domingo, 11 de novembro de 2012

Sobre um Mar de prata voa a Liberdade

Sinto-me livre
Solta
Sem destino perco-me
para melhor me encontrar.

Dentro de mim há continentes

Rios, mares, vales e desertos
Há gente de todas as raças e culturas
Há credos e crenças

Sinto-me livre

Amo o pouco que me faz tanto
Tenho paixão ardente
Que me faz amante
Deste momento
breve
quase etéreo
que me faz tão feliz

Elsa Martins Esteves.
 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

A saudade é a nossa alma dizendo para onde ela quer voltar.
Rubem Alves
Uma tarde recheada de Poesia!!!!
PARA LÁ DA MINHA VONTADE

No meio do nada, eu nado
Nas águas do rio, lavo a minha alma
Em ti mato a vontade desgovernada
Podia falar da dor, da vontade em flor
Por isso eu caminho, no meio do nada
Por estradas empoeiradas, os meus pés caminham
Sem mapas, sem rumos eu vou por aí
Falo de mim, porque me conheço bem
Dos outros os outros que o façam também
No meio do nada eu vejo e revejo a tua cor
Meio azul perdido no céu altivo
Ando devagar, meio despido do nada
Quem sou, para onde vou?
Sou daqui, sou dali, sou como o vento crescente
Sou crente na minha mente, sou palavras cadentes
Sou um verbo repetido, uma palavra pensada
No meio do nada, eu vejo-te meio molhada
Oh minha ave depenada, oh minha vontade desejada
Não quero partir por este mar salgado
Meio doente e sempre enganado
Podia morar contigo na água
Morar aqui, aqui e ali
Oh minha ave molhada, porque cantas tu a minha alma lavada?


Carlos Palhau
 
AS TUAS MÃOS
Vi as tuas mãos envolvidas
no silêncio da espera.
Pegavam noutras mãos mais
frágeis e mais sensíveis.
E nesse contacto tão suave,
vi a minha saudade transformada
na promessa
da tua juventude.
As tuas mãos recebiam
as minhas, como herança.
E sobre a ponte dos nossos dedos
emaranhados como cadeias de hera,
vi a estrada onde se acelera
a carruagem do meu passado,
agora, depositado
no futuro das tuas mãos
de primavera.
 
Glória Marreiros

TEUS OLHOS AMOR


Teus olhos amor
Com tanto carinho

De tamanha cor

São o meu tormento.

Me deixam sozinho,
Um só momento.

Olhos tão meigos

De tal expressão!
Cobri-los com beijos

Com adoração.

São os meus desejos
Uma tentação!

E os teus cabelos

Com tais coleados?
São os meus desvelos.

Caindo tão bem

Sobre os teus ombros
Como a ninguém.

Beijar eu queria

Teus lábios róseos
De noite e de dia.

Tu és um jasmim,

Quando te sorris
Feliz para mim.

As mãos carinhosas

De pele tão macia!
São bem duas rosas.

Com suas carícias

De pele tão macia!
São duas delícias.

José Lopes da Nave
 
Como a chuva...

Aguardei… então
Chegaste com a chuva
Que vai e vem

E nos teus braços
Como ramos
De árvore
Me envolveste
Por entre as tuas folhas…
Senti o teu odor
Recebi o teu corpo
E na tua seiva
Envolveste a minha língua
Molhada ávida do seu sabor…
Envoltos em nós
Vagámos no prazer
Tardio, desejado
Entraste em mim
E senti sermos um só
Conúbio perfeito
De volúpia…
Até que novas chuvas
Tornem esperarei…

Raquel Rodrigues