Uma Imagem...Mil Sorrisos 2018

Imagem Google

TODAS AS SEMANAS INTERPRETA-SE UMA FOTO DIFERENTE

 “Uma imagem…Mil Sorrisos” dá-nos asas à imaginação. Regista um momento que fica eternizado na nossa memória. No entanto se virmos uma imagem, ela provoca-nos sensações diferentes. Como fazer chegar uma imagem a quem não a vê? Cada um tem a sua interpretação e esta pode valer um sorriso… ou melhor mil sorrisos a quem a lê." Cristina Russo - mentora da iniciativa.

NÓS FORNECEMOS A IMAGEM E VOCÊS ESCREVEM SOBRE O QUE ELA VOS TRANSMITE. 


ATENÇÃO: SÓ SERÃO VÁLIDAS AS PUBLICAÇÕES FEITAS NO PRÓPRIO DIA - DAS 00:00H ÀS 23:45H. FORA DO DIA SERÃO ELIMINADAS

A DIVULGAÇÃO É SEMPRE FEITA NO DIA ANTERIOR!

1 - Obrigatório identificar a iniciativa com:
- ou com o nome da iniciativa,
- ou com a foto da iniciativa,
- ou com ambos.

2 - A foto a usar é sempre a da iniciativa.

3 - Poemas a publicar no Grupo


TODOS PODEM PARTICIPAR!



Imagem a ser interpretada
Terça Feira 13-02-2018

 Balançam meus pensamentos
na passagem deste tempo
de colheitas maduras...
de sabor amargo e doce
como se tudo fosse ...
um viver feliz sem amarguras!
Ainda ontem ...ia no vento
que soprava veloz
de contentamento
de a tudo chegar e tocar!
Depois dos verdes anos
em que tudo é sonho
e até o feio amamos
num viver intenso!
Hoje sei como foi breve
esta aventura
que agora apenas ...
em mim perdura
quando nisso penso!

13-02-18 maria g.






 NA SOMBRA DA ÁRVORE

Na sombra da árvore,
enquanto leio um livro,
a criançada, farta do baloiço,
debandou em brincadeiras.
Poisei o livro, a vê-los
e comecei a reflectir …
Viajei neste tempo para te encontrar,
doce quimera dos meus sonhos
que deleitas meu ser, meu estar
nas delícias de querer.
Cruzei-me com as estrelas
desejosas do teu brilho
me indicando, no rumo,
o caminhar ao teu encontro.
Mas, quem pode dizer
para onde vai a estrada
e para onde e como vão os dias decorrer?
Apenas o tempo.
Quem pode dizer que o amor cresce,
conforme o coração escolhe?
Quem pode dizer,
por que a alma suspira, chora
e a noite guarda em nossos corações,
deixando-nos navegar para longe,
à descoberta?
Um sentir!

José Lopes da Nave





“AS ESTAÇÕES DO ANO”
Gosto do ruido das folhas
Que caem tontas de sono
Quando as pisamos
Vão espalhando a sua beleza
Com a sua cor pastel
Voam á procura do regaço morno
Do seu belo Outono
Tempo mais cinzento
Mas sempre belo
A poesia amanhece no jardim
Remorso de tempo e de vida
É como uma travessia
De uma estação para outra
A seguir vem o Inverno
É um viajante no tempo
Junta passado e futuro
Só temos de entreabrir a janela
Deixar o Inverno entrar
Arejar o pensamento
Sacudir a poeira
Dar sentido às coisas
E sedimentar o amor
Em qualquer estação
É tempo para amar
E desenhar novos caminhos
A seguir vem a Primavera
Sempre bela e colorida
Repleta de magia e sol
Dá cor á vida e dá-nos outro fôlego
Tudo parece mais leve e belo
Depois vem o tão ansiado Verão
Calor a pedir idas á praia
Noites quentes e amantes
Faz-nos transpirar e amar
Ai vêm as férias sempre apetecidas
E o ciclo vai continuar
Nas nossas 4 estações
Todas têm a sua beleza
É saber aproveitá-las…
E saber vivê-las…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 






São "dons" da Natureza
os sons da floresta!
Um extrato de rara beleza
subtil e assombrosa,
em que me sinto encurralada...
Qual frondosa árvore,
delicada e perfumada!
Renovando-se a cada dia,
mesmo depois de morrer
em que a "âncora" da vida,
cria raízes, nas profundezas...
...do meu ser!
Parem!
Escutem!
Escutem os sons da Natureza
e dos seus demais!
São como bolhas habitadas
por milhares de animais!
Admirem!
Admirem os tons das árvores
imponentes..
elevando-se até aos céus!
Admirem os verdes da Natureza
que são tão meus, como teus!
São dons da Natureza...
..."estes"....
que escutamos com subtileza...

Por: Fátima Andrade 





 Estações do ano.

Estações do ano,
Diferentes e separadas
Já não é bem assim
Estão todas misturadas!

A beleza da primavera
Vem fora do tempo
O verão incerto
O outono doirado
Muito atrasado fora de horas
Quando se vai embora
Já chora!
Quando chega é carnaval
O inverno desregrado
Há quem diga
Que o clima é tropical…
Esse adorava!
Ano todo mais ou menos igual!

Fernanda Bizarro 




 INFINITO...

Percorri cada estação da vida
Num sem fim de emoções
No Inverno ateei a chama
Fui paixão ,fui amor
O fogo que inflama
Ardia de sentimentos
Na lareira fui amante
Saboreamos cada instante

No Outono fui a folha da árvore que caiu
Andei ao sabor do vento
Dormi até ao relento
Num dia de tempestade
Hoje deixei a saudade
No campo a descoberto
Esperando passar a noite
E sol a serenar

No Verão fui a onda no mar de mim presente
Nela me enrolei até ver o areal
Fui maré viva que enchia
Os teus olhos de prazer
Quando no mar nos despertava
Todos os poros do corpo
Agora sinto a brisa que refresca e sacia
O desejo mal escondido
Esperando a Primavera

Por fim chega de mansinho
Estação de mil cores
Enfeita os campos de flores
Cobre o manto de odores
Tu e eu saboreamos
A Primavera da vida
Não impera o frio agreste
Nem a geada que queima
Regressam as andorinhas
Papoilas ,flores silvestres
Trazem brilho no seu trilho

No infinito do nosso olhar ....

Anabela Fernandes





A natureza é o meu campo, é o meu berço. Foi onde
eu iniciei
os meus passos, os meus sorrisos e os meus
abraços.
Foi no campo que eu cresci, que eu amei as acácias
e as orquídeas,
que eu semeei flores e amores.
No campo eu escuto o som dos pássaros.
Perante a
avidez com que nós destruímos o mundo, sob olhares
coniventes
daqueles que se julgam impunes.
Pagaremos todos: brancos ou pretos.
Acalento o meu sonho verde, de ver os campos e as
amendoeiras em flor.

José Maria... Z L 




Em Angola eu nasci
Onde acácias havia
Terra que nunca esqueci
Por ela escrevo poesia.
Para este grupo fui convidada
Fiquei feliz, contente
Por eles sinto que sou amada
Hoje sou uma sorridente.
Á sombra de uma árvore escrevi um verso
Contemplando a certeza
De olhar o universo
Contemplando a Natureza.
Adorei a iniciativa
De um poema escrever
Sorrindo sempre para a vida
É este meu bem querer!
Carmen Bettencourt! 




A MANGUEIRA

Minha árvore querida
Nunca serás esquecida
Minha mangueira amada
De fruta tão carnuda

Estarás na minha vida
De forma esplêndida
No coração guardada
Na alma eternizada

Maria de Fátima Bezerra de França 




 PASSO A PASSO

longe vai o tempo
consumido aquém de mim
substrato fértil
de ter e produzir
o que dele ainda há-de vir!
Adentrou-se a confiança
no dizer e conferir
que entre prós e contras
há sempre uma vida a emergir
erigida aos céus
que se prestam a tudo encobrir!
Pouco a pouco
passo a passo
uma semente que quer sorrir
mesmo que sofra também quer florir!
O hoje entre o ontem e o amanhã
e o passado nas rugas vividas
e sofridas no abraço já cansado
de ver avançar o sol e a madrugada
que s' esvai!
Inquieta-me o rigor adormecido
deixado esquecido...perdido pra lá do frio!
Entre a lágrima e o sorriso
há o choro de uma criança
que cresce e vence
a luta que lhe pertence
e deixa no tempo a primavera
que dela se aprouvera!
Resvala-me hoje o pensamento
que me leva e traz aquele momento
esquecido no firmamento...!

Zita de Fátima Nogueira  




A cada Estação

Cada dia, tem a sua cor
tem cores diversas
veste-se e despe-se
e vira-se por vezes
às avessas.

Cada dia é estação
tal cor que a gente veste
num, ou noutro dia, mais agreste
num ou noutro dia em que reina, a magia
sinto o cheiro da terra e oiço uma ou outra voz que berra

Escrevo a cada Estação
escrevo em nobreza
e a cada olhar, sinto o sereno
olho e escrevo, olho a Natureza
olho-a, aceito-a e vivo-a em pleno.

Pleno de Outono
de Inverno, de Primavera
ou de Verão
o pleno de um tempo
que foi, que vem, ou que já era.

Vivo e visto-me de Amor
Vivo e visto-me de saudade
Vivo e acaricio o pleno e o intenso
Vivo e procuro nas letras a serinidade.

Florinda Dias






 Imagem a ser interpretada
Terça Feira 06-02-2018

 As horas marcam o tempo
que se transforma em saudade
dessa viagem sem retorno
eterna lei sem dó nem piedade!

Passou o tempo implacável
queimando o que em mim floresceu
deixando- me só a consciência
sobre as cinzas do que ardeu!

Viajo pelos trilhos da minha saudade
que me conduz a belos tempos
aqueles que não conheciam lamentos!

E vejo -me jovem ardendo em curiosidade
de conhecer tudo quanto me faltava
viajando no tempo que não passava!

06-02-18 maria g.




 Trilhos do tempo

A muito que enveredei nessa viagem
Não sei se por acaso ou rota programada
Só sei que essa é a minha estrada

Junto com ela nessa jornada, também ganhei de presente um relógio que marca o meu tempo
Engraçado ele não cessa nem por um momento.

E vou seguindo pelos trilhos da vida, subidas e descidas
Curvas, retas, Campos e florestas
Sob chuva e sol, nem mesmo uma tempestade faz parar esse tic tac algoz

Todos nós temos assentos reservados nessa viagem
E nem adianta fazer sacanagem, tentar mudar de lugar
Assentos marcados, todos personalizados

Às vezes o trem dá umas paradas e a gente pensa que chegamos na estação final
Nada é parada para novos passageiros embarcar
Não existem limites, lugares vagos, nunca existirão

Ei você! Sei que está também nesse trem
Vamos bater um papo?
Qual o seu vagão?
Eu estou no vagão da poesia, não é difícil de encontrar

Aqui é só alegria

Jonas Luiz 





INSTANTE NO TEMPO
.
Cada dia que vivo eu quero que seja
Um dia para dar o melhor de mim.
Eu sou única mas não estou só.
Meu melhor dia ainda não é conhecido.
Quebrei o meu coração por cada ganho,
Para provar o doce momento
Eu enfrentarei a dor,
Eu me caio,
Eu me levanto,
Mas mesmo assim
Eu quero um instante no tempo.
Quando eu for mais
Do que pensei que poderia ser
E quando todos os meus sonhos
Estiverem a uma batida
De distância do meu coração
E as respostas couberem todas em mim,
Quero que a Vida me conceda
Um instante no tempo,
Para quando eu estiver correndo com o destino
Então, esse instante do tempo,
O ter nas minhas mãos
E sentir a eternidade e fazê-la brilhar!
.
Isabel Lucas Simões  





 ONDE O RELÓGIO NÃO PAROU

Amei-te num tempo
Que não foi nosso
Numa lua encoberta
Onde o relógio não parou
Nos ponteiros inimigos
Castigos de uma era

Amei-te sem sequer ter pensado
No destino mal traçado
Nas linhas horizontais
Verticais e muito mais
Ditaram o futuro

Amei-te na vastidão do oceano
Não ,amor não foi engano
O coração atraiçoou
Nos perdemos na razão
Infinito pensamento

Hoje sei que tu me amas
Chamas a cada momento
Onde os sonhos te acordam
Transpirado de sentires
Aquilo que nós quisermos

Se a lua descobrir
Numa noite de Primavera
Saberás quem por ti espera
No compasso do relógio
Que teimou em não parar...

Anabela Fernandes 





“O RELÓGIO”
O relógio bate as horas
O tempo passa a correr
Há gestos perdidos
Nos trilhos da vida
Abraços guardados
Beijos adiados
Esperas infinitas
Palavras fugazes
Ditas ao acaso
Imagens irreais
Caminhos tempestuosos
As horas passam
Naqueles trilhos infinitos
Levando ao amor
Perdem-se algures
Nas tardes nuas
Em brancas nuvens
Paixão contida
Animal indomável
Almas interligadas
Navegam sem rumo
Para sítios estranhos
Em comboios do tempo
Para onde vais vida?
Terras desconhecidas
O amor…que é feito dele?
Corpos entrelaçados
Ninguém o segura
O tempo o levou
Nos seus mistérios insondáveis
No seu tic tac constante
Para onde não sei
Alguém o achará
Alguém o amará
No despertar de um relógio
É mais um dia
De gestos perdidos…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA  




 Parto

Parto neste dia de névoa,
com o crepúsculo a cair
no trilho do comboio.
O relógio do tempo marca
a hora da chegada ao destino.

Seguir, nesse comboio de sonho
a atravessar os lugares que reconheço
dentro de nós...
E, a chegada ao destino é um espaço
vazio cheio de segredos e lembranças,
que passaram nas horas vazias em que
sempre estivemos sós, tu e eu ...

Pelo trilho do comboio passam recordações
e faz-se silêncio, a negridão acende a noite,
a pouco e pouco...
Em breve chegamos ao destino com a hora
marcada no relógio do tempo ...

MARY HORTA  




Meu Cabo Verde

Ainda guardo o meu tempo no breu da noite, onde a
saudade
impera, d'um passado imortal.
São celestiais os momentos que recordo de ti.
Nem por
magia muito menos por omissão, deixaria morrer o
azul da tua
cor, tuas praias e teu mar.
Sonho-te todas as noites, vagueio no teu mundo todas
as manhãs,
visto os meus olhos de saudades e percorro tuas
ruas estreitas,
sob o olhar de transeuntes; gente de bem!
Aos quatro cantos do mundo...
Eu falo de ti com orgulho, minha terra: orgulho d'um
emigrante
que mesmo distante, vive presente.
Ainda respiro o teu ar.

José Maria... Z L





 ANGELUS

Sim,
no tempo certo,
a luz das estrelas revelou-se.
E, a pedido,
em preces a um anjo,
diga ao meu amor
que o coração pulsou,
quando percebio seu de presente
Comunique-lhe
que as nuvens são agora de cristal
e vivo de sonhos coloridos,
na magia da fortuna, da lembrança,
onde tudo nasceu.
Do tempo onde a nossa solidão
procurava ternura.
Diga-lhe que é a luz dos dias meus e
quero, para sempre, permanecer na sua vida.

José Lopes da Nave 





VIAJANDO NO COMBÓIO DA VIDA...

Mal abrimos os olhos
na nossa vida o início
de uma incógnita viagem
com bilhete vitalício...

Às vezes corre suave
com os seus momentos fagueiros
outras vezes aborrece
com tantos apeadeiros...

Nessa viagem da vida
fazemos a contagem do tempo
não queremos perder a hora
de qualquer feliz momento.

Pela janela do trem
vemos passar as estações
idealizando um futuro
com sonhos e ilusões.

Crescemos e de repente
quase sem darmos por isso
a viagem já vai longa
tão longe ficou o início.

Mais perto está o fim da viagem
a eternidade é um segredo
vazias vão ficando as carruagens
de quem se apeou mais cedo...

Aida Maria (Aida Marques) 





 O relógio da estação.

A via tem um relógio
Na estação de embarques;
As horas marcam as partidas
Incluindo as paragens
Até da própria vida!
Para lá chegar.
Os ponteiros do relógio
Na direcção que é a sua
Dar-nos-á indicação
Do tempo do desembarque.
Sem atrasos a hora é certa
Libertação de emoções
Lá no fundo uma luz
Uma guia que conduz
O comboio nos carris!
Dá a volta e volta e meia
Anda trava, volta a parar,
Iremos desembarcar?…
Boa viagem é o que queremos
De ida e volta, precisemos,
Chegaremos ao ponto de partida!
Vida!

Fernanda Bizarro 





 O TEMPO EM ESPIRAL.
Tic tac.
Batia certo,
Os ponteiros oscilavam,
Segundos, sopros, minutos momentos.
Mas lá no fundo do tempo,
Um lago limpido.
A vida passava em recortes de luz.
Eram momentos de riso.
De amor, de encanto.
Os olhos já lacrimosos se enterneciam.
No coração espanto.
Como tanto eu vivi?
Como tanto cresci?
Como me dei, tanto reparti.
Fitar os ponteiros me atrevi.
Vi!
Como a vida se gasta,
Que cansados meus ombros.
Carrego um manto a joias bordado.
Pois o tempo me deu coroa cetro, manto.
Me deu todos os caminhos.
Mas esqueceu de dar a diretriz.
Hoje me pergunto,
Valeu a caminhada?
Bem entre momentos de sonho e saudade.
Sim sou de encantos raros brilhos de estrelas diamantes.
Sou uma mulher feliz.

Augusta Maria Gonçalves. 




 O tempo
é simplesmente
a essência da vida
O tempo
faz da dor o amor
e felicidade de viver
O tempo
faz um coração partido
e um coração forte
O tempo
transforma a incerteza
na esperança
O tempo
traz tudo de volta
como os ponteiros dum relógio
O tempo
não pede permissão
ele age
O tempo
é viver todos os segundos
minutos e horas em paz
o tempo
leva-nos a descobrir
o sentido de viver
O tempo
tudo leva ´
e tudo trás.

Mila Lopes 





 Em linha o tempo e o brilho de um trilho
o princípio e a meta
e a vida cai no repente
que se amassa e passa
por vezes graça
outras desgraça
e de nada adianta a contradição
de quem chore e implore!

Ninguém ficará de fora desta corrida
por muito que ela se faça invertida!

Quando o caminho se revela atroz
o comboio corre veloz
aflige-se no leva e traz
e enfeita o cabaz
com amor e paz
na quantidade que a todos apraz!

Assim seria o que tu e eu queria
se a vida fosse como cada um a queria
sem peias nem amarras
na leveza de ter asas!

Chega a carga no trem
e os segundos correm também
em defesa de quem tem pressa...
um beijo e um abraço
na maré de quem acate o sofrimento
de ver chegar o desalento!

Acelera o tempo
apita o comboio
e eu se não corro fico para trás
calcorreando a berma do cais
muito aquém dos madrigais!

Não, não desistirei de me procurar
viverei eternamente
de rosto voltado ao norte
saboreando a minha sorte!

Zita de Fátima Nogueira 






Imagem a ser interpretada
Terça Feira 30-01-2018
  
Nos dias de hoje....
já tudo é saudade
destilando dor latente!

O que antes fora...
Sol chama ardente
paisagem florescente!

Hoje só quimeras
de vividas primaveras
que ficaram ausentes!

Sonhos ilusão utopia
beleza que se transformou...
na sombra que fora um dia!

30-01-18 maria g.





 Terrenos agrestes!

Terrenos áridos
Secos e pragmáticos
Onde a natureza
Tem a beleza que tem.

Não há vizinhos
Só os passarinhos
São felizes!
São livres!

A vida vegeta dela própria
Respira ar puro
O vento dança
Envolta dos arbustos
E vai-se embora
Quando está cansado!

Há noites de medo
Com uivos estridentes
De quem se ama
Em sua cama
E está contente!

Fernanda Bizarro 





 ESTRADA da VIDA

Quero ser
Uma flor no teu jardim
Plantada com muito amor
Rodeada de harmonia
Sempre regada a rigor
Um dia cresci
E brotei
Rebentos harmoniosos
Em tão belas primaveras
Foram as flores mais belas
Que com o meu manto as cobri
Bordei-as com carinho
E com cheiro a azevinho
Faziam lembrar Natal
Onde rebentou uma flor especial
De encanto sem igual

E hoje apenas quero ser
Um jardim de poesia
Embriagando o teu dia
Para sempre te envolver
Em cada meu abraço
Nos traços que irei escrever
Sendo a doce melodia
Que sempre vais ouvir
Em cada despertar

E se a lua quiseres ver
Chama-me para companhia
Envolvidos dançaremos
Até ao raiar do dia
Então sim
Eu apenas serei tua

Mas se a lua se esconder
Á sombra vem amor ter
Voltaremos ao passado
Saboreamos o presente
Sorriremos ao futuro
Tudo está fortalecido

Anabela Fernandes




 AROMA SILVESTRE

Ao te ver, ao longe,
caminhando,
harmoniosamente,
rodeada de flores campestres,
brincando,
o meu ser pulsou
de harmonia.
Me olhaste com olhar
franco e doce
e de promessa,
que em mim
fizeste criar,
a aspiração de amar,
em amor puro e cristalino,
com aromas silvestres,
a exalarem do teu corpo
em, ânfora desenhado,
de doçura ansiado.

José Lopes da Nave 





“FUI SEMENTE EM TERRA SOLTA”
Fui semente em terra solta
Ganhei raízes profundas
Ganhei brisas e odores
Numa viagem no tempo
Tardei a crescer
Mas fiquei por aqui
Fiz desta a minha casa
Desembaracei-me do nó do tempo
Nasceram-me ramos profundos
Desabrochei para a vida
Fiz amizades sem fim
Dei-te colo
Compartilhei os teus segredos
Dei sombra ao amor
Nesse banco mágico
Conheci os teus amores
Dei-te flores na primavera
Fiquei desfolhada e triste
Ganhei viço e agasalho
Esperei o teu afago
O teu abraçar de ternura
Fiz de baloiço para os teus filhos
Sou fortaleza profunda
Fui palco dos teus amores
Guardei choros e relíquias
Escreveste no meu tronco
Palavras de amor e paixão
Aqui estou para ti
Tenho vida que me agarra
Como uma árvore que sou
Morrerei aqui e de pé…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 





AS VÁRIAS PEDRAS

E nas pedras da calçada
Eu já dei uns trambolhões…
Eu fiquei tão maltratada
E rompi os meus calções!
A minha linda vidraça
Andou a ser cobiçada!
De repente se estilhaça…
Pois levou uma pedrada!
Sopa de pedra comi…
Fiquei com pedra no rim.
Ainda não entendi…
Ter pedra dentro de mim!
Fiquei de cabeça quente,
Pois partiram-me a cabeça
Com a pedra do meu dente…
Por incrível que pareça!
E logo fiquei doente…!
Alguma coisa vai mal
Porque eu parti um dente
Com uma pedra de sal…!
Calquei o rabo ao meu gato
E levei um arranhão.
Tenho pedra no sapato…
E o sapato no chão.
Ai a minha figadeira
Também tem uma pedrinha…
Vou tê-la a vida inteira…
E mantê-la… que é minha!

Aida Dinis Sampaio 





 Um lugar perfeito

Sentado em um banco, com perfeição avisto o horizonte
Impossível passar em branco essa sublime interação
Meus pés sobre o chão, a mente em oração
Um conjunto perfeito
Eu, a natureza e a vida interagindo
Um círculo maravilhoso e lindo
Esse lugar merece um nome que cause um grande impacto
Seria a mistura do belo, do sublime, aliado com o fulgor da natureza
Já encontrei um nome perfeito!
Recanto da beleza

Jonas Luiz 





na luz dos troncos escrevo-me
embutida no bálsamo
da natureza, tonalidades
dispersas em ternura
de sonhos raiando em ninhos
Imaginários de vertigem
...
no fogo do sol a adormecer
fios esvoaçam em ouro,
polvilhando as árvores
numa magia divina
de paz ,em ondulações
de uma infinitude gerada
na essência íntima
do amor absoluto

Ana Cristina Macieira





 VOU

Vou por trilhas de luz.
Escuto melodias.
De água, de píncaros de gelo glaciar.
Passa o vento, brinca nas nuas ramarias.
Minha alma se deleita a contemplar.
Ah! Luz que vestes as trilhas do caminho,
Vestes de sol a minha imagem.
Fragil sou,
Nos olhos apenas a miragem.
Na boca o cantar de festa, que se sonha,
Nos troncos nus onde a seiva corre.
Já a luz me mostra estas paragens.
Vestidas de flores, ervas selvagens.
Eu pecadora sustenho o respirar.
Para ler as mensagens deixadas pela luz.
Vejo manuscritos arabescos.
Que sábios dizem.
Persiste.
Já a festa se apronta,
Já há ecos de verdura.
Amanhã o sol desperta.
E tu criatura que acredita.
Desfrutarás dessa suprema luz.

Augusta Maria Gonçalves.




A árvore de luz

Andado por ai
pelos campos
vi uma árvore encantada
toda ela era luz
e quando dela me aproximei
eu fiquei iluminada.

Da árvore saiam raios
cheios e luz dourada
que me deixou fascinada
os seus raios deram-me força
na minha caminhada.

E eu em gratidão
levantei as mãos
e olhando para o céu
rezei uma oração
que deixou em paz
o meu coração.

Mila Lopes 





 LUZ E TEMPO

Imensidão profunda
poder natural
por clemência
da geração poderosa
talvez instantânea
que te apoderas do corpo
e da alma de quem te abraça!
Esteira divinal
que te estendes no espaço
e te prontificas à descarga de desabafos
e sorrisos nos momentos mais precisos!
Ninho poderoso e cauteloso
silêncio propício ao desafio
e à partilha de beijos em momentos
calorosos!
Luz e tempo
claridade amante e profícua
que prosperas vida no caminho
e dás força e estímulo
para prosseguir!
Mão abençoada
que alimentas os corpos e os espíritos
que se abeiram de ti
famintos de serenidade!

Zita de Fátima Nogueira  




 A VIDA DA ÁRVORE…
… ou a Árvore da Vida

Como uma árvore, cresceu,
e em verde resplandeceu
espelhando a esperança
em sonhos convertida,
bebendo da terra a vida,
dessa terra onde nasceu
e suas raízes fortaleceu
a cada ano que passava.

Tal como passam os anos
multiplicam-se os ramos,
assim são os anos de vida
em teimosa renovação,
como árvore que matura
empenhada em crescer
por vendavais fustigada,
indiferente a temporais.

Mas os ramos já debilitam
tal como o peso dos anos
e vão-se expondo mazelas,
golpes deixados ao acaso
de uma história de vida,
num tronco ainda hirto
mas que definha e fenece
tentando morrer de pé…

Celso Cordeiro





Imagem a ser interpretada
Terça Feira 23-01-2018
 Declinam- se os reflexos
de uma imagem sem luxúria
na vidraça da janela!

Um café fumegando!

Esperando leitura...
um livro deixado sobre a mesa!

Um caderno a um canto
onde razuro meus versos...
á luz de uma vela acesa!

Numa jarra a beleza
e a frescura de uma flor!

Cai a noite fria...
para lá da minha janela
cá dentro...há sempre ...
o calor...
de uma vida singela
neste meu cantinho...
de amor!

23-01-18 maria g.




“CAI A CHUVA”
Cai a chuva em bátegas sonantes
As suas gotas parecem diamantes
Veio de madrugada, sorrateiramente
Apareceu e começou a namorar com os telhados
A namorar com os vidros das janelas
Chamou o vento e fustigaram as árvores
Parece uma serenata o seu batucar
Beija o chão como que a pedir desculpa
Deveria ter vindo mais cedo
Mas o tempo anda doido
Anda mesmo fora do tempo
Cai certinha e fluida
Como se cantasse á desgarrada
Gosto de afastar as cortinas e olhá-la
Enquanto saboreio o meu café
E estou no quentinho do lar
Gosto de a ver cair no chão
Formando pequenos charcos
Continua a cair arrulhando como os pombos
Junto trás o nevoeiro, como se namorassem
Andam sempre atrás um do outro
A chuva é preciosa como os diamantes
Precisamos dela como pão para a boca
Cai, pois chuva milagrosa
Ensopa as terras
Enche as barragens
Lava os terrenos
Para serem cultivados
Sê bem-vinda, chuva…
Fica o tempo que quiseres…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 




NOSTALGIA

Cai a chuva
Molha a vidraça
O peito aperta
Nostalgia
Final do dia
Onde estás ????
No tempo perdido
P'ra lá do monte
Recordações
Da nossa fonte
Sede de amar
Do nosso manjar
Velas e incenso
Em ti eu penso
Foste ilusão
Perdi o rasto
No tempo gasto
Em mim sei que pensas
Não seguiste os passos
Ouves o vento
Como um lamento
Entre tantos cafés
Sentes o trago
Amargo da saudade
Que em ti impera
Não estou á espera
Rasguei o céu
Com o meu olhar
Alcancei as estrelas
Vou vê-las bailar
No horizonte
Agora já serena
Sei que valeu a pena
Desafiar o medo
Seres o meu segredo
Que só aconteceu
Pensamento nosso
Não foi um acaso
Nem sequer um caso
Foi apenas um Sonho

Anabela Fernandes 





 A CHUVA NA JANELA

Era uma rua perdida na cidade.
Uma rua perpendicular a outras ruas.
Todas elas delicadamente desciam descaídas para a avenida ladeada de árvores.
Hoje tudo era cinzento, escorregadio.
As caleiras das casas já idosas,deixavam entoar ping ping das gotas fugidias. As aves suspensas nas asas tristes rasavam as chaminés de onde umas baforadas de fumo faziam com que no ar cheira-se a lar doce lar.
A vida passava molhada nos pés húmidos de quem calcorreava a cidade.
Um prédio de fachada bonita, com janelas grandes, suspensas as cortinas de seda arregalavam os olhos sob a rua em movimento.
No quarto andar, a janela com as cortinas apanhadas dos lados. Deixava ver um vaso de begónias verdes, era tão exuberante a sua grandeza que tocava quase o teto desse quarto andar.
Dentro alguém olhava a rua.
Ao olhar pensei ser a janela gaiola e aquele alguém uma ave feliz.
Insisti em olhar.
Vi que um fumo leve rebolava sob uma chávena de chá.
Vi a jovem mulher chegar a chávena aos lábios.
Tudo vagarosamente, imaginei, um suspiro fatigado.
Um arrepio breve.
Um poema calado.
Um sonho insonhado.
A chuva se fez ouvir numa sinfonia breve.
De repente uma barreira de chuva despencou copiosa.
A rua inclinada se tornou um leito de água. As aves voaram sem rumo para um local enxuto.
No quarto andar a frágil mulher colocou um disco com uma melodia frágil como o dia.
Sentou na mesinha pequena, esculpida delicadamente, num madeira nobre.
Abriu a gaveta.
Pegou no antigo caderno, inalou saudade,bebeu alguns sopros de beijos e palavras.
Inclinou-se delicadamente, refez de frescura o pensamento, deu inicio com delicadas palavras a mais uma carta de amor.
Toda a sua vida era um poema, todas as cartas eram de amor sem endereço.
Passaria o inverno. Abriria a janela do quarto andar de par em par.
As aves visitariam a begónia altaneira.
E, talvez em revoada o vento faria com que as cartas voassem, algumas perder-se-iam.
Mas outras seriam adorno em jardins onde tantos poetas passando buscavam com o olhar coisas inesperadas. Escreveriam depois sobre um jardim onde as cartas eram muito mais que papel e palavras. Eram sonhos dados ao vento da primavera.

Augusta Maria Gonçalves. 





A chuva vestiu-se de um anil celeste e abriram-se todas as janelas de par em par e a chuva pela noite dentro. Eu ouvi um murmurio brando aproximei-me da claridade encostei-me ao parapeito da minha janela e, observei; vi a chuva que caía gota a gota e eu que falava com as estrelas. Escutei em silêncio. Era leve e brando o rumor que batia na vidraça pareciam sílabas, alegre o movimento das vogais, o som das consontes era adocicado. Os verbos e os adjetivos eram suaves e doces. Os substantivos eram altivos e briosos. As metáforas graciosas, as alegorias coloridas.A chuva caindo eclodiu frágil e o silêncio que pairava, no ar era apaziguador.Escrvi no caderno sobre o amor, o múrmurio das coisas agradáveis, a alteração, o esgotamento, a delicadeza e a leviandade com que estas andam de mão em mão e de boca em boca. Não querem ser escritas nem pronunciadas em vão. Querem voltar a ser melodia, inspiração, verso,poema e prosa de origens verdadeiramente genuínas.
Não querem que lhes falte a pontuação porque sem ela as frases perdem o sentido que lhes é imposto.
Mas no reflexo das vidraças onde dançavam as estrelas,
faixas de luz pontiagudas, refulgentes como cristais, escorriam como chuva suave e branda em noite de estio. Uma vaga de contrição, de pudor e de penitência impediu-me todas as reflexões, todas as contestações. Garanti que as converteria a um término defensor e que as deixaria acalmar em folhas lácteas, vazias e despojadas de insensatez. Soltei-as num voo noctâmbulo e lacónico mas apaziguador, elas formaram vínculos que derramavam sorrisos açucarados, Cursaram uma orientação secreta, rascunhando graciosos e delicados rabiscos...
Nunca as amei tanto como naquela noite primaveril...!!
Carmen Bettencourt! 





 Aconchego do lar

Lá fora a chuva cai
Da janela nada se vê
A água escorre
Lavam os vidros do pó.

No quente de dentro
Um chazinho esfria
São horas do chá das cinco!

A natureza diz-nos que é Inverno
As nuvens pesadas transbordam
A água para o terreno.

Bate no parapeito
Bate na vidraça
Olho o tempo é Inverno!
Mas não olho quem passa.

Fernanda Bizarro




 SAUDADE

Daquela janela
voltada para fora
vejo o tempo passar.
Passa lento
e eu quero apenas pensar
deixar a tempestade acalmar
calar o meu querer
enquanto a natureza chorar!
Atinge-me a quietude
que não me deixa levantar!
Levito o pensamento
rebusco o sentimento
e encontro
entre lamentos e tormentos
quem eu quero abraçar!
Na quietude deste momento
abraço o silêncio
em goles d' assentimento
e calo feridas
que querem desabrochar!
Ninguém aparece
para me acompanhar
nem a recordação mitigar
apenas da chuva o gotejar
me veio compensar
neste silencioso lacrimejar!
Registo este momento
no sabor de um café
selo no vidro o alo de um suspiro
e escrevo para ti
a saudade deste lamento!

Zita de Fátima Nogueira 




 Baste nos vidros mansamente
Pingos de chuva intensamente
Como lágrimas de quem chora,
Vai lavando a minha alma e a tua
Lava as pedras da minha rua
Onde passo a toda a hora.
Mas continue sentado a ver
A chuva na minha janela bater
Como quem escuta uma melodia,
Uma melodia de notas melodiosas
Caindo das pétalas dos cravos e rosas
Como dum Piano este som se ouvia.
Entra uma luz amena e suave
Como compassos de uma clave
Ao som do bater do coração,
E nestes compassos imaginários
Como sinos nos campanários
Vindos da minha imaginação.
Mas a chuva continua caindo
E no meu peito vou sentindo
Os toques do seu bater,
São como sons de sorrisos
Suaves alegres e precisos
Como a chuva que continua a chover.
E da minha janela vou escutando
E a chuva comigo vai falando
Como se por mim estivesse apaixonada,
E lá me falava mansamente
Escuta o meu bater suavemente
Como se eu fosse a tua namorada…

E HAJA SAÚDE, José Duarte Soares, 




 A VIDA LÁ FORA

A janela está fechada
mas sinto a bruma,
uma brisa fria.
E nem que seja por um segundo,
abro-a, aprecio a vida lá fora.
E ao mesmo tempo sinto
que há um tempo que me namora
ele está convidativo,
ao que a Minh'Alma aflora.
Sinto o abrigo na luz do interior
sinto tudo tão digno
mas ao olhar aquela jarra,
aquela flor.
Sinto que a flor nada lhe doeu
mas sei que foi cortada, que foi arrancada
só para dar beleza ao ambiente
pois foi... É evidente.
E ela vai murchar um dia,
completamente.
E nesse dia,
eu vou escrever um poema
eu vou sentar-me e ler um livro
eu vou beber um café
vou acender a lareira.
e olhando bem a vida lá pra fora
sinto novamente,
a brisa fria que me namora
e vejo outra flor a nascer, na sua esteira.
Ergo as minhas mãos a Deus
e digo... Bela janela!

A que me permite ver a vida assim.
Num dia nublado, num dia de sol, ou de chuva.
Ou de qualquer maneira.

Florinda Dias







Imagem a ser interpretada
Terça Feira 16-01-2018

 MARCAS em NÓS

Página a página
De ouro bordada
De finos traços
Tu e eu
Livro sagrado
Guardado
Em cada recanto
Onde espreita a saudade
Contos e versos
Reversos da vida
Manto divino
Que nos cobriu
Não sucumbiu
Apenas parou
Um pouco no tempo
A tinta acabou
Da pena esquecida
Virá de seguida
Com mais duração
Cor de prata
Do mais puro trato
Escreveremos então
As páginas em branco
Num duo que sabemos
Viver p'ra lá da ficção
Sem pressa e sem hora
Iremos embora
Juntos para outra encarnação
Deixaremos as marcas
Do que vivemos
Sentimos
Descobrimos
Nos simples acasos
Até embaraços
Desta nossa caminhada
Nesta terra de ninguém
Amor sem desdém
Com intervalos
Para escrever

Anabela Fernandes




Todo aquele que sonha
escrever um livro
entra aos poucos no espelho
dos sonhos.
Leva para dentro daquelas folhas
uma vida que lhe corre
para lá dos olhos.
Espalha nesse universo das letras
as migalhas dos sentimentos
que escondeu
e que agora voam como borboletas!
Embebeda-se no som das palavras
que o tornam
o mais atrevido dos sonhadores.
Desafia o pássaro azul
que inocente
cantava há anos
uma melodia sempre diferente.
Todo aquele
que sonha ser escritor
acaba por vestir
as páginas d'um livro
que envelhece na prateleira da vida
com as suas histórias.
O livro onde o rectângulo é redondo
para que circulem
os desejos escondidos
nos cantos circulares do seu coração.
Fragmentos de emoções onde o amor
se enrolou com a paixão
escrevendo de olhos fechados
e alma aberta, pela simples mão
d' um escritor que não sonhou
apenas viveu
a sôfrega ilusão de quem sonhou
que existiria o livro que contaria a vida
que a sua alma escondia....

@angela caboz 





“HÁ UM LIVRO”
Há um livro que gosto de reler
Folhear folha a folha
Em silêncio
Não preciso de palavras
Só gestos e toques
As letras são invisíveis
A escrita codificada
Difícil às vezes
Outras, bem fácil
Tem de ser com ternura
Com paciência
E todo o amor do mundo
Tem um código misterioso
Mas eu sei a passe
Desse amor sem fim
Abro o teu coração
Onde semeio os meus sonhos
Soletro as minhas ilusões
Rabisco as minhas memórias
E construo pedra a pedra
O nosso amor…
Elevas os meus sentimentos
Dás-me um toque de magia
Deitas fora a minha nostalgia
Escrevemos a dois
Os nossos sonhos
O nosso livro da vida
Reescrevendo aqui e ali
Saboreando o teu sabor
Folheamos olhos nos olhos
A nossa bela história
Deitamos a chave fora
Sabemos o código de cor…
Chama-se… Amor…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 





ÉS O LIVRO ONDE ME LEIO

Ao anoitecer
as memórias do dia solarengo
tendem a toldar-se nos reflexos das luzes sem freios.
Entro em casa e sinto-te perfeita em mim.

No sofá
gati-maviosa e envolvente
estendes-me os braços, abraçando-me no olhar sorrindente.
Ofereces-me o livro do amor-sem-fim.

Sobre a mesa
degustando o vinho das bodas de Caná
brindamos à nova vida e ao milagre da palavra.
Falas-me de amor e eu leio-te em mim.

Redondo, 16/1/2018 - Pj.Conde-Paulino 




 Vamos Ler
Um Livro...Uma História

No recanto recolhido da janela
Espraio meu corpo
...relaxado
Em manto de almofadas
...aconchegado
Pego meu livro...já antes marcado
...e lá vou eu
Atravessar o mundo...
Livro...onde tudo é possível
...tudo é extraordinário
E vou ser rei...pintor
...poeta... e actor
As personagens se tornam reais
E a mente se alarga
...no decorrer das palavras
......no desenrolar da história
.........de derrota...de vitória
E tudo é tão certo
...e nada é demais
Página a página
...vamos querendo mais
E são palavras
... que despem nossa vida
Em história contada...desfolhada
E ali...naquela passagem
...estou eu...vivendo uma aventura
......com a desenvoltura
.........das palavras em imagem
Ler é sair de nós
... É não estarmos sós
É aprender...conhecer
... É crescer...saber
É sonhar... É transcender
...acompanha-me
......vamos ler...

FCJ
Fernanda Carneiro Jacinto




 Existem capítulos felizes
Em livros que já não lemos
Mas que guardamos religiosamente
Na biblioteca da nossa existência!

© Antero Jeronimo 




 As Minhas palavras-------

No meu corpo cansado
de tanto caminho
há um sonho em mim
sem ter idade
que espera o tempo certo
que não sei ...mas adivinho
envolto em terna claridade!

Fossem ...
as minhas palavras libertadas
soltas com a leveza de arminho
serem luz ...
que incendeia as madrugadas
com rubra chama e seu fulgor!
serem a semente que refloresce
em cada jardim abrir em flor!

Plo tempo que o tempo ...
não esquece
que a memória das palavras ...
não envelhece!

16-01-18 maria g. 





 Poemas Imperfeitos.

As vontades são desejos despejados
Do interior para fora da boca e da cabeça.
São vontades secretas de estar contigo no “abrigo”
Com um livro na mão contigo no coração.
Sermos dois numa cama apertada,
Com lençóis de linho de brancura de neve bordada,
A alfazema a goivos dobrados de cores garridas,
Como os da Charneca!
Amarelecidos pelo tempo.
O sol penetrou pelas persianas
E a chuva chuviscou o parapeito,
O livro aberto nos poemas imperfeitos!
E versos escritos nas paredes do abrigo.
A melancolia do amor sentia-se…
À espera dos pícaros do calor,
Na leitura e na viagem dos versos!

Fernanda Bizarro 




 Livro Aberto

Tatuo laços.
que mais parecem abraços.
Tatuo letras,
que vão atenuando os meus cansaços.

Enfeito-te na imagem
perco-te pela capa e encontro-te a cada folha
Folhear-te ou fechar-te
tem de ser minha, a escolha.

Olho-te, assim, aberto para mim
e pergunto-te o que tens para me oferecer?
Serão palavras feitas de rosas do teu jardim?

Olho-te e sinto a tentação
sinto que dentro de ti poderá estar escrito
a intensidade da nossa paixão!

Olho-te e ao mesmo tempo
tenho medo de te abrir,
de mudar de página
e deixar de sorrir.

Decididamente
decidi te deixar ficar tal como estás
estás lindo nesse teu enfeite de folhas
queria saber de ti e das tuas escolhas
queria também que soubesses,
do teu conteúdo e do bem que ele me faz.

Queria tanta coisa
que é melhor ficar quieta,
ficar calada e idolatrada pela tua cor
e guardar-te terna e eternamente
nos nossos laços de Amor.

Florinda Dias 




 UM LIVRO

Há um livro sempre aberto
na luz do teu olhar...
Há uma folha sempre em branco,
há uma poesia escrita que me faz sonhar.

Há livros que nos fazem pensar..
Há palavras escritas em livros de vento
há sonhos por concretizar...
Há livros tão belos cheios de sentimento
que nos fazem sonhar ...

Ler à noite neste quarto onde vive a insónia,
o livro abre-se, sinto vontade de chorar...
Leio uma estória há muito por contar ....

MARY HORTA
16-02-2018
Reservados os direitos de autor
Foto de Mary Horta. 





 CAPRICHOSAS AS FOLHAS, TUNÉIS INFINDAVEIS DE PALAVRAS.

Há livros dados às mãos sensíveis do vento.
Na mente as palavras, se curvam perante a grandeza de tudo que nos podem dizer.
Tantas se cruzam em abraços perpendiculares á nossa grande vontade de bordar sentimentos em poemas únicos. Únicos são sempre os sentires. Únicas são sempre as razões pelas quais construímos dias de sol e entoam cascatas suspensas de beijos suaves.
O Livro está aberto diante de mim. Sopra a brisa que se solta da minha louca vontade de alindar a palavra, o sentir,o decorar a folha gasta de tanto sonho nela desenhar.
Hoje particularmente as folhas se agitam, logo há luz que me guia por linhas inacabadas de poemas imperfeitos. Ordeira, respiro, deixo que as palavras tenham seu eco, deixo que como sementes desabrochem nas flores que eu sempre reparto por cada poema.
Meu sentir está iluminado.
Meu livro agita suas frágeis folhas.
As palavras intuitivas se abraçam.
São agora agrupadas por breves momentos de ternura.
Comovo-me, tenho de deixar partir o poema, a musa,
Tenho de fechar o livro.
A noite cai, o vento sopra, não deixo que se perca nem uma centelha de luz.
Pois luz é a razão de eu abraçar o meu sentir.
De luz é o caminho onde perdida me encontro sendo senhora de mim, nunca sendo obrigada a ausentar-me do sonho.

Augusta Maria Gonçalves. 





Livros

Em cada
página
d’ cada livro
que leio
existe
a ânsia
de o ler
eu vou
e interligando
frases
criando
imagens
e incorporando
as letras
em mim.
Livros
são amigos
que tenho
eu guardo
todos eles
n’ meu coração
amo folhear
um bom
livro
de sentir
sua textura
gosto de ter
a companhia
d’ele
na mesinha
de cabeceira
bem
ao meu lado
para quando
eu quiser abrir
lê-lo
e degusta-lo
com prazer –

Mila Lopes






Imagem a ser interpretada
Terça Feira 08-01-2018

 


Maternal

Para os filhos, a mãe será sempre
Um gracioso ser
Que os vê crescer
E isso tanto lhe dá prazer
como imenso que fazer

São os pormenores da maternidade
Em que cada fase nos deixa saudade
E cheias de vaidade

Foi pura e inicial felicidade,
Promoveu profunda afinidade,
Com o tempo criou cumplicidade
E uma terna e duradoura amizade

Rute Pio Lope
s



 COLO de MÃE

Colo de mãe
Sabor de  mel
Magia em nós
Aquela voz
Inconfundível
Ternura e carinho
Nosso ninho
Colo de mãe
Rio a correr
Que nos mata a sede
Semente de vida
Cura a ferida
Andorinha solta
Que sempre volta
Colo de mãe
Fui,sou
Os tantos colos
Que sempre dei
Flor singela
Brotei ao mundo
As três flores mais belas
Soltei amarras
No sonho perdido
Plantei de novo
Na terra molhada
Virá a alvorada
Cresce e rebenta
Fortalecida
No colo de mãe
Será recebida
No abraço gigante
Estará perante
Divino amor
No colo de mãe
Agora avó....

Anabela Fernandes 




 Experimenta de mansinho
sente o toque das minhas mãos
tão quentes de carinho!

Elas te amparam...
não te vão deixar cair
e te preparam ...
para quando chegares a partir!

Então seguirás o teu caminho
desta vez sem a minha mão
mas coberto...
de sonhos e ilusão!

O mundo inteiro...
pertence-te
talvez o vaz encontrar diferente
daquele sonhado por mim...
para ti!

Mas olha...eu vou estar ...
sempre aqui!

Sempre que te perderes
pelo caminho não encontrado
eu aqui estarei!

Sempre que caíres e te magoares
eu para ti serei...
a almofada para a cabeça deitares
e chorares!

09-01-18 maria g. 





 MINUCIOSIDADES

Não há iluminura, nem sonho, nem medo , nem saudade, nem ternura.
Mas há contemplação.
Comtemplai com delicadeza a minuciosidade.
Ah! Parai a descobrir a voz da flor a desabrochar.
Escutai…
Geme o vento abraçar a semente a sonhar, que a flor vai eclodir.
Já meus olhos a sorrir.
Miram a cor delicada, no desmaio da macia pétala rebicada de cada flor.
Porque persisto em continuar a procurar!?
Porque no pátio da alma, onde a luz se esconde, tudo que sonho brilha quando o dia adormece.
Colhi na contracurva do dia a luz encandeada do sol por nas águas.
Como joia rara a tona de água se bordou de pratas rabiscadas de silencio.
Mas era todo o caudal da tarde melodia de vida que se desenha a cinzel de vidro.
Vejo artesãos minúsculos esculpindo meticulosamente joias raras.
Sigo a trilha de terra molhada.
Saltam-me ao olhar pequeníssimos detalhes de coisas insonhadas.
Meus passos incertos suspiram de cansaço.
Pesam-me todas as pequenezes da vida que me decoram a alma.
Meus olhos depois de um profundo sono,
Riem a cada brilho.
Logo floresce uma e outra iluminura.
Sei-as de finíssimo papel antigo, Iluminuras de fios cabelares em ouro velho.
Respiro, deliciando-me com o perfume da água pura.
Estou cansada,
Tenho medo.
Pois num repente posso deixar de ver toda essa luz que acende as coisas impercetíveis, que me dão a certeza que a vida é um sonho constante.
A vida é essa miragem de luz que meus olhos se recusam a não colher em cada brilho irreal.
A olhar nunca me nego.
Porque de pedras de água azul e rara Deus os olhos me ofertou .
Despencam-se destes olhos azuis água, ventos nortes e lágrimas glaciares.
Azul de brilhos suspensos, tal é a cor de todas as minhas miragens

Augusta MariaGonçalves 





“AS MÃES”
As mães remendam a vida com sorrisos
Rasgam a alma para fazerem os outros felizes
Sufocam o grito que lhes fica na garganta
Quando não têm pão para pôr na mesa
Arrancam do peito as linhas com que cosem o amor
Têm sempre o colo pronto para acolher os rebentos
Esperam sempre um sorriso que as aqueça
Gostam de palavras ternas e de abraços
(Nunca lhes damos o suficiente)
Embalam-nos a dor nas suas canções de embalar
Iludem a fome delas matando a dos filhos
As mães são presente, passado e futuro
Elas são o nosso porto de abrigo
Nós somos as suas âncoras
Curam a nossa alma até ao último suspiro
Os seus braços são a nossa casa
Os seus beijos são amarras de amor
O seu sorriso, o sol que nos ilumina
Para elas nunca partimos, estamos sempre lá
Mães deveriam ser eternas…
Mães têm magia no olhar, calor nas mãos, amor nas palavras
Tanta coisa que fica por dizer
Tanto amor que fica para dar
Tantas desculpas por pedir
Mas posso dizer – te na mesma…Sei que me estás a ouvir
Amei-te e amo-te muito mãe…
Sinto muito a tua falta
Tenho muitas saudades tuas…
Faz-me tanta falta o teu abracinho…
Serás sempre imortal…
Obrigada por me teres escolhido…
“BRASA” MAGDA BRAZINHA 





 MÃE AUSENTE

Mãe, que colo cala,
a mudez do silêncio
dos filhos abandonados?

Mãe que sonhos vivem
os seres pequeninos
a quem o amor foi negado ?

Mãe sabe tão bem ter um colo,
umas mãos ternas e um beijo,
para nos consolar ...

Porquê que tu mãe sempre foste
tão ausente e eu fui tão carente
do teu amor e carinho?

Quem mãe tem e mãe não teve,
de amor sofreu a provação, em
pequenino não teve carinho, em
adulto sofreu o coração ...

Mãe tuas mãos tão ausentes,
teus beijos tão carentes,
teu colo tão vazio , foi a
maior desilusão, dum tempo
que devia ser só de amor e carinho...

MARY HORTA
09-01-2018
Reservados os direitos de autor
dedicado a todos os filhos criados sem mãe 





 AS SAUDADES DE UMA FILHA

Em doces recordações
a tua imagem se aninha
com a candura da criança
do tempo em que eras só minha...
fonte inesgotável da ternura
que o meu coração de mãe tinha
a cada sorriso teu o céu abria-se para mim
numa felicidade sem fim
mas o tempo muda tudo
hoje longe de mim caminhas...

Sentimentos contraditórios
tomaram a minha alma de assalto
num desespero profundo
abençoei a partida
sabendo que chegara a hora
de dares o teu voo mais alto
a vida assim determina
alheia à dor da saudade
que uma mãe tem de uma filha!!

Aida Maria (Aida Marques) 





Filhos do amor

Uma vida
que nasce
é sentida
é querida
é amada
são laços d’ Mãe
que o tempo
não apaga
nunca .
Filhos
são rostos
d’ Anjos
são caricias
sentidas
são amores
de candura
são vidas
de ternura
e raízes
que ficam
marcadas
para sempre.
Filhos
são frutos
do amor
concebidos
no ventre
d’ Mãe
são crianças
amadas
e vivem
p’ra sempre
no nosso coração.
Filhos
são flores
a florir
no dia a dia
d’ cada Mãe
são vidas
tão queridas
e toda a vida
são as nossas
luzes
que iluminam
eternamente
o nosso caminho.

Mila Lopes 





  A Luz

Dá-me a mão,
não vês que ainda sou um criança
não me deixes a vaguear pelo Mundo
ajuda-me a crescer para que mais tarde,
eu não tenha da vida, uma má lembrança

Mima-me mamã
mima-me com toda a força do teu ser
dá-me o teu amor em plenitude e vê-me crescer

Leva-me também aos meu avós
leva-me até lá porque eles são doce mel
deixa-me lá um pouco com eles,
porque eles também já se sentem sós

Mas não te esqueças de me ir buscar
não te esqueças nunca dessa luz
que tens para me dar

Olá mamã
Olá papá
Olá avó
Olá avô

Olá Mundo
Olá Deus Menino, dá-me luz
Ajuda-me a percorrer este Mundo
E o caminho ao que Ele me conduz

Florinda Dias 





 Mãe

No calor
Da chama do amor
A semente...ao óvulo chegou
Floresceu...e vingou
E...na hora certa
Cheia de choro coberta
...ela sorri á vida
E á mãe enaltecida
E sorrio para ti
Porque a vida me sorri
Ao ter nos braços
Os mesmos traços
...de mim
O amor completa a alma
Numa alegria que acalma
Com o coração cheio de tudo
E com tanto conteúdo
...que nos desalma
E este pequeno ser... é deslumbrante
E nos braços... é calmante
Pedaço de mim...pele de cetim
...amor sem fim
E solta seu grito ao mundo
Confiante...Deus...como é contagiante
E descobrimos muito cedo
Que tudo se sobrepõe ao medo
Ao medo de perder
Ao medo de não saber
Apenas amar infinitamente
Para sempre...e mais além
Neste amor de mãe
...incondicionalmente

FCJ
Fernanda Carneiro Jacinto





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