terça-feira, 20 de novembro de 2012
Porque...Esta noite dormi profundamente, não te ouvi chegar
e como todas as passadas sonhei sonhos para viver
outros de vida passadas e outros ainda que guardo
Não te ouvi como é costume anunciares a chegada
que reconheço à distância na lisura da estrada
Não se fizeram ouvir os teus passos de mansinho
no espaço que nos separa quando termina o caminho
Não te ouvi aproximar conter a respiração, incontida
com esforço, receio de me acordar ficas a flutuar
Não senti como sempre teus dedos a caminhar
procurando os meus ouvidos para neles segredar
Não chegaram até mim, deslizando nos meus ombros
as mãos que me procuram e que reconheço ao longe
Não estremeci com o calor e o sabor do teu beijo
Não despertei
para contigo sonhar e adormecer de novo
Não te sentii no silênco, não encontrei os teus braços,
Porque, simplesmente,
Esta noite não vieste!
Fernanda Lopes
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Funchal
Azul ou cinzento?
O mar que “vejo” adentro?
Além, uma ponta de sol
As nuvens, o seu farol!
Parecem-se águas plácidas
Em circulo de cores cálidas
E como num quadro de Monet
Esta é a sensação que se “vê”!
A imensidão deste oceano
Envolve-me neste meu canto
Como aquela ilha deserta
Que vislumbro desta “coberta”.
Neste envolvimento aquoso
Donde ressaltam sons sulfurosos
É o mar que me bate à porta
Foçando esta minha comporta.
Quer pois entrar, este mar
Invadir-me neste meu “lar”
Qu’em sonhos me faz navegar
Cruzando as águas num acordar.
E como que molhado, desperto!
Salto à vidraça e…está encoberto!
No cinzento, um traço de boreal
Exulto adentro, vislumbro o Funchal!
Ernesto Ribeiro
Parecem-se águas plácidas
Em circulo de cores cálidas
E como num quadro de Monet
Esta é a sensação que se “vê”!
A imensidão deste oceano
Envolve-me neste meu canto
Como aquela ilha deserta
Que vislumbro desta “coberta”.
Neste envolvimento aquoso
Donde ressaltam sons sulfurosos
É o mar que me bate à porta
Foçando esta minha comporta.
Quer pois entrar, este mar
Invadir-me neste meu “lar”
Qu’em sonhos me faz navegar
Cruzando as águas num acordar.
E como que molhado, desperto!
Salto à vidraça e…está encoberto!
No cinzento, um traço de boreal
Exulto adentro, vislumbro o Funchal!
Ernesto Ribeiro
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