terça-feira, 20 de novembro de 2012

"SOU EU"

Sou amor
Sorriso
Lágrima
Alegria
E alma
Num grito abafado
Que nunca se acalma.

Sou sangue

Que sangra ansioso
Nos versos ardentes
De amor.

Sou alma

Escondida
Num passado
Sentido.

Sou linha da vida

Sou a força sentida
Que me faz escrever
A minha poesia.

Sou hoje

Luz que me ilumina
Sou verdade
Que o tempo me mostrou
Num profundo
Silêncio
Que em mim se instalou.


Mila Lopes
 
O NÉCTAR DA POESIA

Tal como as abelhas
Extraem o néctar das flores
Sem as destruir…

Como eu gostaria de extrair
O néctar da poesia,
Manter viva a sua essência
E distribuí-la,
Nos favos de cada um,
Para adoçar as suas vidas.

© Jorge Nuno
 
Porque...

Esta noite dormi profundamente, não te ouvi chegar
e como todas as passadas sonhei sonhos para viver
outros de vida passadas e outros ainda que guardo



Não te ouvi como é costume anunciares a chegada

que reconheço à distância na lisura da estrada

Não se fizeram ouvir os teus passos de mansinho

no espaço que nos separa quando termina o caminho

Não te ouvi aproximar conter a respiração, incontida

com esforço, receio de me acordar ficas a flutuar

Não senti como sempre teus dedos a caminhar

procurando os meus ouvidos para neles segredar

Não chegaram até mim, deslizando nos meus ombros

as mãos que me procuram e que reconheço ao longe

Não estremeci com o calor e o sabor do teu beijo


Não despertei

para contigo sonhar e adormecer de novo

Não te sentii no silênco, não encontrei os teus braços,


Porque, simplesmente,

Esta noite não vieste!

Fernanda Lopes

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

"A amizade é uma predisposição recíproca que torna dois seres igualmente ciosos da felicidade um do outro."
Platão
Uma tarde recheada de poesia!!!
PARA ALÉM

Vamos continuar
depois daquele beijo

não paremos


que parar

é ficar

Alexandra Rosado 
 
Funchal
Azul ou cinzento?
O mar que “vejo” adentro?
Além, uma ponta de sol
As nuvens, o seu farol!

Parecem-se águas plácidas
Em circulo de cores cálidas
E como num quadro de Monet
Esta é a sensação que se “vê”!

A imensidão deste oceano
Envolve-me neste meu canto
Como aquela ilha deserta
Que vislumbro desta “coberta”.

Neste envolvimento aquoso
Donde ressaltam sons sulfurosos
É o mar que me bate à porta
Foçando esta minha comporta.

Quer pois entrar, este mar
Invadir-me neste meu “lar”
Qu’em sonhos me faz navegar
Cruzando as águas num acordar.

E como que molhado, desperto!
Salto à vidraça e…está encoberto!
No cinzento, um traço de boreal
Exulto adentro, vislumbro o Funchal!


Ernesto Ribeiro