segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Rasgas-me a pele

Com o peso das palavras

Depositadas em todo este silêncio…

Uma vez, em qualquer tempo

Pronunciar-te-ei

O mais recôndito dos meus segredos…

E então saberás do que eu suspiro

Rasgas-me a pele

Com o peso das palavras

Depositadas em todo este silêncio…

Estou afadigada de arames farpados!

Enrolados, sobre os muros da tua alma

Quero presentear-te um abraço

Agasalhado em perfumes de rosas...

As ímpares,

Às quais se consentem as farpas

Rasgas-me a pele

Com o peso das palavras

Depositadas em todo este silêncio…

Desimpede a porta do teu coração

Aparta as muralhas do entendimento

Essas, emparedadas apenas desunem

Mas o amor, ele acolhe...


Maria Nóbrega
 

Somente tu, só o amor e tu

Vento e segredo
Cegas palavras
Memórias sem raízes
Não tem emoções
Não me abandones
Somente tu, só o amor e tu
E estas lágrimas
A alma morre por dentro
Nunca te esqueço
Onde não acabo o tempo
Onde estás escondida?
Como posso aguentar este inferno
De coisas perdidas
 
Carlos Manuel Margarido


terça-feira, 16 de outubro de 2012

"Quero a delicia de poder sentir as coisas mais simples"
Manuel Bandeira
 
Bom dia, com muita harmonia e poesia!!! SORRIAM.
Quem sou?

Quem és?
Quem foste?
Quem serás?
Dou-te com os pés!
Tu já foste!
Nunca me verás!
Perguntas e mais perguntas,
Se fazem no dia-a-dia;

Aquelas que vêm juntas,
Soam a grande porcaria;
Já não sei quem sou!
Nem o que aqui faço!
Fui, já cá não estou…
Ando à procura d’um belo traço.
E até lhe vou perguntar,
Quem és?
Não me vais dar com os pés!
Pois não?
És bela por fora e por dentro,
Mas que belo coração;
Contigo vou-me passar…
Vai ser belo o momento,
E depois de te amar,
Vou contigo passear;
De mãos dadas,
Ajudar-te a subir escadas;
Metendo as mãos onde não devo,
Mas aqui ouso dizê-lo…
Já que por ti,
Todo o amor eu senti;
E jamais te perguntarei,
Aquilo que só eu sei!
Hoje e sempre,
Ficarás na minha mente;
Como a mulher,
Que qualquer um quer.
Serás só minha,
Naquela bela caminha;
Que ficará cheia…
Com este amor que te enleia!
Que beleza,
É a tua natureza;
Vou-te beijar,
E te amar;
Até sempre,
Tem isso presente.

Armindo Loureiro  
 
ENCONTRO.

Chegou finalmente o dia
De meus amigos rever
Foi uma grande alegria
Não dá para descrever.

Foi uma sensação única

Nossos amigos abraçar
Temos algo em comum

Um passado a recordar.

Revivemos belos momentos

Da nossa vida passada
Foi um desfolhar de lembranças
Daquela terra tão amada.

Um dia inesquecível

Saboroso e divertido
Surpresas muito agradáveis
E todos muito amáveis.

Colegas muito queridas

Que há muito já não via
Não dá para explicar
O que cada um sentia.

Alegria saudade

Vontade de abraçar
Algo que fazia parte de nós
E que tivemos de abandonar.

Diverti-mo-nos brincámos

Como umas adolescentes
Apesar de cinquentonas
Ainda somos valentes.

Lurdes Henriques.
 

expressão sensual
por demais bonita
faz com que a foto
cobiçada seja
e para que se veja
se guarde se encobre
da pura inveja
que ao julgar
diga ser
beleza maldita
numa enunciação
fotogénica erudita
oração
yoga medita
exteriorização
lascivo fica
numa manifestação
por demais apetecível
excelência demonstrada
credível

jorge morais