segunda-feira, 22 de outubro de 2012

ATRAVESSAR O ESPELHO

Imagino o teu Coração
Feito de corda de violino,
Sussurrando encantamentos
De Cupidos, ao longe…
Amo a tua figura,
Minha figura,
De noite,
De dia,
Quão estátua de subtil sentimento
Que transcende as paredes
E mergulha no meu inconsciente distante,
Mesmo estando presente.
Sou eterna admiradora do teu charme!
Gosto do teu modo introspectivo e suave!
Prático!
És magnético!
Pois levas tudo o que há em mim
Sem licença ou permissão!
Para onde… não sei!
Mestre do realismo exacto e minucioso,
Que ocultas?
Um dia,
Eu arranjarei uma forma
De valer a minha vontade,
E atravessar-te docemente
Num corpo moldado de Luz,
Para viver desse lado
No Universo teu
Que não se sabe ser finito!

Isabel Lucas Simões
 
Partem tristes com saudade
Lágrimas correm no rosto
Deixam nos seus o desgosto
Carregam essa ansiedade

São filhos do desespero
Deste império roubalheira
Onde o honesto e sincero
Vai na promessa da feira

Tão valente mocidade
Culta e tão bem preparada
Por certo são mais valia

Feliz fica a sociedade
Que pra Eles está destinada
Resta-nos essa alegria

j/severino
 
Rasgas-me a pele

Com o peso das palavras

Depositadas em todo este silêncio…

Uma vez, em qualquer tempo

Pronunciar-te-ei

O mais recôndito dos meus segredos…

E então saberás do que eu suspiro

Rasgas-me a pele

Com o peso das palavras

Depositadas em todo este silêncio…

Estou afadigada de arames farpados!

Enrolados, sobre os muros da tua alma

Quero presentear-te um abraço

Agasalhado em perfumes de rosas...

As ímpares,

Às quais se consentem as farpas

Rasgas-me a pele

Com o peso das palavras

Depositadas em todo este silêncio…

Desimpede a porta do teu coração

Aparta as muralhas do entendimento

Essas, emparedadas apenas desunem

Mas o amor, ele acolhe...


Maria Nóbrega
 

Somente tu, só o amor e tu

Vento e segredo
Cegas palavras
Memórias sem raízes
Não tem emoções
Não me abandones
Somente tu, só o amor e tu
E estas lágrimas
A alma morre por dentro
Nunca te esqueço
Onde não acabo o tempo
Onde estás escondida?
Como posso aguentar este inferno
De coisas perdidas
 
Carlos Manuel Margarido


terça-feira, 16 de outubro de 2012

"Quero a delicia de poder sentir as coisas mais simples"
Manuel Bandeira
 
Bom dia, com muita harmonia e poesia!!! SORRIAM.
Quem sou?

Quem és?
Quem foste?
Quem serás?
Dou-te com os pés!
Tu já foste!
Nunca me verás!
Perguntas e mais perguntas,
Se fazem no dia-a-dia;

Aquelas que vêm juntas,
Soam a grande porcaria;
Já não sei quem sou!
Nem o que aqui faço!
Fui, já cá não estou…
Ando à procura d’um belo traço.
E até lhe vou perguntar,
Quem és?
Não me vais dar com os pés!
Pois não?
És bela por fora e por dentro,
Mas que belo coração;
Contigo vou-me passar…
Vai ser belo o momento,
E depois de te amar,
Vou contigo passear;
De mãos dadas,
Ajudar-te a subir escadas;
Metendo as mãos onde não devo,
Mas aqui ouso dizê-lo…
Já que por ti,
Todo o amor eu senti;
E jamais te perguntarei,
Aquilo que só eu sei!
Hoje e sempre,
Ficarás na minha mente;
Como a mulher,
Que qualquer um quer.
Serás só minha,
Naquela bela caminha;
Que ficará cheia…
Com este amor que te enleia!
Que beleza,
É a tua natureza;
Vou-te beijar,
E te amar;
Até sempre,
Tem isso presente.

Armindo Loureiro