segunda-feira, 23 de julho de 2012
Uma miragem
Na miragem
de ondas bravas
e grãos de areia
pintados de sol
brilhava a terra
de pão e de mel
derramada
nas tuas mãos.
Banhado de mar
o teu rosto
irrompendo
na delicadeza
dos corais
enfeitiçou-me.
A miragem
atrás do olhar
aqueceu
a tua silhueta
e ela renasceu
na cor macia
do luar.
(Graça Arrimar
Balada gelada
Batem todos fortemente,
Na portada do meu país.
É gente cobiçosamente,
Passando à nossa frente
Como quem caça perdiz?
São ventos e forte aragem,
Pé ante pé, furtivamente.
Na espreita da derrapagem,
Para nos levar em viagem
Ao castigo dolorosamente...
Não batam mais Portugal,
Nessa arriba da “discrição”.
Nada se arrebita, que mal,
Que mais nos virá afinal
Pra afligir a nossa nação?
Tenho visto, temos lido,
Que são tempos gelados.
A névoa tapa-nos o vidro,
O tempo não é mais colorido
Somos uns nus isolados?
Fui ágil, animado limpar,
O gráfico embaciado...
São números para recear,
Um presente a abarrotar
De infortúnio encapotado?
Como será nosso marchar
Entre vidros estilhaçados?
Os filhos não sabem estar,
Não sabem que futuro acatar
Pois nós estamos sitiados...
Nós já estamos doridos,
Mas os jovens desditosos,
Dobrados e estendidos
Aos milhares já perdidos,
Serão eles criminosos?...
É uma amarga realidade,
E uma profunda decepção
Pois já estou nesta idade.
Volta a miséria a caridade,
Tomba triste meu coração!...
JOSÉ RODRIGUES (ZEAL)
ENTREGA
Enlaça-me...
Rodeia meu corpo
com teus braços fortes...
Prende-me ao teu hálito...
Deixa-me sentir o teu refúgio...
Percorre meu corpo
com teus dedos ...passa-os
pelas minhas costas
expostas ao teu desejo.
Vá...retoma o abraço insatisfeito...
Beija meu pescoço...
...assim...lentamente...
Deixa que sinta o quente calor
do vulcão em que me estreito...
...tua boca quente a arder de desejo...
Assim...
Desfaz meus cabelos
entre teus olhos...
Deixa-me olhar o céu...
ver as estrelas no dia escuro
do nosso quarto...
Deixa que perca os sentidos
antes de me perder em ti!
Sôfrego! ESPERA...
Chove em mim...
A janela do quarto
entreaberta,
permite sentir
os odores do salgueiro,
matreiro...
que exala odores genesíacos...
embriagantes...
Teu corpo morre
a viver em mim...
que morro a viver em ti...
Deixa-me fazer assim:
...engulo teus beijos
carentes de VIDA/MOMENTO
no leito quente...
escorregadio...
...incapaz de permanecer
sereno, no seu lugar!
"TUDO PÁRA QUANDO A GENTE FAZ AMOR!"
Vá...vive-me!
Deixa que te viva
no suor natural
que faz tremer
nosso olhar!
Puxa-me, agora,
quando desprendo de mim,
para me segurar em ti...
E...
a semente lançada à TERRA
remexe-se, numa guerra violenta
a viver o desabrochar!
A VIDA revolve o nosso viver...
Só assim me posso DAR...
Sonho noites ímpares de
revolução ....
erótico/sentimental!
MAU SINAL...
Ficou teu cheiro no AR-DO-MEU-SONHAR...
ASPIRO-O...A ARFAR...
C10J-2--JAN/011 (mqc)
¿QUE PUEDO OFRECERTE?
Mi tiempo contado
palabras de amor
mirarte a los ojos
y un beso en los labios.
Te ofrezco mi aire
el aire que trago
¿para que lo quiero?
no quiero respirar
si no estás a mi lado.
Te doy mis caricias
fantasías y sueños
mi ilusión por la vida
y mi cuerpo desnudo
para ti y tu deseo.
¿Que puedo ofrecerte?
si yo nada tengo
tengo el resto de mis días
para darte mi amor
¿te conformas con eso?
Carmen Muñoz Fernández.
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