domingo, 2 de setembro de 2012

MONÓLOGO

Hoje ri, ri muito pela idade que faço. Sou brejeira, marota, brincalhona, maliciosa tenho pimenta q.b., picante Africano, herdado de minhas raízes.
Tenho dias, mas hoje a Maria Helena soltou a criança que em mim habita.
Há coisas, situações em que me ponho a rir às gargalhadas, por exemplo: o olhar de certos homens penso: “ queres figos mas estão altos” e riu, riu depois digo a mim mesma:

- Maria Helena tem juízo que vão pensar as pessoas que por ti passam? Vão dizer:
- A Leninha está tola, endoideceu.
Outras sorrio basta o riso de uma criança, um piropo bonito que agradeço. Riu ou sorrio com situações a que ninguém acha piada. Riu com satisfação ao ver (rever) cartas, fotos... Por falar delas tenho várias em meu baú que olho com interrogação
- Como te deixas-te chegar até aqui??
Pesava 140 kg, sim!! E ainda não há muito tempo, para viajar de avião, o peso nunca me impediu, isso nunca me ninguém tirou o gostinho de conhecer novos povos, novos costumes, para viajar tinha que pedir um cinto extra. Isto há 4 anos atrás hoje menos 60 kg, hoje estou diferente. Sinto-me jovem a carcaça é que não ajuda mas a cabeça é que comanda.
Hoje tenho uma foto que guardo religiosamente tirada no dia em não precisei de pedir mais cinto, o que havia até sobrava.
Estou a sorrir da vossa cara ao lerem este monólogo:
- Não, Não pode 140 kg!!!
- Sim.
Mas hoje sonho, riu, sorrio à vida. Também tenho momentos de muita tristeza mas para eles tenho amigos, amgos verdadeiros que me ajudam a ultrapassar esses tais dias.
Guerreira, guerreira me chamo e sou.
Com alegria me despeço.
Sejam crianças, brinquem, riam façam disparates... passem por cima das contrariedades e riam sorriam...
Beijos da amiga de sempre

Maria Helena
 
A carne nua em ferida entreaberta
é sonho doce, que logo o amor desperta
e a rigidez que essa sensação nos traz
desperta desejo obsceno que tanto satisfaz

Então a fenda aberta que escorre sem sutura
rosa, vermelho sangue, que o tesão apura
em seu corte profundo de marcas de prazer
torna a carne fraca em terno enlanguescer

E a sede que devora nossa seca garganta
encontra seu conforto e o pudor suplanta
e as mãos que ávidas anseiam, sofrem na demora
aguardam os afagos, que o outro amante implora

É então que o corpo em lânguidos prazeres se encolhe
e no vértice entre as pernas o cetro flamejante acolhe
Porque os dois felizes amantes inventam tais delícias
e em expressões vibrantes se perdem em carícias...

Joaquim Vale Cruz
 
se eu tivesse asas
podia ser um pato selvagem
e voava
uma longa viagem
num V perfeito
num rumo sem defeito...

se eu tivesse asas
podia ser uma libélula
de asas de tule
como uma bailarina
usando gaforina
num palco de menina...

se eu tivesse asas
podia ser um anjo
ou um gavião
mas voava sempre
ao sabor do coração...

Rosa Ralo

sábado, 1 de setembro de 2012

"A amizade é um amor que nunca morre."
Mario Quintana
Tenham um excelente Fim de Semana, recheado de Poesia!!!
Aguardo o pranto impaciente da chuva

E o seu soluçar precipitado

Como um poema harmonizado ou imprevisto

Em seu compasso de delonga ritmado

Aguardo o pranto apressado da chuva

Que percorre a berma do passadiço

E se esguia no corredor de uma ruela

Para desaguar alagada em flume agitado

Aguardo o pranto aligeirado da chuva

Que deslisa naquele tosco telhado

Em impulso aglomerado pelo traçado

E peregrina pela calçada, nos desfechos de cada tarde…



Maria Nóbrega
 
“OS VOOS DO FIM DA TARDE”

Víamos, com uma gaivota a voar ao nosso lado
Os mergulhões assustados com o barulho do motor,
A desaparecerem nas profundezas do mar, a nado,
...Vindo logo à tona, apreciar o nosso amor!
...
Era sempre à hora do sol-pôr! A estrada doirada
De luz que se estendia do horizonte até ao areal
Faziam-nos meditar, a mim e à minha amada,
No nosso amor incondicional!

A Natureza no seu esplendor

Ajudava-nos a dizer poemas e palavras de amor
Naqueles voos junto á água contornando as ondas,

Algumas a dobrar, outras de alegria pareciam chorar,

Sempre com as gaivotas a trovar
Por cima das ondas do mar, suaves e redondas!

Alfredo Costa Pereira.