sexta-feira, 20 de julho de 2012

AMOR DE PAI, AMOR DE FILHO

Um velho senhor vivia sozinho. Pretendia plantar os seus legumes como fazia todos os anos mas era um trabalho árduo e o solo estava muito duro.
O seu filho único costumava ajudá-lo mas encontrava-se na cadeia. Então o senhor resolveu escrever-lhe uma carta lamentando-se das suas dificuldades :

"Querido filho
Estou bastante triste porque não me é possível proceder ao cultivo de legumes este ano pois sinto-me muito velho para cavar a terra. Se estivesses aqui para me ajudar, tudo seria mais fácil. Sei que ficarias feliz se me pudesses auxiliar como sempre fizeste.
Com amor,
Teu pai"

Dias depois recebeu uma carta do filho :

"Querido pai,
Não mexa na terra. Os corpos estão enterrados lá.
Com amor,
O seu filho"

No dia seguinte de manhã apareceu em casa do velhinho uma equipa de agentes da polícia que lhe reviraram a terra toda do quintal e não encontraram quaisquer corpos.

No mesmo dia, o senhor recebeu uma carta do filho do seguinte teor:

"Querido pai,
Agora que a terra está toda cavada, foi o melhor que pude fazer aqui da prisão.
Com muito amor,
O seu filho"


Fernando Cerejeira 

 
Gaivota...

Pousada no mastro da caravela, olhava em redor e ficava fascinada. Aquele céu azul, aquele mar poderoso faziam-me esgueirar do bando, sempre que podia. Gostava de estar ali, sozinha, onde em silêncio podia apreciar a força e a beleza do oceano. Sem pressa nem compromissos, abria as asas e voava pelo simples prazer de voar. Queria engrandecer a alma, não viver em vão. Engrandecer a alma... que presunção, até mesmo achar que tinha uma... Longe de olhares, acariciada pela brisa morna das tardes primaveris, rodopiava intercalando voos ingremes com descidas vertiginosas. Adorava aquela sensação prazerosa, aquele borboletar no estômago, o cheiro a mar, a liberdade de pairar ao vento. Refugiava-me ali, longe do alarido mundano. Lia histórias nos livros que imaginava escrever. Gostava de ser gaivota, mesmo sendo frágil era livre, sim, digamos que um pouco diferente do comum, gostava de sonhar mas para além disso gostava de viver no sonho. O ambiente era propício. Estrelas do mar, algas coloridas, corais, raios de sol e azul, muito azul, aquele que pintava quimeras, nas quais gostava de me perder. Mas o tempo era breve. O dia terminava e o azul dava lugar a tons laranja, tons quentes que se refletiam nos meus olhos. Transpunha para o meu diário, na fímbria da tarde, a poesia cinzelada em mim. Pousada no gurupés, assistia ao despedir de mais um dia. Permanecia ali, embevecida, até o céu se matizar de estrelas esplendorosas, cúmplices da noite. A lua convidava-me a regressar na manhã seguinte. Não sabia se voltava, embora desejasse muito, sabia sim que tinha sido mais um dia de sonho.


Cecília Vilas Boas


quarta-feira, 18 de julho de 2012

"As dádivas feitas com carinho dobram de valor."
Textos Hindus
Tenham um dia recheado de harmonia e poesia. SORRIAM!!!
Minha alma se deslumbra
Com o encanto da natureza
Permanece de esperança
Permanece de amizade
Aonde estou
Me dá alegria de viver
Sou eu que estou a falar
Daqui para aí
Vivo lado a lado
Minha alma fala, grita (eu ela)
As duas somos muito idênticas
Uma fala e a outra racha
Amadas por vós a doo o amor
Reza a paz, de que preciso
Na humildade das coisas mais belas
Que o ser humano pode ter
…nós conseguimos obter tudo o que desejamos
Sejamos fortalezas e ponderados naquilo que tratamos
Possuamos amor para dar
…receber com abundância de tudo aquilo que precisamos
Sejamos coesas com os outros e amados seremos

Ana Paula
 
 
 
*Sonhos*


já sonhei contigo e foi diferente...
tu eras mulher e mãe
e eu, a princípio fiquei inibido.

depois, a minha natureza de homem prevaleceu
e amei-te com toda a intensidade de que sou capaz
e na noite, acendeu-se a mulher sedenta de carinho

não sei quanto tempo durou
se um minuto se uma vida inteira
mas foi tão real que deixou marcas.

- j a godinho -


adormeceu o dia junto da cascata
onde a noite poisou para se refrescar
e com ardente sede sorveu o néctar
cristalino que corria sem parar

também meu amor, sorveria dos teus
lábios,os beijos que teimas em não me
dar
nas noites calmas de luar,na cascata que
docemente me mata a sede no brilho
do teu olhar

num sopro de vento corro para ti,ouço o
murmurar das águas,parecia-me a tua voz
a chamar por mim
no murmurar das águas ouço a tua voz
que me diz vem ter comigo, num sopro de
corro para ti
 
ukymarques: