domingo, 25 de novembro de 2012
terça-feira, 20 de novembro de 2012
PAIXÃO DE aMAR...Deus permitiu-te um corpo ondulado
linhas curvas de mulher, aMar
e a mim o saber, como o navegar
Deus permitiu-te que em tua ira
te rasgasses em teu amâgo
e a mim o saber, de te penetrar
Deus permitiu-te que na rebentação
me expulsasses em extases
e a mim o saber, o azimute de voltar
Deus permitiu-te que no vento forte
te vestisses apenas de branco
e a mim o saber, de ver sob esse manto
Deus permitiu-nos esta paixão
este amor ardente em nossos corpos, cegos
pelas temperaturas elevadas que exalamos
apenas sobra um vastíssimo deserto de sal
por onde nos perdemos e encontramos
nos dias de chuva em gemidos de prazer...
José Apolónia
"SOU EU"
Sou amor
Sorriso
Lágrima
Alegria
E alma
Num grito abafado
Que nunca se acalma.
Sou sangue
Que sangra ansioso
Nos versos ardentes
De amor.
Sou alma
Escondida
Num passado
Sentido.
Sou linha da vida
Sou a força sentida
Que me faz escrever
A minha poesia.
Sou hoje
Luz que me ilumina
Sou verdade
Que o tempo me mostrou
Num profundo
Silêncio
Que em mim se instalou.
Mila Lopes
E alma
Num grito abafado
Que nunca se acalma.
Sou sangue
Que sangra ansioso
Nos versos ardentes
De amor.
Sou alma
Escondida
Num passado
Sentido.
Sou linha da vida
Sou a força sentida
Que me faz escrever
A minha poesia.
Sou hoje
Luz que me ilumina
Sou verdade
Que o tempo me mostrou
Num profundo
Silêncio
Que em mim se instalou.
Mila Lopes
Porque...Esta noite dormi profundamente, não te ouvi chegar
e como todas as passadas sonhei sonhos para viver
outros de vida passadas e outros ainda que guardo
Não te ouvi como é costume anunciares a chegada
que reconheço à distância na lisura da estrada
Não se fizeram ouvir os teus passos de mansinho
no espaço que nos separa quando termina o caminho
Não te ouvi aproximar conter a respiração, incontida
com esforço, receio de me acordar ficas a flutuar
Não senti como sempre teus dedos a caminhar
procurando os meus ouvidos para neles segredar
Não chegaram até mim, deslizando nos meus ombros
as mãos que me procuram e que reconheço ao longe
Não estremeci com o calor e o sabor do teu beijo
Não despertei
para contigo sonhar e adormecer de novo
Não te sentii no silênco, não encontrei os teus braços,
Porque, simplesmente,
Esta noite não vieste!
Fernanda Lopes
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