"Um amigo é um presente que você dá a si mesmo." (Robert Louis Stevenson)
Tenham um excelente fim de semana!!!SORRIAM...
LINHAS D"ÁGUA...
Uma linha de águas cristalinas
floresce por meus olhos
não é tristeza nem alegria
apenas água que escorre
para que a sede de ti
não floresça em mim.
Um malmequer floriu
entre as pedras e sentei-me,
por momentos, instantes
senti que nos observávamos
seres tão distantes, dispares,
segui o meu caminho
não levava catanas
nem desbravava florestas
apenas seguia o curso d"água
que aos poucos encorpava
e sempre que a sede apertava
bebia-te e sentia-me mais perto
da força, da tua imensidão
quando abri os olhos, vi-te
e exclamei,que lago é este!
um ancião ali sentado, falou
não é um lago é a foz
estuário de um rio, o Tejo
é Pai e Mãe de todos nós
sentei-me a seu lado, mudo
ainda hoje por lá estou...
José Apolónia
Inútil silenciar palavras presas na garganta.
Imerecidos são os momentos
de silêncio suspensos na languidez de uma língua quase inerte.
À sombra do terrifico medo que nos sufoca na espera de uma morte suave em noite de luar.
Essa certeza que inutilmente nos amordaça.
Até ao dia Em que inevitavelmente virá para sempre nos abraçar.
(eu) Cristina Cebola
Serei eu poeta?
Sem querer ser piegas mas sincero, quando tanta poesia leio por aí, confesso, se ser poeta eu quero, insisto e vou ficando por aqui.
Tento fazer belos e doces versos, que me deixem feliz no seu criar, são alguns instantes dispersos, se a minha alma decide cantar.
Não desistirei e vou em frente, mesmo com resultado negativo, mostrarei que eu sou persistente!
Se em poesia não for convincente, tentarei na prosa ser mais ativo, mas nunca serei um desistente!
José Carlos Moutinho
Dou-te a soma dos meus sonhos Para juntares com os teus Antologias de devaneios
E colorações, para sol-pôr
Paisagens que se contemplam
E esta pátria, que é a nossa…
Dou-te a soma dos meus sonhos
E cuidadas intempéries
Das que fazem voar monotonias
…E um baú cheio de aragens
Para os dias de muito ardor…
Dos teus sonhos eu sei pouco
Mas aceita esta minha porção
Porquanto tudo é o que te dedico
Entre fragmentos e felicidades
Dos que acontecem e esvoaçam
E voluteiam por esta mente
…Quando mergulho naquela nuvem
Polvilhada de sacarina,
…e somada de quimeras
Doce e alva, quanto estes sonhos
À soma daqueles que eu te dou…
Maria Nóbrega
domingo, 23 de setembro de 2012
Gosto do outono porque ele é frio suficiente para refrescar o calor...
E é quente o suficiente para aquecer o frio!