sábado, 14 de julho de 2012

"Fecha algumas portas. Não por orgulho ou arrogância, mas porque já não levam a lugar nenhum". Paulo Coelho

sexta-feira, 13 de julho de 2012

"O poeta deve ser um professor de esperança."
 (Jean Giono)
Um excelente fim de semana!!! SORRIAM....
“QUANDO EU ERA CRIANÇA”

Quando era criança só tinha ilusões.
E hoje, que mudança! Só recordações!
Cresci: com os anos, cresceram também
Os meus desenganos, por mim mudei bem!

Perdi a esperança, mudei de intensões
Já não sou criança nem tenho mais ilusões!
Quisera um dia ser como antes era,
Viver só na quimera!

Em que antes vivia. Que bela mudança!
Sem recordações voltava a criança
E de novo a ter ilusões!

Tenho saudades de tudo que morre
Como o tempo que corre
Ó eterno caminheiro, coração, para e tira conclusões!

Alfredo Costa Pereira


Sina

Em grito de mágoa e olhar molhado,
do destino cruel e baço na vida,
o medo húmido em rosto agarrado
se espelha de inocência, só, perdida.

Lágrimas escorrem no pó da face
a desenhar na pele a triste sina,
suplicando um gesto que a abrace
afastando a dor que rompe, assassina.

Desprotegida se aconchega ao peito,
quer fugir; voar, esquecer o amor
de pai e mãe agora desfeito.

Pede esperança, outro fim e outra graça:
que o amargo tormento não demore
e que o tempo sem ódios de luz nasça.

 Nelson Moniz


Nem eu sei...
 
um ataque tenho sempre
que me desprezas
que é o habitual
o que de ti sempre tenho
de ti que não conheço
e sei sempre, o que esperar
sei em que lençol me enroscar
sei como o frio temperar
sei exactamente sua espessura
e me enrosco no nada
e assim me protejo
e olho a lua
e as estrelas
e espero o sol
e um dia ...
quem sabe...
o destino que é cru
nos encontre, na rua
e como que por milagre
derrame uma lágrima
que de tão quente
se evapore no etéreo
do calor
de nossos corpos que
de tão nus, se não conhece
o tempero…
os dedos fervem, ardem…
na saudade, como Eu

Jose Apolonia


FADO DA MERETRIZ

De peito ao léu e saia p’la cintura
Numa esquina ensolarada da cidade
Vendia-se a toda e qualquer criatura
Que lhe pudesse pagar p’la felicidade
Vendia-se a toda e qualquer criatura
Que lhe pudesse pagar p’la felicidade

De tanto apanhar sol na moleirinha

Após tantos anos a rodar bolsa
Ganhou uma cor pró amarelinha
E deu de se sentir fraca a pobre moça
Ganhou uma cor pró amarelinha
E deu de se sentir fraca a pobre moça

Ao ver-se a perder a clientela
Em vez de lamentar a sua sina
Percebeu que o problema estava nela
E resolveu consultar a medicina
Percebeu que o problema estava nela
E resolveu consultar a medicina

Ao vê-la diz o doutor, - mas o que é isto?
Como tu consegues estar inda em pé
Com esse melanoma e esse quisto
Vou já agora internar-te em São José
Com esse melanoma e esse quisto
Vou já agora internar-te em São José

Salve-me por mor deus senhor doutor
Que eu preciso mesmo muito trabalhar
Não posso dar minha alma ao criador
Tenho os meus sete filhinhos p’ra criar
Não posso dar minha alma ao criador
Tenho os meus sete filhinhos p’ra criar

Para todas estas crianças sustentar
Isto sem aturar nenhum estafermo
Para pouco trabalho e bem ganhar
Tornou-se Assessora do Governo
Para pouco trabalho e bem ganhar
Tornou-se Assessora do Governo

Logo que começou a melhorar de vida
Mudou-se da Buraca p’ra Brandoa
E se deus a proteger nesta subida
Ainda vai p’ro centro de Lisboa
E se deus a proteger nesta subida
Ainda vai p’ro centro de Lisboa

Agora o ser rica já me não basta
Quero aparecer em capas de revistas
E se a vida não me for madrasta
Ser ainda melhor que a Assunção Cristas
E se a vida não me for madrasta
Ser ainda melhor que a Assunção Cristas

Nunca eu vivi assim em tempos idos
Que bom tê-los aos sete todos aqui
Vamos ter uma vida sempre unidos
E poder ver as novelas da TVI
Vamos ter uma vida sempre unidos
E poder ver as novelas da TVI

- j a godinho -