alma
Num grito abafado
Que nunca se acalma.

Sou sangue

Que sangra ansioso
Nos versos ardentes
De amor.

Sou alma

Escondida
Num passado
Sentido.

Sou linha da vida

Sou a força sentida
Que me faz escrever
A minha poesia.

Sou hoje

Luz que me ilumina
Sou verdade
Que o tempo me mostrou
Num profundo
Silêncio
Que em mim se instalou.


Mila Lopes
 
O NÉCTAR DA POESIA

Tal como as abelhas
Extraem o néctar das flores
Sem as destruir…

Como eu gostaria de extrair
O néctar da poesia,
Manter viva a sua essência
E distribuí-la,
Nos favos de cada um,
Para adoçar as suas vidas.

© Jorge Nuno
 
Porque...

Esta noite dormi profundamente, não te ouvi chegar
e como todas as passadas sonhei sonhos para viver
outros de vida passadas e outros ainda que guardo



Não te ouvi como é costume anunciares a chegada

que reconheço à distância na lisura da estrada

Não se fizeram ouvir os teus passos de mansinho

no espaço que nos separa quando termina o caminho

Não te ouvi aproximar conter a respiração, incontida

com esforço, receio de me acordar ficas a flutuar

Não senti como sempre teus dedos a caminhar

procurando os meus ouvidos para neles segredar

Não chegaram até mim, deslizando nos meus ombros

as mãos que me procuram e que reconheço ao longe

Não estremeci com o calor e o sabor do teu beijo


Não despertei

para contigo sonhar e adormecer de novo

Não te sentii no silênco, não encontrei os teus braços,


Porque, simplesmente,

Esta noite não vieste!

Fernanda Lopes